Cinzas
"" Rasgue toda nossa história
amasse o papel
queime para que nada sobre
jogue as cinzas na terra
que fertilizarão o chão
apague todas as estrelas do céu
e a chuva cairá
no manto onde flores nascerão
nada nos separará
seremos jardins
onde o minimo que ficará
será essência de nós dois...""
"" Quando eu partir
quero ser transformado em cinzas
que deverão ser jogadas por aí
minha ambição
será fertilizar o chão
fazer parte da natureza
ter uma utilidade no final
quem sabe uma flor
se nutra e produza beleza
que consiga a proeza
de ser comparada ao amor
assim minha vida, terá valido a pena...""
"" Somente um pedaço que não aceitou a vida
flamando todas as cores em cinzas
tombando o néctar ante a sede
e eu fui além, tentei mais uma vez
esperei o céu dar o recado
e a mãe dizer filho é assim mesmo
vaidosamente as nuvens dominaram o manto
e o sorriso se desfez
agora os lábios clamam em prece
cade você meu amor
somente um pedaço que não me aceitou
e eu fui além outra vez
e outra e outra
vaidosamente as nuvens foram embora
quando é tarde para dizer adeus
pois tanto queria
amar o pedaço que ainda é meu....
"" E quando eu for por ai
não tente me trazer de volta
feito cinzas
quero ser livre
passear aqui e ali
nada será para sempre
ficarei eternizado nas partículas
que não têm destino
não quero ser lembrado como floresta
nem como poesia
bastará a essência
de lembrarem de mim de vez em quando
quando ouvirem o vento cantar...
" Folha, após folha
sincronia que só o vento pode ajudar
manhãs rosadas, cinzas
o tempo faz seu papel
toma a calçada.
embriagados pela selvageria do outono
varrem o chão,
já é tarde,
novamente a pele dourada precipita
há em cada ser um amanhecer
e uma morte também,
mas assim como a vida tem um fim,
a morte também, um dia terá...
Nos dias cinzas, a chuva é meu eco frio, um sussurro da cachoeira que conheci, onde mente e céu choram juntos, e a tristeza vira um abraço silencioso.
As dificuldades da vida são tão insensíveis e tão amaregas que se tornam cinzas;
portanto me abrace antes que tudo adormeça em um tempo escondido;
Tenho andado impasciente e tão confuso com o meu caminho, que eu acho que nem preciso provar nada há mim mesmo;
As vezes vejo o que ninguém percebe e que ninguém jamais perceberá " o quanto você é linda";
“Dentro da palavra morte, todos somos cinzas. Para a grande maioria das pessoas sem atitudes, dentro da palavra vida, também são cinzas. Porque a vida sepultada tanto como a morte, se assim você permitir”.
Me mórica vulcânica
Sou o puro fogo
Larva...
vulcânica!
Que queima reduzindo a cinzas, tudo o que tiver no caminho.
Sou fogo intenso.
Intensifico seu sentido
Chama que não se apaga
bem acesa queimando por dentro e por fora
Te aqueço em noites frias, madrugadas
Te aqueço e me esqueço que queimo.
Deixando em chamas seu ser por dentro
Não gosto tanto de água, detesto calmaria.
detesto calmaria, pois o fogo me alucina.
Calmos pássaros em águas translucidas
Essa inconstância das águas me assusta.
Bomba relógio
Bomba reló...
detesto calmaria.
prestes a estourar.
Sou amor e ódio
As vezes me mórica vulcânica em madrugadas frias.
Não perca a tua Fé
Dias cinzas... dias nublados... não te percas nas sombras do mundo. Não te esqueças de que, por trás das nuvens, o Sol continua a brilhar. Não te esqueças de que há um Deus sempre pronto pra em Seus braços te segurar.
Não te esqueças, não te percas, não percas a vida que só Jesus pode te dar. Esforça-te e espera com paciência... eleva teu olhar e deixa Jesus teus passos guiar.
Depois da noite escura sempre há uma alvorada a brilhar... não te esqueças.
Ventava quando te conheci...
Ventava quando te perdi...
Venta hoje quando jogo tuas cinzas ao mar...
teu último desejo:
fazer parte do mar...
pra me envolver como a água do mar,
Meu último desejo:
tu como parte do ar
pra me ajudar a continuar...
continuar a respirar...
quando eu entrar no mar.
Simplemente autista
Sou apenas cinzas secas
Que pelo ornato de Deus
Se moldou humano e vivo
Que jamais quer ferir alguém
Ainda mais de forma gratuita
Sou parte de dor intrínseca
Que busca o bem dos seus
Que não retém rancor cativo
Nem quer mal a ninguém
Ou provocar dor fortuita
Assim de forma simplista
Nada difícil de entender
Sou gente, pode crer
Apenas mais um autista
Final de carnaval
Explosão de cores no entardecer.
Amanhã voltam as máscaras.
Amanhã, só as cinzas da alegria do carnaval...
O coração nas cinzas frias da solidão desfaz silenciosamente,
a escuridão vai fugindo,e com a esperança que me resta fazendo
essa eterna ilusão.
Seu olhar puro e doce de observar vai ganhando distâncias dos meus.
Minha esperança vai acabando,e continuo caminhando na minha incerteza.
Pois a vida é uma camuflagem, para esconder minhas tristezas.
Antes mesmo do sol nascer, queria sentir você de corpo e alma,
a noite, é um momento de reflexão,de solidão que me acalma.
Pensei, sim, em desistir, muito antes de tentar, não paro por um instante até a primavera chegar.
Teu sorriso é minha lareira, teu toque me hipnotiza,
teu ouvido é como cofre, nele contém minha vida.
Tua pele me esquenta, me fortalece, me alimenta, só não me completa. Estou doente! Hoje Sou teu paciente.Meu remédio é tua presença.
Meu corpo já não se move, a Desistência tomando conta.Não consigo conduzi-lo,é algo que se esponta.
O relógio vai tocando o hipocampo se rompendo,destruindo,morrendo,
nada sobrará.
Faz tempo que não me via, espelho ao lado avistei, já não o reconhecia, somente nos olhos confrontei, criando uma fusão junto com a solidão,
eu me aprisionei.
O Eterno Crepúsculo
Caminha o homem, sem rumo, sem lares,
Sob um céu de cinzas, em tons sepulcrais.
O vento murmura segredos dos ares,
Levando memórias, levando sinais.
As cidades jazem, ruínas vazias,
O tempo as consome, num último ardor.
Os nomes se apagam, virando poesias,
Sussurros dispersos, sem fé, sem fulgor.
A vida, um eco que morre ao ser dita,
Um breve estilhaço em meio ao vão.
O homem conhece a dor infinita
De ser luz fugaz na imensidão.
Sem pressa caminha, pois nada perdura,
Nem o tempo, nem a razão.
E no efêmero, a beleza mais pura,
O peso da morte, a redenção.
Ergue-se o sol, um astro em cansaço,
Suspenso no abismo do tempo sem fim.
O homem sorri, num último instante,
E some no vento, num verso ruim.
Não leve cinzas para dentro de sua vida, mas leve o perdão de seus pecados em Cristo Jesus para o mundo, testemunhando que Deus lhe fez um vaso novo.
