Coleção pessoal de I004145959
Viver não é editar a vida para caber no aplauso, mas ousar ser, sem rótulo e sem disfarce, mesmo que doa, mesmo que desagrade.
Viver é estar no agora nos risos, nos gritos, nos imprevistos, no abraço do tempo, no passo torto, no susto, nas dores e nos sabores.
Vida é risco abraçado, desejo ousado, feito comemorado, peito marcado, velório demorado, luto chorado, no tempo dedicado.
Uma vida bem vivida não veste fantasia, não cabe no sorriso forçado, na vitrine da alegria, não se vende em propaganda, mas se derrama pela varanda.
A vida não se anestesia, se atravessa, se arrepia, é luto, é riso, é ferida que ensina, é tristeza que ilumina.
Viver sem moldura nem armadura é deixar a dor chegar, chorar sem receio, sentir no peito, permitir-se ser ferido, partido, refeito.
Na ONU, cinco vozes têm veto e poder, com esse freio, a justiça tende a esmorecer. Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido, no jogo do silêncio, guerra e paz dependem de interesses bem definidos.
Justiça é o limite, o freio e a razão, a ponte que separa o direito da opressão.
Sem ela, o poder se torna tirania, e o direito, apenas face da violência fria.
O capitalismo transformou o mundo num parque temático de realidades fabricadas e subjetividades capturadas, onde nada escapa nem mesmo a alma.
Para o utilitarismo, o certo é o que reduz o sofrimento e nos faz viver mais felizes — fugir da dor e buscar o bem-estar define o caminho moral.
Na vida terrena, a plena felicidade não é missão, nem fruto da criação;
é sentimento em constante transformação.
Afeto com entrega é escuta que acolhe sem perder a leveza; é cuidado que abraça; é presença que compreende antes que a mente se apresse e o olhar condene.
Excesso de estímulos e cobranças apressam
um vazio que avança,
uma solidão que se lança,
um cansaço que não descansa.
A mente é um enigma que sussurra no silêncio; quem escuta o que não cabe nos manuais encontra sentidos que nem sempre têm nome.
