Chegar Devagar
Ao longo
de todo o percurso
Há coisas
que se movem
Tão devagar
Quanto a ferrugem
Mas o curso de tudo
As cores da luz
O ar, o vapor
A percepção
de que um dia pode voltar
A doer
A dor que nem mais doía
Esteja ela onde estiver
No movimento calado
A paisagem desbota
O lento acinzentar das folhas
No voltar atrás
O pranto que brota
Na incerteza, as escolhas
A beleza, o declínio
Nem se nota
O fascínio que não mais exerce
A quase ausência de pressa
Nessa fase da existência
A tocha nas mãos do Sol
A graça do tanto faz
Fragmentos de rocha
Calçamentos de estrada
Um muro, o quintal
As roupas secando no escuro
O varal
Até mesmo o número três
Nem sempre se encontra
Tampouco se os acha
Depois do número dois
Pois esse não volta mais
Quando o nada é tanta coisa
Pelo menos uma vez há de se ver
Assombrações na madrugada
A graça da vida
Tempestuosa, no breu na noite
Procura
Tudo passa
No curso das águas
Move pedras profundas
Pra que essas um dia
Se confundam
Com aquelas que o Sol rachou
O tempo, que resfria o próprio Sol
O encontro da noite com o dia
Solidão da madrugada fria
Até que se quede o Céu.
Mas, tem coisas
Que não há de se ver jamais
Nem no fim
Por que é que será
Que tem coisas na vida
Que pra sempre serão assim?
Edson Ricardo Paiva.
O Sol vem chegando devagar
Ilumina a casa ao meu redor
Primeiro os rodapés,
A calha e finalmente o corredor
Nesta manhã de calor
Quase nada se move
Faz tempo que não chove
E nem ao menos venta
E ao longo do dia
Pelo amor de Deus
Como esse Sol esquenta
Permite-se colaborações de silêncios e respirações profundas devagar, onde nada temos para conversar. Neste sentido, silenciar é como conversar e não desamar.
E o prêmio vai para o Reitor menos rápido ou mais devagar.
Para a universidade menos eficiente ou mais insuficiente.
Maiêutica
Muita Luz e Paz... E uma Abençoada Noite
❝ ...A noite vai chegando devagar, a Lua já ilumina o céu.
Meu dia foi cansativo, mas valeu a pena, algumas coisas
deram certo, outras não. Queria poder concertar algumas
coisas, mas o dia já se foi. Pra tudo tem um tempo de
acontecer, e se não aconteceu foi por que não era hora e
nem o tempo do Senhor. Deus sabe de todas as coisas,
sonda meu coração, cuida de mim, me protege e me guia
nos caminhos mais seguros.
Senhor me conceda o descanso necessário e uma serena noite...❞
___ Amém!
---------------------------------------------Eliana Angel Wolf
Beba e coma devagar, saboreando o que Deus fez com ações de graça por todos nós e viu o que era bom.
Dezembro, é você de novo.
Chegou devagar, como quem não quer nada, mas eu já esperava. Você sempre vem, com esse jeito meio manso, meio cruel, trazendo memórias que eu tento esquecer e esperanças que mal sei onde guardar. Tipo um amigo que senta do seu lado e pergunta: "E aí, como foi?" Foi um ano pesado, sabe? Não vou mentir. Tropecei em mim mesma mais vezes do que consigo contar. Teve dias em que levantar parecia inútil, porque tudo doía. A alma, o corpo, até o silêncio.
Eu perdi pessoas que pensei que seriam eternas. Perdi sonhos que eram meu chão. Perdi partes de mim que eu achava fundamentais. E, no meio de tudo isso, descobri uma coisa: perder é também um jeito de encontrar. O que sobrou é mais forte, mais vivo. Sobrou o essencial.
E agora você vem, dezembro, me encarando como se esperasse respostas. Eu não tenho. Tenho cicatrizes, tenho histórias, tenho um cansaço bonito que me lembra que sobreviver é, em si, uma conquista. Não quero grandes coisas de você. Não quero promessas, pedidos de desculpas, nem luzes piscando, nem palavras vazias. Quero o que é real. Quero viver cada dia como se fosse um ensaio desajeitado pra algo maior.
Quero sentar no chão da sala com quem importa e sentir o peso das risadas verdadeiras. Quero andar descalça pelo que resta de mim, descobrir se ainda há espaço pra algo novo. E, principalmente, quero parar de segurar o que já não cabe mais. Mágoas, medos, esses fantasmas insistentes que não pagam aluguel... Vou abrir as janelas, dezembro. Eles que saiam.
Você é o fim, mas também é um começo disfarçado. Me dá coragem pra abrir as portas certas, fechar as erradas e trancar bem. Me dá a chance de existir com menos pressa, de sentir sem medo, de ser sem pedir desculpas.
Então vem, dezembro. Não corri atrás de você nem te esperei de braços cruzados. Estou pronta pra fechar essa página com dignidade, com aprendizado, e com o coração mais cheio de mim mesma.
Encarar 2024 de cabeça erguida foi o gesto mais corajoso que consegui entregar a mim mesma.
A vida é como um rio que corre devagar e se renova a cada vão um segundo, e se prestarmos bem atenção não dá tempo para olharmos o que está passando junto, a não ser que seja algo leve tranquilo e homogêneo que possa acompanhar o trajeto dessa correnteza, até onde possa abraçar algo maior como a imensidão do mar. Fora desse processo tudo fica para trás e esquecido nas curvas do que não se aproveitou. A vida é o agora, com ou sem o que se perdeu...
Kleber Abdul A-Nasr
As noites me desfazem devagar.
A mente, inquieta, tropeça em pensamentos longes.
No escuro, o piano sussurra e cada nota, pesada e só, parece chorar comigo. Na ausência do sono,
a música me embala como quem
cuida de uma dor antiga.
O preguiçoso anda tão devagar, que suas atitudes refletem a lentidão de interior e de sua vida, causando a morte de qualquer ação decisiva, em seu benefício próprio.
Às vezes, nada é simples e não são todos que percebem as coisas. Então, elas vão continuando devagar e aos pouquinhos.
Não faz assim, vai devagar
tem pena de mim
só sei fazer poema
e tenho ponte de safena
o coração pode nem suportar...
Às vezes o tempo é devagar demais,
Às vezes rápido demais e
Às vezes não temos noção do tempo, quando estamos tão distraídos... que nem vimos o tempo passar.⏳
Entenda a calmaria, sinta e respire devagar, lembre-se da dádiva de estar vivo, deixe fluir o restante como as águas que voltam para o mar!
Há silêncio necessário
Parece as contas de um rosário
Passa uma por uma devagar
Para não ferir e vacilar
Há silêncio doloroso
Que provoca inquietação
Tira a alma do seu prumo
Provocando solidão
Há silêncio de amargura
Por falta de ternura
Que deixa a alma despida
Desprovida, insegura
Há silêncio gritando
Entre vales e colinas
Que seu eco trás na alma
Lembrança mais querida
O silêncio vale ouro
Nos momentos de aflição
A palavra vale tudo
No diálogo é construção
