Coleção pessoal de northon_salomao

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Nenhuma marca vende objeto, todas vendem pertencimento.

O desejo humano é o maior ativo oculto das campanhas.

A linguagem publicitária é uma jurisprudência do encantamento.

O consumo é o processo pelo qual a fantasia se torna prática cotidiana.

A publicidade não promete felicidade, promete acesso simbólico à felicidade.

A marca é uma pessoa jurídica da imaginação coletiva.

O clique é o veredito mais rápido da modernidade.

O marketing opera como um tribunal sem direito de defesa consciente.

A propaganda não cria mentiras, cria verdades provisórias.

Todo branding é uma tentativa de constitucionalizar a preferência.

A publicidade transforma necessidade em ficção jurídica do desejo.

O consumidor não escolhe, ele é persuadido por versões concorrentes de si mesmo.

A atenção é o novo litígio do mundo contemporâneo.

Marcas não disputam mercado, disputam narrativas de existência.

O desejo é a verdadeira jurisdição da publicidade.

A propaganda não fala com pessoas, fala com lacunas de identidade.

O marketing não convence o consumidor, ele reorganiza suas carências.

Todo anúncio é uma petição emocional disfarçada de imagem.

A publicidade não vende produtos, vende versões editáveis da realidade.

Talvez a maior tensão da religião esteja entre preservar o mistério e administrá-lo.