Cheiro

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"⁠Azuis eram seus olhos a encarar minha pele macia
O cheiro do seu corpo era incenso doce da alegria
Sussurrei obscenidades aos seus ouvidos
Noite perfeita para nossos corações apaixonados
Na certeza de que sentíamos o mais fiel amor”

(Trecho do Livro "ENCONTROS & DESENCONTROS:NA CHAMA DO AMOR" AUTORA Wanda ROP-2022-Ed Sunny)

​O Reencontro de dois amores


​Em uma pequena vila costeira onde o vento soprava com cheiro de sal e jasmim, Léo e Maya eram uma única alma dividida em dois corpos. Aos dezessete anos, eles não trocavam apenas beijos, eles trocavam segredos sobre o futuro. Léo, um aprendiz de relojoeiro, prometeu a Maya que "ajustaria o tempo" para que eles nunca envelhecessem longe um do outro.


-​A Partida Silenciosa


​O mundo de Léo desmoronou em uma terça-feira cinzenta. O pai de Maya, um diplomata rígido e enigmático, foi convocado para uma missão nos confins do Alasca, em uma cidade de mineração tão isolada que nem sequer constava nos mapas comuns. Sem aviso, sem despedidas longas, Maya foi levada.
​Léo correu até o porto, mas só viu o rastro da espuma no mar.


-​A Busca Obsessiva


​Os anos seguintes foram um teste de sanidade. Léo não enviou poucas cartas, mas sim centenas dela. Ele escrevia em papel impermeável, temendo que a neve do norte as destruísse. Ele gastou cada centavo que ganhava na relojoaria em selos e subornos para mensageiros. Mas o silêncio era absoluto.


-​A Incerteza


Ele não sabia se ela recebia e não respondia, ou se suas palavras se perdiam no gelo.


-A Aventura


​Aos 24 anos, Léo vendeu a oficina que seu avô deu-lhe e embarcou em uma jornada como mecânico de navios cargueiros, cruzando oceanos apenas para chegar mais perto do Círculo Polar Ártico. Ele enfrentou tempestades e o isolamento, movido apenas por um medalhão quebrado que Maya tinha lhe dado um dia.


-O Reencontro


​Dez anos depois da partida numa feira de antiguidades em uma metrópole vibrante e barulhenta, Léo, agora um homem de olhar profundo e mãos calejadas, trabalhava restaurando instrumentos náuticos.
​Uma mulher parou diante de sua banca. Ela usava um cachecol azul, da cor exata do mar da vila onde cresceram. Ela segurava um relógio de bolso quebrado.
​"Dizem que o senhor conserta o que o tempo destruiu", disse ela, com a voz trêmula.
​Léo levantou os olhos. Não era mais a menina de dezessete anos, mas a intensidade no olhar de Maya era a mesma. Ela abriu a palma da mão, lá estavam todas as cartas de Léo. Suas mãos tremiam ao revelar que o pai dela as interceptaram por anos, escondendo-as em um cofre que ela só conseguiu abrir após a partida de seu pai.


-​O Destino ajustado


​Eles não perderam tempo com recriminações. Naquela tarde, o relógio que Léo prometeu ajustar finalmente marcou a hora certa. Eles não voltaram para a vila, eles criaram o seu próprio mundo de hoje em diante.

O hóspede e o carneiro aos três dias bota cheiro

Não é ela, é o sorriso, é o olhar, é o jeito de andar, é o beijo, é o cheiro, é o carinho, é o (apertei para continuar).

No teu abraço encontro paz,
Teu riso simples me traz o que me refaz.
Sopro do vento, cheiro do mar,
Tudo conspira pra gente amar. - Frase da música Sol de Verão do dj gato amarelo

Tinha uma blusa
Com teu cheiro no roupeiro:
Blusa suja de saudade
Blusa suja que beijo
... e me embriago
... me alimento
- de desejo.

E mais uma vez eu aqui ao seu lado respirando o teu cheiro, olhando para seu rosto firme e encantador. Desço os olhos e seu tórax me dá a sensação prazerosa, completando com sua barriga. Eu mais uma vez aqui!

​Eu já conheço o tipo pelo cheiro, antes mesmo de apertar a mão. Tem gente que não presta e acha que está enganando, mas o que elas não sabem é que eu leio o que não é dito.
​A maioria das pessoas se afasta ou faz cena quando encontra alguém assim. Eu não. Eu trago para o meu lado. O perigo que você vê de perto é um perigo que você controla. Onde eu moro, o inimigo não tem o luxo do mistério; ele dorme onde eu posso vigiar.
​"Não basta apenas abraçar o diabo mas sim levar ele para cama."
​Não confunda minha presença com convivência. Se eu te deixo por perto, é porque eu escolhi o terreno onde você vai pisar. É estratégia pura: eu prefiro o barulho da respiração de quem não presta do meu lado do que o silêncio de quem planeja algo pelas minhas costas.
​O jogo é meu. E no meu quarto, quem dita o tom do sono sou eu.
​— Serginho Matos

Cheiro uma flor da janela com grades, e solto um grito no meu pensamento: "vejo caminhando sobre a casa o meu coração, sem grandes motivos de perdoar pedindo para ficar"!
Tornando a coexistência com a vida próxima de algo inesperado: "estava regando espinhos ao invés de flores"... a água é turva, que mata esta sede!
"O olhar é atento do amor, que cresce na rua sem dinheiro"... a vida que quero estar, é a vida que quero ser!
Uma dor não causada, que vem, se transforma em uma mágoa interior sem controle do que está acontecendo: controle como está reagindo!

Sinto o cheiro de Deus no perfume das flores.

Todos os dias fico na espera de pode te tocar senti teu cheiro. o doce do teu beijo o calor do teu corpo. sentir sua alma se conectando a minha. em uma só sintonia 28/12/25) 0:30

O cheiro da chuva me lembra você. Lembra aquela noite chuvosa de outono, na volta da escola. E a chuva? Ah, a chuva; outra vez dando uma de cúpido!
E, enquanto os pingos molhavam nossas faces, os nossos lábios se tocavam numa suavidade esplêndida.
- uma jovem poeta

O PÊNDULO DA SAUDADE
De: Carlos Silva

Eu sinto o cheiro da saudade permear-me o juízo, sinto o toque da vontade pulsante em meu coração, mendigando um segundo do teu olhar, feito faíscas elevadas das brasas que estalam e aquecem o ar.
Lanço-me nas covas solitárias dos escombros mais remotos, para fugir do tanto que em te penso. Meu pensamento vaga feito pendulo de relógio de parede cuja função é ir e vir, ir e vir em ritmado e preguiçoso compasso que só serve para avançar o tempo que não mais terá tempo de voltar.
Preso estou na ampulheta do passado, escorregando para outro espaço até que possa completar o ciclo e ser retornado à posição repetitiva do marcar um precioso tempo. Passo e compasso, espera que se confunde com a demora e isso só aumenta a saudade imposta pelo sentir que pulsa do coração como se fosse o pêndulo do relógio que insiste em bater no ritmado de um saudoso coração.

Eu tenho os olhos de ver a vida nascer em cada manhã com cheiro de bogari e casa limpa,
As vezes é preciso pisar firme nas crueldade dos outros, de todos seus sons crueis. Mas definitivamente, é imperdoável não perdoar.
As vezes, eu preciso apenas dançar uma música como a Dama de vermelho, rasgar o rascunho da letra e escrever outro verso. Eu escrevi.
E há quem diga que o que escrevo não tem nada haver comigo. Lina Veira
Lina Veira
Poesias minhas

Cheiro de café
O pão quente na mesa
Felicidade

O friozinho ainda traz seu cheiro. Viver a vida é colecionar instantes: teu riso no café, silêncios entrelaçados, o amor que não se apaga, mesmo distante. O melhor em envelopes de tempo. Cartas não enviadas, promessas em suspenso. A saudade? Um véu fino sobre a pele, que aquece quando a noite cai, e a memória sussurra teu nome.

Alexandre Sefardi

Tem gente que tem cheiro de estrambelhado, respirando os dias que correm com a corda do tempo, e tem gente que sabe o dia em que dá vontade de jogar tudo para o alto. Mas aquilo que faz o seu coração pulsar mais rápido irá guardar onde ninguém poderá tocar. Tem gente que abraça o mundo e ele sorri de volta. Se joga para a vida, devolve flores e amores. Não quer maturidade o tempo todo. E tem gente que dança no chuveiro para lavar a alma e deixa escorrer pelo chão as coisas da vida que não valem a pena. Tem gente Sonha! Acredita que seguir em frente é necessário. Um coração que é capaz de sonhar pode te levar aonde você nunca pode imaginar, ...
Tem essa coisa de Gente
Essa,
Vida de Solteiro,
Alexandre Sefardi

São Paulo, minha vida. Despertar ao som do trânsito, o cheiro de café e pão fresco na padaria da esquina. O cinza dos prédios cortado pelo verde teimoso de uma praça. A correria da Avenida Paulista, sonhos pulsando em cada olhar. Noites iluminadas, o samba na viela, o livro no metrô. A solidão na multidão e a descoberta de um sorriso familiar no ônibus lotado. Chuva de verano alagando lembranças. É cansaço e eterno movimento. Minha história escrita no asfalto, nos muros, no céu que teimo em enxergar. São Paulo, não te troco por nada.

Eu fecho os olhos e sinto seu cheiro, como se o tempo voltasse e você estivesse aqui. É nesse instante que as lembranças invadem minha mente, seu sorriso, sua voz, o jeito único de me acolher. A saudade é imensa, pai, e aperta o peito todos os dias. Você partiu, mas vive em cada memória, que guardo com amor eterno.

Só a liberdade nos torna imunes ao cheiro do medo