Cem Sonetos de Amor de Pablo Neruda (trechos inesquecíveis do autor chileno)

Sonhei ser o Pablo Neruda
num sonho louco
aquele delírio sem fim
Ele poeta que fez história,
Chileno, latino com intensidade aflorada.
Fez de suas tristezas
As mais belas rimas, os versos
Deixando sonetos
E, poemas repletos de beleza
com muita loucura


Sonhei que sua alma
Simplesmente me chamava
Com triste de saudade
Ansiava escrever como outrora
Seus versos de dor
cheio de profundidade
Falando da tristeza
E de sua alma errante
Que continua sua viagem
Pela eternidade afora

E, eu respondi: Escreva comigo
Traduziremos juntos
Nossas mágoas inflamadas
enfim acalmar a alma
Mas Neruda, digo-lhe
Escrevo com todo fervor
Com a intensidade deste ser
Pensa comigo poeta,
é só falando de amor verdadeiro
conseguiremos curar essa dor
(24/06/2019)

Inserida por DiCello

Neruda dizia:
_ “Quando você explica a poesia se torna banal.
eu digo....
_Pois é...
o mundo mudou Poeta...
da mesma forma que falta poeta como tu...
falta gente que sabe sentir!
sú dutra

Inserida por sudutra

Pablo Neruda disse:
" A POESIA NÃO É DE QUEM ESCREVE MAIS DE QUEM A USA"

Faça das minhas as tuas eu deixo.
Torna-me imortal.

Inserida por jafia

Quintana, Bandeira e Neruda
escreviam suas dores, as cores
deixando as almas em paz
Alimentavam assim, outros seres
aos leitores apaziguar
Seus escritos fazem até hoje
nos dias atuais, nossos corações
simplesmente pulsarem
Nossos grandes mestres, escritores
vem para nos inspirar

Inserida por DiCello

HOMENAGEM A PABLO NERUDA
Marcial Salaverry

PABLO NERUDA...
Um poeta... Um mito
Marcial Salaverry

Para de Neruda falar,
é preciso poetar...
é preciso conhecer do amor,
todas as maneiras,
todos os meandros...
Desde o amor desesperado.
até o louco amor apaixonado...
O amor não correspondido,
o amor só subentendido...
Neruda do amor não fala,
ele abre a mala,
e o desnuda...
assim é Neruda...
Conhece tudo do amor...
Desde o frio, até aquele cheio de calor...
Fala com simplicidade,
mostrando do amor a verdade...
É fácil seus poemas entender,
basta sabê-los ler...
Suas entrelinhas captar,
ensinando como amar...
Há que se ter sensibilidade,
há que se "ver" a saudade...
É preciso sentir na alma,
a vibração de seus versos...
É aí que está a grande beleza,
pois ele nos dá a certeza
de que um amor verdadeiro,
tem que ser vivido por inteiro...
E que o amor de um momento,
sempre deixará um lamento...
A obra de Pablo Neruda
destina-se às almas poetais...
Meio termo não existe,
esse é o sentir que persiste...
Neruda será amado
ou odiado...
Como são os amores...
Sempre naquela tênue linha
o amor e o ódio separando...

Marcial Salaverry

Inserida por Marcial1Salaverry

Este terno

Vê se você muda
Eu tô falando sério
Ler Pablo Neruda
É cheio de mistério

Vento de regresso
Vidas a conflitar
Outra gambiarra
Não irá me chocar

Uh... tira logo este terno

Você nunca avisa
É frio e impontual
Vejo no seu punho
Uma atração fatal

Estufa bem o peito
Antes da mancada
Ao menos você ri
Na hora marcada

Uh... eu já tirei este terno.

Inserida por PensadorRS

Como Neruda

Quisera eu fazer poesia como Neruda
no entanto, que bandeira ei de erguer
com a minha poesia ativista?

Nas Américas de hoje não há mais luta
nem disputa, nem suor nem sangue
nem cicuta. Sobretudo na América
onde vivo, se respira um ar putrefato
de hipocrisia ideológica, a América Latina de hoje é uma latrina de corrupção fisiológica.

Então farei poesia de protesto
contra a falta de honra dos poetas
dos homens públicos e privados
este é o meu último desejo

Inserida por EvandoCarmo

⁠NEM NERUDA SABERIA

Teus olhos são estrelas
de uma constelação
joia rara, equidistante
do apelo da razão.

Tão longínqua
quanto penso
sobre a vida
em outro canto,
longe do frescor
e do encanto
da brisa do teu sorriso
sobre a paz entre os humanos
sobre a eternidade tão sonhada,
de Adão no paraíso.

O teu corpo em movimento
impossível é a descrição
pobre Neruda tentou
com sonetos de amor
que dirá de um poeta
tão infértil como eu
que tenta juntar palavras
que nunca se apaixonou?

Mas sobre a cor dos seus olhos
ainda não sei dizer, se são de mel
se são doces e nocivos
se são de mar, azuis reflexivos
se são da terra, se são do céu.

Inserida por EvandoCarmo

⁠Nicotina

Poesia crônica, cigarro cubano
Prosa de Neruda, lascívia de Caetano
Um canto, lugar único no mundo
Um tenor no máximo da sua entonação
Um acorde perfeito, música de Wagner
Encantamento de Isolda e Tristão
Sonoridade efêmera que apetece
Destoa, enlouquece alma em combustão
Meu espírito demente sem ação.
Um perfume cítrico e agreste
Nicotina que impregna o coração.

Inserida por EvandoCarmo

Poema do amigo aprendiz

Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...

Padre Zezinho

Nota: Trecho adaptado da música "Saudação de Amigo", do Padre Zezinho. A autoria do texto tem vindo a ser erroneamente atribuída a Fernando Pessoa.

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Saber Viver

Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura... Enquanto durar

Desconhecido

Nota: A autoria do texto tem vindo a ser erroneamente atribuída a Cora Coralina.

Aprendi que ninguém precisa saber que estou triste ou como anda minha vida. Aprendi que, seja lá qual for o problema, ele pertence a mim. Aprendi a guardar minhas dores e momentos difíceis só pra mim. Aprendi também que os melhores textos melancólicos ou aqueles (padrão clichê) saem sempre daqueles que se trancam em seus quartos e tem como companhia apenas o silêncio, a solidão e o barulho dos dedos batendo em cada tecla enquanto escreve algo novo. Talvez sobre uma nova tristeza, um novo amor que não fora muito bem sucedido.
Aprendi também que ninguém se importa como você está, de como foi seu dia. Aprendi que poucos valorizam o que nós fazemos por elas, e poucos valorizam a nossa companhia.
Aprendi a não me importar com ninguém da mesma forma que agem comigo e a não guardar mágoas no coração. E ser diferente de muitos. E pouco me importar com os pensamentos de fulano e ciclano.
E hoje trago felicidade em meu sorriso.

Imagino
O sofrimento
O ecoar da dor
As lágrimas
O olhar rogando por misericórdia

Imagino
Se tudo tivesse sido diferente
Sem dor
Sem lágrimas

Imagino
Se a igualdade social predominasse
O preconceito fosse extinto
E o respeito usado

Por todos
Que sofreram
Por todos
Que sofrem

Imagino
Um mundo melhor
E a todos
Que não puderam usar a sua voz
A todos não podem usar a sua voz

Ecoou e ecoa em lágrimas
A dor
Em marcas
Ecoa a luta por liberdade

Ecoa também
Na história
Pessoas
Negros
Seres humanos

Julgados por sua cor
Sem direito
A nada
A não ser
O choro

Liberam em lágrimas
O desejo por liberdade
A vontade de sair de casa
Tendo a certeza
De que irá voltar

Liberam em lágrimas o medo
De ser machucado
De ser julgado
O medo de nunca
Nunca
Conseguir a tão sonhada
Liberdade

Somos seres de sentimentos escuros,
Fantasmas noturnos que choram,
Pelas tristezas que os devoram,
Nos pensamentos obscuros

Nossas almas melancólicas,
Vagam pela noite sombria,
Em busca da alegria ilusoria,
Perdida nas sombras exóticas

Vida destruida por desilusões...
Por favor não tenha medo
De uma alma q e triste e
Amaldiçoada

Trajando quase sempre luto,
Somos o estranho fruto,
Do mundo feliz que não existe

Faz de tua vida mesquinha um poema.
E viverás no coração dos jovens e na memória das gerações que hão de vir.
Esta fonte é para uso de todos os sedentos.
Toma a tua parte.

Cora Coralina
DENÓFRIO, Darcy França. Melhores Poemas. São Paulo: Global Editora, 2008.

Nota: Trecho do poema Aninha e suas Pedras.

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Sou poeta
No rumo da rima.
Sou repentista
No ramo do rimador.
Sou devaneio
Vivendo por cima.
Sou egoísta
Não divido minha dor.

Je Suis

Divirta-se com sua insanidade,
faça do terror obra de arte,
transforme harmonia em caos,
desordene a ordem das coisas.

Ordene que façam o errado,
seja o sádico,
faça um precipício,
atire-se e voe de olhos fechados.

Faça teu silêncio o grito mais alto,
queime-se por dentro,
corte-se por fora.

Ame a ti mesmo.
E morra, dignamente,
como o mais lembrado da história.

E se eu te olhar cem vezes, acredite, em cada uma delas estarei me apaixonando um pouco mais.

"...nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
senão, amor, eu morro."

Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda.
É tão curto o amor, tão longo o esquecimento.
Porque em noites como esta tive-a em meus braços,
a minha alma não se contenta por havê-la perdido.
Embora seja a última dor que ela me causa,
e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo.

Pablo Neruda
Vinte Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1999.

Nota: Trecho do poema intitulado Poema 20.

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