Cidadão
Diferença de tratamento
O cidadão chegou ao prédio para executar o seu trabalho. Edifício luxuoso. Foi avisado pelo porteiro todo engravatado que elevador de serviço era o do “fundo”. O elevador do hall é o “social”. Depois de alguns dias lendo um noticiário local uma notícia instigou-lhe, pois era no tal endereço que o mesmo tinha trabalhado dias atrás o fato ocorrido. A foto que estampava a página inicial foi a do mesmo “cidadão” que o mesmo tinha visto sair do elevador com ar imperioso ignorando sua presença. Até pensar ser superior o trabalhador pensou que era o fulano. Mas a notícia era estarrecedor – polícia prende bandido altamente articulado em diversos crimes. O trabalhador não pode usar o elevador social, mas o pseudocidadão sim.
O cidadão indígena quer apenas sobreviver em paz, ter o que comer, onde morar. Não se tratam de seres sedentos por dinheiro e poder, salvo alguns já hipnotizados pelas riquezas do universo “civilizado”. A grande maioria só quer a garantia de um futuro digno para que todos da aldeia possam viver bem. Isso para eles é como voar, um sonho distante, e por isso lutam. Não por um sonho individual, mas por um desejo coletivo de viverem em paz nas florestas, e sempre juntos, como em um panapaná.
Quem garante a integridade física do cidadão não é o Código Penal, que sequer garante qualquer justiça... A prática ri da teoria... Papel aceita tudo, o que faz de melhor quanto à uma efetividade, é limpar bundas.
O voto é o direito mais precioso de cada cidadão, e temos a obrigação moral de garantir a integridade do nosso processo de votação.
O que é a Educação?
Educação é um direito
Que tem todo cidadão,
Ela eleva o conceito
De nossa condição:
A gente cresce com jeito,
Com mais amor e respeito
De toda população.
Educação rima com ação,
Com conquista, com cidadão.
Rima também com progresso,
Com crescimento
Com sucesso.
Educação rima comigo,
Rima com todos
Rima contigo.
Parece que antes de falar merda, o cidadão esquece de escovar os dentes, sai da frente do computador e que existe papel higiênico.
A esperança do cidadão brasileiro
É tal qual um barco atirado ao mar
Primeiro encalha nos bancos do Senado
Pra depois na maresia do STF naufragar.
A homeopatia pode ser comparada ao bom cidadão que busca uma perfeição que não existe, como também, não percebe que perde o bem mais precioso que existe.
Todo cidadão necessita compreender que, no âmbito daquilo que lhe é garantido pela legislação, encontram-se também seus respectivos deveres.
Indignação é frescura de bocó de mola metido a cidadão crítico. Gente séria faz o que deve ser feito sem ficar batendo o pezinho pra chamar a atenção pro seu umbigo ferido.
Quando os deveres do cidadão são maiores do que os seus direitos, o regime é de servidão disfarçado de democracia.
Menos pelo caminho, mais pela ação
Uniforme, para manter em silêncio
o pequeno cidadão;
marionete no mundo cão,
exemplo simplório,
de pequenas causas ganhas,
no merchan do racismo.
Iludido, pela falta de cidadania
levanto pela manhã orquestrando,
cotidiano, definindo objetivos,
realismo, não acredito!
O Benfeitor mantém sua cabeça erguida
e todos os dias, mata um leão por dia.
Certo, que tudo está disperso
singular
ponto de inicio;
é só mais um curral
de formato circular,
do senhor Baltazar
oriundo;
mecânico
aquele que maquiniza;
jamais, solta sua vitima.
Herdamos, o medo,
dos loucos que já se foram.
Exemplo é apenas uma palavra,
não se aplica, na selva ordinária.
Enquanto se é forte,
mantém a mente atenta,
armadura contra os laços
do inimigo que se apresenta.
Menos um no caminho.
Menos um na dor.
Menos um igual a min.
Menos um calor no meu coração,
pra seguir
tempos de silêncio,
maestro,
que contempla paisagem.
