Coleção pessoal de northon_salomao

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Segurança pública sem direitos pode produzir silêncio; segurança pública com direitos pode produzir paz.

A polícia protege a ordem; o Direito protege os limites da própria polícia.

O Estado não pode combater a violência reproduzindo a lógica que pretende superar.

Onde a segurança depende exclusivamente da força, a paz ainda não chegou.

Uma sociedade segura não é aquela que prende mais, mas aquela que precisa temer menos.

Segurança pública não é o Estado protegendo-se do cidadão; é o Estado protegendo o cidadão da violência.

No limite entre o Direito e a violência está a pergunta que nenhuma civilização pode abandonar: quanto poder podemos exercer sobre alguém sem deixar de reconhecê-lo como humano?

Quando a dignidade precisa de força para ser reconhecida, a civilização ainda é apenas uma promessa.

A violência pergunta quem é mais forte; o Direito pergunta qual força pode ser legitimamente exercida sobre alguém.

O Direito é a arte difícil de impedir que a dor de uma vítima se transforme na autorização para produzir outra vítima.

Toda justiça que esquece a humanidade do culpado corre o risco de tornar-se violência com toga.

A lei civiliza a força quando consegue dizer ao poder: até aqui você pode ir, daqui em diante começa o outro.

O maior triunfo jurídico não acontece quando o culpado é castigado, mas quando a próxima vítima deixa de existir.

Uma sociedade verdadeiramente livre não é aquela sem violência, mas aquela em que ninguém precisa tornar-se violento para ser ouvido.

A violência destrói o adversário; o Direito deve preservar até mesmo aquele que o adversário representa.

A justiça não é a vingança da sociedade contra o indivíduo; é a sociedade impondo limites à própria capacidade de vingança.

O Direito falha não apenas quando condena o inocente, mas também quando ensina o poderoso que certas vítimas não contam.

Toda impunidade é uma aula silenciosa sobre o preço que a sociedade atribui à dignidade humana.

O abuso começa quando alguém descobre que pode ferir outro ser humano sem precisar responder por isso.

A força pode conquistar território; somente o Direito consegue conquistar legitimidade.