Coleção pessoal de northon_salomao
Quem vive para corresponder às expectativas alheias pode chegar ao fim da vida com uma biografia impecável e uma identidade inexistente.
A vida não deve ser medida pela quantidade de pessoas que desejam permanecer conosco, mas pela qualidade da pessoa que conseguimos ser quando ninguém está olhando.
O indivíduo que conhece seus limites não precisa transformar cada despedida em tragédia nem cada encontro em promessa eterna.
A autonomia não elimina o amor; elimina a necessidade de transformar amor em mecanismo de sobrevivência.
Há homens que procuram uma mulher para completar sua existência quando ainda não começaram a escrever a primeira página dela.
A maturidade afetiva começa quando deixamos de perguntar “quem me salvará?” e começamos a perguntar “que vida estou construindo?”
Ser livre não significa não precisar de ninguém; significa não precisar trair a própria consciência para que alguém permaneça.
O tempo revela uma verdade incômoda: aquilo que parecia indispensável muitas vezes era apenas aquilo a que estávamos habituados.
Aquele que constrói uma vida interessante não precisa transformar o relacionamento em seu único acontecimento extraordinário.
Há uma diferença entre desejar companhia e temer a própria companhia; confundi-las é transformar carência em filosofia.
Quem transforma outra pessoa em seu centro gravitacional aceita, sem perceber, que sua própria órbita seja determinada por uma vontade que não controla.
Nem toda ausência precisa ser preenchida; algumas ausências são espaços necessários para que a identidade respire.
O homem que teme profundamente ser abandonado pode acabar abandonando a própria autonomia antes mesmo que alguém o abandone.
Quem não consegue permanecer consigo mesmo frequentemente procura no amor uma anestesia para perguntas que deveriam ser enfrentadas em silêncio.
