Coleção pessoal de northon_salomao

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O maior inimigo da justiça não é a injustiça declarada, mas a injustiça administrada como rotina.

A corrupção prospera quando o medo de ser descoberto é menor que o benefício de infringir a lei.

A lei pode ser escrita por juristas, mas sua credibilidade é escrita diariamente pelas instituições.

O Direito é civilização porque substitui a força pelo procedimento; a corrupção é barbárie quando devolve o procedimento ao domínio da força.

Onde tudo pode ser comprado, até a verdade corre o risco de virar mercadoria.

A corrupção não destrói apenas recursos; destrói critérios.

Uma sociedade não se corrompe quando alguns violam a lei, mas quando muitos passam a considerar a violação normal.

A primeira derrota do Direito ocorre quando a sociedade deixa de acreditar que a lei vale a pena.

O dinheiro da corrupção compra coisas; jamais compra a legitimidade daquilo que foi comprado.

A corrupção é uma forma silenciosa de violência: poucos lucram, muitos pagam e quase ninguém vê a vítima.

Não existe Estado de Direito onde a lei é rigorosa para os fracos e negociável para os poderosos.

A verdadeira força de uma Constituição mede-se menos pelo que ela promete do que pelo que consegue impedir.

Quando o interesse privado compra o interesse público, a democracia continua de pé apenas como aparência.

A corrupção transforma o cidadão em cliente e o Estado em balcão.

O poder sem controle não precisa odiar a lei; basta aprender a utilizá-la em benefício próprio.

Toda corrupção começa com uma pequena justificativa e termina com uma grande distorção do interesse público.

A justiça não fracassa somente quando absolve o culpado; fracassa também quando convence o inocente de que ser honesto foi um erro.

Quando infringir a lei se torna racional, o problema já não está apenas nos indivíduos, mas nas instituições.

A impunidade é a pedagogia mais eficiente da corrupção: ensina pelo exemplo.

Um Estado pode sobreviver a governos ruins; dificilmente sobrevive à normalização da desonestidade.