Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

7061 - 7080 do total de 10351 pensamentos na coleção de anna_flavia_schmitt

⁠Se você acha
que calar
é melhor,
Não acha
que os meus
versos fazem
sentido,
Não poderá
se queixar
quando
você não for
mais ouvido.

⁠Não dá para disfarçar,
que da história sou
a expectadora com agonia,
vendo a adoração cega
ao poder que nos autepsa.

Ele que nunca deu
segurança nenhuma
na vida de ninguém:
qualquer pessoa comum
nos sombrios dias de hoje
sabe reconhecer um
bajulador de longe.

Ciente disso não se iluda
fazendo culto a líderes,
porque o preço disso
é bem caro e custa
não só a tua alma.

Uma América Latina repleta
de presos políticos,
e de gente dando a vida
para se livrar de ditadores;
e o nosso povo querendo
transformar as eleições
numa passagem direta
para o inferno com direito
a marcha histérica,
com 'supremo' e com tudo.

⁠Como uma
canção que
caiu na boca
da população.

Não vejo o
porquê manter
em detenção
a tropa só
porque discorda.

Ela não é
ameaça para
a Nação,
insisto pela
libertação.

Por ela venho
há tempos
e de longe
pedindo,
e pelo nobre
e bom General.

⁠Quero acreditar
que você está
Em segurança,
porque a nossa
amizade, fé e amor
Por nossa gente
nunca arredarão,
A minha poesia
a embalar
A preocupação
virou escândalo
Sem reverso,
quer o fim
Do pesadelo,
faz jus a história
E tem a esperança
que tudo o quê não
Queremos passará,
e ao teu caminho
Você regressará.

⁠Para quem não quer
dialogar com o mundo,
ele não é pequeno
e tampouco redondo.

Haya paz no palácio
para tentar reaver
o diálogo franco com
quem deu de ombros
ao mar para os povos.

Ainda há quem faça
o mau uso da palavra
querendo transformar
o quê é tão simples
no regresso da Era
da bala de canhão.

Porque para entender
o quê é o mar para
a Bolívia ele alcança
além da soberania,
é para evitar que ele
seja loteado entre
sete famílias,
e para que se
torne o patrimônio
dos filhos dos povos.

⁠O anjo tem anunciado
o clamor pelo protegido
e a sua dor crescente,
porque quem tem o dever
de cuidar tem feito
da dor física a evidente
psíquica mordaça
para a boca silenciar.

A epopeia foi espalhada
pelo mundo e não há mais
como manter abafada,
se virar contra será uma
tentativa frustrada porque
toda a poética do coração
é a mais augusta fala.

A senhora justiça já que
não consegue exercer
a sua autonomia para
fazer valer o dever,
ao menos que se torne
poesia para devolver
o Estado de Humanidade
para no Estado de Direito
o povo voltar a crer.

A presunção de inocência
é um direito constitucional,
e reconhecer um erro é mais
do que justiça é um evidente
Estado de Decência ao dever.

⁠Rodeio sob o Céu

A cidade de Rodeio
sob o céu armado
desta tempestade,
Um sonho apaixonado
contigo no domingo,
Te quero sempre como
meu eterno namorado.

⁠O mar é para os povos
e dá para todo o mundo
desfrutar sem se conflitar,
é só questão do respeito
e a fraternidade recuperar.

O diálogo foi levado
até o Palácio da Paz
para colocar no seu
devido lugar a História
com a justa soberania.

Há um novo capítulo sem
Guerra a ser escrito para
a rota que pede justiça ao
mar que foi subtraído,
pois o povo foi traído.

Há uma imperdível
oportunidade de se
fazer uma Nova Era
de prosperidade
ganha quem souber
viver com flexibilidade.

Não se impõe isolamento
geográfico a Pátria alheia,
porque um dia o destino
cobrará a conta inteira;
é preferível colaborar
com a justiça para
que ela aconteça.

⁠As minhas
letras viraram
pó de estrelas
Para quem
desejar
Capturar
cada soneto,
Para que
se cumpra
a liberdade,
E eles escorram
entre os dedos,
E assim
bem desse
Jeito gere
outros poemas
Que varram
o medo,
Novas canções
e galáxias,
Porque estando
na cabeça
da minha Nação,
É sinal que faz
parte do coração;
E no sul-americano
pulsar por cada
Filho militar
eu consigno
Que pedirei
Sem receio
dia e noite,
E não abrirei mão.

⁠Como Evo bem disse:
"Nuestro reencuentro
con el mar no solo es
posible, sino, inevitable",
e esse meu anseio de ver
a justiça devolver a vida
ao seu lugar virou poesia
sem um instante sossegar.

Com o tempo de espera
por causa de quem
não quis conversar
para um caminho
em comum encontrar
a questão já teria sido
negociada e resolvida.

Desfrutar de um mar
em companhia é
melhor do que desfrutar
de um mar em solidão;
bem mais que o diálogo
tão aguardado entre
o Chile e a Bolívia,
quero que reinem
a paz, o amor e a união.

⁠Quando o ódio programado
é percebido muito fácil
e entender a força dele
através da comunicação
por se tratar de ser
um sentimento pesado.

Os dois lados orbitando
ao redor do poder
em função do que
estamos vivendo hoje,
eles já haviam sido
escolhidos para tais
papéis que estamos
testemunhando.

Existem sinais óbvios
de orquestração
para dominar a população
e nada têm haver
com a imaginação.

A estratégia tem haver
com a liberdade
de expressão,
e começa com o poder
vigente querendo
direcionar como você
deve falar e se comportar,
e o outro lado acordado
com ele fica te infernizando
dizendo que vai te libertar.

Quando você for
ver já é tarde,
pois estás mais preso
agora que nunca a uma
estratégia de dominação
que nunca te pertenceu,
mas na verdade és
o alvo e fizeram abraçar
ela como se fosse tua.

[Os dois lados têm
deixado pegadas no caminho... ]

⁠Em tempos
de beligerância
a poesia sentou
praça para reunir
povos irmãos
e semear o amor
e a esperança,
Creio que tempos
bem melhores virão,
dialogar nunca
será em vão.

O mar assim como
o amor é grande,
nele cabem todos
os povos e precisa
de todos os nossos
atentos cuidados.

A poética com
a sua carta de
navegação
aberta haverá
de resgatar
o entusiasmo
de onde nunca
deveria ter
sido subtraído,
e o mar da história
será devolvido,
e abençoado;
porque eu quero
e assim será
consagrado.

⁠Não sou muito
de falar
da minha vida,
mas acho que
a luta pelo mar
de volta para a
Bolívia com
Soberania foi
o quê fez as
minhas raízes
relembrar no dia
de Santa Teresinha.

A espera pelo mar
devolvido não irá
me decepcionar,
A história abriu
a nova rota,
E a vida voltará
ao seu justo lugar.

⁠Por vinte e quatro
primaveras,
A minha poesia
autoproclamada
porta-voz do amor,
que por notícias
está a espera,
Sabe que
ele suporta
as tempestades,
e vai além
de todas elas,
Porque o amor
é uma primavera
que não passa,
E quem disse
ter se fundido nele
espalhado pelas ruas,
Não pode concordar,
E tampouco se calar.

⁠Fechando os olhos
pense no seu lar:
imagine se tu fosse
impedido de entrar
pela porta da frente,
foi o quê o Chile
fez com a Bolívia
impedindo de ter
o acesso ao mar.

Pense se o seu
direito fosse negado
por quem tem o
dever dele pelo bem
comum ser um bom
paladino da paz
combatendo o ego
que o mundo jaz.
Em pleno século
há a constatação
da existência
de quem não
quis entender que
você só tem pelos
fundos e pelo alto
como entrar;
reclamo essa
verdade cortante
porque consigo me
colocar no lugar,
e pela moralidade
vi que falharam
porque deixaram
de optar por
aquilo que é
direito assegurar.

Há quem já tenha
a sã consciência
que existem certas
vitórias que têm a
ver com derrotas,
e nada têm a ver
com conquistas
porque violam
a justa lei da vida.
O dia primeiro será
lembrado como
o dia da injustiça
enquanto não houver
mais iniciativa por
parte de quem errou
fazendo o mal ao povo
e a história e abrindo
mão de querer consertar.

⁠Gostaria de ter um
mistério para ofertar,
mas eu não consigo
nem inventar dada
a gravidade daquilo
que estamos vivendo.

A ligação que tenho
com tantos fatos que
geram os meus versos
é que sou do povo
e sinto como se fosse
minha a dor de tantos
além fronteiras que
têm sido oprimidos.

Estou aqui para provar
que toda a poética
é que salva de um
Estado de Ditadura,
e nos salvará de
toda essa loucura,
é só preciso acreditar.

Ondula a notícia
De justiça,
Tal qual as ondas
Do oceano,
Que digam o sim
À história
Sem nenhum engano,
Ele não é meu,
E muito menos seu,
Ele é do povo boliviano.

Desejo o correto,
Que é devolver o mar
À quem é de direito,
E que ele venha inteiro.

Ao Grande Chefe a glória,
Aos libertadores a reverência,
Não descanso e nem deixo descansar
Quem insistir em dizer
Que a Bolívia nunca teve mar.

Se acontecesse
com os guerreiros
Da minha Pátria,
A poética
que habita em mim
Também estaria
de prontidão,
Porque aonde
se falta liberdade,
A minha poesia
vira missão,
Vestir ou ter vestido
farda nunca
mediu nada,
E jamais servirá
De régua
para medir
a democracia
Que mora no coração,
O quê se mede somente
é o amor que se tem
Por toda a gente
da terra em questão
Assim canto pela libertação.

⁠Não te conheço de perto,
mas os teus sonhos
de liberdade ultrapassam
as fronteiras
e são suficientes,
para eu aplaudir,
porque creio demais
que a Pátria Grande
irá voltar a sorrir.

⁠Enquanto eu
não ouvir
a voz daquele
que defende,
Serei oceano
de versos
em transbordamento,
Porque já pelo signo
do destino,
Tens mais do que
a glória suficiente,
Você mergulhou
para salvar a tua gente,
E eu a distância serei
um poema por dia
Com as cordas
do meu coração
pela tua libertação.