Coleção pessoal de northon_salomao
Passamos grande parte da vida aprendendo a sobreviver às circunstâncias e somente tarde percebemos que ainda precisávamos aprender a viver.
A verdadeira riqueza começa quando aquilo que possuímos deixa de ser menor que aquilo que desejamos.
A fortuna é uma hóspede instável: pode permanecer conosco durante anos, mas jamais devemos confundi-la com aquilo que realmente nos pertence.
Muitas coisas parecem impossíveis não porque excedam nossas forças, mas porque o medo as torna maiores antes mesmo que tenhamos coragem de enfrentá-las.
Nenhum caminho pode ser verdadeiramente favorável àquele que desconhece o destino que deseja alcançar.
Sofremos duas vezes quando permitimos que a imaginação transforme uma possibilidade futura em um sofrimento presente.
A vida não é necessariamente curta; nós é que frequentemente a reduzimos ao desperdiçar aquilo que nenhum patrimônio poderá comprar de volta.
Enquanto esperamos que a vida finalmente comece, o tempo, indiferente às nossas hesitações, transforma cada adiamento em passado.
Não é a brevidade da vida que nos condena, mas a facilidade com que entregamos aos outros aquilo que jamais poderemos recuperar: o nosso tempo.
Não espere que a vida se torne tranquila para começar a vivê-la; a tranquilidade que você espera pode nunca chegar, enquanto o tempo que você desperdiça esperando jamais retornará. Há uma forma silenciosa de morrer: continuar adiando a própria vida até que o futuro se torne passado.
Você pode passar a vida esperando que o caos se dissipe, que as circunstâncias se alinhem e que o mundo finalmente lhe conceda a tranquilidade necessária para começar a viver. Até descobrir, tarde demais, que a vida nunca esteve à sua espera em algum lugar depois da tempestade: ela acontecia justamente no intervalo entre uma incerteza e outra, enquanto você adiava o presente à espera de um futuro que nunca prometeu ser mais sereno.
O tempo perdido não se recupera permanecendo no lugar onde foi perdido. Não permita que aquilo que o passado lhe roubou determine também o que você ainda pode viver. O tempo que resta não é uma dívida com o que passou, mas a última liberdade que o futuro lhe oferece.
A privatização juridicamente relevante não se mede apenas pelo ato que transfere a propriedade, mas também pelo processo que transfere, progressivamente, a substância econômica da função estatal.
No Direito, a privatização não se define apenas pelo que o Estado vende, mas também pela função pública que deixa de poder exercer depois da venda.
A permanência do Estado no controle formal de uma empresa não impede que a função estatal seja progressivamente privatizada pela fragmentação de sua estrutura econômica.
A privatização pode ocorrer juridicamente em parcelas, mas sua constitucionalidade não pode ser examinada em pedaços quando o efeito produzido é estrutural.
Eu entendo e até me simpatizo com algumas ideias do MGTOW. Mas, para mim, isso não é exatamente uma novidade. Nos anos 90, eu já era um solteiro convicto, muito antes de qualquer movimento dar nome a esse modo de existir.
E não me entendam mal: eu adoro as mulheres. Vivi histórias, paixões, encontros, descobertas. Elas fizeram parte da minha vida de muitas maneiras. Mas, para mim, existe uma diferença entre gostar da companhia de alguém e precisar tê-la dentro de casa.
Socialmente, gosto das pessoas. Em casa, prefiro meus gatos, meu cachorro e o silêncio.
Talvez porque eu precise dele.
Preciso ouvir o que permanece quando o mundo finalmente se cala. Preciso de espaço para escrever, para pensar, para perceber aquilo que o ruído cotidiano costuma esconder.
Às vezes, tenho a impressão de que o vazio não é ausência de alguma coisa. É justamente o lugar onde certas coisas começam a dizer o que pensam.
E eu preciso estar sozinho para escutá-las.
Seguir o próprio caminho não é fugir das pessoas; é recusar que qualquer pessoa, instituição ou convenção tenha o direito de caminhar dentro de nós sem nossa permissão.
Talvez a maior rebeldia contemporânea seja construir silenciosamente uma vida que não precise ser exibida, validada ou explicada para ser considerada plena.
