Cheiro
Gostar de mulher é algo sensacional.
Você gosta do cheiro que o corpo dela produz, do perfume que ela está usando e sente que é algo que você nunca experimentou antes.
Você gosta do toque, da maciez da pele e das mãos que te abraçam e te acolhem.
A voz, a risada, o olhar, o corpo que seduz sem precisar ser vulgar, os lábios que chamam, esperando um beijo lento capaz de enfeitiçar.
Gostar de mulher, não é apenas uma coisa natural, é uma intensidade sem fim, sem meio, apenas com um começo, onde tudo começa a surgir!
Teu perfume
Deixa-me sentir o teu cheiro outra vez,
esse mistério que o vento jamais traduz.
Fragrância sem nome aos olhos do mundo,
mas que em minha alma acendeu sua luz.
Foi Maresia o nome que lhe dei,
não por nascer das ondas ou do mar,
mas porque só quem ama em silêncio
consegue um perfume assim decifrar.
Meu doce sabor Maresia...
guarda estas palavras com devoção.
Decora-as na memória da alma,
faz delas abrigo do coração.
Há perfumes que não vivem em frascos,
nem se deixam ao mundo mostrar.
São segredos bordados no tempo,
que apenas duas almas conseguem guardar.
Que ninguém descubra esse mistério,
que ninguém o consiga explicar.
Pois esse cheiro pertence à noite
em que aprendi contigo a descansar.
Numa noite bordada de estrelas,
com a lua vestida de luar,
foi no abrigo manso do teu peito
que encontrei meu lugar.
Ali o tempo perdeu o compasso,
o silêncio aprendeu a cantar;
e até o vento, em passo tão manso,
parou apenas para nos escutar.
Desde então, quando a brisa me encontra,
traz contigo um doce despertar.
O mundo acredita que é maresia...
eu apenas volto a te lembrar.
Se algum dia perguntarem
por que sorrio ao sentir o vento passar,
direi apenas que gosto do mar,
sem jamais a verdade revelar.
Pois nem toda brisa vem do oceano,
nem todo encanto se pode explicar.
Há perfumes que desafiam os anos
e recusam-se ao tempo entregar.
Se o mar perguntar por esse aroma,
o vento fingirá não escutar.
Há segredos que nem a lua pronuncia,
nem as estrelas ousam revelar.
E, enquanto o mundo chamar
de maresia o perfume do mar,
eu guardarei, em silêncio, o segredo
que a vida me ensinou a guardar.
Porque esse cheiro não pertence ao mundo,
nem ao tempo, nem ao próprio mar.
Pertence ao instante em que tua alma
escolheu a minha como lugar.
E, quando o vento voltar em segredo
e a lua tornar a nos iluminar,
saberei, sem que uma palavra seja dita,
que o teu perfume ainda sabe
o caminho para me encontrar.
SABOR MARESIA
Verso 1
Decorei teu cheiro sem saber por quê,
como quem encontra o mar sem perceber.
Entre tantos perfumes, tantos por aí,
foi no teu que alguma coisa falou de mim.
Tem sal na tua pele, tem doce no olhar,
tem qualquer mistério que me faz voltar.
E quando a noite encobre o que eu não sei dizer,
meu coração inventa um jeito de te reconhecer.
Pré-refrão
E se alguém perguntar
que perfume é esse no ar,
eu vou sorrir, vou disfarçar...
certas coisas não se podem explicar.
Refrão
É Sabor Maresia,
doce e salgado, feito poesia,
um segredo que o vento levou,
mas deixou teu nome onde meu peito guardou.
É Sabor Maresia,
uma lembrança que ninguém decifraria.
Pode procurar em qualquer lugar,
mas esse perfume só você sabe carregar.
Verso 2
Já procurei teu cheiro em noites de verão,
nas ondas, na chuva, no vento do sertão.
Mas o mar não soube me dizer onde encontrar
essa fragrância que só teu corpo sabe guardar.
Talvez não exista frasco, talvez não haja flor,
talvez seja somente uma invenção do amor.
Ou quem sabe seja o mar, em segredo, a confessar
que aprendeu teu nome antes de eu te encontrar.
Pré-refrão
E se alguém perguntar
por que eu volto a procurar,
eu vou sorrir, vou disfarçar...
há perfumes que nasceram pra ficar.
Refrão
É Sabor Maresia,
doce e salgado, feito poesia,
um segredo que o vento levou,
mas deixou teu nome onde meu peito guardou.
É Sabor Maresia,
uma lembrança que ninguém decifraria.
Pode procurar em qualquer lugar,
mas esse perfume só você sabe carregar.
Ponte — quase sussurrada
E naquela noite estrelada,
quando a lua beijou o mar,
eu não procurei mais nada...
só queria ali ficar.
Porque teu cheiro tinha qualquer coisa
que o mundo não conseguiu explicar.
Era mar, era noite, era mistério...
era você sem precisar falar.
Último refrão
É Sabor Maresia,
meu segredo em forma de melodia.
Se o vento perguntar por você,
eu digo que foi o mar que me ensinou a te reconhecer.
É Sabor Maresia,
doce lembrança que o tempo não levaria.
E se um dia eu esquecer teu olhar,
basta o vento soprar...
que eu vou saber onde te encontrar.
Final
Sabor Maresia...
tão único, tão você.
Talvez o mar tenha inventado o perfume
só pra eu nunca esquecer.
Eu quero beijar todo seu corpo... Beijar a sua boca... Chupar a sua língua... Sentir seu cheiro...💕 Eu tenho sede de você meu dono e Senhor❤
Não me traga flores, porque elas secam e viram pó. Não me traga perfumes, porque o cheiro não dura muito tempo.
Não me traga poemas, porque o tempo os apaga. Não me traga músicas, porque o vento as leva. Traga-me seu coração e, com ele, seu amor, porque esse sim se eterniza.
Tu pega um papel de bala e o teu peito desaba porque lembra do dia exato, do cheiro do perfume dela e da temperatura do vento naquela tarde.
No segurar das mãos, o olhar, o sorriso, o toque, o cheiro, o olhar nos olhos e enxergar a alma, e mergulhar na essência e aprendermos juntos o verdadeiro significado de dar e receber!
Ascendo um cigarro e, a memória da noite passada parece se reproduzir na fumaça.
O cheiro dela... Se desfaz na lembrança de sua pele fresca junto ao aroma suave de alfazema que sinto nos lençóis.
A cada trago, lembro-me de seus beijos com sabor frutal do batom vermelho rubi. Parece que sinto a maciez dos teus lábios na minha pele.
Cinzeiro, cinzas e pontas de cigarro. Lembranças da cama desfeita, dos nossos corpos largados e exaustos de tanto fazer amor só por amar...
A saudade tem cheiro, tem peso, tem pulso, ela me abraça quando menos espero, e me faz lembrar que sentir é humano, só não deixo que ela me afogue, eu respiro fundo e sigo carregando memórias.
Há um silêncio que tem cheiro de infância perdida. Ele se esconde nas gavetas e nos retalhos do falar. Quando me ponho a escrever, o silêncio ensina como ferir com calma. Sinto que as palavras são pontes frágeis entre mundos. E atravessá-las é ato de coragem e covardia.
Minha alma tem o cheiro de livros antigos, daqueles que ninguém mais abre porque têm medo do que as páginas amareladas podem revelar sobre o passado. Sou um acervo de histórias que ninguém quer ler, guardado em uma biblioteca que o tempo esqueceu de demolir.
Às vezes, o olfato me trai e me devolve aquele cheiro ferroso, acre, de um tempo que eu gostaria de ter deixado para trás. Vejo-me novamente confinado naquelas caixas de concreto frio, em quartos de hospital onde o sol nunca ousava entrar com força. A memória é um curto-circuito, flashes de um ambiente sem relevo, uma monotonia de cinzas onde o único relevo era o barulho incessante das máquinas monitorando o que nos restava. É uma lembrança que não flui, ela fere em fragmentos frios e mecanizados.
- Tiago Scheimann
Habito um labirinto estreito e obscuro, uma mente feita de escombros. Há um cheiro persistente de esquecimento no ar e o gosto áspero de ferrugem na boca. Um lugar maldito, confuso, que consome quem entra. Mas é sob o peso dessa escuridão que minhas epifanias sangram. Eu pertenço a essa ruína.
238 🙏🌹A gente precisa de mais poesias, mais gentileza, sorrisos de crianças, cheiro de terra molhada, pétalas de rosas orvalhadas, manhãs banhadas de sol, noites de lua com aroma de jasmim, pessoas de alma alegre, e principalmente de gente que goste de gente assim, que acreditam no bom, no simples, no respeito, no perdão, na compaixão, na gratidão, pessoas que aceite o outro do jeito que o outro é, que não despreze o valor da gentileza. Bom dia! Paz e luz para todos... AUTORIA DESCONHECIDA.
♥️🙏BOM DIA FAMÍLIA.
Ayache Vidal.
MANUELA NA SOMBRA DE UM GIRASSOL 🌻
Na infância de Manuela,
o amor tinha cheiro de pão,
mas o silêncio da casa
doía mais que a escuridão.
Entre afeto e tempestade,
aprendeu cedo a resistir:
mesmo quando tudo faltava,
seu coração quis florir.
Tem certos problemas que têm cheiro de “vai dar merda”, que faz com que até as borboletas gostem do caos.
O Encontro dos Contrastes.
Ele era o silêncio das bibliotecas antigas, O cheiro de papel velho e o peso do que foi escrito.
Um verso pausado, uma nota que hesita,
Vivendo no rastro do que é finito e restrito.
Ela era o eco das praças lotadas, O vento que bagunça o cabelo e a alma.
Um riso solto em esquinas geladas,
A pressa que ignora o convite da calma.
A Geometria do Destino
Não havia lógica no mapa que os guiava,
Pois um buscava o norte, o outro a imensidão.
Mas o destino, esse artesão que não errava,
Tinha planos traçados na palma da mão.
- Distintas? Como o fogo e o sereno.
- Opostas? Como o abismo e o luar.
- Destinadas? Como o rio, ainda pequeno,
Que não conhece outro caminho senão o mar.
A União dos Avessos
Quando se olharam, o tempo perdeu a medida,
As arestas se moldaram em perfeito encaixe.
Ele deu a ela o porto, a raiz, a guarida;
Ela deu a ele o voo, sem que ele baixasse.
Pois almas diferentes não buscam o igual,
Buscam o que falta, o que completa o desenho.
E no abraço que funde o mortal e o imortal,
Descobrem que o amor é o seu único empenho.
"Duas metades que não se parecem, mas que, ao se tocarem, finalmente se reconhecem."
