Coleção pessoal de I004145959

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Somos insubstituíveis para algumas pessoas, mas não indispensáveis à continuidade da vida.

Identidade diferencia; alteridade aproxima.

Obsessão por prevenção, palco da paranoia.

Para cada narrativa dominante, uma nova estátua.

A memória também é uma disputa de poder.

Não somos tão otimistas a ponto de acreditar que o progresso tornará o mundo melhor; nem tão céticos a ponto de desistir da esperança de que amanhã seja melhor que hoje.

A vida sempre se renova; mas nem toda renovação leva ao progresso — algumas nos devolvem ao retrocesso.

Combater o pior sem esperar o melhor.

Quem só olha para o que não tem nunca terá nada.

Discurso contra o bullying no palco; escárnio da aparência alheia no quarto.

O lugar de fala valida a identidade, mas não garante legitimidade.

Quanto maior a proximidade entre quem elogia e quem é elogiado, maior a possibilidade de condescendência.

Elevar o patriarcado à chave-mestra de toda a brutalidade humana é substituir a complexidade do mal por um monismo redutor — uma simplificação que, ao pretender explicar a violência, acaba por aprofundar a guerra dos sexos.

Para uns, fazer o bem é a âncora que dá sentido à vida; para outros, fazer o mal é o próprio combustível da existência.

O casamento é o atalho mais rápido para o endividamento.

Há perguntas que não procuram respostas; apenas testemunhas.

A família não é uma democracia plena; dar poder decisório a quem não paga boleto é fomentar a tirania infantil.

Presenciamos uma tirania da felicidade, onde a introspecção é censurada e a tristeza, ridicularizada.

O oprimido afaga nossa vaidade; o privilegiado desperta nossa ira.

Sucesso: brilho que afasta. Fracasso: traço que aproxima.