Cartas de Despedida da Namorada
Harmonia.
Folhas em branco, páginas sobre o chão,
História no começo, escrita no coração,
Para mim a vida se tornou uma linda música afinada,
Tornou-se a mais bela orquestra refinada.
Porque tu resgeste comigo essa bela canção,
Regeste os tons mais quentes amada sedução,
Graças a ti, nasceu em mim uma nova sinfonia,
Cuja os tons são suaves e gravez de total harmonia.
És bela amada, e teus beijos são solo de violão,
Teu sorriso é amor nascente, minha doce emoção,
Tuas notas notas são sedutoras, teu corpo é quente,
Tua vóz é som de arpa que ressoa em minha mente.
Meu sonho é tocar contigo pra toda nação,
Cantar e mostrar ao mundo que é mais que paixão,
Serei teu noivo, teu músico, teu poeta, ó minha flor,
Serei teu amado, teu sorriso, serei teu, meu grande amor.
Grito de Alerta! - Posse na ACADIL
Dediquei esta fala, parte da Saudação ao Patrono da cadeira 20, Poeta Luiz da Silveira Moraes, da ACADIL, por ocasião da minha posse naquela Academia de Letras, no último dia 17 de maio, como forma singela de agradecimento ao seu legado, ao seu exemplo vivo de humanidade.
Senhoras e senhores,
Não direi que não estou à altura, ou não mereço este título de acadêmico da ACADIL. Não compete a mim o julgamento de meu trabalho ou minha conduta.
Porém não vejo este título, ou qualquer outro título, ou qualquer outro cargo, como algo que me coloque em posição superior aos meus semelhantes, ou em posição de destaque.
Muito pelo contrário, qualquer título, ou função pública ou privada, nos mostra, tão somente nos mostra, a responsabilidade que temos para com nosso próximo, por termos sido aquinhoados com diferentes dons, por atuarmos em diferentes áreas do conhecimento.
E é sobre esta responsabilidade que quero lhes falar.
O Brasil e o mundo vivem um momento ímpar, e perigoso, muito perigoso, da história da humanidade.
O princípio da autoridade democrática se esvai e valores como dignidade, trabalho, honra, estudo, disciplina, respeito ao semelhante, ao bem público, à propriedade material e intelectual, respeito à criança e ao jovem, direito de ir e vir, gratidão (ah! A gratidão), valores perseguidos e abraçados pelo Luiz, por toda uma vida, foram substituídos pelos valores materiais.
Simples assim!
Os interesses menores, que nos voltaram para nossos próprios umbigos, nos tornaram céticos, como diz o Chaplin em seu discurso.
Vou além, nos tornaram amargos!
Lendo os escritos do Luiz, e refletindo sobre isso, a resposta a que chego é que, devido a tanta propaganda, nas mais diferentes esquinas da vida, passamos a valorizar a casca, não o interior; passamos a nos deter no contentor, não no conteúdo; passamos a comprar pacotes, não presentes; passamos a dar valor às grandes festas, não às singelas reuniões de amigos; passamos a levar para casa o discurso, não o foco da questão; passamos a comprar o livro pela capa, não pelo escritor ou pelo que escreve; passamos, enfim, a ficar no supérfluo, não nos aprofundando na alma da pessoa que nos fala.
Se a foto sair bem no Facebook, tá de bom tamanho...No “face” estão as perguntas e as respostas...
Perdidos nesse emaranhado de ilusões que construímos para nós mesmos, passamos a ver valor nas pessoas “saradas”, homens e mulheres; a ver como companheiro ou companheira ideal, a pessoa que se enquadre no “padrão” que nos foi vendido durante toda uma vida.
Usamos de todas as artimanhas, malhação, emagrecimento, operações das mais diversas, tingimentos e fingimentos, mas não saímos do quadrado!
Assim, “nos enquadramos” em uma Sociedade que se esqueceu como Humana, que se esqueceu como reflexo de um ser maior, bondoso, incrivelmente gentil, incrivelmente amoroso, eterno em sua sabedoria.
O que era para ser complemento passou a ser o principal, e o principal ficou esquecido em um canto de armário, cheio de poeira e teias de aranha, pedindo, clamando, por limpeza e arrumação, voltando, assim, as coisas aos devidos lugares.
- Não sou contra as coisas que nos dão mais conforto, proporcionam momentos diferentes, renovam a alma para a semana, não sou contra a evolução que conquistamos a tão duras penas.
Discordo, e com um bom discordar, veementemente, do valor que se deu ao complemento.
Vivo também a boa vida, sonho também o bom sonho, amo também o bom amar, danço também a boa dança, mas tudo a seu tempo.
Uma vida segura é construída de realidade, de leitura séria, de estudo, de trabalho, de “jogo duro”, de responsabilidade, de honra, de gratidão, não de fantasia!
Para que possamos ter o complemento, precisamos construir o principal.
Perdidos em nós mesmos esquecemos nossas origens, esquecemos que fomos feitos com o que há de melhor no Universo – Espírito, Filosofia, Sentimento e Matéria, um apoiando ao outro na medida certa, e no momento certo.
Esquecemo-nos de que o amor sublime deve ser o condutor de nossas ações, deve ser o condutor da forma como educamos nossos filhos, e do exemplo que damos a eles.
Esquecemo-nos que Educação não é a imposição de nossos conceitos, não raramente ultrapassados, mas sim, a arte de se colocar no lugar do outro, de caminhar ao lado, para compreender a fala e as necessidades do educando.
Não estamos mais acostumados à bondade, à gentileza, e deveríamos;
Não estamos mais acostumados ao “deixa prá lá”, ao perdão, que nos redime e eleva. Isso é fundamental!
E não estamos mais acostumados à felicidade que, quando alcançada, nos mostra o que é a vida, de fato, nos mostra o que é SER HUMANO.
Esquecemo-nos do que é ser amigo, mas amigo de fato!
E, infelizmente, nos esquecemos dos verdadeiros amigos, nos esquivamos do afeto, nos esquivamos da alegria de uma conversa interminável, de um afago, de um sorriso, de uma dança com a pessoa querida, de uma visita, um almoço com os “velhos”, um convite para um passeio...
“Que correria!”, “Precisamos ver”, “A gente se vê por aí”, “Nos falamos pelo face”, “Não tenho tempo!”, são as frases mais pronunciadas.
Distraídos, preocupados com o pacote, esquecemos o interior e o que há de melhor no ser humano.
E o ser humano pode ser incrível, se prestarmos a devida atenção, pode proporcionar infinitas alegrias, se nos deixarmos levar pela infinita alegria.
Se formos além do supérfluo encontraremos nosso tão desejado oásis, no meio deste deserto construído à nossa volta.
Depende de nós seguir, ou não, a estrela que nos levará a este oásis do qual vos falo.
A vida, afinal, é feita de escolhas, e podemos escolher a felicidade, podemos tentar enxergar além desta névoa que nos tem impedido de ver a luz de um novo dia, nos mantendo sempre no ontem...
Escrevi, já há alguns anos, que “a razão da existência humana é amar”. Continuo acreditando nisso!
Nascemos para o amor, para a felicidade que nos proporciona este amor, manifestado em suas mais diferentes formas, vertendo o divino para o humano.
Meus filhos, minhas noras, minhas netas e meus amigos aqui presentes, a vida é muito curta, muito mesmo. O que não vivermos hoje, o que não amarmos hoje, o que não entregarmos de corpo e alma hoje, não nos será possível repor amanhã.
O amanhã guarda seus próprios segredos!
Nossos idosos, nossas crianças, nossas mulheres e nossos homens, precisam deste humano.
Nosso país, e nosso mundo, precisam de nosso trabalho, e de nosso grito de alerta, para que as coisas voltem aos devidos lugares.
É preciso, e urgente, que voltem!
A partir deste momento, esta será minha missão como acadêmico!
Deus os ilumine e guarde, a cada dia, e em todos os dias de suas vidas.
Obrigado!
ESCRAVIDÃO
Eu que a Liberdade tanto adoro,
Vivo por Ela e sempre Dela;
Que, só de imaginar venha a perde-la,
Derramo na minha alma intimo choro;
Eu que escutei, como celeste coro,
A voz, dos Ramas e dos Cristos, bela,
Eu cuja crença, cuja mente, vela
O seu altar onde, prostrando-me, oro;
Eu que lamento a mão fraca e indefesa
Contra qualquer humano despotismo,
Contra o poder até da Natureza;
Nasci para viver nesta ansiedade.
E, porque Nela, e sempre Nela, cismo
Sou escravo da mesma Liberdade.
Por um triz, absolutamente nada de mais teria acontecido
Por um triz, teria sido ela, a manifestação da tragédia por si mesma um todo absoluta
Por um triz, não haveria de ter eu que ir ansioso a hospitais em busca de noticias todavia, foi também por um triz, que exatamente agora não estamos de luto.
Aos jovens, e àqueles que caminham com as próprias pernas advirto; É absolutamente a nossa conduta quem nos coloca na corda bamba, fazendo-nos a viver por um triz.
Uma Mulher de Valor
Este texto é uma homenagem à Professora Maria Ângela Pimentel Mangeon Elias , uma mulher especial, que encanta a todos com sua graça, sua vitalidade, sua força de vontade e sua determinação em construir um mundo melhor, e, principalmente, em nos mostrar, a cada dia, e em todos os dias de sua existência, que isso é possível. Parabéns à nossa querida Professora neste dia em que completa mais um ano de encantadora existência.
Uma mulher de valor
Não é aquela que só nasceu para ser mãe
Ou irmã, ou companheira, ou amante, ou educadora
Uma mulher de valor tem tudo isso em sua bagagem
E mais outro tanto, guardado em seu coração
Em um coração que, normalmente, não pulsa
Deixa, com serenidade, o sangue fluir
Indo e voltando, como um rio
(Grande ou pequeno, afinal, todos os rios são iguais)
Como um rio que vai e volta...
Vai e volta...Sempre volta, na sua forma de voltar
E sempre tem serenidade em suas águas
Embora, por vezes, suas aguas pareçam revoltas
Uma mulher de valor é assim, uma mistura perfeita
Um amálgama entre o humano e o divino
Entre o santo e o não santo, entre o espírito e a matéria
Uma mulher de valor é atraente, naturalmente
Não precisa de subterfúgios, não precisa de salamaleques
Naturalmente se apresenta, e naturalmente encanta
Vive naturalmente, compreendendo que a vida é uma passagem
Só uma passagem, uma ponte, entre o hoje e o amanhã...
Não vive o passado, não olha para trás, não se distrai
Segue em frente, sempre em frente, nada a detêm, nada!
E leva consigo todos que querem atravessar a ponte
Todos que querem conhecer o futuro
Todos que querem estar ao seu lado neste futuro
Uma mulher de valor...
Encanta-se com cada novo dia, com o nascer da aurora
Louva a cada novo dia, encanta-se com a vida, com as flores
E com os inúmeros jardins da vida, aqui e acolá
Encanta-se tanto que chega a fazer parte deles
Tornando-se uma flor, tornando-se uma flor-mulher
De um valor inestimável, de um encanto contagiante
De suave perfume...Tornando-se mulher!
Meiga, angelical, doce, próxima, parte de cada um de nós
E nós todos a amamos, como amamos tudo que é belo, divino
Nós a amamos, muito e muito!
Afinal, o valor está em toda mulher, não é mesmo?
Em cada uma com suas particularidades
E nesta, em especial...Ela é especial!
....
Hoje olho para trás e vejo tantas coisas que La ficaram, desesperos, desencantos, desencontros, paixões, tumultos por vezes abraçados com uma boa dose de exagero...Mas o fato é que tudo valeu apena, as portas que se fecharam ao longo do caminho assim se deram por terem sido portas que deveriam ter assim permanecido e no momento adequado, elas hão de se abrir tendo como chave o justo entendimento do que lá dentro há de existir, e do que possa ter para aprender.
É incrível como o tempo nos aprimora com a paciência das horas que se passam em meio a vida que segue a frente de nossa existência, que embora foram momentos de altos e baixos, se contiveram em ser na medida exata do possível a que estaria eu pronto para receber.
Hoje percebo o quão ingênuo fui por ter me debatido tanto e agora, calmo, sereno, procrastinado, sigo com o coração batendo em compasso com o tamanho da minha viva fé, e com a certeza de que Deus nem por algum segundo sequer me desamparou.
NOSSAS PALAVRAS
Antonio Cícero da Silva(Águia)
As nossas palavras
são como o ouro refinado
que surgem da alma
e quando bem aplicadas
trazem efeitos excelentes.
As palavras são armas
jamais substituíveis
é comunicação articulada
com o som que Deus deu
ao vivente, é dom.
Com nossas palavras
resolvemos problemas
fazendo-nos entender
e em comunidades
conseguimos bem mais
fácil viver...
SOMOS NECESSÁRIOS
Todos nós somos necessários,
somos verdadeiros responsáveis,
por cumprirmos com os nossos
deveres.
Somos necessários...
no amor, família, no trabalho
e em todos os lugares,
que nos dizem respeito.
Somos necessários...
no mundo, para cumprirmos
com a nossa parte.
Zelar de toda a natureza
e dos nossos semelhantes,
com o devido respeito
e consideração...
somos necessários
para praticar ao que é bom...
Autor: Antonio Cícero da Silva(Águia)
Ode à amizade: Reflexões de um poeta desajeitado
Em um final de semana inspirado, olhando uma foto de família, observando a Gina com as pequenas, revendo um comentário (no facebook) da Rosemary, de doce lembrança, reflito sobre a imensa alegria de poder compartilhar minha existência com pessoas tão especiais, tão perfumadas, tão doces, tão encantadoras, que encontrei, e encontro, pelo caminho.
A existência é uma aventura maravilhosa, escrevi um dia, construída com pequenas coisas, como se constrói qualquer grande obra, qualquer grande ponte, qualquer grande prédio.
A palavra "amizade" é uma pequena pedra, um pequeno tijolo, que nos auxilia na construção de uma grande vida. Cada uma dessas pepitas precisa ser cuidada, preservada.
Penso, e sinto, que quanto mais amigos angariamos, mais material temos para a construção de uma grande vida. Cada um deles nos mostra um pouco do que somos, do que sentimos, do que fazemos, e a soma deles nos mostra o resultado da construção.
Quantos amigos temos? Quantos amigos tocam nosso coração em nossas orações? Quantos amigos nos auxiliaram a ser o que somos hoje? Quantas pessoas nos ajudam, ou ajudaram, sem sequer sabermos disso, quantas pessoas nos amam, sem sequer as conhecermos...?
Sejam elas familiares ou colegas de trabalho, colegas de estudo... Sejam elas como forem, fizeram ou fazem parte de nossa jornada, e estão encravados em nosso ser.
- Um alicerce, nunca lembrado, e nunca visto, está sustentando uma grande ponte, um grande prédio, um grande viaduto, que une pessoas de um lado e de outro do rio, cidades, estados, países, e até de continentes...
Para nossa saúde mental, e física, é importante dirigirmos nossos olhares para o que está abaixo do espelho d’água, muitas vezes encharcada de óleo e outros detritos humanos, obnubilando nossos olhos.
Sou, hoje, imensamente feliz por ter a sorte de compartilhar meus momentos e meus dias, com pessoas especiais, com seres humanos que são, de fato, o reflexo da construção divina, em andamento.
Cada um que passou por mim deixou uma lembrança, que ajuda na construção do que sou hoje, da felicidade que sinto por poder viver neste mundo exatamente neste momento, onde posso encontrar-me com cada um, e com todos, em minhas noites e meus dias, em minhas orações e minhas reflexões sobre o humano e o divino.
Não gostaria de viver outro momento!
Se tivesse que passar por tudo novamente, gostaria de me encontrar com todas as pessoas, exatamente do jeito que as encontrei e as encontro, fisicamente, ou em minhas lembranças, parte integrante de meu ser.
Realmente é uma aventura maravilhosa, e agradeço a Deus a cada dia, por ter me proporcionado momentos tão encantadores em minha curta existência, que se faz grande, imensa, infinita, por causa de cada um que encontro em meu dia a dia.
Ficam aqui beijos ternos de um poeta desajeitado, de um humano em construção.
Cansado.
Estou cansado do trânsito, do dinheiro,
Do trabalho e do descanso.
Estou cansado do dormir e acordar,
Do ato de crescer, da finalidade de estudar.
Estou cansado da fumaça, do cigarro,
Do por do sol, do céu nublado,
Do viver e do existir sem causas exatas,
Cansado de não saber o que tenho ou quem sou.
Estou cansado de ser polido, educado,
De ser grosso e estúpido e fazer descaso.
Cansado dos casos e acasos,
Do à vista e do à prazo.
Estou cansado do consumo sem necessidade,
Do comprar por status, para ter conceito.
Cansado de pensar que riqueza define ego,
De não saber o que é um ego ou o que é meu ego.
Estou cansado do tudo industrializado,
Do anel da ciranda que foi quebrado.
Cansado da era da poluição,
Da política e da corrupção.
Cansado do ralar para ter,
Do papo furado de que todo esforço terá reconhecimento (que reconhecimento?).
Cansado do mais e menos,
Das oscilações da vida.
Estou cansado dos impostos pela terra,
Pela água, pelo ar, pelo sol e pela guerra.
Casado de voltar no ontem ou de esperar o amanhã,
Fingindo que não existe um presente entre os dois.
Estou cansado do emprego mal reconhecido,
Do trabalho escravo de um escravo abolido.
Cansado do julgamento que não tem sentido,
De ser acusado e inocentado por um povo sem olhos e ouvidos.
Estou cansado de ser quem querem que eu seja (como se não pudesse ser eu mesmo),
De chorar por seres que não mereçam (há meia dúzia de bons, talvez uma dúzia).
Cansei de escrever a tristeza, a melancolia e o cansaço no poema,
Por isso, ainda que cansado, farei da vida a utopia de um romance no cinema.
Podemos ser Amigos?
Doce é ter aquele que te chama
pelo nome num tom suave, e
forte quando passas à frente
Amargo é quando alguém te
chama sempre de “ei” ou tu e
que não o chama pelo nome
Como é bom receber uma visita
ou ser convidado por amigo(a),
pois pensou e se lembrou de ti
Amigo ingrato pode existir, mas
mesmo sendo ingrato ele se
lembra de ti, pois não têm
como esquecer um amigo.
Não existe é, amigo que não se
lembra de você e que não sente
a sua falta ou presença na vida
Amizade existe e é lindo, forte
e especial, mas muitos o
ignoram e não o valorizam
Amizade real, cresce de várias
formas e de diversos tipos, mas
em todos há amor e respeito
Amigo verdadeiro é aquele que
reconhece e valoriza a amizade
que plantaram, cuidando dela
até às raízes, solo e folhas
Valoriza você a amizade ou seu
amigo? Então trate seus amigos
como se fosse a ultima vez que
o vais ver assim, viva com vida
os momentos juntos com seu(s)
amigo(s) e aproveita tudo feliz
Quando a morte chega leva o
que quiser e só restará tempo
pra se arrepender muito
Amigo é essencial à vida, pode
até ser mais chegado que um
irmão, presta atenção e cuida
dos que já são seus amigos.
Quem sou eu?
Eu? Quem sou eu, anjo ou demónio
Eu? Quando nasci, nasci inclinado
Como todas as pessoas que nasceram
Inclinadas para o mal, e pelo pecado.
Mas, por ser uma pessoa tão especial
Deus me deu asas para voar…
Asas brilhantes, de branco puro,
Da mais pura claridade, luz.
Com o passar do tempo, eu cresci
Finalmente cheguei ao nível E, porem
O meu objectivo era chegar ao nível A
A s minhas asas já estavam crescendo.
Ao longo do tempo, olhei uma rapariga,
Uma rapariga que me encantou por completo
Com a Sua beleza, seu corpo, sua pele…
Eu fiquei totalmente enfeitiçado por ela,
Apaixonado, louco, totalmente maluco, cego.
Porem como estava cego, eu não me reparei para ela,
Para as asas que ela possuía, asas de um dragão,
Língua de uma serpente, olhos de réptil,
cabelo de uma medoza,
E possuía a voz da águia, o que não era normal
Não num ser humano, ou era um monstro ou uma
bruxa, bom eu não sei o que é, mas eu sei que
tal coisa assim, não é um ser humano,
Pois estas coisas eu não às tinha visto.
Mesmo a minha frente, eu não conseguia ver
Era encanto a primeira vista, o amor
penetrava-me no sangue, no corpo, nos olhos
No pensamento, em tudo…
Tudo que via de mal nela convertia-se
Em amor perante os meus olhos castanhos
O amor guiava-me a voar com ela
Mas ela não podia voar, porque as suas asas
Não foram feitas para voar no céu
Mas sim, para encaminhar os anjos do céu trazendo-os
Do céu, para mergulhar no fundo deste poço, cortando as asas dos anjos…
E eu sabendo disso, o que fui fazer?
Dei a minha vida para ter a vida dela
Deixei de ser imortal para ser mortal
Abdiquei-me de tudo, da minha vida e das minhas Asas
Deixei na mão dela o meu coração que perdi
Para poder estar com ela, com o passar do tempo
Acabei por me arrepender de ter feito tudo
Isso por uma pessoa que não me mereça
Uma pessoa, um monstro sem coração
Como isso é possível?! É possível, uma vez que
A pessoa não quiser viver mais, logo quer
Dizer que está morto e os mortos não tem coração,
Se o coração não bate é porque não existe coracao
E eis-me aqui recebendo o castigo de Deus
Por o ter traído por uma víbora
Que me deixou amaldiçoado até agora
Não sei o que fazer, estou perdido na escuridão
Houve um dia que naquela escuridão apareceu
Uma luz, mas acabei por a perder, ainda tinha
Esperança de ter as minhas asas de volta
E de poder voar como nunca tinha voado.
Elas estão a crescer, por fim fui perdoado
Porque eu perdoei…
Agora estou com cautela a tira-la da escuridão
Já estive perto da morte
Agora vou ajuda-la a encontrar a luz
Para que junto possamos voar
Notei isso depois de ser despertado pelos meus amigos
E relato isso porque neste momento
Ela esta a repetir tudo de novo
By HEIDARI
Ate quando....
Ate quando vou permanecer intacto com os braços cruzados diante os problemas das drogas
Ate quando irei passar para o vazio da esquerda, de modo a desviar dos drogados desamparados a minha direita
Ate quando permanecerei tomando como minha, a suposta razão de que não pertence a mim, os problemas alheios
Ate quando seguirei despencando para baixo, pensando estar evoluindo para cima
Ate quando o isso não é da minha conta, permanecera atravessado em minha garganta
Ate quando vou carregar como um troféu, a estúpida frase de que só por não usar drogas já estou fazendo a minha parte
Ate quando vou deixar de querer ter as coisas da vida, para de fato querer ser alguma coisa na vida
Ate quando conseguirei seguir enganando a mim mesmo me abstendo
Acho que... Ate quando entender que mesmo não usando drogas, minha condescendência diante a isso, tem sido uma droga
A Teia
Toda a história da generosidade falsa dos nossos opressores
Não vale um dia de luz da solidariedade dos povos oprimidos.
A mão estendida nada mais receberá
Senão outra mão estendida
Para construir o que se quer.
Toda a história da generosidade falsa dos nossos opressores
Não vale um dia de luz da solidariedade dos povos oprimidos.
Os passos corridos não caminharão para as pedras
Será a terra justa nosso caminho.
O alimento dado aos que tem fome será negado
Senão o alimento da partilha, o alimento da vida.
A vida para os que aprenderam a amar vivendo
Será alimento para os que têm fome não só de comida.
Toda a história da generosidade falsa dos nossos opressores
Não vale um dia de luz da solidariedade dos povos oprimidos.
Os sonhos estéreis dos opressores serão de nós recolhidos
Sonharemos com o mundo no qual as palavras
Sejam coloridas com a tinta que transmuta
Toda luta em sonho
Todo sonho em luta.
Eles...
Sou e serei o que quero,
Não aquilo que eles imporem.
Sou e serei o que sonho,
Não o que eles mandarem.
Não sou escravo,
Minhas mãos estão libertas.
Não sou prisioneiro,
Meu grito é livre e minha liberdade é certa!
Não vou trocar minha vida por um engano,
Não vou dar a mão a quem quer meus braços.
Não vou me reduzir a um coitado,
Sou livre e não romperei os laços.
Tenho vida, sonhos, metas,
Ser tratado como número é humilhação.
Sou pessoa, não um dígito,
Tenho alma e coração.
Não peçam o que não está no contrato,
Não esqueçam o nosso conchavo.
Meu registro é a liberdade,
Não a imposição a ser um escravo.
Ah, o capitalismo....
Capitalismo, onde está a tua graça?
Ser tratado como número já é uma desgraça.
Capitalismo, onde está a tua graça?
Esperei tua riqueza, mas logo vi tua trapaça.
Diga-me capitalismo, onde está a tua graça?
No consumo exagerado ou na mascara que te disfarça?
Onde capitalismo? Onde está a tua graça?
Está no cheiro do dinheiro ou na mentira que nos passa?
OS MEUS VERSOS
Os meus versos não são meus!
São um fio delgadinho,
Mais fino que o fino linho,
Da inteligência de Deus!
Sou o espelho unicamente:
Colho a imagem fulgurante
de estrela, de sol ardente,
Milhões de léguas distante.
Como, no búzio, cantando
Vem o mar, seu cavo grito
Anda talvez silabando
Em mim a voz do Infinito.
A frágil haste do trigo
Vibrou ao passar o vento;
Sucede o mesmo comigo.
Sacode-me o pensamento.
Ando, às vezes, distraído
E a ideia sorrateira
Vem-me achar de que maneira!...
E quando os meus versos traço
E os assino, como autor,
Reconheço que não passo
De receptor-transmissor.
Surge na várzea rasteira
Seara em verde lençol;
E cresce e fica altaneira
E quem a ergueu foi o Sol.
Até ao fundo covil
Do coração mais lapuz
Chega o hálito de Abril,
Vai uma réstia de luz.
O que somos, nesta vida,
Nós o devemos a Alguém
E passamos, de corrida,
Do além para o Além.
Viseu, Março 1948
No campo e na vida
“A queda do viaduto em Belo Horizonte é algo muito mais grave que a queda da Seleção!”
“Não é normal cair um viaduto de $500 milhões!”
“A vida é um combate que aos fracos abate, aos fortes aos bravos só pode exaltar” (Gonçalves Dias)
Tanto para o campo de futebol, como para a vida, precisamos estar preparados.
Não há como conseguirmos uma vitória, em qualquer campeonato, sem preparação, sem concentração, sem garra.
Disse, há alguns dias, que a vida é feita de “jogo duro”. Parece que os jogadores da seleção brasileira perceberam isso hoje, 08 de julho, ao enfrentarem uma Alemanha organizada, concentrada, há anos, para a Copa do Brasil.
Pasmem! Foram 08 (oito) anos juntos, preparando-se para a Copa do Brasil.
Foram oito anos de seriedade em relação ao esporte, à competição, não em relação ao que a vitória pode render em termos de dinheiro e de notoriedade.
Bom será se o aprendizado for o resultado desta percepção, deste “sofrer na pele” a diferença entre a fantasia e a realidade.
Nosso país acordará mais consciente no dia 09 de julho, dia em que se comemora uma das mais importantes revoluções em nosso país, a Revolução Constitucionalista de 1.932, uma revolução que foi feita, exatamente, para voltar as coisas aos seus devidos lugares.
Estará ainda incrédulo, atônito, mas estará mais consciente. Terá, então, a oportunidade histórica de “Cair na Real”, de perceber que “a vida é um eterno combate, que aos fracos abate”, e aceitará, então, que não fizemos por vencer.
Se retrocedermos um pouco, veremos que em nenhum momento a Seleção Brasileira levou a sério este Mundial. Em nenhum momento as opiniões dos torcedores e da imprensa foram respeitadas.
Baladas, visitas de familiares, visitas de vizinhos, oba-oba, samba, esta era a tônica da preparação dos nossos jogadores do “tudo pode”, enquanto as outras seleções treinavam, suavam a camisa, se concentravam para os jogos e estudavam (e muito!) os adversários.
Poucas horas depois de desembarcar no Brasil a Holanda já estava treinando na praia, já estava concentrada nas responsabilidades que tinha perante seu público!
É fundamental que o Brasil caia na real!
É imperioso que nós, brasileiros, paremos um pouco para repensar nosso país, repensar nossos hábitos, repensar nossa filosofia de vida, enfim.
É muito importante que percebamos que não se pode construir um país sério baseado na fantasia.
Não gostamos de levar nada a sério! Achamos bonito e engraçado quando ouvimos falar que o Brasil é o “país do jeitinho”.
Não podemos!
O fato de “Deus ser brasileiro” não nos isenta de nossas responsabilidades, ao contrário, nos torna mais responsáveis ainda! Nossa vida, nossa existência, nossa origem divina não nos permite levar as coisas no “jeitinho”.
Há que se ter seriedade com as coisas públicas! Há que se ter seriedade nos estudos, no trabalho, nos relacionamentos, e em tudo o mais que fazemos. Até nas brincadeiras, nos jogos de carta, e inclusive nos esportes.
Não podemos achar que é normal ficar sem água, ter buracos nas estradas, vivermos na insegurança, não termos hospitais adequados, não termos atendimento médico de qualidade, não termos uma administração pública preocupada com o bem público, não conhecermos o planejamento de nossa cidade, de nosso estado, de nosso país.
Isto não é normal!
Não é normal cair um viaduto de $500milhões (quinhentos milhões)!
A corrupção não é algo que está ligado ao humano. Não é normal, e não podemos aceitar!
Como queremos passar em um concurso público sem estudar? Como queremos “ir levando” um curso universitário, ou qualquer outro, e ter um bom resultado ao final?
Como aprenderemos a ler e escrever sem leitura?
Como podemos ser músicos sem estudo e sem prática?
Como podemos ter resultados em nossas empresas sem seriedade e trabalho duro?
E como podemos vencer uma COPA DO MUNDO sem preparação e seriedade?
Este texto é um convite à reflexão, de verdade! Um convite ao debate, ao repensar, à consciência.
Não estamos perdendo somente nos campos de futebol. Todos nossos índices são piores que os da Alemanha e dos países afins.
Na educação, na produtividade, no desenvolvimento tecnológico, no investimento em pesquisas e desenvolvimento, entre outros.
Queridos leitores, a queda do viaduto em Belo Horizonte é algo muito mais grave que a queda da Seleção!
O desastre estava anunciado e cantado em verso e prosa.
O Brasil acordará, neste Nove de Julho, mais maduro, mais preparado para a vida, mais preparado para as mudanças que o Mundo moderno exige.
Bem mais preparado para se tornar em um País Real!
AMADA
Você conhece todos os meus segredos
Você compreende o meu mais profundo escuro
Você pega na minha mão,
para não atravessar a rua sem olhar para os lados.
Você fica comigo debaixo da cama até o medo passar.
Você sabe da minha potência,
ainda que eu me ache impotente.
Você usa sua língua para me dar diversas lições de amor:
o beijo é um trem gostoso pra danar...
Você acha a minha loucura abençoada
e a minha curiosidade fundamental
Você me colheu como uma flor à beira de um precipício
Você se disfarçou de cega para me tirar da caverna
Você brinca com o meu fogo sem medo de se queimar
Você derreteu o maior dos meus gelos: a timidez
Você quer sempre se esquentar no meu corpo-cobertor
Você esfria os meus ânimos com a brisa da sua calma
Você joga comigo uma espécie de xadrez sem xeque-mate
Você me ama na cama, na fama, na lama...
Você é mais você comigo
e eu sou mais eu com você
Na rua
Guardou o que não entendia no bolso
Abriu a porta
e o medo entrou feito vento
Saiu perdido na rua
sonhando em dobrar a esquina
e encontrar si mesmo
No lugar do lixo
viu tudo que a humanidade perdeu
E a voz que grita com raiva no ouvido das pessoas
mostra que é muito mais fácil acreditar em coisas ruins
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