Charlie Chaplin Dor
Nasci e me criei no Ceará.
E tendo alma de poeta,
A dor não me afeta
Pois a sina é superar.
E se vejo alguém rimar
Sobre chuva no Sertão
Dou graças pelo feijão,
A canjica e o bovino.
Eu também sou Nordestino
Do jeito que vocês são.
Aprender a conviver com a dor da perca, sim! é necessário para quem quer continuar,e esse é o sinal.
Em cada lágrima que rola, um desejo ardente,
De enxugar a dor, de te ver contente.
Nos momentos tristes, a tua mão a buscar,
Para te dar conforto, para te acalmar.
Jesus sabia que Lázaro ressuscitaria, mas mesmo assim Ele ainda chorou. Porque acolher a dor não é negar a fé.
Solidão
A solidão me abraçou
Mas não era para ela estar aqui
Ela me causa dor
E me faz desistir
Infelizmente eu aprendi
Que eu devo tomar cuidado
Pois as pessoas vão me omitir
E fingir estarem ao meu lado
O que mais me preocupa
É isso me mudar novamente
Pode não ser minha culpa
Mas é o que perturba minha mente
Quando estou sozinho
Me pergunto se faço falta
Quando chamam para tal grupinho
Minha felicidade ressalta
Relacionamentos carregam alegria e dor. Às vezes, um amor enorme pode desaparecer. Em outras, relacionamentos conturbados se recuperam. A vida pode trazer reviravoltas inesperadas. Tudo o que podemos fazer é dar valor ao que temos e tentar ao máximo fazer a coisa certa.
Tudo o que podemos fazer é ter coragem de acreditar no amor e lutar por ele.
ALÉM DA DOR.
" Perdoa sempre,porque o pior que virá te acontecer é se ti mantiverdes mergulhado em rancores que te enegrecem o teu íntimo,materializando no corpo a falta de amor.
Quem ama vive melhor e visivelmente mais feliz. "
Trexo Do Livro: Primavera De Solidão.
Nasceu entre espinhos, sem direito a flor,
A infância marcada por sombras de dor.
Silêncios forçados, medo sem cor,
Crescia calada, sem mostrar o clamor.
O mundo era duro, as feridas sem fim,
Mas ela aprendeu a lutar por si.
Nos olhos, guardava o que não pôde dizer,
E na alma, um desejo imenso de viver.
Passou por abismos, cruzou vendavais,
Superou o peso de antigos ais.
Transformou o escuro em lição, não em cruz,
Fez da dor cicatriz, não um cárcere sem luz.
Hoje caminha de cabeça erguida,
Com passos de força, é dona da vida.
A vitória é dela, a honra também,
Sem buscar lamentos, sem olhar além.
Não há mais correntes, não há mais prisão,
Ela escreve sua história com o próprio coração.
E em cada vitória, um sorriso a brilhar,
Uma mulher que soube, enfim, se libertar.
Pois a beleza sempre nasce de feridas. As feridas a produzem para que a sua dor seja suportável.
Dor que retorna
Ferir sem querer é lançar mão
de uma lâmina sem ver o fio,
e, no ato de se proteger,
cravamos cortes que escorrem silêncio.
Há uma tristeza que é faca cega,
um espinho oculto sob a pele.
E é só depois, ao sentir o eco
do que fizemos, que a dor se revela.
Nosso coração sabe o que é errado,
mas às vezes se debate, erra os olhos,
e atinge quem mais amamos,
num reflexo triste de autoproteção.
E então, o peso nos volta —
o corte que causamos abre-se em nós.
É a dor que revira, rasga por dentro,
e ninguém vê, mas em nós lateja.
Quis apenas me defender,
mas na pressa fui flecha cega.
E, agora, o arrependimento sussurra,
ferindo-me na ferida que deixei.
Eu deixares-te ir
Já que nada lhe darei
Senão a dor de minha ausência
É o sofrimento de minha angustia...
a rua em silêncio!
a anestesia da dor
que não existe.
a lembrança que não volta
a saudade apertando
coração-solidão.
Quando a dor tornou-se pesada demais para que pudesse carregar, ela sentou-se e chorou numa tentativa desesperada de afogar a dor.
