Cheiro
O Nosso Verão
O sol caía como ouro derretido sobre nossas peles,
E a brisa trazia cheiro de mar e de mangueira,
Risos escorriam pelos becos da cidade antiga,
Enquanto a música do verão tocava em cada esquina.
O vento embalava histórias que ninguém contava,
Veleiros de papel flutuavam nos rios da lembrança,
E nossas mãos, cúmplices, desenhavam no ar
Mapas secretos de cidades, de amores, de esperanças.
As cores do entardecer tingiam nossas sombras,
Laranjas, violetas e vermelhos de promessa,
Enquanto o cheiro de café e pão quente da rua
Misturava-se ao perfume dos nossos sonhos.
Mesmo quando o inverno tentou apagar a memória,
O calor voltou em lembranças de ruas e risos,
Guardando o nosso verão em versos e saudade,
Como quem transforma o tempo em poesia viva.
E quando a terra exala seu cheiro terroso, me lembro que amor também floresce na chuva.
Nosso toque, como a água, é instante e eterno,
e cada gota sela o pacto de nossos corações
O cheiro da chuva me leva a teus olhos, onde vejo a luz que acende meu coração.
Cada gota parece sussurrar teu riso,
molhando a alma sedenta do meu desejo
Fica comigo nesta chuva que é só nossa,
Onde cada gota molha a alma e nos abraça.
Que o cheiro da terra, da chuva e do teu ser
Sejam lembrança eterna do que é viver e amar.
A chuva cai e traz teu rastro no ar,
O cheiro da terra molhada me lembra teu olhar.
Cada gota que toca o chão é um segredo teu,
Que meu coração guarda, silencioso, fiel.
O vento sussurra teu nome entre folhas e flores,
Misturando o aroma da chuva aos nossos amores.
Fecho os olhos e respiro teu abraço distante,
Sentindo que estás aqui, mesmo que hesitante.
O perfume da terra desperta memórias antigas,
Como o primeiro toque, o primeiro sorriso, as brigas.
Tudo se mistura, chuva, saudade e desejo,
Transformando a distância em um doce ensejo.
E assim, sob o céu cinza e molhado,
Meu coração te procura, meu corpo fica encantado.
O cheiro da chuva é ponte entre nós dois,
E cada gota caindo me lembra o que sou a sós.
Teu cheiro é cerejeira no ar —
dessas que não vão embora,
mesmo quando você já foi.
Fica…
como lembrança teimosa
grudada no tempo.
Teu sorriso não me olha —
me atravessa.
E eu finjo que resisto,
mas já me perdi faz tempo.
Tua voz…
não marca o compasso do meu coração —
ela erra tudo,
bagunça, acelera,
me deixa sem direção.
E quando tua boca encontra a minha,
o mundo não para…
ele some.
É eclipse no meio do dia —
luz sendo roubada
pra caber só nós dois
no mesmo instante.
E se isso não for amor…
então é algo ainda mais perigoso:
porque eu não quero escapar.
Ainda penso em você…
no teu toque,
no teu cheiro que insiste
em não ir embora de mim.
E é estranho —
porque o tempo passou,
mas tem coisa aqui dentro
que nunca foi embora.
Tudo que eu queria agora
era um lugar só nosso…
onde ninguém pudesse
encontrar a gente,
nem o barulho do mundo,
nem o resto de tudo que
ficou pra trás.
Sem celular,
sem pressa,
sem despedida.
Só eu…
com o violão no colo,
procurando acordes
pra traduzir o que sinto.
E você…
com essa tua voz suave,
cantando baixo —
como se já soubesse
que a música sempre foi a gente.
E talvez ainda seja.
Porque no fundo…
algumas histórias não acabam —
elas só ficam esperando
o momento certo
de serem sentidas de novo.
Reviver o passado é nada atraente, porém intrigante. Ele tem o cheiro, a aparência e o gosto da morte!
170726
O domingo é simplicidade o cheiro da terra,
Cheiro da chuva trás doces lembranças,
O canto tímido do pássaros enaltece nossas vidas...
O vento frio diz inverno chega em mais uma frente fria.
A nostalgia é simplicidade num fogão de lenha...
O barulho dos carros passando tem o sussurros dos sentimentos rústicos no espírito mais um final de semana.
Na há pipas no céus mais doçura do gavião voando no céus.
Na imensidão voz que devora alma e espírito no passar do tempo.
O almoço está quase pronto, mas, o sono é gostoso e o pássaros gritam esta frio a água ferve os borbulhas trazem a tona cheiro da lenha queimando. O feijão está ainda duro,
Mais carne chama os vizinhos. Canto junto com pássaros enquanto o gato mia com fome.
"O tempo é o efeito da reação do que foi para o que é. Assim como o cheiro fica gravado na mente, a luz e a cor também podem ter aroma, pois a manifestação do som pode ser entropia. Do que foi para o que é, resta o amarelo das lembranças e dos dados envelhecidos.
A falha no componente da matriz da cor com o cheiro gera uma defasagem, onde a ferrugem se mistura, resultando na ausência das experiências passadas. Uma voz ao longe e as limitações dos outros fótons de luz no fluxo do caleidoscópio fazem o universo bidimensional desatar-se em um astro cubista.
Muitas vezes, cenários iluminados provocam a difusão do escuro, e pingos de luz revelam-se como frutos do conhecimento e de suas expectativas. No fato intrínseco do ar, na percepção do passado e do futuro, construímos imagens em cubos; mas, no amanhã, nem o som poderá ser visto como o é no presente e no passado. As ações compilam cada fase com o contraste da ação lógica de espaço e tempo relativos."
— Celso Roberto Nadilo
Naquela mesa você não estava,
Naquele restaurante seu cheiro eu não sentia,
Mas meu peito, mesmo assim, palpitava,
Por alguém que eu ainda nem via.
Na minha mente você não sai,
Ocupou cada canto, cada lugar,
No coração nem preciso dizer mais,
Só cabe você, e é só você que cabe amar.
Fico a pensar no tempo perdido,
Nos dias que vivi sem te conhecer,
E no tanto que ainda terei de sentido,
Pra aprender o que faz seu sangue ferver.
Já sonhei com amores de cinema,
Roteiro perfeito, cena decorada a rir,
Mas a nossa história foge do esquema,
Porque com você é melhor que nos filmes, é melhor que existir.
Poema da Minha Vida
Minha vida é casa de porta aberta, com cheiro de mar e café.
É terapia nas mãos,
cuidar do outro para aprender a cuidar de mim também.
É recomeço em dia de ventania,
quando o vento leva o que não presta
e planta de novo a esperança no coração.
É gratidão nas coisa simples:
uma boa noite nordestina,
um "gratidão" dito de coração,
um poema que chega pra fazer companhia
na hora que a solidão bate na porta amiga.
Minha vida é farmar aura como diz esta geração, todos os dias —
nas conversa, no trabalho, no silêncio.
É cair, levantar, e seguir com doçura e sutileza,
que nem me ensinaram sem precisar me dizer.
É saber que a vida é vento
e eu sou raiz.
Que pode balançar,
mas não arranca.
E no fim das contas
minha vida é isso:
cuidar, recomeçar,
e deixar um pouco de luz
por onde eu passar.
Eu sou.
O SENHOR É MEU PASTOR!
Estrelas a brilhar no céu
O prateado da lua cheia
Sopro fresco cheiro de mel
No varar da madrugada fria
A vida iluminando novo dia
Olhar de inocente criança
Lábios selam uma aliança
Olhos derramando lágrimas
Exalam presença de Deus!
Infinito além do mar
Montanhas a se revelar
Chuva no telhado a cadenciar
Sol fluindo gostoso calor
Sentindo a paz do Senhor!
Vivo implorando seu perdão
Ele é meu Pastor e nada há de faltar!
Ele é o Caminho a Verdade e a Vida!
Por onde for, que a vida exale cheiro de flor, faça germinar a paz, e, mesmo entre espinhos e dor, prevalecerá sempre o amor!
Deixei, a comida queimar.
Ficou, com cheiro de queimado.
Um cheiro horrível.
A vizinha, sentiu o cheiro.
Eu estava, com fome.
Oh céus!
Como isso é deplorável!
Sentir teu cheiro,
Falar contigo,
E mesmo assim...não poder ti abraçar...
Será que ainda é só o começo?
Ou será o fim?
Tento tomar coragem, mas os céus não permitem nossa união?
Seria uma visão equivocada minha?
Mas isso me consome por dentro...
Espero por sua mensagem...nada
Procuro não me redimir a isso...
Um dia vai passar, e só ficará memórias.
Há! se um dia pudésse sentir o toque da minha mão na sua, eu seria a pessoa mais feliz deste mundo...
Mas isso é difícil de ocorrer, como se em minha mente...não houvesse possibilidade...do nosso sentimento
ser correspondido.
Seria melhor te esquecer?
Esquecer dessas memórias?
Onde está sua preocupação?
Seria melhor parar de regar essa flor e cortar suas raízes?
Fico no aguardo...esperando você me corresponder...
Os homens são como os animais, cada homem ou grupo se identifica e é atraído pelo cheiro que lhe é peculiar.
A que animal te assemelhas, a que grupo pertences?
Aos abutres, às hienas, "políticos e religiosos," sindicalistas, associações, agremiação e grupos afins, que vivem a comer carne podre de animais mortos?
Ou pertences ao grupo de espíritos criadores: Arquitetos, professores, construtores, artistas de toda sorte, poetas, escritores, fazedores do amanhã, às abelhas laboriosas da esperança?
Evan do Carmo
