Carta para Amiga Distante
Desvinculado
Caso Deus pareça estar distante
E fé nenhuma possa tranquilizar
Com a progressiva secularização
Existindo muito o que questionar
Na família não haja de fato união
Na qual morem juntos estranhos
Cumprindo com suas obrigações
Dividindo momentos enfadonhos
Se os amigos virarem conhecidos
Evitando ao máximo um encontro
Só restará guardar as lembranças
E então torcer que desponte outro
Relacionamento nenhum dê certo
Na busca desenfreada por alguém
Talvez o problema não fique longe
Ou a realidade seja mesmo aquém
Calma, você ainda terá uma saída
Saiba suportar a própria presença
Guie a si mesmo nessa penumbra
Pois solidão não pode ser doença.
A linguagem angelical dos ventos direcionam múltiplas versões paralelas ao meu lado distante e conclui existir uma força superior que mantém os meus músculos na sincronia com os movimentos de diferentes igualdades próximas e distantes em tempos idênticos simultâneos, mas desiguais. Nessa contradição não compete impor fixa condição ou deduzir alguma mera ligação de certezas.
Divino poder celeste se não fosse TUA ilimitada maestria nenhuma forma aqui ou ali existiria e se não houvesse a tal biologia certamente TU ainda ai estarias por que a origem destes pensamentos foi feita permissão por TI aparecer e ao contrário de se imaginar querer ser, nenhuma criatura dessa dimensão conseguiria te criar ou recriar grandioso capaz de faíscas esplandecer ou ao menos tentar fantasiar de se iludir ou até se perder em conclusões e invenções paranóicas reais e surreais.
Eu estava apaixonada por ele, e como um nevoeiro ele se aproximou de mim com um olhar distante e disse.
_Eu não te amo mais!
Fiquei arrasada, mas não deixei que ele visse esse meu lado, então olhei nos olhos vazios que ele me colocou e disse com convicção.
_ O amor deve estar lado a lado, então se você não me ama mais, eu também não te amo; Isto é recíproco e o que nos resta no passado é apenas indiferença. Você se tornou para me um desconhecido na rua, alguém que eu não me lembrarei mas!
~Safira souza
"Se algum dia me ver distante,
quietinha, saiba que é para ninguém
notar minhas lágrimas, não gosto que
me veem chorar. Gosto de sorrir, levar
sorrisos e flores, mais tem dias que estamos
frágeis, emotivas, precisando de carinho,
de alguém que chegue e fique, que não
enxuga minhas lágrimas mais que fique
comigo ate as lágrimas secar. E silenciosamente
segura minha mão e diga não vou mais soltar".
Eu nunca quis te ferir, muito menos
bagunçar a sua vida. Sempre procurei
ficar distante, mesmo quando você
lutou contra toda a distancia. Certas coisas
não podem ser mudadas, o passado não
não volta mais. Apenas posso fazer as
coisas diferentes desta vez, sem me
deixar levar por palavras que foram
soltas no ar".
Olho fixamente na direção daquela estrela, tão bela e tão distante. Parece me atrair para bem perto.
Se tocá-la queimarei até virar cinzas?
Se alcançá-la nos tornaremos como um?
Ou quem sabe despencarei lá do alto, numa última queda, em direção ao chão?
Se me tocas, guardo-te no coração.
Se me esqueces, torno-te lembrança.
Se me deixas, deixo de buscá-la.
Se me buscas, busco encontrá-la.
No horizonte distante, meu céu se estende azul,
Um oceano sereno, onde a paz é a luz.
Nuvens brancas como plumas, flutuam sem pressa,
Em um céu azul, a vida é uma promessa.
O sol dourado pinta o céu com seu calor,
E a cada amanhecer, renova-se o esplendor.
As estrelas, pontinhos de luz a brilhar,
Decoram o céu azul, como pérolas a dançar.
Nesse vasto firmamento, a esperança se espalha,
E a beleza do universo, minha alma embala.
No silêncio celeste, encontro meu refúgio,
Sob o manto azul do céu, sinto-me em pleno sortilégio.
Oh, céu azul, guardião dos meus sonhos,
Em tuas profundezas, encontro meus arranjos.
E quando a noite chegar, e as estrelas brilharem,
Sob teu abraço celestial, meus sonhos se realizarão.
É noite plena, misteriosa, envolvida em sombras,
a lua sem dono, vaga lentamente, distante,
imponente, nos leva a ter alguns sonhos,
Já é a hora do descanso do corpo
e da mente que precisa um certo abandono
entre lençóis, envolvendo-se docemente
Lá na amplidão tudo é silêncio profundo,
há um vazio e promessas de infinito,
ao dormir nada somos, apenas pausa da vida
numa canção que nem percebemos, tocamos...
em notas de amor afinado ou de saudade, um grito...
Te amar
É mesmo distante, fechar os olhos e sentir sua presença.
E ao abri-los te ver em todos os lugares.
É levá-lo comigo em meus pensamentos, não importando o tempo ou à distância.
É viver de saudades... lembranças... e momentos...
Te amar é ter forças de aprender com o passado, superar os obstáculos presentes e desejar que o futuro nos conceda o direito de sermos felizes.
Te amar é te tocar apenas com a força do pensamento.
É ter seu cheiro em minha pele.
Seu gosto em minha boca!
Te amar é ser pega por um desejo louco de largar tudo e correr para seu colo.
Te amar é acordar te desejando e dormir te desejando.
Querer incondicionalmente o seu bem, e jamais medir esforços para que isso aconteça.
Te amar é sorrir das piadas sem sentido e sem graça, por achar graça em ver o seu sorriso.
É te escutar mesmo no silêncio e na ausência de suas palavras...
Te amar é admirar seus gestos, e observar a grandeza que há em seus pequenos detalhes.
É ter este orgulho imenso que de ti!
Te amar é enxergar em seu olhar seus desejos, suas vontades, não precisar ouvir para sentir e não precisar dizer para você me compreender...
É esta vontade louca de realizar suas fantasias mais loucas seus desejos mais absurdos e ter a convicção que amarei fazer isso!
Te amar é se preocupar e as vezes perder o sono.
Te amar é orar e pedir que Deus te proteja sempre e que por onde quer que esteja, que seja muito feliz.
Te amar é ter certeza que não será a distância nem tão pouco o tempo que te afastarão de perto de mim, certeza que te encontrarei na eternidade desta vasta imensidão, mesmo que meus dias se findem pois minha alma estará sempre junto de ti.
Porque tudo se resume em TE AMAR!
Eu te amo Fábio Sanchez
Rê Pinheiro
A parábola do velho caminhão
Conta-se que, em uma comunidade distante e resiliente, havia um velho caminhão incumbido de uma missão essencial: transportar seus habitantes por estradas sinuosas, ladeiras íngremes e longos trechos esburacados. Naquele lugar onde a vida parecia sempre exigir mais do que tinha a oferecer, o veículo representava a bandeira do dever, o emblema da proteção coletiva e a esperança silenciosa de que ninguém ficaria para trás.
O tempo, porém, atuou como juiz severo. As engrenagens já não obedeciam com a precisão de antes. O motor tossia e arfava como um peito fatigado. A lataria, corroída, gemia sob o peso de cada novo desafio. O caminhão, outrora instrumento de serviço e força, converteu-se em massa pesada, lenta e esgotada, tornou-se um centro de desgaste que exauria não apenas a si mesmo, mas todos ao seu redor.
Instalou-se, então, uma inversão cruel de papéis. Nas subidas, os passageiros precisavam descer para empurrar o veículo com todas as forças que lhes restavam. Nas descidas, amarravam cordas e uniam braços firmes para impedir que o caminhão, descontrolado, despencasse no abismo.
Assim, a comunidade que deveria ser conduzida passou a se ocupar de impedir a queda do próprio transportador. O meio transformou-se em obstáculo, a ferramenta, em problema e aquilo que um dia simbolizara esperança converteu-se em um fardo pesado.
Com o tempo, o esgotamento tornou-se inevitável. Até que, em certo dia, um passageiro já exaurido de empurrar nas horas difíceis e conter nas horas perigosas ergueu a voz, bradando: somos nós que deveríamos estar sendo levados por este caminhão, mas somos nós que o carregamos. Digam-me, para que serve um veículo que falha em cumprir a sua mais básica função?”
🌙✨ À Meia-Noite, um Árabe no Meu Coração
Na penumbra da noite, teu nome é chama, um eco distante vindo do deserto e da alma. Meus olhos se fecham, mas teu rosto insiste, como miragem que acaricia, resiste.
Tenho ansiedade que dança com desejo, um fogo que não pede permissão, só lampejo. É sonho, é risco, é pressa de viver, como se a paixão não soubesse conter.
Teu olhar, embora distante e estrangeiro, fala línguas que meu corpo já entende inteiro. Na cama vazia, só teus traços me habitam, e até o sono se rende — não visita.
Sou mulher de muitas vozes e caminhos, mas contigo, me perco em outros destinos. Talvez seja loucura, talvez só emoção, mas há beleza nessa inquietação.
Se é amor ou ilusão, não sei decifrar, só sei que em mim arde o verbo "amar". E enquanto o mundo dorme em silêncio profundo, eu sonho com teu toque… árabe, imundo e fecundo.
MÃE...
Aprecio a paisagem translúcida no espaço
Ouço o bater de sinos na capela distante
Vento varre a cabeleira dos verdes matos
No céu, vejo cortejo d’espíritos viajantes.
Balanços das folhas, vultos acenam pra mim
Dogmas infundados entre a vida e a morte
Sopram ao meu ouvido, que isso não tem fim
Círculo vicioso e simbiótico lançado a sorte.
Prolixa e moribunda divago sem entender
Na oculta inflorescência a busca do amor
Lágrimas gotejantes, doridas de um sofrer.
Na lápide, vejo um poço árido que secou
Nas flores silvestres, o toque de teu ser
Saudade mórbida foi apenas o que restou.
A Parábola das Três Vozes do Vale
Em um vale distante, havia uma grande árvore no centro da praça.
Diziam que ela crescia conforme o conhecimento e as atitudes das pessoas que viviam ao seu redor.
Certo dia, três grupos de pessoas se reuniram diante da árvore.
O primeiro grupo ficava sentado à sombra, observando tudo de longe.
Nunca plantavam, nunca regavam, nunca cuidavam da terra.
Mas sempre que alguém tentava fazer algo, eles diziam:
— Isso não vai dar certo. Você está fazendo errado.
Eles criticavam o fruto que nunca haviam ajudado a nascer.
O segundo grupo trabalhava a terra.
Plantavam sementes, cavavam o solo, regavam as raízes.
Mas, ao verem outras pessoas fazendo o mesmo, diziam:
— O que eu faço é melhor. O meu jeito é o certo.
Tentavam diminuir o valor do trabalho alheio, como se o brilho do outro apagasse o seu próprio.
O terceiro grupo também trabalhava a terra.
Plantavam, cuidavam, aprendiam e ensinavam.
Quando viam alguém fazer algo bonito, diziam:
— Que bom que você sabe fazer isso!
— O seu saber soma ao meu.
— Juntos, podemos fazer a árvore crescer ainda mais.
Eles compreendiam que nenhum saber nasce completo,
E que cada pessoa carrega uma semente única.
Com o tempo, a árvore começou a crescer de formas diferentes.
Os galhos que recebiam críticas secaram.
Os galhos que eram regados com orgulho solitário cresceram tortos.
Mas os galhos que recebiam reconhecimento, partilha e respeito floresceram,
Dando frutos doces, fortes e abundantes.
Então, os moradores do vale entenderam:
Quem desvaloriza o saber do outro empobrece a própria sabedoria,
Mas quem reconhece o valor do outro fortalece o seu próprio caminho.
E desde aquele dia, a árvore passou a ser chamada de
Árvore dos Saberes Compartilhados.
“Quem soma saberes constrói grandezas.”
Estou distante de mim agora
Nesse espaço que me subtrai
Sinto que parte de mim se vai
e outra teima em ficar
É um quase choro e um quase sofrer
Nos dias nublados de lembranças
Imersa num imenso vazio
Fico misturada às promessas feitas em vão
na tentativa de esquecer
e de não sentir o que sinto
É tão profundo, tão absoluto, tão sempre o mesmo
que agora começo a desistir
Fiquei perdida no tempo e nas lembranças
Nada disso passou, nada mudou
Sou eu e o meu amor ainda e sempre aqui
Amor distante
Na distância que nos separa, meu amor,
Sinto a saudade apertar o peito,
Mas a certeza do nosso encontro futuro,
Me faz suportar cada momento desse efeito.
Nossos corações estão unidos pela emoção,
Mesmo que as milhas nos separem fisicamente,
A conexão que temos é além da razão,
E o amor que sentimos é eternamente.
Em cada pensamento, em cada suspiro,
Você está presente, mesmo tão longe,
E na espera ansiosa do nosso encontro,
A distância não é mais um desafio, mas uma canção.
Pois o amor verdadeiro não conhece limites,
Ele transcende barreiras, não se abate,
E mesmo que a distância seja difícil de suportar,
Nosso amor é forte e jamais irá se desmanchar
Valdilene meu amor
Valdilene, meu amor distante e querido,
Mesmo longe, sinto nosso amor fortalecido.
A distância não diminui o que sinto por você,
Pois em meu coração, você sempre irá viver.
Em cada estrela que brilha no céu noturno,
Vejo o reflexo do nosso amor eterno.
Mesmo separados por quilômetros de distância,
Nossa conexão é uma linda constância.
A saudade aperta, mas o amor nos sustenta,
Pois em nossos corações, a chama se alimenta.
Sonho em momentos juntos, é um tesouro guardado,
E a certeza de que nosso amor será abençoado.
Valdilene, meu amor, mesmo distante estou aqui,
Amando-te intensamente, sem nunca desistir.
Enquanto esperamos o encontro acontecer,
Saiba que em meu coração, você sempre irá viver.
"Tempo chuvoso, Amor ao longe
No tempo chuvoso, o amor se faz sentir,
Mesmo distante, ele não deixa de existir.
As gotas que caem do céu como lágrimas de saudade,
Aceleram o pulsar do meu coração, com intensidade.
Na chuva, imagino como será nossos momentos,
O som das gotas no telhado trazendo alento.
E mesmo que estejamos separados pelo destino,
O amor ao longe continua a ser meu abrigo divino.
As ruas molhadas se tornam nosso caminho,
E nas poças d'água, vejo o reflexo do teu carinho.
Cada gota que cai é um beijo que não posso dar,
Mas na minha mente, nosso amor continua a brilhar.
Então que chova, que o tempo seja chuvoso e sereno,
Pois no amor ao longe encontro paz e pleno.
E mesmo que a distância nos separe por agora,
Nosso amor resistirá.
Como uma chuva que não vai embora.
Que nunca vai cessar."
te amo mesmo quando não digo,
penso em ti mesmo tendo-te tão distante.
teu toque arrepia minha pele,
sua voz daquele dia em setembro
ainda ecoa na minha alma.
preciso dizer que nunca te esqueci,
tu foste minha saudade
mais dolorosa e verdadeira.
ainda eras viva, e isso é o pior,
não porque quero a sua morte,
mas porque aquela versão contigo,
nas tardes e noites sombrias,
mas sempre tão vivas e calorosas,
não existem mais.
suas palavras, suas ações,
nossos planos daqueles dias,
nossas piadas internas,
as tatuagens “h” e “a”,
itália, veneza, atthis d’layla, benjamim —
já não existem mais.
poemas da elaine baeta,
nossas conversas mais profundas,
seu primeiro te amo,
nosso primeiro oi com aquele livro —
não lembro o nome, mas lembro da capa
e do dia como se fosse ontem.
tudo ainda está ali guardado,
esperançosos e cheios de sonhos;
não com essa bagunça que criamos
por palavras não ditas, achismos, certezas—
que nos perderam em algum momento.
uma conexão que vai além do tempo;
meu amor, meu eu mais profundo ainda mora
naqueles momentos que nunca mais voltam
e em um eu mais velho e endurecido pelo tempo.
tenho tantas palavras, tantas ações
que quis te dizer;
podem sufocar a mente mais sã
e robusta da raça humana.
tantas lágrimas, tantos olhares
que não pude te dar;
guardo todos eles em uma caixa
de uma história tão libertadora—
linda, amada, angustiante e agonizante—
que já vivi.
ainda estou em algum momento;
em um quem sabe.
Dizem que a felicidade mora
Em uma casinha bem distante
Onde o tempo não passa
Onde tudo é de todos, para todos...
Na verdade ela reside em coisas
Tão simples, gestos tão pequenos
Amor, respeito, confiança....
Saber ouvir, medir palavras
Porque essas, sim, ficam para sempre
Guardadas dentro de nós
Amar quem te ama? Muito fácil!
Agora amar quem te odeia
Isso é uma grandeza de Deus
E como humanos que somos
Apenas tentamos aprender
Com nossos erros
Para não fazer sofrer
Quem realmente está ao nosso lado
Um planeta chamado Lulma.
Em um local distante havia um planeta chamado Lulma.
Era um planeta muito bonito, repleto de belas paisagens e recursos naturais abundantes. Uma variedade quase infinita de animais e plantas haviam neste planeta. No entanto destoando deste idílico cenário haviam os humanoides que usufruíam dos recursos naturais existentes, muitas vezes degradando o ambiente que viviam.
Estes humanoides eram comandados por um Rei que dominava quase tudo e, mesmo existindo órgãos para controlar as ações do Rei para que este não fosse uma autoridade suprema, e tivesse surtos de Deus, todos ao final, eram submissos aos mandos e desmandos do Rei que sempre conseguia impor suas vontades, através de favores pessoais, e altos cargos e salários dados aquelas pessoas de outros órgãos que o apoiavam. Muitos sabiam, mas nada faziam, e quando faziam, eram porque queriam também fazer parte da corte.
O povo deste reino vivia em castas flexíveis, onde uma pessoa com poucos recursos, mas, com esforço e dedicação poderia migrar para um patamar econômico melhor e ter uma vida mais confortável. Haviam pessoas e empresas que desenvolviam produtos, remédios, e toda sorte de bens que satisfaziam os interesses dos humanoides. Estes bens, principalmente os de luxo e de alto valor agregado, evidentemente tinham preços diversificados o que em muitos casos, os tornavam inviáveis a alguém com menos recursos para adquiri-los, o que fazia com que surgissem outras empresas com produtos similares para atender esta demanda paralela. E assim vivia o Lulmense (habitantes do planeta Lulma).
Esclareço aqui que uma característica natural dos humanoides deste planeta Lulma era a vontade de possuir coisas, de querer mais e de não se satisfazer facilmente. Mas, embora estas características a princípio pudessem parecer projetar as pessoas para um patamar mais elevado, muitos Lulmenses não tinham a tão sonhada ascensão por diversos motivos, indo da própria capacitação profissional e cultural, ou passando pelos meios sociais nos quais estavam inseridos e que dificultavam melhores acessos para prover algo mais substancial. E ao final, embora todos quisessem o melhor e vivessem sonhando com uma posição social privilegiada havia muita desigualdade entre os Lulmenses.
Ora, a desigualdade social vivida pelos Lulmenses, em algum momento faria nascer questionamentos, sobre aquela forma de reinado, e se esta era a mais justa, visto que todos os Lulmense perante a Lei do Reino eram iguais em direitos e deveres. Ora se eram iguais, então por que haviam diferenças e por que elas eram nutridas? Alguns Lulmenses começaram a questionar o sistema, e do questionamento surgiram algumas pessoas com ideias de repartição de bens, de igualdade social, igualdade material e salarial, de propriedade comum a todos e, tantas outras ideias surgiram.
Ora, não há nada mais poderoso do que uma ideia que toma forma e eco. E o Rei sabia disso e, sábio que era, aproveitou da ideia. Afinal não é salutar nadar contra as ondas, e melhor surfar nela e esperar ela morrer na praia.
Assim sendo chamou seu Ministro e Conselheiro Burrddad e criaram estratégias visando a permanência no poder. Primeiro contrataram um cidadão Lulmense que tinha todas estas novas ideias que eram aos olhos de muitos progressistas, e o fizeram escrever estas em um livro e lançaram este na boca miúda para todo o reino.
Lembrem-se que é uma boa estratégia criar uma ideia já criada controlando-a em seu resultado final.
Ora, o livro alcançou alguns pseudointelectuais, filósofos de esquina, e pessoas bonitinhas que vivendo de forma nababesca, sentiram-se culpadas pela desigualdade existente, criada e sustentada por seus pais. Embora não se desfizessem de sua vida de luxo, gritavam e entoavam cantos pela igualdade social.
O Rei sabendo deste movimento, começa a agir, primeiro estatiza o ensino, dando-lhe cartilhas do que deveria ser seguido e ensinado. Ora, em um reino de desigualdades a melhor forma de vender utopias é através dos bancos escolares, afinal é mais fácil alimentar a barriga da ilusão do que tirar a barriga da miséria.
O movimento foi crescendo, e os gritos já se faziam ecoar nos corredores do palácio, mas, o Rei já havia previsto isso.
Em uma jogada planejada, criou benefícios para serem distribuídos aos Lulmenses sem recursos, esta ação trouxe contentamento e alento aquelas pessoas que viviam na miséria, mas, evidentemente sem tirá-las de lá, afinal, ao Rei a miséria controlada era uma forma de permanência e de poder a ser negociado.
Como toda ideia revolucionaria tem que ser controlada às regras de quem domina, o Rei para ganhar tempo e corações, tinha que dominar o pensamento dos Lulmenses, e fez outro movimento. Enfraqueceu aos poucos a qualidade do ensino, a ponto de transformarem os cidadãos Lulmenses em analfabetos funcionais, mal liam, mal interpretavam e dificilmente pensavam. Seguiam apenas correntes que ora surgiam aqui e ali a mando e criação do Rei por debaixo do pano sem que ninguém soubesse que era dele que vinham estas ideias.
De forma sutil, colocou os Lulmenses um contra o outro, primeiro fazendo nascer o sentimento de diferenças entre si através da própria raça, depois começaram a culpar os Lulmenses mais ricos pela desigualdade econômica e social. A situação chegou ao ponto de discutirem as opções sexuais dos Lulmenses, querendo até implantarem uma nova linguagem para a todos nivelarem. Enfim a vida se transformou em um debate sem fim, separando ainda mais o povo, colocando estes dentro das bolhas de convivência nas quais se assemelhavam e defendidas aos berros por pessoas que defendiam a igualdade querendo leis que as tornavam desiguais. E o local do grande nascedouro destas novas ideias, vinham do braço de manobra do Rei, do ensino. Implante uma ideia, escravize ou liberte uma nação.
O Rei atento a tudo, aparecia defendendo todas as bandeiras com discursos que o colocavam de forma agradável no centro de todas as diferenças, mas, sabia também o Rei que embora ele fosse o dono do Reino, ele não era dono de toda sua produção. E seus ministros e funcionários, embora fieis, não eram capazes de assumir toda a produção e pesquisa necessários para o desenvolvimento das necessidades da população.
Sabendo que estas empresas eram de certa forma uma ameaça ao seu reinado, pois estas eram capazes de criar aquilo que mais fazia concorrência ao rei, que no caso era o dinheiro e a geração de riquezas, fez o Rei, uma outra jogada. Aliou-se por debaixo do pano a algumas empresas, dando-lhes empréstimos volumosos a juros módicos e na prática não pagáveis, para que elas monopolizassem determinadas cadeias de produção, fazendo com que elas mesmos exterminassem os pequenos focos de produção e geração de riquezas, tornando-as dependentes destes oligopólios.
Evidentemente era mais fácil dominar um gigante que a tudo controla, do que os anões que se reproduziam sem parar.
Mas o Rei tinha que dominar tudo, sua gana pelo poder não tinha limites, seu reinado tinha que ter controle de tudo, não poderia ele dividir o poder, isto lhe era inadmissível. Em sua forma de pensar o Rei tinha que ser onipotente e onipresente.
O Rei sabia que a desigualdade proporcionava estabilidade, pois são as diferenças que nutrem o sistema e que o faz girar e crescer. Este era o ponto em que ele deveria atacar. E ele já havia preparado o campo de batalha. O povo, fragmentado dentro de suas ideias rasas queriam uma vida de prazeres que o dinheiro era capaz de produzir, mas que não possuíam. As empresas gigantes iam adormecidas e aninhadas pelo Rei, era o momento. Vamos criar o caos e depois controla-lo.
Chamou mais uma vez seu ministro Burrddad e decretou. A partir de hoje, não haverá pobreza no Reino de Lulma. Pegue o maior salário hoje pago por uma profissão e nivele todas as profissões por ele. Antes de fazer o anúncio, foi a uma emissora de TV privada no papel, mas, estatal de coração e fez um longo discurso sobre a desigualdade e sua origem cruel e escravizante que o sistema capital criava e os mantinha. Disse que a partir daquele momento, todos os salários do povo seriam nivelados pelo maior salário pago. Naquele momento o país explodiu em alegria, visto que a maioria dos Lulmenses não eram tão abastados, a insatisfação foi dos poucos que com suor e empenho lutaram para ter um lugar ao sol. Todos eram finalmente iguais em condições salariais, logo, poderiam seguir para a realização de seus sonhos mundanos e materiais.
Mas, o Rei foi claro e taxativo, ninguém poderia ganhar menos que o maior salário, mas, ninguém poderia também acumular riquezas além de seu ganho, pois se assim o fizessem seriam passiveis de penas horríveis e perdas de seus bens. Exceto os companheiros escolhidos pelo Rei que o auxiliavam nas diversas questões. Afinal, eles trabalhariam mais pelo desenvolvimento do reino. A armadilha estava lançada.
Ora! Quem trabalhava fazendo serviço braçal ou em uma linha de produção, logo, não queria mais fazer aquele serviço, pois já que qualquer profissão lhe dava o mesmo ganho, por qual razão iria escolher uma profissão que lhe causasse tanto esforço? E o contrário também ocorreu, afinal para que me dedicar tanto se eu valerei o ganho de quem não dedicou?
O caos estava instalado, rapidamente as empresas começaram a perder funcionários, e a produção colapsou. Os bens de produção e consumo tiveram uma redução gigantesca pois não haviam mais pessoas para trabalharem naqueles postos de serviços, todos procuravam algo mais ameno para fazer ou na falta de algo se deleitar nos benefícios do estado que eram iguais aos benefícios pagos pelas empresas. Evidentemente uma situação assim só geraria ricos na miséria. Ora de que adiantava o dinheiro, se não servia para obter ou desfrutar de algo?
O Rei já sabia e esperava por isso, e foi novamente a sua emissora favorita e anunciou ao povo. Meu povo, dinheiro lhes dei, mas não saciei sua vontade de consumo que este dinheiro poderia lhe trazer, então vendo que as empresas não conseguem mais produzir a contento, fica a partir de hoje, todas elas de posse do Rei, para que o nosso grande reino, possa cuidar das necessidades de todos. Mas, entendam, será um momento de difícil adaptação e peço a compreensão de todos, já que é o preço que pagaremos por uma sociedade equilibrada e justa.
As grandes empresas refutaram a início, mas, como viviam de recursos oriundos do Rei para seu crescimento e expansão, rapidamente cederam. Mas, a produção estava ainda parada e já que as empresas agora eram do Rei, este agora podia impor sua vontade, e começou a colocar grilhões as pessoas para obrigarem a estas produzirem. Se de um lado o acorrentado gritava, no lado do Rei, defensores intelectuais selecionados e formadores de opinião, apoiavam a decisão dizendo que era necessário o acorrentamento para a satisfação de todos.
Ora, de nenhum trabalho escravo se tem boa produção, isso sem falar em desenvolvimento. O povo tinha recursos, mas, estes recursos não ser traduziam em qualidade de vida. A produção como esperada, escravizada se deteriorou, pesquisas e desenvolvimento, não surgiram a contento impactando a vida e a saúde de todos, já que não haviam mais cientistas dispostos a desenvolverem projetos e inovações visto que lhe faltavam incentivos. Mesmos aqueles mais apaixonados pelo sistema, ou obrigado por este, não conseguiam desenvolver algo além pois lhes faltavam a capacidade e a capacitação técnica necessária, visto que a educação não lhe era adequada.
Dinheiro só tem valor para quem o usa, e para tal é necessário algo que lhe seja traduzida em valor. O Rei sabia que a condição gerada ao igualar a tudo e a todos, centralizando o poder, teria efeitos maléficos a longo prazo, pois embora dominasse a produção e o consumo, não conseguia este dominar a vontade humanoide de ter algo a mais, e se diferenciar de seu semelhante. Afinal uma floresta de árvores iguais é também um tipo de deserto.
Sábio como sempre foi, começou mais uma vez sua jogada de poder. Agora, para resgatar aquilo que ele sepultou, um sistema capital, inicialmente de forma mais controlada, no qual tudo gire em torno dele, e as pessoas consigam se destacar das demais através dos benefícios prometidos pelo novo, mas, antigo sistema, até este se ressuscitar totalmente, para depois fazer novamente a roda girar mantendo o povo neste ciclo de obediência eterna aos seus joguetes e controles criados.
E, quando menos se esperava, veio o meteoro.
Esta é uma pequena ficção gerada em meus devaneios após o uso de substâncias lícitas, qualquer semelhança é mera especulação.
Paz e bem.
Aprendamos a pensar.
Massako 🐢🤪
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