Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

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⁠Não se
deve creditar
em quem
não presta,
o quanto
se empresta,
sempre
se torna 'munição política'
contra todo um povo.

Eu canto para não
morrer de desgosto,
pois já não é
segredo que há
flores no calabouço.

Nos enganam
o tempo todo,
não há notícias
dos generais
e da tropa,
é quase derrota
do processo de paz.

Há mais de uma
ironia helicoidal
com o desabrochar:
um escândalo brutal.

⁠O espírito
em brasas
de indignação
por causa
da ingrata
legião de Lima
que sequer sabe
da onde começa
e onde termina
as correntezas
esequibas.
A liberdade
da rima que
nos pertence:
Cuyuni-Mazaruni,
sobejamente,
enfrentando
todos bem
à sua maneira
seguindo rumo
ao oeste infrene.
Linhas tortas
do destino,
e de rechaço
exausto e igual
a injusta prisão
da tropa
e do General,
conclama alto
a comoção
pela soberania.
Escrita certa
pelo Atlântico
canção banhada
é terra firme
Demerara-Mahaica;
ela não se engana
e ainda recomenda:
tratar a História
com total
reverência
mesmo se
fosse lenda.

El Esequibo es venezolano y libertad a Rodríguez Torres!

⁠No alto da meia-noite
das verdades ditas
após a Primavera
para vencer o mundo,
porque o importa
tem a ver com caridade.

Neste continente onde
não se legitima,
e de quem não se ajuda;
não sei o quê o futuro
reserva para nós.

Não há jogo, e muito
menos negação
da realidade histórica;
Há um desejo que tudo
não tenha passado
de um simples pesadelo.

⁠Gira a roda
da fortuna,
as cartas
não foram
colocadas
da forma
correta;
Ao menos
o direito
ao Esequibo
não foi mais
uma vez ferido,
eu ainda hei de
ver a alvorada
na Venezuela.

Aos que dizem
que apoiam
deveriam com
o povo se
compromissar
e ajudar porque
humanamente
o giro do tempo
está trazendo
o quê pode não
ser tão venturoso,
porque na vida
é necessário
ser realista
igual a cada
passo que se
dá um por vez.

Em nenhuma
República
cabem
de maneira
alguma dois
presidentes,
quando li essa
notícia me deu até
vontade de chorar.

As urgências
que o povo tem,
e até agora
nenhum deles
fez o dever
de solucionar,
porque não
nascemos
ingênuos,
e consciente
da pressa que
eles não têm,
me sinto
livre para falar.
Porque a vida
deles é outra,
e eu apenas
poemas posso
escrever para
pedir socorro
mesmo sabendo
que poucos
se interessarão
pelo General,
a tropa e
ao povo,
que não têm
nem como
se confortar.

O início do poema trata do adiamento do julgamento feito pela CIJ.

⁠Eu sei bem
quem eu sou,
e que em dias
normais quem
veste calças
escreve poesias
para inquietar
e em outros dias
quem veste saias
escreve poesias
para perturbar.
Quem possui
pensamentos
de libertação,
quem é poeta
não é liderado,
me leve a sério:
o autoritarismo
mora ao lado.
Quem nasceu
herdeiro de um
vero legado,
sabendo que há
prisões politicas,
jamais seguirá
em frente e calado.

⁠Nesta madrugada que
supera cinquenta dias,
sou a canção triste
do choro da tua gente:
da mãe, da irmã,
das filhas, das lideranças
e da mulher amada.

A tirania foi reconhecida,
ela nasceu inabilitada
e foi em exílio suspensa
embora ela não reconheça.

A verdade dolorida
é que sobre a sua prisão
não se sabe mais nada,
e assim sigo incomodada.

⁠No alto a serra,
o passado
não querem
que a encerra.

Temem a liberta
porque cedo ou
tarde o poder
irá escapulir
das mãos
de quem pensa
que a governa.

Na ponta da
lança ela está
sofrendo todo
o tipo de cruel
perseguição,
e suportando
muito além
da rendição;
e clamando
com canto
e poética
para evoluir
a consciência
em convivência.

Os heróis
de Palmares
me concedam
a clemência
porque se é para
ser quilombo,
e resistência,
vou até a última
consequência.

Porque eu que
vivo escapando
todos os dias
das prisões
e fazendo
revoluções,
prefiro muito
estar mais sob
a proteção
memória
e honra
de Dandara.

⁠A melhor forma de frear a violência doméstica é ensinar as pessoas a dialogarem usando a seguinte fórmula:

1- Um fala e o outro escuta até o final.

2- O primeiro terminou de falar escuta o outro.

3- Não berrar em hipótese alguma. Quando houver grito não conversem.

4- Quando um dos lados ou os dois estiverem exaltados não conversem. Cada um vai para um lado.

5- Quando o assunto for complexo troquem cartas. Não berrem e não se agridam de maneira nenhuma.

6- Aprendam a se divertir com pouco dinheiro e cultivem o romantismo.

⁠Timbó Poética

Do Médio Vale do Itajaí
tu abriga a poesia,
o endereço da Casa do Poeta,
a minha alegria de te ver
esbanjando cada melodia
e a gentileza de sempre
que que me dá força
fazendo com que surja
um poema novo todo o dia
que tu me leva pela mão
para passear por cada rima.

⁠⁠Ascurra Poema



Erguida como homenagem

para uma glória patriótica,

És filha de povo de pé

que não teme tempestades,

És cidade poema de métrica

perfeita e de sabores

bem postos rimando na mesa,

Ascurra poema és cheia

de beleza que com teu amor

todos os dias me captura

para ti como doce sentença.

⁠Apiúna poema,

a tua fragrância de tangerina

é o meu aroma predileto

onde o céu é o teto.


Apiúna poema,

o teu aroma inunda

de ternura os sentidos,

És o poema perfeito

e rincão paradisíaco.


Apiúna poema,

esta cidade me anima,

a inspiração é locomotiva

rumo a Festa da Tangerina.

Rodeio Poemário do Vale

Tu és o meu poemário
perfeito que levo
em mim o tempo todo,
Rodeio poemário do Vale
és o meu recanto de paz,
de aconchego e de liberdade.⁠

Balneário Barra do Sul, relicário

⁠Balneário Barra do Sul,
meu precioso relicário,
Te levo no meu peito
sacrário em no segredo
pintado de azul sagrado.

⁠Não consigo
tergiversar,
Quando há
autoritarismo,
É recorrente
a lembrança
Do que corre
nas veias,
não vou virar
este capítulo.

Da semente
da rosa nômade:
Eis-me o espinho!
Falo de flores
no calabouço,
Tropas diluídas
e do sequestro
De um povo.

Como letra
do deserto,
Não calo
o verso
da estepe,
Sou poesia
florestal,
Não oferto
vida fácil
para quem
não merece.

⁠A noite caiu fria,
e continuamos
Da mesma forma,
estamos sem
nenhuma notícia.

A caminhada pede
união para ver
Aonde estão
as estrelas
Que auxiliarão
as nos guiar
Até o amanhecer.

As letras fazem
a companhia,
Os poetas sentem
a agonia,
Somos a pacífica
resistência
contra a tirania.

⁠Cada um conta
a História que quer,
e em nome do poder
acha que pode fazer
tudo o quê quer.
Quase não se
aceita a História,
porque não se
aceita a vida
como ela é,
e se negocia a fé.

Longe de ser
arremedo para
espalhar tal vazio,
quero é varrer
todo o receio.

Quase não se
respeita o arbítrio,
e o tempo de cada
um de aprender,
com partido ou
sem nenhum,
esse é o tal perigo.
Porque Escola
com opinião é
risco de Governo
com bom senso,
e isso mete medo.

⁠Não há nada mais
Sagrado no peito
Do que essa liberdade
De um oceano inteiro.

As ondas acariciam
As douradas areias,
Cantam as aves
No firmamento,
E reverenciam as sereias.

Não há mais tempo,
Em nem maneira
De conter as correntes
Da fé que nasceu perfeita.

O guerreiro sentou
Na praça na paz,
O quê está escrito
Ninguém mais desfaz.

⁠A juventude
de idade sempre
é o lado mais
fraco da corda
por ser o lado
mais forte
que pode
forjara mudança.

Não se deve
ajoelhar para
quem quer
destruir a esperança.

A juventude
da alma deve
ser cultivada,
para resgatar
a que está
quebrantada,
e por ser a única
que força política
alguma não
tem condições
de represar.

Não se deve
parar de pedir
a liberdade
a quem se deve
o direito de restituir.

⁠Como animais
acostumados
ao cativeiro
não conseguimos
nos readaptar
com facilidade
a vida em liberdade.

Não se trata
de convencimento,
é um acordar
com leveza quem
está passando
por uma noite
terrível de pesadelo.

Sigo obediente
as leis universais:
não vou me calar
por quem foi
proibido de falar,
e por quem ainda
não conseguiu
o doce despertar.

⁠Nos terrenos baldios
da vida há muralhas
constantemente caindo.

Há quem não sossegue,
e vai lá no muro para
peticionar e escreve.

No chão caindo ou não,
sempre haverá gente
que vive sem coração.

As liberdades estão
ameaçadas e confirmadas
por prisões políticas
que seguem ignoradas.

Se você não consegue
entender a gravidade,
acha que tudo não passa
de poética bobagem:
não precisa discutir.

Cruze os teus braços,
aguarde pela tua vez,
quando ela chegar não
vai adiantar reclamar,
porque aqui não vou estar.