Cem anos de Solidão

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⁠ Muitas de nós, mulheres, chegamos aos 25 anos reclamando dos homens, "Homens são todos iguais!", "Homens não prestam!".
Quantas vezes vocês já pararam para refletir sobre o passado?
Quando na faixa entre 18-22 anos éramos desejadas, alvo de disputas, todos nos queriam, e o que nós fazíamos?
Sempre enjoávamos do rapaz que hoje poderia estar nos levando ao altar, e cá estamos, fomos substituídas pelas garotinhas de 16 daquela época, que hoje estão na "faixa do desejo", um rapaz certa vez me revelou que não tinha interesse algum em se casar, mas que procurava meninas entre 18-22 para com uma delas ter um filho, que era o desejo dele, bastava ser uma garota bonita.
Vi um estudo aleatório dizendo que homens de 25-30 anos se abrem inteiramente para um relacionamento sério, mas uma quantidade pequena está disposto a se relacionar com mulheres da mesma idade ou mais velhas, porque acreditam de fato que somos resto de uma vida cheia de arrogância, exigências e decepções, que chegamos aos 25-30 anos solteiras porque somos incapaz de amar e respeitar um homem em uma relação séria e duradoura, e sinceramente, a culpa é nossa.
Todas nós lamentamos a ausência e o fim de um namoro passado, isso é regra, todas temos em nossas memórias aquele cara perfeito, carinhoso, batalhador, sonhador, estudioso, respeitoso e fiel, mas que em algum momento de nossas vidas simplesmente resolvemos abandonar, na primeira oportunidade, no primeiro defeito, na primeira discordância, como se estivéssemos esperando por esse momento desde sempre, como se fosse uma doença que ameaçava nossa liberdade e nossa juventude, hoje nos perguntamos: "Como eu pude fazer aquela merda?", lembro perfeitamente desse acontecimento na minha vida, eu tinha 18 anos, ele tinha 25, me apresentou família, planejava tudo se baseando em nós dois, na nossa futura história, era o rapaz dos sonhos, e adivinhem... terminei com ele 2 anos depois, tanto menino lindo interessado em mim, eu quis sair dessa relação mágica para viver na arrogância da idade, desejada por tantos, deveria aproveitar, os anos foram passando, e menos rapazes se interessavam por mim, tentei namorar algumas vezes, mas ninguém me tratava tão bem como meu antigo namorado, eu não era mais "Minha princesa" ou "Meu amor" por muito tempo, eu não era mais parte de planos, "Que seja eterno enquanto dure!" e não existiam mais sonhos, estava acontecendo, com 27 anos me sentia jovem, mas para o mundo que eu construí quando mais jovem, eu já era bem velha e solteira, sem amar e sem ser amada, meu antigo ex, hoje casado, com 3 filhos, comigo os planos eram apenas 2, esposo de uma linda mulher, ambos bem sucedidos na vida, vez ou outra fico stalkeando, não por querer ele de volta, jamais estragaria a felicidade de alguém, mas para observar, como minha decisão me deixou infeliz mas formou uma linda família, família que poderia ter sido construída comigo, onde estão minhas amigas da época? Bom, maioria casou, ironia, já que faziam chacota do meu relacionamento, eu era a "Boba que estava presa".
O 'homem da nossa vida' só aparece uma única vez, e quase nunca é o garanhão das redes sociais, quando você é amada de verdade e sente isso, nunca mais vai ver isso partindo de outra pessoa, e isso que nos deixa infeliz, amarguradas, falando por todos os cantos "Homens são todos iguais!", quando na grande maioria das vezes nós que somos todas iguais, caímos cedo nas garras da luxúria, do glamour, de ser desejada por muitos, de arrumar o homem rico ou ficar com o rapaz mais bonitinho do grupo, mas no final da história, somos amadas por poucos, muitas vezes nenhum, e no momento em que encontramos o homem para chamar de "MEU" desistimos, é muito monótono ser elogiada mesmo com nossos defeitos, ser amada mesmo com nossos momentos ruins, ser alvo de planos enquanto deseja outros homens... esse é o pecado da nossa juventude, esse é o erro de nossas vidas.

Ironia

De tanto pensar na desilusão
Mais de cem vezes desiludi
De tanto chamar a solidão
A solidão chamou-me a si

Deu-me dor e a contramão
E muito deste revés, senti
Ferindo o crédulo coração
Eu chorei, ri, e assim segui

Escrevi emoção e loucura
Nos devaneios da euforia
Cheios de teimosia, eu vi!

Hoje, ainda insiste na procura
O versar. Por essa tal poesia
Do que ainda não sofri... (Oxi!)

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
28/03/2020 – Cerrado goiano
*paráfrase Pedro Homem de Mello

Inserida por LucianoSpagnol

SOLIDÃO EM METROS

Ela tenta contar contos em cem toques.
Logo ela...
Que rabisca a solidão em metros.
E em profundos cortes.

Inserida por KarlaMello

ABANDONO (soneto)

Silêncio mudo, rente ao meu lado
Como uma melancolia a sussurrar
Há cem mil sensações a me olhar
E o pensamento vagando isolado

Tanto abraço desesperado, atado
Na imensidão do tempo sem lugar
E inspiração rútila a me abandonar
Todos os dias aqui no árido cerrado

É a solidão, cega, áspera e tão fria
E a nossa vida ficando mais breve
E as nossas mãos sem afável valia

A hora passa, e cobra a quem deve
São as horas que sentencia a poesia
O efêmero, tal a rapidez descreve...

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30 de março de 2020 - Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Doce solidão
Em um belo dia, uma doce solidão, sem pessoas pra falar, so lembranças a guardar, disse que nunca iria me abandonar e foi a primeira pessoa a ir embora, todo mundo se afastou, o amor virou contra o universo, a União virou contra o amor, cade a reciprocidade?.
Uma doce solidão desagradável, você partiu e todos se afastaram.
Uma coisa que me dá medo de perder pessoas e me afasta de tudo aos poucos.
Estou com uma saudade, que me lembra a doce solidão, que nos afastou.
Onde estás você?venha me buscar desse mundo horrível e me leva pra perto de ti.
Quero poder confiar em alguém, onde posso guardar meus segredos sem medo dele ir além.
Quero poder confiar no mundo sem medo de perder, sem medo de amar ou de morrer.
Volta aqui me acolhe em teus braços, quem sabe um dia podemos nos reencontrar.

⁠E se a lua fosse a base da solidão?
Mostrando a sociedade, q mesmo sozinha, ela brilha.
E se ela não existisse, a noite também séria a mesma coisa?
A lua brilha, e por trás desse brilho, terá uma tristeza,ela é apenas a base de uma pessoa.
Se ela pedisse ajuda, quem iria salva-la?
Não seria ninguém, pq quando vc mais precisa todos viram as Costas.

Inserida por rachel_rocha

Com 30 anos fecho os olhos em um dia de chuva e tenho a mesma sensacao de solidao quando tinha 18.

Inserida por Deep_Lua

Todo grande escritor está sempre escrevendo o mesmo livro.

Inserida por miguelogin

O foda é que te amo, e você não sai da minha cabeça. Todos os anos eu venho tentando... mas só quero que não me esqueça!!

Inserida por kauanzin_dzn

No início, desespero... Hoje, saudade e solidão.
Convivendo há anos com esta dor no coração, sem deixar a vida parar.
Driblando sempre a tristeza e as lágrimas no olhar, eu tinha que continuar.
Sempre esperando ver tudo mudar.
Hoje, cansada de esperar...
Ficando sem forças pra lutar...
O tempo passou e as lembranças que temos "é somente a saudade do que não vivemos".
Não houve um só dia, um só momento, que deixei de pensar em você...
Porém,
É sempre meu filho...
"Amado e querido"
Sempre vou estar orando por você,
por nós,
E que Deus nos conceda um pouquinho de tempo!

A solidão é um sentimento que assusta alguns e direcionam outros, é preciso caminhar anos luz para entender que a solidão é a melhor amiga que temos, nela refletimos, nos lapidamos e purificamos a alma. Na solidão crio meus personagens, desenho e faço minhas pinturas, também estudo inglês, se não fosse o silêncio da solidão, eu não seria fluente em meus pensamentos. Agradeço a Deus por ter uma solidão tão carismática.

Diante de tantas perdas e solidão, de situações adversas de anos, edifiquei-me tão fortemente que minha solitude hoje é tudo que tenho e preciso.

Aos 18 eu não sabia. Hoje após anos eu entendi:
a solidão que vem junto com a independência financeira dói pra caramba… mas é muito mais barata que a dependência dos outros. AMÉM OBRIGADO AO SENHOR.

Carta IV — A Solidão: Reflexão sobre a solidão e o tempo


Mais oito anos haviam se passado, e as rugas no meu rosto tornavam-se evidentes; os meus ossos perdiam cada vez mais a força; o tempo revelava-me o cansaço. A solidão sufocava-me como espinhos na garganta; os meus lábios secaram como um rio sem água; a sede matava-me aos poucos.


Já não havia urina no meu organismo. Tentei beber as minhas próprias lágrimas, mas também secaram. Os ratos já não me alimentavam; agora alimentavam-se da minha carne. Meus cabelos caíam sozinhos como folhas de uma árvore, e a minha pele amolecia como mingau. Os meus olhos enchiam-se de fadiga; sofria de insónia. O corpo produziu bactérias que me corroíam por dentro.
Quis suicidar-me, mas não encontrava forças para fazê-lo. Já não restou dedo algum nas minhas mãos: devorei-os todos para terminar de vos escrever esta carta.


O fundo das paredes oferecia um profundo silêncio. Ainda assim, era meu desejo voltar a ouvir, só mais uma vez, o grito alegre das crianças na aldeia de Kandembe; o canto dos pássaros na floresta de Mayombe; o canto do galo nas madrugadas; o sorriso das senhoras quitandeiras no mercado de Kalukembe.


Infelizmente não pude concretizar esse desejo. As correntes no meu pescoço e as grades que me prendem não me permitem realizá-lo. Aliás, já não me resta muito tempo. A solidão tornou-se um vício que se alimentava da minha penúria e dos traumas da minha lembrança. Quanto mais próximo dela eu me encontrava, mais perto me sentia da morte.


Talvez…


Será que devo arrepender-me das minhas escolhas?
Será que fui ingénuo ao preservar os meus ideais?
Será este o preço a pagar por ser diferente deles?


De que vale estar livre do calabouço, se lá fora continuarei a ser escravo?
De que adianta recuperar a voz, se lá fora me haverão de retirá-la?
De que vale livrar-me destas correntes, se lá fora existirão outras algemas à minha espera?


Aqui, ao menos, ainda posso falar, pensar alto e questionar.

E lá fora?


Não me haverão de censurar por pensar?
Não me haverão de açoitar por falar?
Não me irão condenar por contestar?
Não me irão matar por questionar?


A dúvida, o ceticismo e o remorso ganharam espaço na minha mente e no meu coração.


Tentei conversar com as paredes, mas elas não possuíam ouvidos. Procurei perguntar aos espíritos daquela masmorra, mas já haviam partido. As caveiras ao meu redor exigiam silêncio. E as únicas coisas que ainda podiam dialogar comigo eram a morte e a solidão.

Já deve fazer quase 2 anos que não tenho nenhum amigo ou pessoa para contar, uma grande solidão aperta meu peito.

Você esqueceu de mim, como corolário eu cair na solidão, vivi anos na estrada da amargura, perdi a ternura, a vontade de viver, mas agora passou a tristeza acabou, eu esqueci você, já encontrei um novo amor.

Inserida por marcosrioscompositor

sou velha agenda de datas esquecidas que o tempo devorou no sabor amargo da solidão dos anos...

Inserida por nataliarosafogo1943

Nesta solidão que já dura alguns anos padeço dia após dia
Nada consegue me tirar dessa agonia
Sinto falta de ter alguém ao meu lado
É tão bom se sentir amado
Noites inteiras sem dormir
Vendo o novo dia surgir
Até quando irei suportar
Vem me resgatar

Inserida por Celimarr

“Não me deixe aqui sozinha nessa chuva, há anos tenho medo da solidão, me sinto frágil sem você por perto, volta e me traz todos os carinhos e sorrisos que sempre me faziam tão bem, vem me amar, por favor! Você saiu da minha vida de repente, me deixou sem nenhuma explicação estável ou convincente, me disse que não iria mais voltar, espero que sejam apenas metáforas, não vou aguentar muito tempo sem você, a saudade dói, machuca muito, anda me corroendo aos poucos, não sei se vou continuar fingindo ser firme por muito tempo.”

Inserida por kassiamaciiel

solidão de nossas alma repentina sombra gosto de assombro por milhares de anos.

Inserida por celsonadilo