Carta de uma Futura Mamae

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⁠Falar em uma historiografia que seja cada vez mais abrangente – entenda-se: mais representativa ou mais inclusiva em relação a todas as possibilidades que possam interessar à sociedade – implica pelo menos três patamares de reflexão. Afinal, quando se quer saber algo sobre a abrangência de um campo de saber, podemos situar essa abrangência diante das seguintes questões fundamentais: (1) “Do que se fala”? (2) “Quem Fala”? (3) A quem se fala”?

Estas três perguntas fundamentais dirigem-se à compreensão, respectivamente, de três fatores que, de um modo ou de outro, estão sempre em permanente interação. São eles a ‘abrangência de temas’ (aquilo que o campo de saber estuda ou o seu universo de práticas); a ‘abrangência de autores’ (aqueles que se expressam através do campo, ou mesmo os que se acham diretamente representados pelos autores propriamente ditos); e, por fim, a ‘abrangência de públicos’ (aqueles a quem a mensagem é dirigida, ou que consumirão o conhecimento produzido pelo campo);

[extraído de 'Seis Desafios para a Historiografia do Novo Milênio'. Petrópolis: Editora Vozes, 2019].

Inserida por joseassun

Minha mão esquerda

Às vezes a vejo como galhos tortos de uma árvore
Dedos trincaram e cicatrizaram de um jeito engraçado
Ela monta acordes, desliza em meu cabelo molhado, e segura meu celular
Ela falta te tocar… toque leve, a seu rosto endereçado
Ela quase fala, mas se tivesse boca não diria nada
Eu te tocaria e ela te beijaria apaixonada.

Inserida por Layyy

⁠Para alcançar a tal

F aça uma prece
E spalhe coisas boas
L ivre-se do que não presta
I ntuição não vem atoa
C autelosa,mas não pessimista
I nvente a sua realidade
D esfaça os nós da vida
A limente-se de coragem
D esfrute, mas não esqueça
E vite gente vazia

Acróstico autoria de #Andrea_Domingues ©️

Todos os direitos autorais reservados 28/01/2022 às 19:40 hrs

Manter créditos de autoria original _ Andrea Domingues

Inserida por AndreaDomingues

⁠O Amor Sincero Do Candeal

Tão longe numa antiga cidade
Um jovem em plena mocidade
Por uma bela mulher se apaixonou

Tinha uma beleza por raridade
E logo que teve oportunidade
A ela, ele se declarou

Ela sorrindo uma graça achou
E dizendo assim com voz doce
Palavras que ele amou

Eu adorei o seu jeito sincero
E este amor puro é o que eu mais quero
Assim sua mão o tocou

E untaram os dedos num abraço profundo
Já compreendia que naquele segundo
O amor nasceu e prosperou

Dançaram a noite toda na festa
Um amor puro que se manifesta
E seu coração assim suspirou

Soube que aquela noite mágica
Uma paixão nascia serena
E da sua boca pequena
Proferiu uma vida nostálgica

Para dar vida ao amor
No jardim colheu uma rosa
E deu a amada esta flor
De perfume assim tão cheirosa

Mas mal sabia ao fim
Que ao sair daquele pavilhão
Encontraria assim
A morte por ocasião

Pedindo por que sofre tanto
E escorria ao rosto o pranto
De alguém agora na solidão

Passou um carro correndo
Numa velocidade tão grande
E viu sua amada morrendo
Alí na rua ofegante

Foi uma noite chuvosa
De tempestade trágica
Que numa extensa verborrágica
Proferia palavras chorosas

O corpo foi enterrado
Numa alcova profunda
Enquanto o pranto vasado
O mundo assim inunda

Mas um amor tão sincero
Dura pela eternidade
E cura qualquer enfermidade
É algo que tanto esmero

Ao raiar do segundo dia
Ao chão daquela alcova
Ouvia-se uma gritaria
Era uma voz dolorosa

Que da terra então se via
Uma mão que saía
E na palma havia uma rosa

Voltou aqui neste mundo
Pois o amor era tão profundo
Que nem mesmo estando ao fundo
Esqueceu quem tanto a amou

E daquele solo fecundo
O corpo que estava ao fundo
À superfície retornou

Veio buscar quem um dia
Com tamanha alegria
Sua mão tocou

Dançou pela noite eterna
E ao amanhecer do dia
Para sua cova voltou

Levando consigo a alma
Daquele que por ato verdadeiro
Tocando-a palma a palma
Num amor que não foi passageiro

Esta história é real
Acredite você ou não
Mas dizem que no candeal
Pode-se ver um cadáver
Com uma rosa na mão

Inserida por Welerson

⁠[JORNAIS, DO PONTO DE VISTA DOS HISTORIADORES]


Em uma busca de definir e delinear as características dos jornais com vistas ao seu potencial como fontes históricas, frequentemente podemos nos deparar com a referência de que estes tipos clássicos de periódicos constituem um ‘meio de informação’, o que não deixa de ser também verdade. Todavia, a face ‘meio de comunicação’ costuma se sobrepor, nos jornais dos tempos contemporâneos, à face ‘meio de informação’, principalmente aos olhos dos historiadores e sociólogos. Isto ocorre porque os jornais não transmitem apenas informações. Eles também comunicam ideias e valores, e através destas ideias e valores buscam agir sobre a sociedade, além de representarem certos interesses políticos, sociais, culturais e econômicos – não necessariamente um único setor de interesses, mas sim um campo de interesses no interior do qual diversos fatores interagem.

O fato de ser um ‘meio de comunicação’ interfere na função jornalística de se propor a ser um ‘meio de informação’, e este aspecto precisa ter uma centralidade na análise dos historiadores. A informação transmitida pelos jornais mescla-se com a elaboração de um discurso, com a comunicação de valores e ideias, com os projetos de agir sobre a sociedade, com a necessidade de interagir com fatores políticos e econômicos.


[extraído de 'Fontes Históricas - introdução aos seus usos historiográficos'. Petrópolis: Editora Vozes, 2019, p.183].

Inserida por joseassun

⁠Eu era feliz e não sabia...
Corrigindo eu era infeliz e sabia disso ... vivi por tanto tempo uma mentira ..sofri por tanto tempo me afogando em martírio... hoje sou livre disso ...sai do aprisionamento da gaiola ... hoje voei pela primeira vez ..hoje eu digo com clareza ...hoje eu digo pra mim mesma...hoje sim eu fui realmente feliz ...quem te ama , não te prende.. tr quer livre .. te quer bem...

Inserida por bebelia2000

Algo não aconteceu, mas deixou saudade...
Embora seja uma saudade estranha, essa saudade também existe...
Vamos entender como é...
Ósculos e amplexos
Marcial

DIFERENTES TIPOS DE SAUDADE
Marcial Salaverry

Existem diferentes tipos de saudade, e um deles, é a "saudade daquilo que não houve..." Certamente será uma saudade estranha, e até mesmo parece ser algo absurdo falar em sentir saudade de algo que não aconteceu, pois é meio complicado pensar assim, pois se a coisa não aconteceu, como pode deixar alguma saudade? Realmente é algo curioso, mas acontece. Existem fatos que, por não terem acontecido, deixam em nossa recordação aquele sentimento, ou melhor, aquela indagação sobre se teria ou não sido bom, se tivéssemos levado a cabo aquele projeto, se teria ou não modificado nossa vida. Essa é uma das razões pelas quais não se deve deixar as coisas pela metade. Sendo possível, deve-se ir fundo naquilo que sonhamos, pois a saudade do não ocorrido, sempre deixa um gostinho amargo, ficando aquela dúvida, deixando aquela pergunta no ar: "Teria sido melhor? Teria modificado algo em nossa vida?"

Como exemplo posso citar algumas viagens que programamos e depois, por circunstâncias, não as realizamos. Pode ficar aquela impressão de que viveríamos a grande aventura de nossa vida, porém algo aconteceu. Pode ser uma doença, um acidente, uma queda, a alta do dólar, perda de emprego. Enfim, algum problema que impediu a viagem tão desejada, tão vivida. A frustração pela desistência dessas férias não "vividas", chega mesmo a provocar um sentimento de "saudade" pelo que não houve.

E se realizamos, terminamos por notar que não era nada daquilo que foi sonhado. Mas o fato foi constatado. E descobrimos que não era bem aquilo. Não ficará a saudade, simplesmente ficará a frustração por ter sido feito. São contradições da alma humana. Imaginar o que não foi feito, e lamentar o que foi. Imaginar os perigos de um encontro e não comparecer, e depois lamentar por não ter ido. Ou lamentar por ter ido, porque não deu certo, são simplesmente coisas da vida, que ficam por conta do "Imponderável da Silva..."

Nos relacionamentos acontece muito disso. Conhece-se alguém numa festa. A primeira impressão é aquela famosa do "zoiou, gamou". Fica-se a noite inteira com essa pessoa, imaginando-se tudo o que se poderá fazer e passar. Depois, quando se perde a pista daquela pessoa tão especial, fica-se com a sensação de que poderia ter sido bom. Fica-se com saudade do que poderia ter se vivido com aquela pessoa, algo que fica fixado na imaginação. Como não houve o prosseguimento do romance, fica aquela sensação de saudade no peito.

Pode-se traçar um paralelo com os atuais "romances virtuais". A Internet propagou o "vírus do amor virtual", que pode ser muito gostoso, gratificante mesmo, se for bem administrado, desenvolvido com absoluta sinceridade. O perigo nos romances virtuais, é quando um dos dois lados está mal intencionado, e quer tirar alguma espécie de vantagem. Mas não vamos falar desse lado ruim da história.

Se o tema é saudade, só se pode senti-la de coisas boas. Correto? Um romance virtual sempre começa com uma simples e inocente troca de e-mails. Começa-se um papinho descontraído sobre isso ou aquilo, e de repente começam a descobrir afinidades, pensamentos iguais e começa uma troca de carinhos verbais. Por vezes almas solitárias que se afinam. Surge porém um problema de difícil solução, que é a famosa distância. Um, mora no Amazonas, e o outro no Rio Grande do Sul, e assim, pergunta-se como fazer, pois é algo que complica. Uma viagem dessas exige tempo, recursos, e depois pinta aquele medo: Eu chego lá e a gente não se afina. Vai que fisicamente não se gosta. Perde-se a viagem, perde-se a amizade. Então o encontro vai sendo adiado, e fica na imaginação o que poderia ter sido aquele encontro idealizado com todas as luzes, com todas as sensações imaginadas e descritas.

E se o relacionamento termina como começou, virtualmente, vai ficar aquela saudade do que poderia ter sido aquele encontro tão planejado, tão descrito, tão imaginado, aquele beijo tão carregado de paixão que seria trocado, mas que nunca o foi. Fisicamente, pelo menos, não. Vamos combinar que por vezes, é muito mais gratificante ficar na imaginação, sentindo-se o amor na virtualidade, pois assim não haverá o perigo da rejeição física, que poderá ser dolorosa, mas por outro lado, vai ficar para sempre a sensação de que se perdeu algo que poderia ter sido muito bom. Um amor vivido é melhor do que um imaginado. Será mesmo? Imaginado pode-se vivenciá-lo como quiser, pode se fazer o que vier na imaginação, ao passo que no plano físico, podem surgir inibições que não eram sentidas.
Enfim, é algo que deve ser muito bem administrado e estudado. E, principalmente, deve ser muito bem conversado desde seu início, com absoluta sinceridade, para que se possa saber os limites de até onde pode chegar a coisa.

Muitas pessoas que vivem romances virtuais, sentem alguma melhora em sua vida, mas sempre vai ficar aquele gostinho do que poderia ter sido, e assim se explica a saudade estranha do que não se viveu. Aquele desejo não satisfeito, aquele sonho não realizado, aquele beijo não trocado, aquele momento de amor não vivido, aquela viagem não realizada, enfim muitas coisas que foram pensadas, mas não consumadas, são coisas que nos fazem sentir esse tipo de saudade, que realmente é uma saudade estranha...

Agora de uma coisa, ninguém vai sentir saudade. É do meu BOM DIA, CRIANÇAS, pois está sempre presente, sempre desejando UM LINDO DIA, pelo menos por enquanto, mas não sei até quando...

Inserida por Marcial1Salaverry

⁠É no homem que uma mulher escolheu,
que mora o abraço, a casa, o aconchego.
Se você decidir ter um relacionamento com uma mulher, ame, cuide, seja o parceiro para todas as horas, se for embora mesmo em pensamento vá de mãos dadas com ela, na proteção de um abraço e na palavra que tranquilize o seu coração.
É na jura de amor, paz e afeto que a palavra de um homem não pode faltar.
Seja homem, e seja um homem de verdade.
O homem que conquistou o coração de mulher 🖤 💥

Inserida por AlvaroSilva

⁠Um dos meu momentos preferidos é sair para uma caminhada à tarde

. O entardecer é a hora mágica. Aos poucos o sol vai declinando e trazendo as sombras que culminarão com o anoitecer.
Enquanto há claridade meu olhar segue acompanhando
o declinar do sol por entre a ramagem verde.
Sol que brinca de esconde- esconde.
Sol que me cega com seu brilho .
Sol que me mostra que não estou só....
Neste momento sinto a energia Divina agindo em mim.

Eu sinto o calor do sol
Eu vejo o brilho
da luz de diamante ,
luz da humildade
luz da sabedoria
luz da misericórdia
Luz que aquece minha pele
Mas também aquece meu coração

O pulsar do sangue correndo em minhas veias,
as batidas do meu coração,
a sensação de liberdade,
o sentir a natureza ,
o vai e vem
no balanço das folhas ,
a brisa que roça meu rosto
me falam de um Deus que me acompanha.
Que me diz : "estou contigo e não abro mão "

Mesmo que não haja sol ,
e as nuvens possam estar escuras

Meu brilho te acompanhará
Sempre !!!

Inserida por editelima

⁠Uma pitada de solidão

Quando acordo e reflito sobre a vida,
me parece que nada faz sentido mas sim, faz sentido sim!
Até o não fazer sentindo faz sentido para alguém.

Quando muito me entristeço, um rio deságua por entre os caminhos de meu rosto mas uma música me procura animar e quando me sinto em demasiada alegria, me lembro de uma receita fantástica que é uma pitada de solidão para equilibrar minhas emoções lubriantes.

Fazer o quê?!!!

Buscar viver e viver ainda mais, independente dessas coisas.
Consigo sim.

Inserida por RomarioGoncalves

⁠Somos tão jovens.
Jovens o suficiente para dizer que ainda falta toda uma vida pela frente e, caso não seja com você, essa vida não fará sentido.
Temos todo o tempo do mundo.
Tempo suficiente para fazer tudo que planejamos e pensar em milhões de outras coisas para fazer.
Não tenho medo do escuro.
O escuro me encorajou a voltar, a voltar para você. O indefinido e o incerto me motivaram a ponto de deixar meu orgulho de lado, de me declarar como nunca antes tinha feito.
-plr

Inserida por pedroluisbdp

⁠É possível afirmar que a historicidade dos direitos humanos é uma realidade em nosso Torrão, e certamente, nos dias hodiernos pode-se perceber que a legislação penal foi aprimorada, para agregar uma onda renovatória de direitos, construção de normas afirmativas, mas que ainda é necessário arregimentar atores sociais na proteção dos direitos da coletividade, considerando que para a proteção dos direitos de bandidos é possível encontrar muita gente na fila para esse mister, sendo necessário, portanto, equilibrar a balança da justiça, por que já afirmamos mais de uma vez que a prioridade da proteção estatal deve ser a sociedade de bem, o cidadão que trabalha arduamente e recolhe seus tributos, e assim, bandido de qualquer coloração deve ser recolhido ao cárcere, com todos os rigores do encarceramento mesmo porque a prisão é a consequência natural de quem fez o mau uso da liberdade.

⁠[...] curso

uma rosa desabrochada
no tempo passada
retalhada
ou nada
ainda bela, encantada
com inspiração...
Uma rosa caída
ao chão
ainda uma rosa
divina criação...
Formosa!
Brota outro botão!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30 janeiro, 2022, 08’56” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

⁠Uma camada da vida sempre está colorida, mas buscamos o cinza como forma de autopunição e não como parte fundamental para a composição da aquarela de todos os sentimentos.
Desenvolva a inteligência emocional, ela está relacionada a habilidades tais como motivar a si mesmo e persistir mediante frustações; controlar impulsos, canalizando emoções para situações apropriadas; praticar gratificação prorrogada; motivar pessoas, ajudando-as a liberarem seus melhores talentos, e conseguir seu engajamento a objetivos de interesses comuns.
Aceite opiniões construtivas. Questione novas declarações Pinte a sua vida de novas cores!

Inserida por diegoferrariterapia

⁠Loucura cômica... mais um D. Quixote... com a lança na mão... ops... com um teclado e uma conexão...

Uma única e simplisinha conexão e é possível alcançar qualquer pontinho deste mundo imenso... intenso... repleto de informação.
O que pode um escritor!? Ou melhor, qual o poder de um escritor!?

Nenhum.... nenhunzinho da Silva... o escritor apenas pode ter fé de mover o riso... fazer bater mais forte o coração... levar às lágrimas... levar à reflexão... só pode ter fé...
e se não for o amad@ leitor se dispor a parar sua vida... a deixar de lado o que está a fazer com seu precioso tempo e direcionar sua atenção por estas ... ou outras quaisquer mal traçadas linhas... a fala do escritor é uma fala só... bem sozinha.

Loucura cômica... e deliciosa...prazerosa.... ou não é um louco o que escreve como um louco sem garantia nenhuma de que as palavras cumprirão seu papel de transmissoras?? Nenhuma garantia há de que consigam deixar de ser palavras sem sentido... mera sequência de letrinhas... uma sopa de letrinhas deliciosa...
cômico... pois não é cômico quem fala sozinho!?
e deliciosa... porque... bem porque...
tal resposta só você, amad@ pode dar... e ainda lhe dou o direito de se deliciar a pensar aí com seus botões sobre o que eu tinha em mente ao postar este post... pelo simples prazer de postar...

Inserida por RosangelaCalza

⁠⁠LUAR NO CERRADO

Nos confins do sertão eis que acontece
O níveo clarão de uma diáfana doçura
Que na imensidão do céu resplandece
Descorando a negrura da noite escura
Num entreabrir desvanece e aparece
As estrelas, ornando a ti, ó formosura
Em um balé de harmonia e de prece
Enchendo de poesia, graça e candura

O luar no cerrado, probo e tão divinal
Guia da noite, confidente e boa prosa
Sempre revelado no angelical castiço
O luar no cerrado, de fase temporal:
Nova, crescente, minguante, gibosa
E ao matuto: ilusão, sonho e feitiço!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
30 janeiro, 2022, 20’06” – Araguari, MG

Inserida por LucianoSpagnol

Esse mundo é uma ilusão que eu não sei discernir
Até hoje eu não aprendi
O que eu sinto de emoção
Parece atuação, invenção
Parece não ter valor
Parece que a qualquer instante uma hora a casa vai cair,
O mundo virará de cabeça para baixo
E vão descobrir que tudo isso é uma armação
Que nada disso existiu

Nada tem sentido
Nada importa
Uma hora o entusiasmo vem sobre alguma determinada coisa
E aí eu penso: de que adianta?
Talvez devesse aprender a parar de racionalizar as coisas
Mas, realmente, não adianta
Tem uma voz que me grita que tudo isso é ilusão
Há algo dentro de mim que fala: Acorde!
Isso o que está fazendo, onde você está, quem você é não significam nada
E aí, raramente
Vez ou outra
Aparece algo simples, porém maravilhoso
Cotidiano, todavia fantástico
que me faz, extraordinariamente, esquecer disso por alguns momentos
Como uma folha de outono que cai leve no chão
E aí eu me permito apenas sentir..
Dizem que isso é viver.

Inserida por bittencourtlarissa

⁠[OS CAMPOS HISTÓRICOS NÃO EXISTEM ISOLADAMENTE]

Apesar de falarmos freqüentemente em uma “História Econômica”, em uma “História Política”, em uma “História Cultural”, e assim por diante, a verdade é que não existem fatos ou processos que sejam exclusivamente econômicos, políticos ou culturais. Todas as dimensões da realidade social interagem, ou rigorosamente sequer existem como dimensões separadas. Mas o ser humano, em sua ânsia de melhor compreender o mundo, acaba sendo obrigado a proceder a recortes e a operações simplificadoras, e é neste sentido que devem ser considerados os compartimentos que foram criados pelos próprios historiadores para enquadrar os seus vários tipos de estudos históricos. [...]
A saída é não utilizar as classificações como limites ou mesmo como pretexto para o isolamento. Não se justifica o recuo diante de uma curva demográfica, quando o objeto de estudo o exige, sob o pretexto de que a sua é apenas uma História Cultural. Da mesma forma, um historiador econômico não pode recuar diante dos fatos da cultura (ou dos aspectos culturais de um “fato econômico”).

[trecho extraído de 'O Campo da História'. Petrópolis: Editora Vozes, 2004, p.15-16].

Inserida por joseassun

⁠TEMPO DE REFLEXÕES

A madrugada nos faz jorrar
As imaginações de uma consciência livre e serena
Farta e longínqua
Leve e aliviada
A canção na Alvorada
Tempo de lenimento para a alma
Me faz lembrar de reminiscências
Aprazíveis momentos de ternura
De uma Licoia protetora
Mulher na acepção do termo
Estilhaços de amor puro e verdadeiro
Do amor de Júlia, heroína é infalível
De sincero afeto
De alguns, poucos, de espaço reduzido
Mas agora o que me fascina?
O que me domina as estranhas?
A vida, a esperança de dias melhores
Da Fonte Grande ao Iracema
O sorriso no rosto de cada pessoa
O mundo nos devolveu novamente
A alegria de viver, na dor e na separação abrupta
Do abraço fraterno
Virtual e sem calor energizante
Reaprendendo a viver na arte de sorrir na dor
Brincar de viver?
O néctar que encanta
Mais dezesseis dias de
Pura aflição, dor e segregações
Mas onde está você
No infinito cósmico?
Nesse vazio de trevas?
Ao menos um sofro de paz
Cura a minha solidão nesse
Remanso de incertezas
Viaje serenamente
Na imensidão de incertezas
Resgate definitivamente
A vontade de acreditar na humanidade
Cura a minha incredulidade
Que invade meu mundo de fantasias
Me faz acreditar que atrás
Do arrebol haverá sempre
Luz incandescente a
Iluminar as incertezas das
Veredas, as incógnitas do meu
Tenro coração invadido
Abandonado, desesperador...
Resgate minha alegria contida
O instante de represamentos
O pensamento viaja nas sendas da insensatez, egotista e refratário
Vai feito condor riscando os céus
Do Vale do Mucuri
Da Terra do amor fraterno
Vai nas asas da infinita sabedoria
Transponha o Rio doce e as sombras do ibituruna
Pula feito raios exuberantes
A Ilha dos Araújos
Que ainda habita na mente viva oxigenada pelo Altíssimo
Anunciar ao meu povo a devolução
Da paz e esperança
De dias melhores
Anuncia a todos que ainda nutrem
Alguma admiração pelo poeta do Mucuri
Que ainda existe viva uma chama ardente
De lirismo e amor pela VIDA...

⁠SEXTILHAS DE ANGÚSTIA

O dia alvorece, o chilreio dos pássaros anuncia uma nova aurora.
Acordo ouvindo as árias do saudoso Gonzaguinha
Versos bonitos mergulham...
Dentro de mim
Mais um dia se inicia...
No meu plangente coração.

Dirijo-me ao labor das incongruências e frustrações da Justiça.
Nas profundezas do descaso e da imposição
Na desilusão, no desamor, no mar de falsidade e boçalidade...
Na desonestidade de camorras, nas falcatruas.
Caminho hilariante de bondade
Volto envelhecido na revolta de lágrimas entornadas.

À noite tudo se transforma
Na casa do saber, uma sinceridade em cada rosto
Um convite para amizades singelas
Ou amores inesquecíveis
Aí me esqueço das amarguras e diatribes do dia-a-dia
A paz, momentaneamente, renasce no meu âmago.

À noite o retorno ao lar
No trajeto filas no posto em busca de saúde.
Com chuva ou orvalho das madrugadas
A esperança é o que importa
Num manto falso de ternura
O Bela Vista se ofusca com cobertores da desumanidade.

Na tristeza do poeta, a alma é como deserto.
Como rocha isolada e explodida
Nem uma luz de esperança
Nem um sopro fugaz de felicidade
O amor apresenta como inverno
O murmurar, profundo e abatido.