Certas Coisas
É no berço que devemos aprender certas coisas que muitas vezes as pessoas insistem em afirmar, que é obrigação da escola ensinar.
Quando esquecíamos de certas coisas,
elas estragavam e tínhamos que jogar
tudo fora.
Lembro-me da época de infância; em
que os adultos aproveitavam o leite talhado
para fazer uma gostosa ambrosia , dava trabalho.
Acrescentava-se outros ingredientes e depois de
tudo lá estava aquele maravilhoso doce.
Assim devemos fazer quando nos chegam os
tropeços, as quedas, as tristezas.
É quando esquecemos de resguardar nossa
boa fé, nosso sangue doce, e por vezes nossa
inocência ; estes sentimentos que nos levam a
crer que todas as pessoas são boas e o mundo
é um mar de rosas sem espinhos.
Sei que dá trabalho curar as feridas, dói sim, mas
no final são apenas cicatrizes.
Demora, assim como a ambrosia, podemos
reaproveitar o conteúdo e nele acrescentar : o bom
ânimo, a fé, a persistência, a hombridade, o amor,
a verdade, a união e dar outro rumo para a nossa
história de vida, com outro final e que seja feliz.
Há o tempo da vida para que certas coisas aconteçam ou voltem a acontecer. É difícil entender, muitas vezes impossível.
Não há como querer lutar contra o tempo, pois, ele é mais forte e soberano.
Resta aguardar, viver, aproveitar e se deleitar com o que acontece no atual momento, sem medo do futuro que é tão incerto e duvidoso. Talvez viver o presente de forma plena é preparar o futuro, entre fases que são como capítulos de um livro, de uma história que poderia ser contada em qualquer comédia romântica, com a esperança de um final feliz. Talvez, ainda, seja só mais uma história, importante apenas para aqueles que vivem e entendem a importância de tal experiência. Não há como saber. O que resta é sentir, seguir o coração, sem esquecer da razão. Então, ambos os lados precisam estar alinhados. para tal duas pessoas estarem dispostas a lutar por algo maior e caminharem juntas, em todos momentos.
Há tanto tempo não escrevo
certas coisas que preciso ouvir
razão qualquer, talvez medo
acordando dum sonho a sorrir.
Sou pássaro a fugir da gaiola
que passou a vida em segredo
não aprendi a voar mundo a fora
quando arrisco sinto ofegante o peito.
Andante sou, andarilho com asas
tenho algo que não, não sei usar
coração, uma vontade que falha
momento, dum sentimento mostrar.
No caminho de tantos cascalhos
fito meus olhos na fina lua nova
poeira de ondas, delicia de orvalho
aspergindo ouro num céu que renova.
Uma vida que vai, noutra vida que vem
chuto ventos, fingindo não me entregar
num querer dum respiro daquilo que tens
fragrância dum beijo de pássaro encantar.
Sigo a pouco escrever, sem ter
sentindo meu próprio canto ecoar
num corredor, de mãos como asas
sou ave migrante, buscando lugar.
(Pássaro - Denis Santana - 2015)
Não é preciso ser sensível e espiritualizado para entender certas coisas, basta apenas ter caráter para isso.
À medida que caminha, há certas coisas que ocorrem somente a você, e não aos que estão ao seu lado. Isso porque há sempre um propósito espiritual para tudo o que ocorre, estejamos ou não conscientes disso. Seus esforços principais na vida, portanto, devem ser concentrados no "caminho", pois as melhores oportunidades que contribuem para seu aperfeiçoamento lhe são oferecidas nesse formato. Por ser válido por toda a vida, procure atrair as vibrações que se harmonizem com ele.
As vezes é preciso abrir mão de certas coisas. É preciso deixar para trás pessoas até então importantes em nossa vida. Isso não é orgulho ou ingratidão, é vontade de seguir em frente rumo a realização de nossos sonhos. Isso é propósito!
Existem certas coisas que não adianta ser "O Filósofo" tentando entender tudo, apenas seja um ser vivente daqueles momentos breves e felizes. Viva!
ETERNO
Sei lá, têm certas coisas que acabam, mas que nunca terminam. Quer dizer, a gente se separou, não somos mais um casal, não fazemos mais parte dos planos um do outro, mas, tem uma boa parte de tudo isso, que insiste em não passar. Nunca vai passar. Prometemos um amor infinito. Falhamos. Não foi infinito, mas tornou-se eterno, se é que existe alguma lógica nisso. O que estou tentando explicar é que, lá dentro, bem lá no fundo mesmo, o nosso amor sempre vai existir. Porque quando é amor, nunca acaba. Tudo o que você amou na vida, mesmo que seja só por um dia, vai durar para sempre. Você pode tentar pintar de ódio, dizer que tanto faz, que não tem mais importância ou tentar guardar no fundo do peito. Você pode tentar substituir por outro alguém, pode até tentar transformar em críticas, em lágrimas, em brigadeiro, em álcool… A verdade é que, se foi amor, sempre será. Não acredito nesse lance de que só se pode amar uma vez na vida, mas sim, em amores únicos. Não se pode amar nada igualmente. E, por isso, nunca vai existir nada como você. Nada como eu. Nada como nós. Somos o único caso igual a nós na face da Terra. A nossa história ninguém pode apagar, copiar, reviver… Será sempre nossa. Vai doer te ver com outro alguém. Vou chorar quando nossa data chegar, quando abrir o guarda-roupas e ver a camisa que você me deu, quando algum sorriso por aí me lembrar o seu. Rasga-me o peito imaginar o nosso futuro que nunca vai existir, o nosso filho que nunca vai nascer, a nossa casa, pertinho do lago, que eu nunca vou construir. Claro que dói. Mas, passa. Parece que nunca vai passar. Mas, passa. Não morre. Nunca morre. Não acaba. Mas, alivia. O tempo ensina a amar de novo. Não existe dor tamanha que o ser humano não aprenda a conviver. E eu já estou aprendendo a te transformar em um sorriso. Você é, e sempre será, uma das melhores cenas do meu filme. E, vez ou outra, gosto de estourar um pacote de pipocas e ficar nos assistindo na tela da memória. Confesso que hoje terminei de ver com as pipocas encharcadas. Deve ser aquela parte do filme que o mocinho sofre antes que as coisas comecem a dar certo para ele. Espero que sim.
E por mais que tentemos nos afastar, acabamos nos reaproximando outra vez. Certas coisas não se explicam, acontecem.
Certas coisas ficam dentro de mim e permanecem lá, porque, simplesmente, não consigo transformá-las em palavras.
Custou muito para que eu entendesse certas coisas, para que eu deixasse de acreditar em certas pessoas, para que eu parasse de insistir em certas situações.
Eu vivia batendo com a cabeça na porta; Até o dia em que finalmente entendi: Não era a porta que estava no lugar errado... Era eu.
Certas coisas não devem ser ditas. Devem ficar apenas na memória para que naturalmente sejam apagadas e esquecidas.
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