Cidade Maravilhosa

Cerca de 254 frases e pensamentos: Cidade Maravilhosa

Minha opinião sobre a invasão policial nas comunidades do Rio de Janeiro



O Poder Estatal revelou, mais uma vez, o quanto é ineficiente. Matar pessoas não demonstra sucesso algum; para os desinformados, talvez pareça, mas é apenas o retrato da falência de um Estado que confunde força com justiça.



A própria Constituição Federal já responde a esse tipo de ação:



Art. 1º, inciso III: consagra a dignidade da pessoa humana como um dos fundamentos da República.
Art. 5º: garante direitos e garantias fundamentais, como:
I – igualdade em direitos e obrigações;
III – proibição de tortura ou tratamento desumano ou degradante.

Art. 6º: define os direitos sociais — educação, saúde, trabalho, lazer e segurança —, bases da dignidade e da justiça social.
Art. 226, §7º: vincula o planejamento familiar à dignidade da pessoa humana e à paternidade responsável.
Art. 227: impõe ao Estado, à sociedade e à família o dever de proteger crianças e adolescentes contra toda forma de negligência, violência ou opressão.




Somente citando esses artigos, já fica claro que a violência estatal viola os próprios princípios constitucionais.



O poder público, historicamente, é parte da origem do problema. As facções nasceram do abandono e da brutalidade estatal: no Rio, durante a ditadura militar; em São Paulo, após a chacina do Carandiru. O Estado criou o monstro que hoje tenta exterminar com armas.



O crime não se combate apenas com polícia. É preciso educação, saúde, trabalho e políticas sociais. Também é urgente punir os políticos corruptos que alimentam a miséria e a violência que fingem combater.

Sei que tu é chata das quebradas do Rio de Janeiro
Sei que tu é brava, invocada no puro veneno
Só não amassa minha roupa ou meu tênis caro
Se eu te amo, é fato; melhor sozinho, claro

Desde quando nem me lembro,
Rio de Janeiro a dezembro.
Chorar pra quê?

se e Rio de Janeiro, deveria ter rio de outros meses, Rio de Fevereiro por exemplo..

Para a Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro, tinha um projeto original arquitetônico de Oscar Niemeyer, mas como a Igreja não concordou por que trazia uma forte tendência assistencialista e socialista de distribuir o pão.
Preferiram oprojeto, tapa buraco inspirada nas pirâmides maias, que nada tem haver com a nossa cultura. Melhor alienar o povo de Deus, do que caminhar pela teologia da libertação.

O Rio de Janeiro é sempre de fevereiro.

* Rio de Janeiro (a Cidade "Maravilhosa" )
e o seu maior Réveillon do mundo e as suas menores prioridades sociais.


Enquanto o Réveillon da cidade do Rio de Janeiro é oficialmente reconhecido pelo Guinness World Records como o maior do mundo, a chamada “cidade maravilhosa”
segue convivendo com altíssimos índices
de precariedade em áreas essenciais
como segurança pública, saúde e educação.


Soma-se a isso a recorrência de acidentes ambientais, muitos evitáveis, que resultam
em mortes e na perda de moradias, sobretudo entre as populações mais vulneráveis.


O título internacional rende visibilidade, turismo e manchetes festivas. Mas recordes não curam doentes, não educam crianças, não previnem deslizamentos, nem protegem vidas.


Há uma contradição gritante entre o espetáculo celebrado por algumas horas e a dura realidade enfrentada diariamente pela maioria dos cariocas.


Não se trata de demonizar a cultura, a festa ou o direito ao lazer coletivo. Carnaval e Réveillon fazem parte da identidade cultural da cidade e do país.


O problema central está na priorização orçamentária e no uso político do espetáculo como instrumento de distração social.


Gastam-se cifras exorbitantes em eventos pontuais, altamente visíveis, enquanto serviços públicos básicos permanecem cronicamente subfinanciados.


A pergunta que precisa ser feita , e que costuma incomodar, é simples e necessária:


-Não seria mais sensato que parte significativa dessas verbas fosse investida, de forma contínua, nos setores que realmente sustentam a vida cotidiana da população?


1° Educação de qualidade não gera aplausos imediatos, mas constrói futuro.


2° Prevenção ambiental não rende selfies, mas evita tragédias.


3° Saúde pública estruturada não vira atração turística, mas salva vidas.


4° Segurança pensada para além da repressão não estampa capas internacionais, mas garante dignidade.


O risco de se vangloriar apenas dos grandes eventos é cair na velha lógica do “pão e circo”, onde o brilho do espetáculo anestesia a crítica e normaliza o abandono.


Uma cidade não pode medir sua grandeza apenas pelo tamanho de suas festas,
mas pela capacidade de cuidar de seu povo todos os dias do ano.


Talvez o verdadeiro recorde que o Rio de Janeiro devesse almejar não seja o de maior Réveillon do mundo, mas o de uma cidade que investe com responsabilidade, justiça social e visão de futuro, onde celebrar não seja uma fuga da realidade, mas consequência de uma vida digna.


O meu maior desejo para os cariocas
(e também para todos os brasileiros)
é a conscientização a respeito.


Saúde e Serenidade!
✍©️ @MiriamDaCosta

"Deu na Internet que ontem, no Rio de Janeiro, a 'sensação térmica' foi de 50 graus. Que coisa! O que agora mede a temperatura não é mais o termômetro, mas a tal da 'sensação térmica' que - imagino - é diferente em um urso polar, em um camelo e em um cidadão carioca, todos passeando ao mesmo tempo em Copacabana."
Frase Minha 0535, Criada no Ano 2011

USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

No vaivém apressado do Rio de Janeiro, onde o barulho dos ônibus se mistura ao canto distante do mar, ela caminhava como quem conhecia o peso e a beleza da própria história. Não precisava anunciar sua presença. Havia algo nela que fazia a cidade diminuir o ritmo por um instante — talvez o olhar firme, talvez a serenidade rara de quem aprendeu a atravessar tempestades sem perder a delicadeza.


Era morena, de pele aquecida pelo sol carioca, daqueles tons que parecem guardar o brilho dourado do fim de tarde. Os cabelos caíam livres, volumosos, dançando com o vento que vinha da orla, como se também tivessem personalidade própria. Mas eram os olhos que mais impressionavam. Olhos fortes, atentos, capazes de intimidar a arrogância e acolher a tristeza no mesmo segundo.


Quem a conhecia sabia: ela carregava uma força silenciosa. Dessas que não fazem espetáculo. A força de acordar cedo, enfrentar dias difíceis e ainda encontrar gentileza para oferecer ao porteiro, à vizinha cansada, à criança perdida no ônibus. Tinha opinião firme, voz segura e uma coragem que não cabia em discursos. Nunca precisou endurecer o coração para sobreviver à cidade.


Nas tardes de calor intenso, gostava de observar o movimento das pessoas enquanto tomava café perto da praia. Via o Rio em suas contradições — belo e caótico, duro e apaixonante — e talvez por isso combinasse tanto com ele. Porque também era assim: intensa, luminosa, impossível de ignorar.


E enquanto a cidade seguia correndo sem olhar para trás, ela continuava ali, atravessando ruas, dias e memórias com a mesma elegância de quem entende que ser forte não é deixar de sentir. É continuar sendo gentil, mesmo quando o mundo desaprende como.

Sete governadores eleitos do Rio de Janeiro já enfrentaram prisão, cassação, ou inelegibilidade. Por isso, declinei o convite: ser fiscal de loja nas Casas Bahia dá mais futuro.


Benê Morais

Rap Herança a corrente
Rio de Janeiro, centro do Brasil imperial,
onde a riqueza nasceu de forma desigual,
negro acorrentado vivendo o caos brutal,
enquanto a corte desfilava no salão colonial.
Quem disse que imperador era bonzinho?
pro povo negro sobrava dor no caminho,
sem estudo, sem terra, sem carinho,
trabalho forçado desde novinho.
Helaine Machado

RIO DE JANEIRO

Evan do Carmo

Que poeta passaria sobre ti, adormecido
em tuas ruas estreitas, a um mar imenso?

Os meninos da Candelária
não se esqueceriam de ti
ao descreverem um paraíso.

Teus poetas atingem
ainda em vida
a perfeição.

Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Sol e Poesia,
hermética canção, bruxo de Cosme e Mil de Castro, Chico, Buarque.
Embarque, EMBARQUE à perdição.

Que estrangeiro não morreria
para que tu estejas sempre linda?

Todo carioca um dia vai ao morro,
caminho reto,
da queda à ascensão.

Qual dos deuses não desceria
do Olimpo
para viver
um dia apenas
em tua copa ou em tuas cabanas?

Os meninos da Candelária
não se esqueceriam de ti
ao descreverem um paraíso.

Teus poetas atingem
ainda em vida
a perfeição.

Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Sol e Poesia,
hermética canção, bruxo de Cosme e Mil de Castro, Chico, Buarque.
Embarque, EMBARQUE à perdição.

Que estrangeiro não morreria
para que tu estejas sempre linda?

Todo carioca um dia vai ao morro,
caminho reto,
da queda à ascensão.

Qual dos deuses não desceria
do Olimpo
para viver
um dia apenas
em tua copa ou em tuas cabanas?

Realizamos vários projetos pioneiros de arte pública na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro em parceria com a extinta Rio Arte e vários artistas brasileiros, a exemplo o renomado artista e designer gráfico brasileiro, Aloísio Magalhães, muitos em parceria com o Vicariato Oeste, com o eterno e saudoso amigo, o sacerdote católico Manoel Max Lin Rodrigues, mais conhecido como padre Max,sobre a batuta do saudoso amigo o renomado poeta Gerardo Mello Mourão, ficcionista, político, ensaísta e biógrafo brasileiro, considerado uma das figura-chave tanto da epopéia nacional quanto de toda literatura lusófona. Gerardo, era pai do saudoso artista contemporâneo, o escultor, desenhista e artista performático contemporâneo, Tunga.

Morar no Rio de Janeiro é aprender que coragem não é ausência de medo; é vestir o medo e mesmo assim pegar o ônibus, atravessar a rua, abrir a porta de casa e seguir vivendo.

Hoje é aniversário da cidade do Rio de Janeiro, isso já é um bom motivo pra fazer um texto. Primeiro, porque a cidade merece por sua exuberância, muito pouca, diga-se de passagem. Segundo porque é conhecida mundialmente como a "Cidade Maravilhosa", e sendo maravilhosa assim, temos que comemorar, né? Não. Em partes, quem vive na cidade e adjacências vai entender do que eu to falando. Talvez devemos comemorar a violência que assola o dia e a noite das pessoas, comemorar a hegemonia do tráfico, inclusive no asfalto. Vamos assoprar a velinha também aos responsáveis por tanta desordem do trânsito e do transporte público de péssima qualidade. Quando 'marketeamos' a cidade do Rio de Janeiro, mostramos a exuberância, os pontos turísticos, que são bons, não há quem negue. É uma maquiagem pura e simplesmente para um bom lucro do setor de turismo, que também não estão errados. A gente tem que valorizar o Brasil, né não? Valorizar pra quem quer passar umas férias, um final de semana. Caros turistas, é melhor ficarem na parte da maquiagem, porque a valorização da cidade é só pra vocês. Olhem que lisonjeante. O cidadão que mora aqui não merece tamanha valorização, imaginem. Ele ja sabe que tem que acordar de madrugada, pegar um ônibus lotado e viajar por mais de 2 horas até chegar ao trabalho. E se quer ir mais rápido, vai de metrô, mas já ta acostumado com a super lotação. O cidadão que mora na zona norte não precisa de tanta valorização, ele sabe que o papel e a lata podem ser jogadas ali na rua mesmo, todo mundo faz isso. E o lixo ali continua, a maquiagem só vale para aquela parte que os turistas mais frequentam. O papel e a lata no chão, varre depois. Da desordem, a gente já tá acostumado. Mas turistas, vocês não. Aqui tem que ser como é na fotografia, lindo, limpo e perfeito. Mas só na maquiagem. Entra ano passa ano, e vamos continuar comemorando a hegemonia, a segurança, o transporte público o papel e a lata jogadas na rua. Ah, também vamos comemorar a beleza da cidade na fotografia, na pintura. Talvez ano que vem entre ai mais uma ou duas categorias pra comemoração. Então, parabéns Rio de Janeiro, por cada vez mais nos encher o orgulho de quem vê de fora, e deixar cada vez mais enjoados quem vive dentro dessa realidade grotesca e mal cuidada por quem deveria cuidar de você.

Inserida por arantesmiranda

Não é que São Paulo trabalhe mais do que o Rio de Janeiro. É que lá o marketing é mais bem feito.

Inserida por SAINTCLAIRMELLO

Não ando de bonde no Rio de Janeiro, nem sob a proteção de Santa Teresa.

Inserida por SAINTCLAIRMELLO

A TECNOLOGIA. - Rio de Janeiro / Dez. 1975.
- Sem Deus! [3ª Versão]

60 minutos...
Lá fora tudo é normal.
Canta a passarada
Pasta a bicharada...
Riacho a desaguar
E,
O vento a soprar é normal.

50 Minutos...
Lá fora tudo é normal.
Plaina a passarada
Rumina a bicharada...
Riacho a desaguar
E,
O vento forte... Assobiar.

40 minutos...
Lá fora tudo é normal (?)
Passarada a se calar
Bicharada a espreitar...
Riacho, ainda a rolar
E,
O vento... Calmaria.

30 minutos...
Lá fora tudo é anormal (!)
Revoada da passarada
Bicharada a debandar...
Ainda há água no riacho
E, [Ternos insensatos]
Na calmaria... Agonias.
Um segundo (?)
Trovão a clarear.
É o momento final
Lá fora tudo é calor
Passarada, Bicharada
[Humanos]
Riacho... É vapor.
E, no vento Sol... Terror.

"Ó DEUS!
Por que o homem (?) é tão rude.
Com a inteligência que o deste
Tornou o mundo tão escuro.
E para quem... Por desígnio
Ainda continue a vê a luz - Glorias!
Os tempos serão de lembranças...
- Lamentos!
Deste momento FATAL!

Inserida por mateusneto

Viva
Rio de Janeiro, 28/12/2013
Pra que pensar em morrer?
Vida e morte andam juntas,
Quando o sol se põe no horizonte,
Dos desejos e devaneios da vida.
Viva a vida mostra a sua luz,
Viva! O sol nasceu novamente,
Viva! diz o menino ao ganhar o presente,
Viva, pois impera o viver,
Viva pois o estado da vida,
Se opõe diariamente ao morrer.
Se o por do sol não vier,
Será o dia um viver?
Pois ao se opor a esta lei para que viva,
Não mais viverá a lei do viver, do ser.
Ser é viver, então viva!
Vida e morte andam juntas, mas...
Pra que pensar em morrer?

Inserida por marceloulisses

MINHA FRASE 0544
Deu na Internet que ontem, no Rio de Janeiro, a "sensação térmica" foi de 50 graus. Que coisa! O que agora mede a temperatura não é mais o termômetro, mas a tal da "sensação térmica" que - imagino - é diferente em um urso polar, em um camelo e em um cidadão carioca, todos passeando ao mesmo tempo em Copacabana.

Inserida por HhorlandoHhaleRgia