Cartas de Despedida de Clarice Lispector

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LIÇÕES PROVERBIAIS

Chega de choradeira...
“Não adianta chorar o leite derramado.”
Se um projeto fracassou,
A Vida outro já lhe planejou.
Se o tempo difícil não passa,
Tenha coragem, mostre sua raça.
“Água mole em pedra dura...”
Se seu amor o abandonou,
“Amor não abandona, protege.”
E você não sabe o que a Vida para ti elege.
Se você foi traído por um amigo,
“Amigo não trai amigo.”
Você se livrou de um astuto inimigo.
“Quem com ferro fere,...”
Se você está sentindo solidão:
Solidão não mata; fortalece o coraçãorpreendente.
E, como diz a sabedoria popular:
“O que passou, passou.” “Bola pra frente.”
A Vida é surpreendente,
E reserva muitas surpresas para a gente.

Inserida por ManoelAlmeida

POEMAS LEVEDADOS

Faço poemas
Como se faz pão caseiro:
A massa tem de ser misturada,
Atritada, homogeneizada, levedada.
Os ingredientes que formam
A “massa” de meus poemas
São: meus pensamentos, minha emoções,
E minhas sensações.
Dois “recipientes” básicos são usados
Na preparação de meus poemas:
Minha mente e meu coração.
O processo de levedura
- Como no pão caseiro –
Às vezes é demorado,
Depende das “condições climáticas”:
Quanto mais quente melhor.
Só escrevo poema
Sob pressão e calor.
A mente e o coração
Têm de estar em ebulição.
Às vezes, como no pão caseiro,
Meus poemas saem meio puxados
No “sal e/ou no açúcar”;
É que, já me disseram,
Sou um tanto quanto exagerado
Ao expressar meus sentimentos.

Inserida por ManoelAlmeida

RELEVO SENTIMENTAL

Às vezes, sou um abismo tão profundo,
Que, ao olhar para dentro de mim,
Sinto vertigem – caindo-me nas entranhas do mundo.
Às vezes, sou uma planície tão extensa,
Que, ao olhar para dentro de mim,
Perco-me num horizonte vago – sem fim.
Às vezes, sou um deserto tão escaldante,
Que, ao olhar para dentro de mim,
Não sei se paro ou sigo adiante.
Às vezes, sou um planalto tão irregular,
Que, ao olhar para dentro de mim,
Embrenho-me em depressões cheias de espinhos e cipoal,
Cercadas de montanhas difíceis de escalar.
No mais das vezes, apraz-me ser este relevo,
Pois, ao olhar para dentro de mim,
Sou nova paisagem a cada dia,
Não conheço monotonia:
Se hoje sou depressão;
Amanhã, sou majestosa montanha,
Com meu olhar otimista,
Olhando o mundo a perder de vista;
Depois de amanhã, sou verdejante colina.
Com flores, pássaros e rios de água cristalina –,
Sou vida que não conhece rotina.

Inserida por ManoelAlmeida

DEUSA DA MINHA NATUREZA

Quando a vi – na hora,
Pensei: Ah! Se ela me quisesse agora!
Como o mito de Zéfiro e Flora,
De bruto que sou,
Eu me transformaria
Em suave brisa d’aurora.
Mas, diferentemente do mito de outrora,
Só eu me encantei por minha deusa Flora,
Ela nem me percebeu –
Passou e foi-se embora.

Inserida por ManoelDeAlmeida

RELEVO SENTIMENTAL
Às vezes, sou um abismo tão profundo,
Que, ao olhar para dentro de mim,
Sinto vertigem – caindo-me nas entranhas do mundo.
Às vezes, sou uma planície tão extensa,
Que, ao olhar para dentro de mim,
Perco-me num horizonte vago – sem fim.
Às vezes, sou um deserto tão escaldante,
Que, ao olhar para dentro de mim,
Não sei se paro ou sigo adiante.
Às vezes, sou um planalto tão irregular,
Que, ao olhar para dentro de mim,
Embrenho-me em depressões cheias de espinhos e cipoal,
Cercadas de montanhas difíceis de escalar.
No mais das vezes, apraz-me ser este relevo,
Pois, ao olhar para dentro de mim,
Sou nova paisagem a cada dia,
Não conheço monotonia:
Se hoje sou depressão;
Amanhã, sou majestosa montanha,
Com meu olhar otimista,
Olhando o mundo a perder de vista;
Depois de amanhã, sou verdejante colina.
Com flores, pássaros e rios de água cristalina –,
Sou vida que não conhece rotina.

Inserida por ManoelDeAlmeida

É só hoje

Não tem importância, é só hoje;
Amanhã o Sol vai brilhar e aquecer,
Enquanto esta agonia de mim foge,
Prometo que não voltarei a entristecer.

Sim, é só hoje que cai neve.
Amanhã o Sol brilhará com fulgor
Iluminando nossas almas ao de leve
Como se fosse a abertura duma flor.

É só hoje, e vai passar depressa
Este frio danado que nos fere a alma.
Esperemos que o vento não se esqueça
De mudar para o quadrante da calma.

Hoje cai chuva, e bem grossa.
Amanhã soprará uma brisa morna
Para compensar esta amargura bem nossa
Que este Inverno bem malditos nos torna.

Sim! amanhã, amanhã será o dia
Em que o Sol vai brilhar e aquecer,
Suave, o perfume das flores irradia
Nestas encostas e vales, quando o Sol nascer.

Amanhã é o dia reservado ao Amor,
E a fragrância das flores confunde-se na maresia.
Amemo-nos pois, e com todo o ardor.
Que felizes seremos, sim amanhã é o Dia.

...EM QUE HAVERÁ MAIS CALOR...

Inserida por cileia

DOR NO CORPO E NA ALMA


Mais uma noite de insônia,

Uma noite comprida,

Uma noite doída,

Afirmo sem cerimônia!

É que as horas não passam

E a mente e a alma não cansam!

Dói o corpo extenuado, cansado

De tanto virar na cama

De um lado pro outro lado.

Dói a alma - o tempo parado,

Como um mágico cruel,

Traz-me à lembrança o ser amado

Deixando-me o gosto amargo de fel

Por ter e não ter quem amo e me ama:

Só a tenho na lembrança – que a chama!

Mas a quero em meus braços – na cama!!

Inserida por ManoelDeAlmeida

INVERNO: ESPERANÇA E TRISTEZA





Todo ano, quando chega o inverno,

Vem-me à memória o inverno anterior!

Ou melhor, vem à memória a esperança

E o desejo que sinto todo ano – no inverno,

De não estar sozinho no inverno posterior!


Ano após ano, o inverno cada vez mais frio,

E minha esperança e meu desejo – não se cumpriu!

Fico a sonhar como seria uma noite de inverno

Sentindo o aconchego da pessoa amada,

Com ela abraçado, sentido o frio vento na face,

E o calor do amor aquecendo a alma – apenas sonho!


Não sei por que, no inverno, sinto tanta solidão.

É como se fosse saudades de um distante inverno,

No qual fui muito feliz por dormir aconchegado

Nos braços de quem muito hei amado!


Solidão e saudades de alguém que perdi

Num distante passado – mas que esta aqui,

Dentro do meu coração triste e magoado!


Quando se aproxima o inverno, dentro de mim, hiberno!

Fico introspectivo, em meio à tristeza, uma esperança acesa:

Este ano não estarei só, encontrarei minha amada, com certeza,

E dormirei com ela abraçado, esquecerei os invernos passados,

Finalmente serei feliz, terei meu sonho realizado!


Mas, como já estou acostumado – mais um inverno só – meu fado!

E começa em minh’alma esperançosa o sonho do próximo inverno,

Passo o ano acalentado desejo de, com meu amor, dormir abraçado!

Este ano, frio inverno, olho no espelho, dizem-me, minhas cãs brancas

Que o tempo voa, que solidão é o preço que pagarei nesta encarnação!

Inserida por ManoelDeAlmeida

ONDE VIVE MEU AMOR?



Todo amor que tive, foi-se,

Não sei por onde anda ou se vive!

O amor que não tive, nunca se foi,

Eu sei por onde anda e que vive!

Todo amor que tive foi comensal

Da mesa farta dos meus sentimentos!

Locupletávamo-nos com a fartura de nossas energias,

Que de pouco em pouco, reduziam-se em migalhas frias!

O amor que não tenho, mas que um dia tive,

Eu sei por onde anda e que vive:

Sinto seus passos doídos em meu coração,

Ouço sua voz no mais recôndito de minh’alma!

Transmutamos energias sutis, que alimentam nosso sonho,

Enquanto, neste Mundo, trilhamos unidos e distantes,

O caminho no qual um dia nos reencontraremos – suponho,

Pois, creio que o Grande Juíz da Vida não é cruel nem medonho!

Inserida por ManoelDeAlmeida

INCONSTANTE, MAS PERSEVERANTE



Por onde passo

Ora vacilante passo

Ora firme compasso

No que sinto

No que faço

Ora sou instinto

Ora espírito distinto

Ora sou bagaço

Ora puro aço

Ora arregaço

Ora sou palhaço

No tempo, no espaço

Passo a passo...

Passo, passo...

Inserida por ManoelDeAlmeida

O INIMIGO VIVE COMIGO



Há algum tempo minh’alma

Ansiosa, agita-se se calma,

Como a querer me fazer

Seus sentimentos, escrever!

Ora vislumbra-me por inteira

Ora esconde-se sorrateira!

Sim, falo de minha própria alma,

Que na verdade sou eu mesmo!

É que às vezes, escondo-me de mim mesmo,

Outras vezes, mostro-me todo, a mim mesmo!

Uma parte de minh’alma ao Mundo quer se mostrar,

Outra parte querer do Mundo se esconder!

Sinto minh'alma carente de amor, de afeto!

Levo a vida sentindo-me um Ser incompleto!

Meu desejo de amar, só meus poemas a me consolar!

Mas essa dor em minh’alma insiste em me maltratar!

Triste sina essa minha, tenho tanto afeto a oferecer,

Porém, há uma estranha força impedindo acontecer

A aproximação de alguém que posso meu frio coração

Aquecer! E quando alguém chega, eu, algoz de mim mesmo,

Atrapalho-me, erro, falho,... Sim, sou algoz de mim mesmo!

Inserida por ManoelDeAlmeida

SER SUBLIME




Por detrás dos olhos baços,
Daquele andar de passo em passo,
Naquele corpo já bastante lasso –

Uma Alma de distinta nobreza,
Carrega o fardo, a cruz de aspereza,
Que Deus lhe concedeu, com certeza,
Como última missão desta natureza!

Pelas formas honrosa e majestosa
Com que, dia a dia, cumpre zelosa,
Sua parte, gênios de todo tipo de arte,
Especialistas dos mais variados ofícios,

Sob o comando de Jesus – sem sacrifício,
Ergue, à Alma distinta – um Ninho de Luz.
Quem será esse Ser angelical? Não deduz?

Minha mãe! Honra-te de conhecê-la, aqui,
Porque, lá, junto a Jesus, banhada em luz,
Só alma de sua estirpe dirá: eu a conheci !

Inserida por ManoelDeAlmeida

“SEGUINDO A CORRENTE ...”




De encontro à vida,

Fatal acidente causando ferida.


Ao da encontro vida,

Ação inteligente, normal incidente .


Nas duas opções,

Sob quaisquer condições,

São distintas as lições:


A primeira, ir contra a corrente da vida,

Revoltando-se ante as provas sofridas,

Só aumenta a dor da ferida

E não se aprende com a lição vivida,

Que, no futuro poderá ter de ser repetida!


A segunda, o ser pensante,a dor, não abstante,

Segue a corrente da vida numa luta constante,

Sem revolta e aprendendo a todo instante!

Ao encontro da vida uma decisão inteligente.

Inserida por ManoelDeAlmeida

⁠O amor não usa calendário para saber o dia, mas sabe quando deve chegar. Não tem relógio para saber a hora, mas sabe a hora certa para acontecer. Não tem um mapa para saber o lugar, mas sabe exatamente onde te encontrar. Não tem sua certidão de nascimento para saber a sua idade, mas sabe que qualquer pessoa pode amar, independente de idade e sexo. E nem muito menos marca encontro com você, ele pode te pegar de jeito dentro de um ônibus ou numa rua qualquer. Ele é como um garoto malcriado, que não se importa com as consequências dos seus atos. Ele simplesmente vai lá e faz acontecer. Não adianta esperá-lo.

Inserida por arcaismos

⁠Não sei porque gostei tanto de você, deve ser porque o seu jeito birrento me irrita, sua lerdeza me faz ter vontade de socar sua cara, sua voz é a mais doce e calma que eu já ouvi, sua cara de sono é a mais linda que já vi. Seu sotaque e sua risada desajeitada me arrancam sorrisos idiotas quando estamos conversando. E tudo que você faz se torna perfeito, só porque você fez. Não sei porque te desejo tanto assim, estamos tão longe um do outro. Já tem várias noites que passo em claro só pensando no seu sorriso e sonhando com você, com sua linda e macia pele e com o seu olhar. Fico aqui imaginando o nosso encontro, o seu cheiro, o seu abraço e até o sabor que o seu beijo possa ter. Não sei te dizer ao certo o que estou sentindo, mas sei que é grandioso. Não sei se é amor e nem se é paixão. Mas que meu coração bate acelerado ao ver uma mensagem sua, ah, ele bate. E bate muito forte. Vai com calma coração, não se entregue tão facilmente aos encantos dessa menina, não quero sofrer de novo. Mas se for verdadeiro, que seja por inteiro, não me venha com metades.

Inserida por arcaismos

⁠E no meio de todo o caos que é a minha vida, você apareceu. Eu quis que você ficasse e te ofereci abrigo em meu coração, mesmo sabendo que você odeia bagunça. O que eu não sabia era que você gostava do perigo e de pessoas diferentes. Então você me disse, sem pestanejar, que queria ficar e foi logo se aconchegando nos meus braços, no meu coração e na minha bagunça.

Inserida por arcaismos

⁠Acho que o amor e nenhum dos seus derivados foram feitos para mim. Quando penso que está tudo dando certo e se reerguendo, um furacão vem, devasta tudo e me deixa em ruínas novamente. Não sei, mas acho que a vida gosta de brincar comigo e de me ver no chão rastejando e implorando aos seus pés por um pouco de piedade e compaixão.

Inserida por arcaismos

⁠Faz um favor? Devolve aqui meu coração. Pode ser quebrado e despedaçado, não tem problema. Eu vou remendar cada pedacinho que sobrou e vou transborda-lo de amor, já que designei essa função a você e você simplesmente falhou. Você apenas o esvaziou com seu egoísmo, com sua ingratidão e sua insuficiência. E o pior é que você o despedaçou em pedaços minúsculos e difíceis de colar. Mas sei que depois de um tempo eu vou por tudo no lugar e me recompor, porque tenho certeza que o amor vai bater na minha porta novamente e quando ele bater, eu estou disposto a apanhar.

Inserida por arcaismos

⁠Confesso que no início foi difícil e doeu colocar um ponto final em nossa história, mas doeu ainda mais aceitar que o fim, enfim, tinha chegado. Mas depois de um tempo, fui deixando as lembranças nas esquinas do tempo e junto com elas a saudade e os sentimentos que um dia ousei a sentir. Não me arrependo de ter te amado, mas me arrependo de ter depositado todo o meu amor em você, logo em alguém tão vazia de sentimentos. Hoje, todos os meus cacos se encaixaram, assim como um quebra cabeça e agora eu sei que mesmo com um coração remendado, estou pronto para amar de novo. Talvez não seja da mesma forma e intensidade que eu te amei, mas eu estou disposto a amar novamente, um dia, talvez, quem sabe.

Inserida por arcaismos

⁠Antes eu conseguia falar sobre os meus sentimentos, eu desabafava com meus amigos e escrevia com facilidade, era como se as palavras saíssem naturalmente do meu corpo e já soubessem o caminho para o papel. Hoje, pego a caneta, o papel e passo horas e horas pensando no que escrever e no final, a folha continua sem nenhuma palavra ou risco sequer. Antes eu conseguia falar tudo o que estava se passando comigo e eu falava mais que a mulher sem pontos, chegava a perturbar meus amigos de tanto que eu falava. Mas agora responder “sim” e “não” virou uma rotina, são respostas automáticas. Quando me perguntam se eu estou bem, eu respondo automaticamente sim, mesmo sabendo que não, mesmo sabendo que eu estou desmontando por dentro. Quando me perguntam se aconteceu alguma coisa, eu respondo automaticamente não, mesmo sabendo que sim, mesmo sabendo que aconteceu tudo. Acho que não consigo mais confiar nas pessoas, porque de certa forma, as pessoas julgam. Ou talvez eu não seja mais um poço de sentimentos, talvez eu até seja o poço, mas vazio, apenas o pó.

Inserida por arcaismos

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