Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

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⁠Durante
a espera
convicta
destes
trinta dias,
Não há
quem
não pare,
De querer
de você
notícias,
Não há
quem não
se perca
no tempo,
Porque muito
é o silêncio,
Um preso
de consciência
pertence a todos,
Por Humanidade
até a Família dele
já nos pertence,
O humanitarismo
que nos reune
em lealdade,
Nos faz uma
grande Família
pela liberdade.

⁠O irmão do General
manifestou o apelo
por ele pedindo
o digno respeito,
e há um único
defensor no caso;
a injustiça segue há
mais de sete meses
atormentando a gente.

Não vou parar
de reclamar,
Tiraram a joia
da espada de Bolívar,
Da onde nunca
deveriam tirar,
Passaram da hora
de o libertar.

Parece até que
querem criar o quê
não houve porque
sabem que o tempo
corrói a memória,
os meus versos não
permitirão derreterem
a verdade e a história
que todos sabem que
Miguel é inocente.

⁠Suramérica,
terra virada
em sanções,
conspirações,
eleições,
alucinações
e repressões.

Por aqui nem
eu sou mais a
mesma: até o
meu Brasil que
era lugar de falar
não pode mais
se expressar.

Temos que ter
cuidado porque
até no cotidiano
querem nos
censurar e não foi
diferente com
os universitários
que o Judiciário
tentou os calar.

Foi cena
de censura
bem na sua
cara que
afrontou
de maneira
explícita
o direito de
manifestação,
não tente me
convencer
que não.

Não há como
fingir que
não viu e não
ocorreu
tal tirania,
pois não
me permito
ignorar
ou banalizar,
antecipo
a minha
queixa
porque
não quero
jamais
pagar
para ver,
versejo
para não
esquecer.

⁠Você não imagina,
Não é fantasia,
A poesia é íntegra,
É cheia de motivação.
Real é a intenção
De converter
A tirania evidente
Em plácida libertação.

Virão mais poetas,
Porque a história
Nos pertence,
É secular a redenção.

Ao inocente os louros
da glória evidente,
Aos poetas a vitória
Na imensidão,
Ao povo o direito
de restituição.

⁠Não nasci
alheia,
me aturem,
Mas não
me lancem!
Porque se
for assim
para longe
eu corro,
para criar
impulso.

Do destino
a dançarina
predileta
do abismo,
eu sou provocadora,
notória
e declarada
ironia.

Nota celestial
da canção
de um mês,
Escândalo
vizinho
da onde
o silêncio
virou freguês.

⁠Existem vitórias
que são derrotas,
Quando traçadas
para jogar o povo
contra o povo;
Não me concilio
com propaganda
feita por canalhas
com suas tralhas.

A minha Nação
eu abençoo,
O meu desprezo
a todos eu
envio aqueles
que fizeram
por merecido,
Tirando o meu
sossego e furtando
quase o meu juízo.

Não me concilio
nem com o senso
de 'justiça' de
alma desidiosa,
Que cínica interferiu
no direito de reunião,
E discretamente irá
lavar as mãos
como nada
tivesse acontecido.

Sobretudo aos
que se dizem
tão graduados,
e se comportam
cúmplices e
muito mais do
que submissos
Do que enfeites
são entulhos
no caritó do
nosso destino,
O auspício
vocês não terão,
Não sei quem disse isso:
- Mas eu 'passarinho,
vocês passarão'!

Ao #MarioQuintana eu peço perdão, pois eu não podia perder a rima!

⁠Luz
centaura
do raiar
do dia,
Só quero
o quê
pacífica,
Por ti
nenhum
de nós
descansa,
A galope
intrépido
a vitória.

Creio
na verdade
miguelina,
Gosto
da melodia
falconiana,
Lembrei
da poesia
da guitarra
incendiada.

Por mais
que desejem
nos cansar,
Não nascemos
para desistir,
E tampouco
desanimar.

⁠Cedo conheci
a dureza da
vida no início
do decolar da
democracia,
Tenho um jeito
duro de falar
as verdades
para prevenir
dos abismos
do destino que
são cavados
pelas leis.

Para um povo
em transe
entender
os segundos
faltantes
para combater
o fascismo
não seriam
o bastante
para o povo
voluntariamente
ensurdecido.

Podem vir mil
solos de guitarra
que não serão
suficientes,
Resistência
é um caminho
que abre a
vida inteira.

⁠Por aqui não
vamos nos calar,
Pode continuar
a se queixar.

A população
a voz elevou
para dizer que
sem condição,
sem satisfação
e sem solução,
é impossível
se conformar.
Por isso não
vamos parar
De virar
as páginas.

Não existe
canção de um
ritmo só,
Os poetas
estão sempre
do lado certo
da história.

⁠Não paro
o reclamo,
a liberdade
conclamo.

O injusto
contra o
General
que foi
da vida
retido,
por ele,
e por toda
a História
quieta
não fico.

O quê não
deveria ter
acontecido
que seja
resolvido

O guardião
anunciou
que a
liberdade
avança,
por ele
e pelos
que estão
na mesma
condição,
nutro a
esperança.

O voto que
o pesadelo
nunca mais
se repita foi
por mim na
História dito.

⁠Por andar
Sozinha
Eu deveria:
Ter cautela.

Só consigo
No máximo
É equilibrar
O quê escrevo.

Em dias
Normais
Deixei tudo
para trás.

Sei que te
Impuseram
O tirano
Silêncio.

Em todos
Os tempos
E verbos,
Por ti não
vou parar
De gritar
Em todos
Os versos:
-Que não
aceito!

Seguem não
Temendo
Nenhum veto,
Meus poemas
São pacíficos,
Mas estão
Em protesto.

⁠Acima de
qualquer
'dinastia',
da invasão
e de todas
as poesias,
esse mar
pertenceu ao
Império Inca,
não dá para
ocultar o quê
todo o mundo
viu e sabe
que ali estão
os vestígios
da verdade.

Foi o poeta
Valentim
que me
pediu para
não desistir,
e dessa causa
não olvidar.

Relembro
para que
da História
não seja
apagada:
quatro anos
após a
independência,
a Bolívia
foi invadida;
e o Chile até
hoje não
teve 'clemência'.
Reaver
o diálogo
requer paciência
e persistência;
não vou parar
de pelo povo
jamais de rogar.

A Bolívia
nasceu com
400 km de
costa sobre
o Pacífico,
e ficou sem
o acesso
soberano
ao mar,
e a Justiça
de olhos
vendados
me deixou
como saída
insistir em
escrever mais
de cento e vinte
mil poemas
para fazer
dialogar,
e a paz reinar.

⁠A cautela exigida
Que eu deveria ter
Por andar sozinha
E nua nessas letras,
É fazer a mensagem
Caber na métrica.

Não consigo retê-la
Porque a injustiça
Assombra o peito,
Ela criou o preso
E arremessou
Para bem longe
A cons(ciência)
Da tua cabeça.

A liberdade espraiou
Nos corações
Dos eleitos guardiões
Das Américas,
Os sinos não hão
De dobrar nem por ti,
Devolva cada filho
Da onde o senhor
Não deveria ter tirado
Da austral realidade,
Aprenda a conviver
Com a verdade.

⁠O destino
conta com
a nossa
boa vontade,
e Todos
os Santos:
nas mãos
da sereia
oculta
está a concha
acústica
da História
que clama
pela verdade.

A justiça
e a paz
como
poemário
do jeito
que deve
ser em
nome
da grandeza
de todo
um povo
sempre
pede diálogo.

O capricho
político não
leva a nada,
a História
é muito clara:
boliviana
nasceu
Antofagasta,
por mais que
uns ignorem
e tentem
mudar o quê
foi escrito,
porque da
memória
ninguém apaga.

⁠O absolutismo
Brutal do silêncio,
A ocultação
Total do paradeiro.
Não vou parar
De satisfação pedir,
Sigo a reclamar.
O egocentrismo
Infernal prendeu
Quem não merece
No cativeiro.
Não vou parar
Da liberdade exigir,
Sigo a conclamar.
Quem não aceita
A opinião de quem
Deseja o melhor
Para a Pátria,
Não pode se queixar
Nenhum pouco
Do que o povo fala.

⁠Entre ser
influente
e ser decente:
escolhi ser
decente para
a verdade na
sua cara falar,
você que fez
mau uso da
imunidade
parlamentar.
Certo tipo de
gente que tem
o dever de ser
tolerante com
a voz das
catacumbas
que mora
nos corações
de quem é
perseguido,
aprendendo
a escutar
como religião
o eco do
desabafo do
povo sofrido
da Nação,
e com ele
deve ser
paciente
o suficiente
até a ferida
cicatrizar.
Seja coerente,
ensine os seus
a se segurar,
e não por
qualquer
coisinha se
melindrar,
e se intrometer
a censurar;
preste atenção
e aprenda a ter
discernimento:
a primavera
fascista é uma
canção resposta
as palavras
que provocaram
quem já sente
demais na carne
todo o dia o quê
é sofrimento.

⁠Existem momentos
Na vida que não
Permitem que tudo
Seja a nossa maneira.

Liberta toda a poesia
Retida na alma llanera,
Retira os grilhões
Da gente prisioneira.

Sacode de si a poeira
Típica do poder,
Que afasta a gente
Que a ti lhe queira.
Revela a grandeza,
Busca na atitude
Reconciliada a tinta
Mais fina e dourada.

A tempestade passa,
Só não abra a mão
Da escrita honrada
Do teu nome
Na História da Pátria,
Fazendo livre
Toda e qualquer
CONSCIÊNCIA.

⁠Buscando uma saída
tenho escrito
os versos mais difíceis
da minha vida,
Não há como não
seguir sem
saber o porquê,
aonde
e como está você.

⁠O silêncio de gelo
Não convence,
Não impõe medo
E não me cansa.

Sim, você é maior
Do que você pensa:
Nasceste para ser
A real diferença.

O tirano de urânio
Não me alcança,
Sou peixe ensaboado,
O atrevido poemário.

Sim, sou aquela
Que ensina a pensar
Antes de falar,
Para que ninguém
Se atreva a fazer
O povo a se calar.

⁠Força que há muito
Tempo na vida sabe
O quê é esta batalha,
Em cesta de palha
Se criou e cresceu.

Não é nenhum pouco
Uma 'cigarra' humana,
Pelos direitos reclama
De quem a ofendeu.

No barco não quer
Estar porque é sereia,
E nem aceitaria o seu
Bobo convite porque
Dele quer sobreviver.

Não foi correto o quê
Foi feito com ela,
Não haverá chance,
Não há mais lance.

Porque de longe ela
Não precisou largar
A mão de ninguém,
Sozinha se cuidou
E não vai embarcar.

Não aceita grosseria
Nem em alto tom,
Não se curva a tirania,
Não dança esse som.