Censura
O feminismo essencial sugere raiva, falta de senso de humor, militância, princípios irredutíveis e estabelece um conjunto de regras para ser uma boa mulher feminista ou, pelo menos, uma boa mulher feminista branca e heterossexual – odeie pornografia, censure de maneira unilateral a objetificação da mulher, não satisfaça o olhar masculino, odeie os homens, odeie sexo, foque na sua carreira, não se depile – ok, este último é brincadeira. Tudo isso não chega nem perto de ser uma boa descrição do feminismo, mas o movimento tem sido há tanto tempo distorcido por falsas percepções que até quem deveria ser mais consciente acabou acreditando nessa imagem essencial do feminismo.
Tirem os livros dos jovens e eles sonharão. Tirem os sonhos e eles escreverão os seus próprios livros.
Hey vocês, esposas dos senadores
É melhor darem uma boa olhada nas suas vidas
Antes de pregarem pra cima de mim
A sua definição do que é obsceno
Quantas histórias inventadas,
invertidas
pontuadas do nada...
Quantas outras verídicas,
censuradas,
adulteradas pela crítica...
A verdadeira arte é uma modalidade da fala muito alem das palavras e alfabetos. A arte não é troca muito pelo contrario é um monologo do universo criativo do artista que impregna de sugestões vivas particularmente a atmosfera temporal de cada observador.
Todos de nós, apesar da hipocrisia de alguns, tem um censor embutido. Não se pode negar isso. Uns falam, outros guardam para si.
A coragem embriagada vem fácil. Quero é ver a transparência sóbria, que nos coloca de frente – e por inteiro – com as dores e as delícias do viver.
Me censuram por fazer grandes, detalhes tão pequenos. Me perdoem. Sou poeta. Esse é o meu papel, afinal de contas, contas que muitos não fazem, tudo aqui é tão detalhe.
Certas pessoas dizem que na ditadura militar não houve corrupção, mas isto se deve ao fato que os militares controlavam os meios de comunicação de tal forma que nenhuma informação chegava ao povo sem que passasse pela censura dos militares.
Ainda estamos em tempos coloniais... Submissos ao trabalho escravo, em busca da alforria capitalista, embora quanto mais se tenha mais se queira possuir... Ah, essa maldita agulha hipodérmica!
Estamos em eterna travessia do navio negreiro, alienados e vivendo de caridade dos sofistas...
Em uma caverna dando às costas para a saída. Somos zumbis modernos conectados por fios, que nos modelam e configuram, sem chance de falar, sem vontade própria e à base de chicotadas.Esse som é denominado censura.
A arte tem por si o poder de transformação por novas maneiras de ver e de fazer mas nunca qualquer criação tem o menor direito natural, ético e moral para advir em obra pela destruição e da transfiguração de qualquer conceito, pensamento, cultura, religião e semântica pré existente. Cabe na arte a observância frequente constitutiva da livre expressão de todo artista desde que não e nunca ultrapasse o limite do direito natural do outro, de quem for e do que quer que seja.
"Toda autoridade que censurar os advogados que defendem as causas de seus clientes, na verdade, busca calar a voz do direito e amordaçar a liberdade de expressão."
O sentido, a genialidade criativa, a beleza e importância da mensagem de uma obra de arte nas diversas plataformas está principalmente nos olhos,na alma, na vida de quem a vê, que passa a ser o mais imperativo critico, censor e expectador.
Personagens com sua vida e personalidade torta, perturbada e dissimulada espelham se com medo e horror desencadeado por reflexo sombrio de sua lamentável existência. O feio, o imoral, o grotesco e o escandaloso estará sempre dentro dele mesmo, e nunca vai mudar, nem mesmo diante da mais renomada e reconhecida obra prima universal da historia.
Censuram o que sou e tudo o que sinto...
Censuram porque isso não me cabe no peito...
Censuram meu sentimento por não ser tão empírico quanto a moeda que eles veneram...
Censuram meus desejos por eles serem tão palpáveis quanto o nervo rígido e febil que se entrega aos prazeres...
Censuram... e isso me castra, me amputa a alma.
Censuram e limitam meu universo em um único grão.
Censuram o gesto, o fato, o ato...
Censuram, céticos das minhas emoções, mitigam minha própria essência.
Censuram esse sentimento nu, sem mascaras sociais nem farsas ancestrais...
Censuram e julgam: sentimento fora das suas leis.
Censuram, mas não há tarjas...
Censuram não porque eu sinto demais, mas sim porque não são capazes de enxergar a imensidão que transbordo.
Censuram meu amor porque não são mais capazes de amar.
A arte desde o inicio de tudo, nos vários capítulos da historia da humanidade teve seu mérito por estar sempre mais comprometida com a liberdade do que com qualquer restrita legalidade.
Geralmente não fazemos o que temos vontade, e sim, prosseguimos conforme o andar da carruagem e nos entregamos ao dançar conforme a música. Sempre, como bons e velhos piolhos censurados pelo próprio vulto.
Bom era na época da ditadura... Quando em vez de produzir a gente pedia emprestado e fingia que tava tudo bem, calado.
A culpa é um sentimento restrito aos seres humanos quando as regras sociais estão diretamente ligadas. São leis gravadas em nosso subconsciente derivadas de valores familiares e sociais de acordo com a cultura e o meio em que vivemos, gerando, assim, uma censura interna que quando rígida demais se torna a responsável por grandes sofrimentos psicológicos, alimentando uma destrutividade que é tão humana quanto o sentimento de autoconservação.
