Coleção pessoal de I004145959

301 - 320 do total de 2547 pensamentos na coleção de I004145959

⁠O mundo gera o submundo — sombra que não se apaga, não se ignora e não se subestima.

⁠Vivemos alegando falta de dinheiro para cumprir compromissos, mas continuamos esbanjando na vida social.

⁠A representatividade virou estratégia capitalista: mais voltada à criação de nichos de mercado do que à inclusão de fato.

Há mais representação do que representatividade.

A inclusão é mero insumo para aumentar o consumo.

⁠O neoliberalismo mercantilizou a representatividade: capacidade ignorada, inclusão desprezada, igualdade disfarçada, consumo é a grande jogada.

⁠Representatividade sem inclusão é representação.

⁠Quarks, prótons, nêutrons e elétrons — ingredientes da natureza que formam átomos e preparam a receita da diversidade: uns viram pedra, outros viram gente, e assim por diante.

⁠Somos química viva — elementos da tabela periódica em perfeita união.

Enquanto essa organização persiste, vivemos; quando se desfaz, a vida cessa, e retornamos à química da natureza, participando do ciclo contínuo da matéria em constante transformação.

A única ideologia que a periferia conhece é a luta pelo pão nosso de cada dia; o resto não passa de papo gourmet de quem usa a pobreza alheia como trampolim para subir na vida.

⁠No fim, o corpo se desfaz
e o que resta são átomos prontos para outra forma de existir.

⁠A energia da vida se vai, mas os átomos seguem — sempre em transformação.

⁠No fim, o corpo se desfaz,
restam átomos, vida que se refaz.

⁠Já fomos estrelas e poeira cósmica,
e hoje o universo vibra dentro de nós.

⁠Sabemos do pó, do átomo, do chão;
mas a alma escapa pela contramão.

⁠Meu corpo, minhas regras até onde a convivência permite; não estamos sozinhos no mundo, e no coletivo também há regras e limites.

Se o Estado foi ausente, que o assaltante cobre do Estado, não de gente inocente.

⁠O ladrão é visto por muitos como vítima social; e o cidadão é quem neste jogo desigual?

Até que ponto a explicação social justifica a absolvição moral?

Até que ponto a explicação social justifica a absolvição moral?

⁠O assassino é visto por muitos como vítima social; e o morto é quem neste jogo desigual?

Quem centraliza tudo manipula pela ação e enfrenta a solidão do poder; quem cede tudo, passa ‘procuração’, aceita o jogo, manipula por omissão e enfrenta a humilhação de se submeter.