Coleção pessoal de I004145959

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⁠Já fomos estrelas e poeira cósmica,
e hoje o universo vibra dentro de nós.

⁠Sabemos do pó, do átomo, do chão;
mas a alma escapa pela contramão.

⁠Meu corpo, minhas regras até onde a convivência permite; não estamos sozinhos no mundo, e no coletivo também há regras e limites.

Se o Estado foi ausente, que o assaltante cobre do Estado, não de gente inocente.

⁠O ladrão é visto por muitos como vítima social; e o cidadão é quem neste jogo desigual?

Até que ponto a explicação social justifica a absolvição moral?

Até que ponto a explicação social justifica a absolvição moral?

⁠O assassino é visto por muitos como vítima social; e o morto é quem neste jogo desigual?

Quem centraliza tudo manipula pela ação e enfrenta a solidão do poder; quem cede tudo, passa ‘procuração’, aceita o jogo, manipula por omissão e enfrenta a humilhação de se submeter.

⁠Um centraliza para aparecer; o outro cede para se esconder.

Ambos manipulam — um pela ação, o outro pela omissão — um sofre pela solidão e outro pela submissão.

⁠Entropia: a última via da vida.

⁠A substituição da verdade objetiva por opiniões pessoais alimenta o relativismo exagerado e a pós-verdade, onde sentimentos e crenças sobrepõem dados e razão.

⁠Na pós-modernidade, a razão vira produto segmentado; cada grupo escolhe a sua verdade no mercado.

⁠Conatus é resistência viva; entropia, decadência definitiva.

⁠Entre o não automático e o sim sistemático, reside o absurdo.

Entre o não automático e o sim sistemático, reside o absurdo de negar por impulso ou ceder por costume.

⁠Entre o não automático e o sim sistemático, reside o absurdo de recusar por padrão ou agradar por convenção.

⁠Entre a inconveniência de discordar de tudo e a subserviência de concordar com tudo, reside o absurdo.

⁠Entre o não automático e o sim sistemático residem o defensivo e o submisso.

⁠Entre discordar de tudo e concordar com tudo, reside o absurdo.

⁠Concordar com tudo é fraqueza disfarçada; não concordar com nada, soberba declarada.