Comparação
OS MECANISMOS DA INVEJA E DA VAIDADE
Quando encontro alguém que é mais feio que eu,
ou menos inteligente que eu,
ou mais pobre que eu,
ou mais mais infeliz que eu
a vaidade me conforta.
Quando encontro alguém mais bonito que eu,
mais inteligente que eu,
mais rico que eu,
mais supostamente feliz que eu,
a inveja me assalta e me entristece.
A vaidade nos assalta quando nos defrontamos com
pessoas em desvantagem em relação a nós e nos conforta.
A inveja, por sua vez, nos assalta sempre que
nos vemos diante de pessoas que real ou imaginariamente
supomos estar em condições melhor que a nossa e
nos deixa em situação desconfortável.
Tanto a vaidade como a inveja decorrem da comparação
que fazemos entre a nossa vida e a dos outros. Entre o que temos e somos e o que pensamos que a outra pessoa tem e é.
Sentir-se bem-sucedido ao ganhar mais que os colegas de trabalho, apesar de ter um poder aquisitivo modesto, é cair na "armadilha da comparação relativa", ocultando a fragilidade financeira sob uma ilusão de sucesso.
Quando nós nos comparamos com os outros nos frustramos e às vezes, até deixamos de evoluir por isso. Cada pessoa tem o seu processo e dentro dele o seu progresso. Quando nos comparamos a nós mesmos evoluímos e crescemos cada vez mais. Comparar quem fomos com quem somos é estímulo, nos compararmos com os outros é tedioso, desalentador, decepcionante e meio caminho andado para o fracasso.
Comparar-me aos outros só me traz tristeza. Se constato que estou pior, sofro com a cobiça e a incapacidade de possuir o que o outro possui, seja bens materiais ou talentos pessoais. Se percebo que estou melhor, a compaixão me atormenta e a desigualdade existente me corrói
Não se compare com os outros nem se julgue inferior ou superior. Cada um tem a sua história, as suas qualidades e os seus defeitos. Cada um tem o seu valor, o seu potencial e o seu propósito. Não há ninguém igual a você nem melhor ou pior do que você. Há apenas pessoas diferentes, que merecem respeito e admiração.
Nós seres distintos e singulares desejamos tomar a identidade de pessoas, sendo iludidos por nós mesmos ao criar um padrão de vida perfeito e sem desagrados ou esforços que nos façam sair de nossa área de conforto, gerando uma imagem "exemplar" para o anseio de nosso interior de algo que nunca será alcançado, muitas vezes sendo elevado a própria inveja. Criamos um ideal pelo qual desejamos conquistar.
Pela visão limitada e superficial que temos do outro, não nos é permitido enxergar as lutas e batalhas que esta pessoa vivência em seus dias. Batalhas essas que se fôssemos lutar não nos seria obtida a vitória por não termos o que é necessário para conquistá-la, algo que já está contido àquela pessoa por já ter adquirido em sua trajetória de vida as ferramentas precisas para a luta.
Infelizmente, mesmo ainda tendo ciência de tais circunstâncias, desejamos evitar e acreditar no engano de nosso próprio coração, buscando um alento que não é real, algo somente para anestesiar nosso desconforto e preguiça internas, momentaneamente, porque se nos fosse questionado se estamos dispostos a sacrificar o que àquela pessoa sacrificou, a resposta, em suma, seria negativa e contrária.
É preciso levantar a cabeça e enfrentar a batalha que nos foi dedicada, que a conquista será alcançada, pois não existem vidas perfeitas aonde só há alegria e conforto, mas existem pessoas que não desistem e continuam lutando sobre as tempestades que se apresentam em seus dias.
Nenhum gigante é maior que a força e a bravura que nos foram confiadas para nossas guerras, só precisamos usar as ferramentas que temos para obter o triunfo próximo.
Qual amor é mais amor?
Da mamãe pelo filhão?
Do homem pela mulher?
Ou será que é do paizão?
Não importa de onde vem,
O que vale é querer bem,
Sem fazer comparação.
É mais feliz quem se compara com quem foi ontem do que com o vizinho cuja a vida pouco sabe e cujas dores e dissabores desconhece.
Você se cobra, se compara
Tenta se encaixar, mas a vida te para
Te fazendo refletir
Você a questiona, e ela te pergunta:
O que te trouxe até aqui?
Então você olha para trás
Mesmo imerso numa imensidão de porquês
Mesmo se quebrando mais uma vez
Valeu a pena exercer?
Valeu a pena se despender?
Quando suas metas se tornaram insuficientes?
Quando se absteve?
Quando esteve ausente?
Para colher tudo que regou
Para hoje ver o que se tornou
Ninguém imagina o que precedeu
Ninguém imagina o corre que deu.
Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras e eu até concordo, mas quantas dessas palavras realmente são verdades?
Certa vez, um paciente descreveu a sensação de escalar uma rocha: quando ele está na parede, nada existe a não ser uma infinita superfície rochosa justaposta à decisão limitada de onde colocar a seguir cada dedo do pé e da mão. A prática da psicoterapia não é diferente de escalar uma rocha. Mergulho na história, na narrativa e repetição da narrativa, e o restante desaparece.
A gente é o que consegue ser, dentro das nossas possibilidades, do jeito que dá... Há DIAS e dias. Em alguns, o nosso melhor bate próximo dos 100%, em outros o melhor fica na escala dos 25%, e é isso, às vezes esquecemos que somos humanos. A real é que cada passo tem que contar. O problema é que a gente tem mania de perfeição, de comparação, daí surge a frustração. Aprenda a ir no seu ritmo e a respeitar isso.
ANIMAIS RACIONAIS ?
Existem seres humanos que não devem ser comparados a
Animais
Porque não são dignos disso.
ÁGUA
Houve dias que fora líquida, outros, gasosa e alguns, sólida.
A água se adaptava a todos os ambientes, e trazia vida para todos a sua volta, mas a água sendo água não tinha sabor, a água sempre se adaptava.
A água precipitava seu choro em prol das plantas, a água nevava seus medos para que o homem admirasse a beleza, a água não percebia, mas sempre se adaptava.
Um dia a água matou alguém, e sua cor exalava o assassinato, a água pelos homens foi despejada, mas ela sempre se adaptava.
Do que adiantou ser doce e salgada, se para si mesma nunca fora nada; tudo que era, era assim pelos outros, a água não percebia, mas sempre se adaptava...
