Charlie Chaplin Dor
Quando as palavras são frágeis demais pra suportar o peso da dor, só nos resta ficar em silêncio e esperar que ela diminua.
"Poeta não e' alguém que sofre muito, mas sim que tem consciência profunda da dor e sabe traduzi-la; externando-a."
Sinto dor.
"Às vezes temos de aguentar o sofrimento,
Senti-lo como for,
Para que não cause nenhum tormento.
A vida não é um mar de rosas do qual podemos desfrutar,
Entretanto, em meio a tantas angústias,
Sou incapaz de esquecer a alegria, a beleza,
Da qual não posso mais aproveitar.
Quando some-me a pulcritude da vida,
Saudades insólitas de meu único amor,
Aquele que as vezes me avisa somente da partida,
Entretanto, nunca deixa-me esquecida.
Analisando tal situação,
Vejo que não há mais opção.
Ver-me em tal posição,
Com um amor em minha visão,
Correndo na contramão,
Preciso agir pela paixão.
Posto minhas vontades, nada posso fazer,
Apenas esperar, e tentar esquecer.
Vão se resolver os acasos com acasos,
O que me deixa em pedaços por ver e desver.
Não é gostosa situação,
Ver minha paixão na contramão correr,
É preciso enfrentar, mentalmente, apesar.
Vida boa, vida injusta, não age como deveria,
Encarar tais situações, para viver uma vida bem vivida.
A dor não tem beleza,
Não tem felicidade,
Apenas temos de aguentar a saudade,
Por este motivo só me restam palavras infelizes,
Pois irei sentir dor por toda eternidade."
Aos Pés da minha Cama -
Aos pés da minha cama
há um baú cheio de versos
uma dor que é tamanha
de um poeta controverso.
Aos pés da minha cama
há um baú cheio de morte
hora a hora de quem ama
e odeia a sua sorte.
Aos pés da minha cama
há um baú cheio de vida
uma vida de má-fama
de tantas regras despida.
Aos pés da minha cama
há uma dor, triste lembrança,
mil poemas, o meu drama,
o baú da minha herança.
Ao baú cheio de versos que está aos pés da minha cama na casa do Outeiro em Monsaraz.
Uma das dores que mais prolongamos é a dor do amor. Aceitar o seu fim gera em nós a dúvida de que tenhamos realmente amado, por isso nos apegamos com tanta força a ela.
Observar como a dor se molda em poesias puras e dolorosas é algo de se admirar, ver que a transformação encanta seres que respiram a mesma angústia é a pós calmaria do agito de um oceano, também obtemos a percepção da facilidade de como sentimentos se cruzam e encontram semelhanças por palavras tão expressivas e tão guardadas. A beleza da arte é tanta que esquecemos o por traz de cada palavra cantada, as lagrimas escondidas. Esse é o fascínio da arte.
Meu Remédio...
Não é a dor da solidão
Que me agoniza,
Mas sim, a falta absurda
Deste remédio chamado
Você em minha vida!
Eu tinha entendido que a dor é uma boneca russa: nunca termina, apenas se esconde dentro de uma nova dor, e cada nova instância de dor contém todas as anteriores. Então minha dor era invisível, mas estava lá, dentro de cada estúpida decepção diária.
A dor e a felicidade são inseparáveis. Nesta dualidade de naturezas, existe a distância, que separa apenas por prazos de tempo, a inerência de ambas.
A Sobrevivente e Espessa Lágrima.
A dor é uma ilusão de carne.
É uma abstinência à insensibilidade,
como um consumo que circula na alma.
O álgido olhar que consome a vida
alimenta-se da estrábica melancolia,
descerra o escudo da existência.
Golpes suspensos nas pupilas,
marcham exaustos e condenados
num acrómico álbum de sal.
Revolta-se um pedaço de esperança,
cospe o grito pungente na valsa do chão
e ergue-se a sobrevivente e espessa lágrima.
Eu apenas queria desabafar minha dor sem incomodar a ninguém. Eu queria saber só se você está bem porque se não estiver eu sofrerei junto com você.
De tanto chorar, calei-me!
Ressenti
Longe de quem interpreta a dor
Como bem quiser
Numa vida sem emoções
O “pouco” me satisfaz
De tanto ser abandonada.
A entrega é cogitação
Expectativas, não mais!
Não mais de nada,
Nem obrigada a assumir esse papel
De ficar te esperando
Sempre iludida, ali toda sua!
Sempre sua, sem sentir.
Sem saber o que isso realmente é
Se é amor, capricho ou sei lá
Talvez nada disso, em pratos limpos.
A fantasia era minha melhor amiga
Das nuvens ao chão, que queda!
Com certeza eu morri
Metade de mim é frio
E a outra se recosta à ínfima segurança
De que nada nem ninguém
Vai me fazer mudar de ideia
Novamente a boba da história?
Sem essa...
Se isso for frieza, tanto melhor.
Quando esperei não era a hora
Agora, talvez, eu caia em engano
Ou então, na pior das hipóteses
Morra de amor
As duas coisas numa só,
O coração quando se parte,
Quantos pedacinhos se perdem
Nessa brincadeira de indecisão,
Sim ou não,
O tempo visto como uma roleta-russa
Contando com a sorte
Quase nada, sem proteção.
Assim é amar de olhos fechados.
Suprema Aspiração” Mensagem
Nos braços teu eterno pai...
Em horas de tristeza e dor...
A descansar, minha alma vai.
Confiando em ti meu redentor.
Doce e calma minha alma vai...
No terno abraço do teu constante amor.
Nas tentações e no amargor...
Que o mundo a mim vem dar.
Tu és meu Deus, meu protetor...
Em ti me vou refugiar.
Das minhas dores e meus terrores...
Sua presença me vem livrar
A sua sombra correrei, e aos seus pés repousarei.
Por Ti serão guardados.
Medo angustia dor e tristeza, não mais terão vigor.
Quando o mundo o mundo em fim passar...
Aos pés do trono irei cantar.
Agradecendo a TI o amor que deu...
A mim.
