Cinzas
Folia que se conta em dias...
Fantasias mudadas em momentos...
Cinzas que se estendem por intervalos cada vez mais longos, até a derradeira ilusão no brincar da vida.
O tempo começa quando tudo fica cinzas. Tempo infindável para cantar, fazer canções de ninar em outras vidas. Sorrir do acaso que se repete a cada vida vivida...
Aqui fica um sentimento, abandonado dentre as cinzas de um dia frio. Um bjo na chuva, um delírio entre risos, sentimentos diversos e adversos, coragem foragida, medo evidente, pensamentos incertos. Quantos passam pela mesma situação, quantos querem ter-te. Oh! Me indaga está realidade, me entala essa vontade. Sem mais explicação, pois nunk se explica um coração....
"Perante um ciclo de vida que se encerra,
Estremece o chão seguro,
Pelas cinzas do Fogo que eleva alma,
Parte um pouco da nossa história,
Ausente no momento presente, mas viva na memória."
O amor sem perdão é como a fogueira que deixa as cinzas na parte superior escondendo a brasa da angústia queimar e destruir todo o interior humano.
REVERSÃO
São muitas as cores terrenas
Pra deixar rabiscos cinzas
Não são páginas amenas
Que transformam onde se pisa
Mais Esparta para Atenas
Bom combate que se avisa
Com moral que não empena
Na aspereza que se alisa
Justo esforço em duras penas
A pelear com a própria vida
E quando ao sair de cena
Seja a dor da despedida
Nos exemplos revertida!
estou apenas caminhando desajeitada pelas cinzas...nada permanece no mesmo lugar.. mesmo que as circunstâncias não mude... Deve ser exatamente como um exemplo de vida dizia..."quase morrer não muda nada, morrer muda tudo"
Toda complicação, briga ou desentendimento se transforma em cinzas quando o amor está presente, junto com afeto e compreensão.
Calendário de Cinzas
Mais um ano se abre
como uma porta pesada de ferro,
rangendo nos nervos do mundo.
Não é o tempo que envelhece,
somos nós que ficamos sem ar
quando a história decide gritar.
Carrego nos ombros
o peso de amar demais:
a terra,
as pessoas,
o futuro que ainda não sabe
se quer nascer.
Sou feito de urgência,
de atenção que pula como faísca,
de um coração que não aprendeu
a ser morno.
E isso cansa.
Isso dói.
Há fogo onde antes havia vento.
Há sede onde o rio costumava cantar.
Há gelo endurecendo cidades inteiras,
como se o inverno tivesse esquecido
o caminho de volta.
O planeta pede silêncio,
mas os homens gritam.
Alguns brincam com o medo
como crianças cruéis
quebrando o próprio brinquedo
só para ouvir o estalo.
Enquanto isso,
alguém no sul vê a floresta arder
como uma carta nunca respondida.
Alguém no norte
aperta os braços contra o corpo
e espera que a luz volte.
Alguém em algum lugar
só queria viver.
Há guerras que rasgam mapas,
e há outras que rasgam dentro.
Explosões que não fazem barulho,
mas deixam tudo escuro
por muito tempo.
A sensação,
não dita,
não nomeada,
apenas presente
como um sol atrás de nuvens grossas.
Um amor que não coube no mundo,
mas insistiu em existir
no espaço exato entre
o que foi
e o que nunca pôde ser.
Talvez seja isso que ainda me mantém de pé,
saber que, em línguas diferentes,
em culturas distantes,
milhares sentem este mesmo nó,
essa vontade simples, quase infantil,
de acordar sem medo
e chamar a vida de casa.
Não há muita esperança hoje.
Mas há lucidez.
E há beleza nisso:
o despertar dói,
mas é sinal de que ainda estamos vivos.
Se o mundo arde,
que ao menos nossos olhos permaneçam abertos.
Se o futuro treme,
que nossos corações não aprendam a odiar.
Porque amar, agora,
é um ato de resistência.
O broto em meio às cinzas respira vida, amor em troca de nada, sussurro de vida? O choro, o escuro, a procura, o sonho, a Luz, a noite está acabando eu tenho que tentar, raios de sol, estrelas no céu, olhos, alma, coração, perdido procura, escuridão intensa Luz, inocência quem vai lutar? Complexa Simplicidade como é difícil ser simples aos olhos daqueles que matam a essência, a Moral precisa de Moralistas, queria dormir e sonhar com meu jardim, com minhas flores,
Fênix
Assim como Hesíodo
testemunhei,
a bela ave renascer
das próprias cinzas que sobraram de si.
A mais forte e misteriosa,
Fênix.
A cada morte mais vida ela adquiriu.
Ela é como o amor
Fogo incendiário
que até morre, mas nunca acaba.
Sempre ressurge.
E o fogo que a tudo prova,
a purificou das memórias
das cinzas.
E como poesia,
renasceu.”
Não quero pessoas cuspindo nas minhas cinzas e nem colocando flores, apenas sorrindo com sinceridade pelas boas lembranças que as obriguem a mostrar os dentes em meio a uma ou duas lágrimas raspadas com as mãos.
