Coleção pessoal de michelfm
Um Punhado de Poeira Cósmica
há 13.8 bilhões
de anos,
o universo vem reunindo
os átomos
em movimento constante,
de infindáveis
maneiras,
para formar galáxias,
estrelas, planetas
e vida,
em instantes únicos,
inigualáveis.
especificamente
hoje,
este instante é nosso;
único;
inigualável.
13/02/23
Michel F.M.
Procedimento Padrão
em caso de Autocombustão
demonstre sempre o máximo da iniciativa. esteja sempre disposto a contribuir da melhor forma possível.
semeando paz, harmonia e eficiência, respeitando a hierarquia e atribuição de tarefas, com o equilíbrio perfeito.
cumprindo o designado com excelência, defendendo e exaltando os valores da empresa.
uma qualidade primordial que precisa exercitar, é a capacidade inesgotável de dizer tudo aquilo que querem ouvir. minta para eles, minta para todos, no fundo é o que todos querem ouvir e ver, mentiras e fingimento.
eles jamais saberão distinguir as sutilezas entre sarcasmo, cinismo e ironia, as distinções entre os mesmos, são exageradamente tênues. portanto, finja.
02/02/23
Michel F.M.
Acumulador de Feitos Invisíveis
conquistou
todas as coisas
que se há
para conquistar,
menos fama,
sucesso,
luxo, dinheiro e poder.
ele de fato
não teve nada
que pudesse mesmo
se gabar,
exceto insistência,
consistência,
dignidade, afeto e saber.
23/01/23
Michel F.M.
Tríplice Poema
1. [Ciclone]
Natureza,
Nem boa, nem má,
Apenas implacável.
2. [Definição Abdominal]
Tanque de guerra,
Tanque de roupa,
Tanquinho.
3. [Transbordado]
Ele teve tudo
O que todo mundo quer na vida,
Mas como todo mundo sabe,
Ter tudo nunca é o bastante.
22/01/23
Michel F.M.
Vim até aqui para Viver
Só é possível renascer,
Após a aceitação das múltiplas
Mortes que sofremos ao longo da vida.
Já morri tantas vezes
Que nem me recordo mais,
Cristalizando de volta o que não se desfaz.
Morrer é algo terrível e inaceitável,
Mas só se deixarmos de admitir
Que não se pode impedir o inevitável.
Vim até aqui para viver
E reviver com esperança renovada,
Reavivar motivações despedaçadas.
Uma mente poluída só vê o céu nublado,
Nós somos a necessária medida,
Entre plano ideal e projeto realizado.
Inflamar brasas enfraquecidas, apagadas.
Vim até aqui para viver
E reconstruir intenções estraçalhadas,
Uma última vez viver,
Formidavelmente e mais nada.
16/01/23
Michel F.M.
Brilho Fraterno para Caminhos Tortuosos
Ser canhoto,
Sinistro,
Escreve e chuta
Com a esquerda.
Persistente,
Inconformado,
Coração e sangue
Vermelhos.
Pulsante,
Ritmado,
Constante,
Valente.
Sua paixão
É o enfrentamento,
Seu grande amor,
A revolução.
13/01/23
Michel F.M.
Floresta de Cactos
Talvez uma única vez
Isso tudo não tenha a ver
Somente conosco.
Independente
do que você espera de mim,
Me antecipo às suas
Expectativas,
Ajo inesperadamente.
Mesmo parecendo óbvio,
Artífice de ilusões,
Operário de angústias,
Artesão da alma.
Pesquisador da profilaxia,
Busco certa toxicidade salutar,
Acidez sonhando alcalina,
Desejando ser benigna.
Blá blá e blá.
Desbravador do espírito,
Um trabalhador braçal
Que lavora com tinta e papel.
Palavreados
Ambicionando
Palavrões.
Possuo todas as perguntas
Fundamentais e universais
E nenhuma resposta.
Talvez esta única vez
Isso tudo só tenha a ver
Conosco.
Pois é,
Sou sim um poeta,
Sou só,
Poeta.
Esse é meu ofício,
Meu karma,
Maldição
E magia.
Não posso te oferecer nada,
Além de poesia.
13/01/23
Michel F.M.
[Une Chanson Pour la Fille]
Algo lhe disse,
Amanheceu pensamentos,
Habitou cromossomos
Por muitos períodos,
Temporadas inteiras.
Discursou sobre razões
Quando não possuía nenhuma,
Justificou-se, jorrando pretextos,
Argumentou dissertando,
Manuseando inquietudes.
Quis estabelecer parâmetros
Para o intangível,
Exaltando esquisitices peculiares,
Compreendia explicitamente
Interrogações que confundiriam
A maioria.
Une chanson pour la fille,
Le jardin des papillons,
La maison des papillons,
Les papillons et la fille.
Perspicaz ao portar um amontoado
De sensibilidades,
Alienava-se propositalmente,
Aliás, tua consciência,
Apresentava uma consistência
Autônoma, imune aos desvalores,
Isenta de desvalias.
Talvez e tão somente com tal incerteza,
Possa assegurar, não presenciei,
Nesta encarnação ao menos,
Alguém mais autossuficiente,
Rigorosamente verídica,
Autêntica, genuína.
Une chanson pour la fille,
Le jardin des papillons,
La maison des papillons,
Les papillons et la fille.
(Michel F.M. - Linha (Tênue) Rompida - Esplêndida Face Magnífica - 2013)
[Mensagem Fora da Garrafa]
O que é meu é para mim
e do teu quero um pouco,
vida estreita num segundo.
Ela se apresenta assim,
feita para alguém
e dedicada à todo mundo.
O que é seu é para ti
e do meu defeito louco,
a rudeza em tom imundo.
Invejo profundamente
pessoas que conseguem escrever
sobre a paz, em tempos de guerra,
Eu só consigo escrever
sobre a guerra,
mesmo em tempos de paz.
Tudo que se ganha é de grátis ?!
Não se engane,
o MUNDO está acabando,
Desde o princípio.
da pétala ao cabo,
só quero ser efêmero
como a flor,
porque ela pode acabar
e eu não ?!
Mas seja como for,
sei que um dia ainda me acabo,
Por aí.
O que é seu é para mim
e do teu não quero pouco,
há pureza num tom profundo.
O que é meu é para ti,
eis nosso defeito louco,
VIDA estreita num segundo.
Feita para alguém,
Ela se apresenta assim,
Dedicada à todo mundo.
(Michel F.M. - Pacífico em Brasas - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2017)
[Ingrid, a Poderosa em Moletom]
Eletrificou-me a feição,
Feito as flechas furiosas
Que descendem dos céus,
Nas tempestades calorosas de verão.
No penteado, satisfação,
Musculatura facial num ar severo,
Descreveram historíolas,
Deixando o próprio Homero, no chinelo.
Ingrid,
Sucumbiu os pilares do paraíso,
Explodiu as aéreas quimeras etéreas,
Afundou-me nas garras do teu sorriso.
Hesitante, Zeus se prostra,
O mais sábio dentre os deuses,
Nada sabe; nesta mostra,
Está indeciso.
Hades abre com cautela,
Os portões do submundo,
Só pra vê-la desfilando,
Ao portar teus absurdos...
Aportando sem suspense,
A poderosa em moletom,
Enlouqueceria, o próprio,
Poseidon.
Ares, o pacifista,
Abandonou as estratégias,
Substituiu por ela,
O frenesi, na arte da guerra.
Ingrid,
Do paraíso extraiu os pilares,
Expandiu as etéreas manobras aéreas,
Arrebatou elogios aos milhares.
(Michel F.M. - Pacífico em Brasas - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2017)
[Tinta que Fere em Frases Avulsas]
Apinhadas de impropriedades,
Minhas poucas impressões,
São expressamente inapropriadas.
Nada nos pertence, pertenceu, pertencerá,
Tudo ficará suspenso, sem receio dos divórcios,
Quando formos embora, de novo.
Só há o cheiro do mato cortado,
A garoa que bate na terra e molha,
Lavando a poeira sufocante que cega,
Deixando o mormaço que aquece as folhas.
Suor dos teus poros, borrando a escrita,
A Tinta que Fere em Frases Avulsas.
Tua dedicação afogada em pântano,
A lamuria insistente teu único canto.
E último.
Nessa persistente desistência,
Desistente persistência, desistiu de nós,
Ou será que nós desistimos dela.
Não há mais a quem recorrer,
Afinal, somos nós a decorrência.
E a isso se referia,
A estúpida e sábia profecia.
Suor dos teus poros borrando a escrita,
A Tinta que Fere em Frases Avulsas,
Histéricas, concretas, poéticas, precisas.
(Michel F.M. - Delírio Absoluto da Multidão Atônita - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2016)
Manual Supérfluo
dos Conselhos (inúteis)
Indispensáveis
Às vésperas do outono
Só nos resta esperar,
Pelo inverno rigoroso
Que se impõe sem hesitar.
Às vésperas dos sonhos
Mirabolantes, irreais,
Pulsando vigorosos,
Irresistíveis e nada mais.
Às vésperas do encontro
Ansiedade a escancarar,
Dos teus lábios saborosos
Um labor que nos enlaça.
Às vésperas de tudo
Quando tudo conflitar,
Só declame poesias,
Para alguém e doe graça.
Dos teus lábios saborosos
Um labor que nos enlaça,
Só declame poesias
Para alguém e doe graça.
(Michel F.M. - Pacífico em Brasas - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2017)
[Mechas de uma Gueixa]
Uma garota me foi comovente,
Era da terra do Sol Nascente,
Herdeira de um trono desde criança,
Hoje mulher renegava a herança,
Inconformada com tanta tristeza,
Ajudava os mais fracos, verdadeira nobreza.
Deixou o seu lar o Vale dos Samurais,
Mas levou em seus atos o amor de seus pais,
E nos campos rasteiros das tulipas puras,
Me envolvi com a gueixa das mechas escuras,
As lembranças que ela me deixa,
São as mechas de uma gueixa,
As lembranças que ela me deixa,
São suas mechas minha gueixa.
As colinas azuis não esquecerei,
O código de honra eu cumprirei,
Os riachos gelados me fortificaram,
As folhas secas me aqueceram,
Os olhos da gueixa me enfeitiçaram,
Seu sorriso e sua boca me converteram.
Os fogos das festas desenham no ar,
No Oriente pretendo estar,
Mas uma lacuna cresce dentro de mim,
O medo da gueixa nunca mais me encontrar.
As lembranças que ela me deixa,
São as mechas de uma gueixa,
As lembranças que ela me deixa,
São suas mechas minha gueixa.
Ela me levou até os confins,
Desde a muralha aos pequenos capins,
Ela me mostrou a força dos anciãos,
E jovens budistas ensinando cristãos,
Tanto as regras quanto as tradições,
Me ensinou a amar, transcender emoções.
As lembranças que ela me deixa,
São as mechas de uma gueixa,
As lembranças que ela me deixa,
São suas mechas minha gueixa.
(Michel F.M. - Áspera Seda: Volume Único - 2012)
[Entre Aliens e Unicórnios]
Surgimos de baixo da cama,
Por meio de lençóis e colchas,
Para além dos edredons,
Dos portais fabulantes,
De trás para frente,
De ponta cabeça, enfim,
Comece de novo,
Só comece novamente.
Remoendo a massada das rimas,
Bote o todo na betoneira dos poemas.
Você não quer que todo mundo entenda, não é ?!
Imagine como seria tedioso
Se todo mundo entendesse.
Mas não se aflija, pois não vão.
Para cá desta murada,
Não se vê tumulto, flagelos,
Nem filas ou reclamações,
As únicas interações são nossas
E para conosco,
Quando as nuvens do incômodo se aglutinam,
Despenca o toró, a torrente do alvoroço
E a alvorada nos enlaça saudosa.
Disseste que teu nome
Era diminutivo de lua,
Como recompensa te dedico
Esta soma empanada de estrofes.
Indissociável como estrógeno e progesterona,
Luara, o motivo inicial desta composição
Foi um tanto desvirtuado,
Mas considere o fato que registros efetuados
Tem como prêmio a posteridade,
Ficando assim estampado
Senão nas memórias pueris,
Ao menos em nossa comoção,
Deixemos todas as condições
E os bem feitos, serem como são.
Abandonados nos trópicos
Entre câncer e capricórnio,
Um humor sulfúrico para ti,
Vossa graciosidade se revela a sós.
Entre Aliens e Unicórnios,
Existem tantas teorias
Que não existem, por aí,
Mas que existem, para nós.
Ao menos em nossa comoção,
Deixemos todas as condições
E os bem feitos serem como são.
Serem
Como são,
Em nossa comoção.
(Michel F.M. - Pacífico em Brasas - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2020)
Rima sobre Rima
(ou a Monografia Senil
de um Inovador Ultrapassado)
Do barulho infernal,
Ao brilho cegante,
Energia estridente,
Dissipada em instantes.
Nós somos as massas
E as minorias,
Saboreamos o bônus
E as consequências.
Fomos barbárie em harmonia,
Trouxemos uniformidade e conflitância.
Regamos os buquês floridos da melancolia,
Eufóricos desenfreados, anatomistas.
Portamos as causas e as epifanias.
Éforos da argumentação,
Baboseiras intimistas,
Infinitas.
Estratagemas, pilherias,
Ardis e trapaças,
Emboscadas, astucias,
Arapucas, ciladas.
Não fazemos ideia
Dos porquês,
Ocupamo-nos
Apenas, do aroma dos buquês.
Que restem penas,
Cheiros, perfumes, odores,
Penachos, farroupilhas.
Que restem arenas,
Termas, gladiadores,
Pomares, pantomimas.
Que seja esta nossa sina.
Que reste apenas,
Rima sobre Rima.
(Michel F.M. - Delírio Absoluto da Multidão Atônita - Trilogia Mestre dos Pretextos)
[Páginas Restritas]
Mofando num arquivo,
Mandamentos esboçados,
Teu altruísmo destrutivo,
Afastando os ajuntados.
O costume prejudicial,
Foi meu único aliado,
Neste impasse desigual,
Sou um ogro e seu cajado.
Ficaste com o todo,
E com as docilidades,
Sei que sou escroto,
Tu és a polpa das beldades.
As Páginas Restritas,
Nas quais te fixei,
São feitas de Renúncias,
Incontáveis que enfrentei.
Foste minha seiva,
Nutrindo o entusiasmo,
Até escoar num ralo,
Fétido de espasmos.
Pra mim restaram labaredas,
Poeira e carvão. E fui reduzido
Ao refrão de uma composição.
Eu fui os teus gravetos,
Foste meu combustível,
Queimamos o recato,
Na fogueira indefinível.
As Páginas Restritas,
Nas quais te fixei,
São feitas de Recusas,
Incontáveis que enfrentei.
Enfrento e enfrentaria,
Tudo o que enfrentei,
Pra ter as páginas restritas,
Nas quais te fixei.
(Michel F.M. - Conectatum - Esplêndida Face Magnífica)
[Cantigas para Ninar Lenhadores]
Salgada esperança,
Posta para secar,
As entranhas pra fora,
Embaladas nos cantos
Da cruel inocência.
Para ser proposital
Exigiria muito treino e precisão,
Mas a incisão que fizeste em minha alma,
Veio calma e causou frustração hemorrágica.
Lenhador distraído,
Sem machado ou madeira,
Não sei mais distinguir
Entre a presa e a teia.
Minha atitude enérgica
Diante de tua presença e expressão,
Se findou, afogando-se em teus afagos
Apertados, desonestos, ensaiados num tom ártico.
As entranhas pra fora,
Embaladas nos cantos
Da cruel inocência.
Posta para secar,
Vem salgada a esperança.
Lenhador decidido,
Sou machado em madeira,
Eu sou água do mar
Em teu castelo de areia.
(Michel F.M. - Pacífico em Brasas - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2017)
[Discurso de Posse da Espécie Dominante]
Dedico esta Obra
A Raça humana.
E aos descendentes,
Que serão inocentes,
Até deixarem de ser.
(Michel F.M. - O Último Registro da Raça Humana)
[Grazi e os Paraísos Despedaçados]
Daquela parede anil,
Nos tons dum outro azul,
Qualquer que seja o som,
Me faz sentir você.
Tomadas desencapadas
Nos cômodos vazios,
Transtornos noite a fora
Fazem lembrar porquê.
Tomando decisões
Sem nenhum significado,
Tomara que saibamos
As consequências de saber.
Sacolas empilhadas,
Uma garrafa d'água
E a maçã caída.
A despreocupação
Foi sempre uma aliada,
À quem me aliei.
Teu óculos espelhado
Refletindo nosso totem,
A tua marcha atlética
Espalhando aquele pólen.
Grazi, nada foi planejado,
Paraísos despedaçados,
Eis aqui o nosso Éden.
(Michel F.M. - Pacífico em Brasas - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2017)
[Habitantes do Ventrículo Esquerdo e o Manjar Diminuto em Banquete Gelado]
Como poeta era um ótimo filósofo
E como filósofo um ótimo poeta.
Isso significa dizer que nunca foi bom
Em nenhuma das duas coisas.
Mas a questão nunca foi ser bom
Em alguma coisa, a única questão
Que realmente importava, era ser.
Somente um rimante inescrupuloso
Pode especular estrofes
Sem receio de cair em prosa;
Um artífice premeditado da palavra,
Ou pós-ditado, aquele que diz,
Eis o ditador, um versenário,
Vil a cada oração;
Um expoeta que despétala, em camuflagem
Sorrateira, até ser lido e desferir o bote, certeiro,
Inflamado, fatal, injetando antídoto;
Um mero ente, alterado,
Que em algum súbito relance, havia tido o todo.
Então ele constata:
Um milhão e meio de razões para ir
Talvez uma ou meia motivações pra ficar.
Só tenho uma coisa a perder, a inspiração.
E se eu permanecer, ela se vai. Portanto,
Me vou, para que ela fique.
Espero um dia conseguir suportar a mim
E quem sabe muito esperançoso,
Conviver comigo mesmo.
Não precisa ser Esplêndido, mas às vezes é.
Não precisa ser Formidável e Magnífico, às vezes é.
Nossa ecolocalização capta
Os cardumes fartos em espiral
E o esquadrãovagalume
Inda pulsa estridente.
Ela era do tipo persistente insistente,
Não deixaria que nada a deixasse esfriar,
Ela era tipo encrenqueira valente,
Ficaria com tudo ou nada iria bastar.
(Michel F.M. - Pacífico em Brasas - Trilogia Mestre dos Pretextos - 2017)
