Carta de uma Futura Mamae
NOTÍCIA URGENTE
Demétrio Sena - Magé
Na manhã desta quinta-feira, uma bala perdida foi vítima de um formigueiro, às margens da Rodovia Rio - Magé, altura de Suruí. Fomos informados de que as formigas estão bem - e felizes, pelo achado que as alimentará por muitos dias. Isso nos faz sonhar com um tempo longínquo em que todas as balas perdidas, especialmente na cidade maravilhosa (e perigosa) do Rio de Janeiro serão açucaradas e farão bem a tanta gente; digo; formiga... tempo de muita formiga com a boca cheia de bala e nenhum ser humano com a boca cheia de formiga. Só assim poderemos brincar livremente com as palavras... sem nenhuma ironia.
... ... ...
Respeite autorias. É lei
“Não há legado maior do que tocar uma vida em silêncio — quando ninguém vê, mas o universo inteiro sente.”
Esta frase fala daquilo que muitas vezes passa despercebido aos olhos do mundo, mas jamais é ignorado pela vida. É sobre os gestos silenciosos, as escolhas éticas mesmo quando ninguém está olhando, os consolos oferecidos em silêncio, os conselhos dados com humildade, os amparos oferecidos no escuro. A citação homenageia as pessoas que não buscam aplausos, mas agem com amor, justiça e compaixão — aquelas cuja influência se perpetua, não pela fama, mas pelo bem que plantaram.
Tocar uma vida não exige palco, mas presença. E o verdadeiro impacto de uma alma generosa é eterno, porque vibra no invisível, onde tudo que é essencial se revela. Quando uma ação é feita com pureza, ela ecoa onde as palavras não alcançam: no coração do universo.
Por Roberto Y Ikeda
Quando Apagam Nossas Cores
O que é ser racista, senão negar uma raiz?
É pintar de vermelho o que sempre foi país.
É manchar o verde das matas, o amarelo do sol,
Com a tinta de um passado que lembra o futebol.
Querem mudar a camisa, chamam de inovação,
Mas escondem, nas entrelinhas, a verdadeira intenção.
Não é só moda ou capricho de um novo figurino,
É um ataque disfarçado ao orgulho do povo latino.
A camisa do Brasil não é só pano ou tradição,
É símbolo de resistência, é a alma da nação.
Foi com ela que Pelé brilhou, e Garrincha encantou,
Foi com ela que o mundo inteiro nos respeitou.
E agora, cogitam o vermelho da opressão,
A mesma cor que lembrou a dor da submissão.
Esquecem que o vermelho, um dia, marchou com horror,
Com suásticas e botas, espalhando terror.
O Brasil perdeu 948 heróis na guerra contra o nazismo,
E agora brincam com a cor, com um estranho cinismo.
Querem homenagear vestindo o que nos feriu,
Mas isso é cuspir no túmulo de quem o Brasil construiu.
Racismo também é apagar símbolos de luta,
É silenciar vozes negras com fala astuta.
É dizer que a cor não importa, e ao mesmo tempo impor,
Uma nova narrativa que só mascara a dor.
A camisa verde e amarela carrega sangue e suor,
De jogadores, soldados, e de quem torce com amor.
É a ginga da favela, é o batuque do tambor,
É o sorriso que resiste, mesmo em tempos de dor.
Mudar essa cor é apagar nosso espelho,
É querer vestir o Brasil com uniforme alheio.
É negar que somos mistura, que somos plural,
É vestir uma ferida com um pano artificial.
Não aceitamos esse golpe disfarçado de tendência,
Pois conhecemos bem o peso da resistência.
A nossa história não se pinta de vermelho sem razão,
Ela vibra em verde e amarelo no peito do cidadão.
Se querem homenagear, que respeitem nossa memória,
Que ouçam o povo, que estudem a história.
Porque ser Brasil é carregar no coração,
Mais do que uma cor: é toda uma nação.
A amizade pura
A amizade é uma flor que demora um tempo
para florescer, mas é a flor mais bonita e perfeita
em qualquer lugar do mundo, quando há um lugar,
uma amizade começa a nascer, e você sente
um aroma doce e sutil no ar que te faz querer
dançar sobre as estrelas. A amizade é uma
relação de muito amor entre você e os seus amigos,
e eu te digo, aproveite o máximo possível porque nós
não sabemos quanto tempo vamos estar por perto da tal
amizade. Passe o tempo possível com os
seus amigos, porque o tempo não para.
Uma meditação profunda me fez hoje entender que:
"Não é no aperto financeiro que você vê quem é quem, é na sua enfermidade" Nos faz refletir sobre a verdadeira natureza das relações e da lealdade. Enquanto o dinheiro pode ser um fator importante em nossas vidas, é na hora da doença e da vulnerabilidade que podemos ver quem realmente se importa conosco.
É nesse momento que as pessoas ao nosso redor mostram sua verdadeira face, revelando quem está disposto a nos apoiar e cuidar de nós quando mais precisamos. A doença pode ser um teste para as relações, e é aí que podemos ver quem é fiel e quem é passageiro.
Essa reflexão nos faz pensar sobre o que realmente importa na vida e como devemos valorizar as relações que nos sustentam nos momentos difíceis.
Seja considerada a existência de Deus como uma verdade inquestionável, perceberemos que tal existência é sustentada por um princípio fundamental: “algo sempre existiu”. Esta característica — a eternidade e a necessidade do ser — é, em muitas tradições, atribuída a Deus. Contudo, se adotarmos a posição contrária e negarmos a existência de Deus, a lógica ainda nos leva a uma conclusão similar: a eternidade da existência. Se o universo ou a própria realidade não teve início, ela deve possuir um atributo divino — a eternidade, a autoexistência, a necessidade.
Dessa maneira, tanto na crença teísta quanto na visão ateísta, existe uma aceitação implícita de um princípio eterno, imutável e necessário. Se negamos a noção de Deus, ao mesmo tempo sustentamos uma crença em algo com características que tradicionalmente associamos ao divino: algo que não pode ser criado, que sempre foi, e que, portanto, permanece como o fundamento último de tudo o que é.
Assim, independentemente da perspectiva adotada — teísta ou ateísta — todos, de alguma forma, acreditam em algo que é essencialmente ‘divino’: eterno, necessário, sem começo ou fim. A diferença não está na essência desse ‘algo’, mas no nome que lhe damos e nas características que lhe atribuímos. No fim, a filosofia nos mostra que, ao questionarmos a natureza última da existência, acabamos, inevitavelmente, tocando no campo da divindade, seja de maneira consciente ou não.
Nesse contexto, a ideia do “nada absoluto” — frequentemente invocada como oposta à existência — revela-se logicamente insustentável. Se o nada for definido como um estado onde há zero possibilidades e, ao mesmo tempo, a ausência de qualquer restrição — um espaço onde infinitas coisas poderiam acontecer (ou não) — então ele entra em contradição. Tal concepção se assemelha à operação matemática da divisão por zero: não resulta em uma resposta coerente, mas em um colapso do sistema. Assim, o nada não apenas não pode existir; ele sequer pode ser pensado sem dissolver-se em paradoxo.
Encontrar alguém com quem temos uma conexão profunda é um dos maiores presentes da vida. É maravilhoso poder ser quem realmente somos, falar o que pensamos sem medo de ser julgado, como se estivéssemos conversando com nós mesmos.
Feliz é quem já encontrou uma pessoa com quem compartilha esse tipo especial de ligação.
Uma das evidências do nosso novo nascimento é o tratamento aos irmãos em Cristo: A vida de Deus em nós nos leva a amar e desejar
o melhor para os outros, não permitindo sentimentos contrários em nosso coração. Não podemos reduzir as pessoas pelas suas
falhas; Cristo é nosso exemplo maior.
UMA VIDA ALÉM DA VIDA.
Esta dor que a gente sente, que remédio nenhum cura,
leva metade da gente e nos põe em desventura.
Ninguém vê, nem compreende, e nos colocamos a pensar.
Mas o mestre da vida, que para a vida nos gerou,
diante da morte de Lázaro, sendo ele a própria vida, sentindo a mesma ferida...
Jesus também chorou.
Que esta lágrima sentida, que Cristo derramou, cure esta ferida, mostrando-nos, além desta vida, a vida que Ele nos aquinhoou.
Cicero Marcos
Havia um homem que carregava sempre uma vela para iluminar o caminho das outras pessoas. Um dia, após fazer mais uma vez esse trabalho, a vela dele se apagou ao chegar no destino da outra pessoa. Diante disso, ele se viu no escuro e sem um fósforo para acender sua vela. Ele teria que ficar no escuro até que outra pessoa aparecesse para acender sua vela.
Moral da história: o homem ficou na escuridão. Às vezes, nós iluminamos e cuidamos do caminho do outro e nos esquecemos de iluminar o nosso, de ter o fósforo do cuidado no bolso. O cuidado próprio não é egoísmo. Pelo contrário, é uma necessidade. Quando as situações ocorrerem e a nossa vela se apagar, precisamos ter o fósforo no bolso, que é o nosso cuidado, para sempre acendermos nossa vela e voltar a iluminar o nosso caminho.
Havia uma ilha no meio do oceano, bela, frutífera e procurada por muitos turistas. Mas o que ninguém via era que, abaixo da superfície, fincada no fundo do mar, havia uma pedra. Não era uma pedra qualquer: era ela que sustentava toda a ilha, mantendo-a firme contra as marés e os ventos. Sem essa pedra, silenciosa e escondida, a ilha não existiria.
Com o passar do tempo, muitos turistas passaram a visitar a ilha. Vinham, exploravam, colhiam seus frutos, descansavam à sua sombra, mas nada deixavam. A ilha se doava, sem reservas, sem cuidado. Enquanto todos olhavam para sua beleza exterior, a pedra lá embaixo começava a rachar, desgastada pelas ondas e pelo abandono.
A ilha não percebia o quanto estava perdendo de si mesma. Até que, um dia, os turistas pararam de vir. E no silêncio que se seguiu, ela finalmente olhou para dentro. Lembrou-se da pedra. Voltou-se para si mesma. Começou a cuidar de seus pés de coco, de sua terra, de sua água. Protegeu sua base, reforçou sua estrutura.
Com o tempo, tornou-se inteira novamente não para ser explorada, mas para viver com plenitude. E então, à sua volta, encontrou outras ilhas que também tinham cuidado de si mesmas. Não eram mais destinos turísticos. Eram companheiras. E juntas, formaram um arquipélago um conjunto de ilhas inteiras, sustentadas por suas próprias pedras, que agora podiam se encontrar em equilíbrio.
Apenas uma reflexão espiritual
Fui apenas um sopro na vida de algumas pessoas, um tropeço para umas, um amante para outras, e um verdadeiro amor para poucas..
Porém com o sentimento de missão não completada, provavelmente voltarei, não sei como ou de que forma, só sei que voltarei, até completar a missão.
Sandro Morett
Inteira
Pode se ferir mil vezes —
insiste mil e uma.
Sua mente? Incerteza.
Seu coração? Esperança.
Se adapta fácil:
do jantar à luz de vela
ao carrinho de hot dog.
Sem frescura,
ela canta, dança, ri alto —
porque cada sorriso vale.
Se um dia chorar perto de você,
não diga nada.
Abrace.
Ela só não suportou mais
carregar a alma sozinha.
Tem ternura no olhar —
com os olhos, ela ri,
com os olhos, ela fala.
Quem souber olhar de verdade,
verá o jardim da sua alma.
Ela é estranha, talvez.
Mas é inteira.
E quem nasceu pra ser inteira,
nunca será metade.
Autoria #andrea_domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 30/04/2025 às 15:00h inspirado em um outro texto meu antigo
O Anjo que Me Reconheceu
Sempre passava por ela no parque. Sentada, quieta, sem dizer uma palavra. As pessoas passavam apressadas, como se ela nem existisse. E eu… eu também passei. Como se estivesse anestesiado. Como se o mundo não tivesse espaço pra olhar alguém assim.
Mas naquele dia… eu voltei. Não sei porquê. Algo dentro de mim quis ver se ela ainda estava lá. E estava. No mesmo lugar. Sentada com os olhos mais tristes do mundo. Mas algo mudou em mim. Dessa vez eu não consegui simplesmente ignorar.
Cheguei perto, devagar. Vi que o vestido dela marcava algo estranho nas costas. Uma corcunda… E talvez fosse por isso que ninguém parava. Como se a dor visível espantasse.
Ela baixou os olhos, envergonhada. Mas mesmo assim, eu sorri. Sentei ao lado dela. Disse um "oi". Ela me olhou surpresa… e respondeu, quase sussurrando. Foi a primeira vez que alguém se importou.
Conversámos. O tempo passou como se o mundo lá fora tivesse sumido. Até que perguntei por que ela estava tão triste. Ela me olhou fundo e disse: "Porque eu sou diferente."
Aquilo mexeu comigo. Eu respirei e disse: "Sim… você é. Mas ser diferente não é um erro. Você parece um anjo."
Ela deu um sorriso pequeno, com os olhos cheios de lágrimas . E perguntou: "Achas mesmo isso?"
Eu respondi com o coração: "Você é como um anjo mandado para olhar todas as pessoas que passam por aqui." Então ela se levantou, abriu lentamente suas asas — sim, asas — e disse: "Eu sou o teu anjo da guarda."
Fiquei sem palavras. Então ela finalizou dizendo:
— Quando tu paraste de pensar só em ti, o meu trabalho foi realizado.
imediatamente Levante-me e disse:
— Espera! Mas por que é que ninguém mais parou para ajudar um anjo?
Ela virou-se uma última vez e sorriu:
— Porque foste o único que conseguiu ver-me.
E Desapareceu no meio da brisa.
Deste esse dia, nunca mais fui o mesmo.
Se um dia sentires que estás completamente só, lembra-te disto: O teu anjo nunca te deixou. O meu estava lá. Sempre esteve.
Tempestade Entre Teus Olhos e Teus Lábios
Há uma tempestade silenciosa
entre teus olhos e teus lábios —
um raio contido na penumbra do teu olhar,
e trovões que cochicham segredos
antes de tua boca ousar falar.
Te encaras o mundo como quem esconde
o caos dentro de um sussurro,
e eu — navegante distraído —
me perco nesse mar sem aviso,
onde o perigo é o desejo,
e o naufrágio, inevitável.
Tua presença não grita —
ela insinua, inflama, devora em silêncio.
Tuas palavras são faíscas,
mas teus silêncios...
são incêndios inteiros.
Teus olhos anunciam a queda,
mas teus lábios são o abismo.
E eu caio.
Sem medo.
Sem paraquedas.
Com prazer.
O Colapso dos Muros da Alma: Uma Peregrinação ao Vazio
Quando os muros erguidos com o sangue da alma desmoronam, não há mais abrigo para os segredos entranhados na carne do ser.
Cada tijolo, moldado pelo sofrimento silencioso de anos, dissipa-se como fumaça ao vento, revelando a nudez crua de uma existência outrora protegida.
Exposto, o âmago do ser torna-se espetáculo: os olhares alheios, alguns compassivos, outros carregados de adagas morais, trespassam a dignidade,
transformando-a em teatro para a condenação ou a piedade.
A verdade, agora desvelada, escorre como um rio sem leito, arrastando consigo os segredos mais sombrios, aqueles que fermentaram nas sombras da alma.
Nesse palco de vulnerabilidade, o ser contempla o paradoxo da libertação:
a mesma verdade que o despoja de suas máscaras também o condena à solidão do julgamento alheio.
Resta-lhe, então, a quietude da inexistência, não como fuga, mas como ato último de soberania.
É o fim de um ciclo que começou na infância, quando o primeiro tijolo foi cimentado com lágrimas,
e o sofrimento tornou-se arquiteto involuntário.
A inexistência, aqui, não é derrota, mas epílogo de uma narrativa escrita em sangue e silêncio.
Bem-vinda, inexistência!!!
Não como abismo,
mas como repouso das perguntas não respondidas.
O ser, agora desintegrado, retorna à quietude primordial,
onde segredos e dores dissolvem-se no vazio que precede até mesmo a linguagem.
O Dia do Trabalho é uma data para reconhecer a dedicação e o esforço de todos os trabalhadores. Seja para homenagear colegas, amigos ou refletir sobre a importância do trabalho, uma mensagem especial pode fazer a diferença. Encontre frases inspiradoras para celebrar essa ocasião com gratidão e motivação. Escolha a que mais combina com o seu sentimento e compartilhe!
O trabalho dignifica o homem, enobrece a alma e nos coloca mais próximos dos nossos sonhos. Um feliz Dia do Trabalhador!
Feliz Dia do Trabalhador! Gostaria de felicitar todos os trabalhadores que, com garra e muita determinação, exercem suas funções por todo este país. Todos vocês merecem respeito, dignidade e uma chance honesta de realizar os seus sonhos.
Para todos aqueles que acordam cedo, faça chuva ou faça sol.
Para todos aqueles que se desafiam.
Para todos os que ousam pensar fora da caixa.
Para todos aqueles que lutam pelos seus sonhos.
Feliz Dia do Trabalhador!
Em uma época de Natal onde todos comemoram em suas casa com a mesa farta em uma atmosfera de alegria e felicidade
Havia uma idosa bem velha em sua casinha velha e humilde com um semblante cansado e tristonho
Que ficava na janela como se esperasse por alguém todos os natais eram assim
Muitos a via lá na janela mas ignoravam é só uma velha
Ao chegar a noite era possível ver as casas cheias de luzes brilhar as famílias alegres cantando músicas naftalina
A velha idosa fechava sua janela apagava suas luzes e deitava pra dormir
O Natal passava e as pessoas voltavam a suas rotinas e assim a vida seguia seu curso como um rio
Um dia as vésperas de um Natal a velha idosa morre
Todos se juntam movidos pelo espírito natalino e fazem uma coleta e assim entram a velha que não tinha ninguém
O Natal chega o grande dia em que todos se alegra
Então já se aproximando da tarde do dia de Natal
Uma carruagem imponente e chique para em frente a casa da velha idosa e sai um homem bem alinhado e com ar de grande bate na porta
E derrepente chama inquieto mamãe cheguei!
Uma vizinha com ar de estranhamento
Pergunta senhor o que deseja
E o homem arrogante e imponente responde
Em curto tom
Por minha mãe
Ela mora aqui
A vizinha educadamente é com muito jeito o relata
Sua mãe faleceu dois dias atrás e nós nós juntamos fizemos uma coleta e a enterramos
E desde então a casa está fechada com os pertences dela
Ela entregou a chave
O homem entrou
Tudo estava arrumado e limpo
Fotos dele com sua mãe quando era um jovem rapaz
Hoje já um homem maduro de meia idade
Lamentou sentado aos pés da cama por um tempo
Sai devolveu a chave e partiu dizendo que não voltaria mais com os olhos em lágrimas.
O último Natal
Situação de Rua II
Uma águia trocando o bico a garrido
Além da alta montanha o reclama,
Esperando sozinha, sem alarido,
Aquém seu instinto o proclama.
Alguém pedindo a outrem um ouvido
Sussurra sobre o ombro um problema,
Tentando sozinho, sem ter um abrigo,
Por um diálogo, para esquecer um dilema.
Como aliviar as dores na solicitude
Dos passos da vida, se em atitude,
Uma criança quer mais que um abraço??
Na escuridão de um rua sozinho,
Um andarilho, menino sem ninho,
Como a solidão de um grande pássaro!!
Degraus da Vaidade
A vida é feita em degraus,
e cada degrau, uma entrega.
Subimos com esperança,
mas a escada é feita de brumas.
O primeiro degrau brilha com sabedoria,
mas logo aprendemos que saber não salva.
O tolo e o sábio partilham o mesmo pó,
e o tempo apaga ambos os nomes.
No segundo degrau, plantamos com suor,
mas a colheita, por vezes, vai às mãos de estranhos.
O herdeiro não labutou,
mas ceifa o que não semeou.
O terceiro é o do propósito —
mas há planos que não nos pertencem.
O Altíssimo ri dos acúmulos dos ímpios,
que servem, sem saber, aos justos.
O quarto degrau é o sucesso,
espelho dos olhos alheios.
Corremos por glórias vazias,
esquecendo que pó não segura troféus.
O quinto degrau é o da solidão dourada:
o homem que junta, mas não se alegra,
sem mãos que lhe toquem o ombro,
sem olhos que o chamem de irmão.
O sexto é a coroa da fama,
que brilha até o trono se esvaziar.
O povo esquece o nome do rei,
e suas obras morrem com seu eco.
O sétimo é o ouro que nunca basta.
Quem ama a moeda,
nunca ama o bastante.
A alma faminta não se farta com cifrões.
O oitavo é a cobiça —
o desejo de sempre mais.
Mas o que se contenta com pouco
já possui o que o mundo inteiro busca.
O nono é o riso sem alma,
o som dos espinhos queimando em vão.
O tolo se diverte com fumaça,
e não percebe a cinza que resta.
O décimo é o louvor aos perversos:
morrem os maus,
e recebem flores da mesma cidade
que sofreram por seus feitos.
E assim subimos os degraus,
cada um ensinando o peso da vaidade.
Mas mesmo em meio ao vazio,
há sabedoria para quem escuta.
Pois o homem sábio
não nega os degraus,
mas sobe por eles
com olhos no alto —
onde não há vaidade,
só eternidade.
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