Cidade

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CRUZANDO O LAGO

Leia: Lucas 8:26-39 ...Então o homem foi pela cidade, contando o que Jesus tinha feito por ele ( v.39 ).

Examine: O nosso Deus é o Deus que salva; ele é o Senhor, o Senhor nosso, que nos livra da morte ( Salmo 68:20 ).

Considere: Qual foi a reação do homem quando foi liberto dos demônios ? Você tem alguém como Cíntia em sua vida ? O que você pode fazer para ajudá-la ?

Cíntia gosta de estar sozinha. Não que não aprecie a companhia dos outros, na verdade ela aprecia. Simplesmente porque de alguma maneira a vida é menos dolorosa quando ela está só.
Sua família é desestruturada, com falta de higiene, maus hábitos, sem dinheiro e habilidades sociais limitadas. Cíntia embriaga-se, usa drogas e acaba ficando com homens que não gostaria de estar. A solidão é melhor. Em seus dias ruins, ela pensa em suicídio.
Quando Jesus e Seus discípulos atravessaram a Galileia após um longo dia de pregações, um rejeitado socialmente, em estado calamitoso, os encontrou.. Possesso por demônios, ele estivera algemado, mas despedaçara as cadeias e "...o demônio o levava para o deserto" para viver nos túmulos ( Lucas 8:29 ).
Jesus entrou em cena com um toque pessoal e uma mudança drástica. Enquanto outros tentavam aprisionar o homem para se proteger, Jesus o libertou para alcançar os outros. Expulsou os demônios, que entraram em numa vara de porcos e repentinamente se afogaram ( v.33 ).
Os criadores dos porcos correram e contaram ao povo da cidade, cuja reação nos dá uma notável compreensão da natureza humana. Eles queriam que Jesus partisse, talvez por temerem o Seu poder ou porque uma fortuna em porcos havia sido perdida quando estes mergulharam do penhasco, água abaixo. De qualquer forma, eles valorizaram seu estado atual ou a segurança econômica mais do que a sanidade e a salvação daquele homem.
Mas aquele homem queria seguir a Jesus ( v.38 ). finalmente, apareceu alguém que o vira com um ser humano e não somente a inconveniência e a vergonha que ele causava ! Porém Jesus lhe disse, " Volte para casa e conte o que Deus fez por você " ( v.39 ).
Aparentemente, Jesus havia atravessado o lago somente para salvar este solitário homem ! - Tim Gustafson

Inserida por pao_diario

⁠Desculpa se essa cidade é de um povo quente e cheio de energia, cheio de cuidados e cheia de alegrias não que não tenha suas mazelas, mas até assim suas ruas se tornam belas, existe um povo que tentam nós demonizar, só que do profano ao sagrado sabemos respeitar.
Quem vem à Salvador e conhecê alguns lugares, não existe, não senti vontade de retornar, se você não vem na Bahia, não vai ter história pra contar.

Inserida por GeisaBahiaGinga

⁠A criminalidade sem controle numa cidade antes pacata revela a inércia estatal; são claros sintomas da falência múltipla do sistema social e inoperância do sistema de persecução criminal.

Inserida por JBP2023

⁠Regresso agonizante.


Voltei para minha cidade Natal, cheia de esperanças e expectativas. Eu estava convencida de que meu genitor pai era o problema que assolava o lar de minha mãe, e acreditava que ao retornar, conseguiria transformar a dinâmica familiar e oferecer um lar acolhedor para minha filha amada.

No entanto, logo percebi que estava errada. Meu pai não era o único responsável pelos conflitos e traumas que assombravam nossa família. A toxicidade estava enraizada em cada membro, em cada gesto, em cada palavra proferida.

Decidi fazer uma grande mudança e instalei-me em minha cidade Natal com o objetivo de proporcionar para minha filha um ambiente familiar caloroso, com cheiro de bolos assando ao forno e brincadeiras de vó ao chão. Eu ansiava por reunir meus irmãos à mesa, para juntos resgatarmos os anos perdidos e reconstruirmos os laços de família que pareciam despedaçados.

No entanto, a realidade se mostrou muito mais sombria do que eu poderia imaginar. Minha mãe, incapaz de se libertar dos padrões tóxicos que a aprisionavam, continuava a perpetuar as mesmas atitudes prejudiciais. Meus irmãos, divididos entre suas próprias feridas e ressentimentos, não conseguiam se unir de forma saudável.

A tristeza me envolveu, me consumiu. Tentava agir com o coração, mas a sensatez e a razão clamavam por atenção, por cuidado. Minha filha, inocente e vulnerável, era testemunha de um cenário marcado por conflitos, tramas, mentiras e ofensas, fui obrigada a tomar uma atitude fria, porém a mais correta, minha filha de apenas dez anos de idade não pode mais ter contato com minha família, triste e cruel está sendo para mim, mas eu não posso permitir que a toxicidade do lar de minha genitora mãe, venha assolar a minha pequena e doce filha.

Eu ansiava por momentos de paz e harmonia, por uma convivência familiar saudável. Desejava que minha filha pudesse desfrutar da presença de sua avó, de seus tios, sem ser afetada pela negatividade que parecia permear cada interação.

Tentei, por diversas vezes, dialogar, buscar soluções, promover mudanças. Mas a resistência era grande, a inércia era mais forte. Sentia-me sufocada, dilacerada, dividida entre meu desejo de união e minha necessidade de preservar minha sanidade e a de minha filha.

Imersa em um mar de conflitos e desencontros, fui obrigada a encarar a triste realidade de minha família. A distância entre nós parecia cada vez maior, a comunicação cada vez mais falha. Eu me via presa em um ciclo de toxicidade, ansiosa por escapar, mas sem saber por onde começar.

A presença de minha filha, por outro lado, era um raio de luz em meio à escuridão que me envolvia. Seus sorrisos, suas brincadeiras, sua inocência eram meu refúgio, minha âncora em meio à tempestade.

Eu só queria o mínimo: a união de minha família, a possibilidade de compartilhar momentos felizes, sem mágoas, sem ressentimentos. Desejava que a casa de minha mãe fosse o lar acolhedor que eu imaginara, onde pudéssemos compartilhar risos, abraços e memórias felizes.

Mas a realidade era outra, mais dura, mais complexa. Enquanto tentava encontrar um equilíbrio entre minhas emoções e minha razão, entre meu desejo de harmonia e a realidade sombria que me rodeava, percebia que a jornada rumo à reconciliação e à cura seria longa e árdua.

E assim, entre a esperança e a desilusão, entre a tristeza e a resignação, eu seguia em frente, tentando encontrar um caminho para a paz e a harmonia que pareciam distantes, mas não impossíveis.

Inserida por AlineCairaG

Ingratidão ⁠

Oh meu Deus me perdoe
A minha ingratidão
Nasci em cidade grande
Mas amo o meu sertão.

Não desejo tocar os prédios
Apenas tocar o chão
Descalço na terra correr
E na rede adormecer

Perdoe minha ingratidão
Mas não me vejo em cidade grande
Mas livre no meu sertão.

Alexandre C.
Poeta de Libra

Inserida por poetadelibra

⁠Era uma noite enluarada na antiga cidade de Atlântida, onde os Deuses e Deusas do Olimpo se reuniam para celebrar o festival anual em honra a Poseidon. Entre os convidados estava Afrodite, a deusa do amor e da beleza, conhecida por sua imensa beleza e poder de sedução. Ela caminhava elegantemente pelo salão, atraindo todos os olhares com sua presença divina.

Foi então que seus olhos encontraram os de Hades, o temido deus do submundo. Ele era conhecido por sua aura sombria e imponente, mas naquele momento algo nele chamou a atenção de Afrodite. Uma chama ardente se acendeu dentro dela, uma mistura de medo e desejo que a consumia por dentro.

Hades, por sua vez, ficou hipnotizado pela beleza radiante da deusa do amor. Seus olhos negros brilhavam com uma intensidade que ele nunca sentira antes, e sua alma foi sugada por aquela presença divina. Ele se aproximou dela lentamente, como se estivesse sendo guiado por uma força superior.

Afrodite sentiu o coração acelerar quando Hades se aproximou dela. Seus corpos estavam a milímetros de distância, e ela podia sentir o calor pulsante que emanava dele. Ele estendeu a mão para tocar seu rosto, e ela fechou os olhos, entregando-se completamente àquele momento místico.

"Subjulgue minha alma, desnuda-me, prenda-me na maestria dos sentidos", sussurrou Hades, sua voz grave ecoando pelo salão. Afrodite sentiu um arrepio percorrer todo seu corpo, uma sensação de êxtase que a inundava completamente.

Seus lábios se encontraram num beijo apaixonado e arrebatador, uma fusão de luz e trevas, amor e medo. Eles dançaram juntos ao som da música celestial que preenchia o salão, perdendo-se na magia daquela noite eterna.

Meu corpo em júbilo, deixando minha consciência em estado de torpor, pensou Afrodite, enquanto se entregava aos braços fortes de Hades. Ela sentia como se estivesse sendo levada para um lugar além do tempo e do espaço, onde apenas o amor e a paixão reinavam supremos.

Enquanto isso, os outros deuses e deusas observavam a cena com curiosidade e fascinação. Nunca antes tinham visto uma conexão tão poderosa entre dois seres divinos, tão intensa e avassaladora. Era como se o próprio destino tivesse unido Afrodite e Hades naquela noite mágica.

A festa continuou pela madrugada, com os dois amantes dançando sob a luz da lua cheia, envoltos numa aura de mistério e romance. Suas almas se entrelaçaram de forma indissolúvel, criando uma ligação eterna que transcenderia os limites do Olimpo e da própria existência.

Os dias se passaram, e Afrodite e Hades continuaram a se encontrar nas sombras da noite, alimentando sua paixão proibida com encontros secretos e juras de amor eterno. Eles sabiam que estavam desafiando as leis divinas, mas não se importavam, pois o que sentiam um pelo outro era maior do que qualquer proibição.

E assim, a deusa do amor e o deus do submundo viveram seu romance lendário, atravessando os séculos e as eras com sua chama ardente e pura. Seus nomes foram entoados em canções e lendas, celebrados como o mais poderoso e belo casal do mundo mitológico.

E mesmo quando o tempo passou e os deuses antigos caíram no esquecimento, a história de Afrodite e Hades perdurou como um exemplo de amor verdadeiro e inquebrável, uma união que desafiou as barreiras do céu e do inferno.

E assim, nas estrelas do firmamento, o amor de Afrodite e Hades brilhava eternamente, iluminando o universo com sua luz divina e eterna. Para todo o sempre, seus corações permaneceriam unidos, uma promessa de amor eterno que transcenderia a própria morte.

Inserida por AlineCairaG

Bastava saber que ele estaria na cidade para se colocar à disposição para servi-lo de algum modo.

É simplesmente Jesus Cristo!⁠

Inserida por UemersonFlorencio

⁠Nas sombras dos morros, histórias cruas,
De uma cidade que dança entre luzes e breus,
Violência oculta nas vielas, ruas,
Rio de Janeiro, onde o sonho perdeu.

No alto, palácios de zinco e saudade,
Onde a vida resiste, à margem do olhar,
Em becos estreitos, o grito da cidade,
Ecoa silencioso, difícil de calar.

As crianças brincam, sem medo do perigo,
Num mundo que esconde, um caos desmedido,
Entre balas perdidas e o amor bendito,
Semeiam esperança, num terreno erguido.

Nos olhos dos jovens, a revolta brota,
Uma guerra invisível, sem fim, sem derrota,
Onde cada esquina, guarda uma história rota,
De um futuro incerto, que a fé não adota.

O caos social, um monstro adormecido,
Desperta a cada aurora, faminto, destemido,
Na luta diária, um povo esquecido,
Busca na poesia, um refúgio perdido.

O Rio de Janeiro, ferido, encantado,
Contrastes que brilham, num cenário desenhado,
Onde o belo e o feio, num quadro mesclado,
Retratam a cidade, num verso apagado.

Os morros que cercam, são guardiões da verdade,
Espelhos de um Rio, que clama liberdade,
Entre becos e tiros, mora a realidade,
De uma cidade partida, em eterna dualidade.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Os Encantos do Inverno

O inverno trouxe serenidade e encanto à cidade coberta de geada , transformando os dias e noites em momentos de aconchego e intimidade. Em meio ao frio, o amor florescia com abraços calorosos à beira da lareira e passeios tranquilos pelo parque. A estação fria realçava a beleza das pequenas coisas e fortalecia os laços amorosos, tornando cada momento compartilhado um presente precioso. Assim, enquanto o inverno passava, o amor permanecia forte e eterno, aquecendo os corações e preparando-os para qualquer estação futura.

Inserida por ValMoni

⁠Estou partindo para outra cidade
e eu estou só em busca da felicidade.
Eu quero ver gente diferente.
Quero o carinho que eu nunca ganhei.
Talvez eu te encontre, amor que eu sonhei...

Inserida por FabioRamosWunderwald

Numa bela tarde eu estava voltando de viagem (captólio-MG) até minha cidade seriam 6horas de viagem. Sem sono decidi ficar olhando pela janela, a tarde estava linda!!! O pôr do sol em meio algumas nuvens branquinhas, o mato verde, o céu "Alaranjado" perfeito demais. Resolvi conversar com Deus : Pai obrigada por um dia incrível, obrigada por nos proporcionar essa tarde maravilhosa e me desculpe por as vezes não prestar atenção no Quão Grande tu és, não reconhecer que nossa vida é como o céu, as vezes um sol maravilhoso, mas as vezes chuvas e trovoadas. Tudo muda, tudo passa, faz parte. O SENHOR me perdoa por não reconhecer isso? Pensar besteira? E ser ingrata? Se sim, envia um Pássaro nesse céu maravilhoso. NA MESMA HORA UM PÁSSARO VEIO NA MINHA DIREÇÃO DEUS ESTAVA ME OUVINDO, ELE ME PERDOOU.
No mesmo momento eu pensei, será que DEUS está mesmo me ouvindo, conversando comigo? Falei com ELE mais uma vez: EU SEI QUE SOU FALHA E PECADORA, MESMO ASSIM O SENHOR ME ESCUTA, FALA COMIGO E AINDA ME AMA? SE SIM ENVIA DOIS PÁSSAROS.
Dois pássaros então, vieram em minha direção. Eu agradeci tanto, é realmente maravilhoso as maneiras que DEUS conversa conosco. Vim umas 2horas olhando pela janela, não vi mais pássaros algum. DEUS REALMENTE ESTAVA FALANDO COMIGO.

Inserida por gabriela_rodrigues_5

Hoje fiz de Paris
a cidade da minha vida,
e estávamos juntos...
Beijei a sua boca tanto e tanto
que você brigou comigo,
mas não ligo

Porque hoje eu já fui a Paris
e você estava comigo!
(Adriana Moulin)

Inserida por AdrianaMoulin

"A ganância do homem pela riqueza, leva a destruição de uma cidade, e até mesmo a própria vida".

Inserida por jose_vieira_matos

Na cidade de São José da Tapera, em Alagoas, antes das pessoas terem necessidade de aulas de inglês, geografia, português, gramática, matemática e outras disciplinas, ou profissões como artesãos,
músicos, bailarinos, elas precisam aprender a escrever e a ler na sua própria
língua, a serem alfabetizadas, e terem desenvolvimento de raciocínio, crítica e
argumento, de aprenderem normas de limpeza, higiene pessoal e educação
pessoal.

Inserida por cristiane_neder

O inverno mais frio que já passei com certeza foi um verão em Curitiba. Cidade do sul que tem seus encantos e sua ternura. com um friozinho que se faz constante mesmo em estações mais quentes....

Inserida por Boysdontcry

Cumplicidade e carinho.
O que vemos a beira de um ninho,
Não vemos uma cidade inteira,
Por que um só passarinho,
Não consegue fazer tanta sujeira,

Muitos humanos poluem,
Se entorpecem,
Muitas vezes se iludem,
Muitas outras se esquecem,

Vivem por covardia,
Fugindo da obrigação,
Com muita melancolia,
Pouca conservação,

Querem tudo do seu jeito,
Reclamam em muitas horas,
Querendo tudo perfeito,
Até as senhoras,

Se entregam nessas atitudes,
Chorando todo dia,
Pedindo que alguém ajude,
Sem muita alegria,

Não há quem as mude,
Podíamos repensar,
O agir e o falar,
As vezes poder seguir,
Em frente pra algum lugar.

Mas devo revelar,
Que já criamos as cidades,
As casas fechadas de muros,
Que se alguém pular,
Vai estar em apuros.

Dentro tem cachorros e armas,
Um egoísmo protegido,
Se tocar na simples sandália,
Tá tudo perdido,

São ferozes no possuir,
E algozes de si mesmos,
Tentando as vezes fugir,
Se encontram largados a esmo.

A esmola do trabalho,
E só um ensaio,
Pra poder passar o tempo,
Na sua humilde batalha,
A ruína são seus pensamentos,

Achando tudo perigoso,
Um mundo de covardia,
Anda sempre medroso,
Seja de noite ou de dia.

Vivem sempre egoístas,
Cercados em suas rotinas,
Lutam sem deixar pistas,
De suas horas cretinas,

A trocar o desapego,
Pelo feroz egocêntrismo.
Na luz do desassossego,
Fazendo malabarismos.

Aí chega a velhice,
E ficam todos perdidos,
Caminharam na mesmice,
Mas querem ser compreendidos.

Nem sei mais o que falar,
Pra mim tudo é absurdo,
Se nós unissemos já.
Poderíamos atravéssar o muro,
E ir pro lado de lá.

Mudar a nossa história,
Recusarmos de ser idólatras,
Deixar políticos na memória,
Deixar de ser alcoólatras,

Começar mudando as cidades,
Limpando tudo em sua volta,
Juntando todas as idades,
Plantando nossas próprias hortas,
Retirando nossas vaidades,

Ajudando os nossos irmãos,
De todas as formas possíveis,
Com dinheiro e instrução,
Para que se tornem incríveis,
Compreendendo que com união
Podemos ser vistos pela luz do invisível.

E com luz no caminho,
Podemos tirar os espinhos,
De um tempo passageiro,

E voltar para o ninho,
De uma vida obreira,
E continuar com carinho,
Uma vida mensageira,

Assim poderemos morrer em paz,
Descansar de verdade,
Sem medo de olhar pra traz,
Sabendo que viveu com bondade,

A vida muda de pressa,
Os anos passam a fio,
Pro tempo tudo que interessa,
É sombra, calor e frio,

A vida no vazio,
Refaz os pensamentos,
Pode dar calafrios,
Mas também tirar os tormentos,

Saber que ninguém morre junto,
No mesmo corpo quero dizer,
E esse imenso conjunto,
É tudo que pude saber.

Inserida por Mario-Magalhaes

A serra queima
chora
lágrimas de fumaça e fuligem
que descem para a cidade
como gotas de chuva seca
chuva que arde nos olhos
chuva que suja
chuva que sufoca...

⁠“Eu sou tão apaixonado pela cidade de Fortaleza, quanto um gringo é apaixonado pela esculhabação do Brasil.”

Inserida por FurtadoBrunno

⁠URANDI ANTIGA

No encontro dos rios
nasceu a cidade;
ainda tinha a lagoa
que deixou saudade.

Tinha os casarões
cheios de janelas,
comércio com portas
e fachadas muito belas.

As casas eram artes
de platibanda portuguesa;
símbolo de riqueza,
pois a família era burguesa.

As casas eram geminadas
sem janelas dos lados,
com quartos interligados
pra serem ventilados.

Não tinha casa recuada,
usava grade na porta
para barrar cachorro
ou gente que não suporta.

Tinha casas muito bonitas
construídas na praça,
de incomparável beleza,
enfeitadas com vidraça.

Tinha suntuosos sobrados,
sinônimo de muita riqueza.
O mercado era um barracão
com maior feira da redondeza.

⁠ADEUS AO MISTO

O trem chegou a Urandi,
Fazendo grande revolução;
Era a Segunda Guerra
E a cidade viveu a explosão.

A cidade viu o progresso,
Muita gente casou aqui;
Deixou grande legado
Ou radicaram em Urandi.

A estação do trem
Era muito peculiar;
Ficou longe da cidade,
Era difícil pra acessar.

A estação era bonita,
Valia a pena preservar.
Tinha um curral de trilho
Para o gado embarcar.

Muita gente trabalhou lá:
Abelardo, Antenor, Valtinho.
Recebia muita mercadoria
E tinha produto pra exportar.

De Urandi levava minério,
Mamona, ovo e frango.
Trazia cimento, sal e grãos.
O misto lotava de candango.

O trem de passageiro
Fez história no nosso lugar.
Começou com maria fumaça,
Depois veio o misto até acabar.

Ele descia pra Minas na sexta,
Dia de sábado ele retornava.
Vendia muita coisa no trem
Porque a parada demorava.

Era um transporte barato,
Favorecia muito a pobreza.
Fernando Henrique acabou,
Dando adeus essa riqueza.