Carta de São Paulo a Coríntios

Cerca de 351 carta de São Paulo a Coríntios

São Paulo, 07 de setembro de 2015.

Epístola-22
Fragmentos de mim


Estava chovendo...
Naturalmente te acompanhei até o carro, nos despedimos e eu voltei para casa, entrei no nosso quarto, deitei-me em nossa cama que ainda estava quente do nosso amor.
Deitei-me no seu lado da cama agarrei-me em seus travesseiros e chorei.
Chorei muito, como se minha alma estivesse sendo arrancada do meu corpo a ferro e fogo, mas que, não apenas eu sentindo, também vendo e também executando.
Chorei por um bom tempo sem saber ao certo porque chorava, sei que me sentia magoada, furiosa, sentindo principalmente muito medo.
Amofinei as lágrimas que havia em minha face, instintivamente já proibindo que outras se atrevessem a surgir. Então cacei aquele ar! Aquele que só usamos quando a vida parece que vai nos deixar, aquele que é pouquinho, pequenininho, mas que tem o poder de afastar o fim.
Não sei como lidar com algumas destas “novas” descobertas, sinto-me definitivamente perdida, despida de astucia. Embora pareça ridículo, mas no fundo, bem lá no fundo sinto-me honrada e muito aliviada. Eu sabia que tinha um preço para ficar com você, sabia que a qualquer momento ele se manifestaria, pois sempre que pensava nisso, já tentava me prevenir de que nada seria problema para o tamanho do meu sentimento por você, imaginava que seria capaz de compreender tudo, de superar tudo para não ter que viver longe de você.
Não sei o que faço com todas estas informações, apenas sei que as que me fizeram chorar são menos importantes que as que e me elevaram como mulher, como ser humano e não estão sendo vividas como se deveriam.
Percebi que estou em sua vida, e isso me deixa extremante feliz, porque quando se ama alguém subitamente é na vida dela que queremos estar. Á magoa, a fúria e o medo surgem, emanam de saber que não apenas eu preciso e quero você, mas que há um dissimulado combate que eu não vou perder, porque nunca fui muito de lutar por nada pra mim, mas não quero e não vou abrir mão de você. Esta decisão é irrevogável.
Enide Santos 07/09/2014

Inserida por EnideSantos

Sonhei com uma feijoada.

Não qualquer uma mas com a do Bolinha de São Paulo.
Se você nunca comeu uma feijoada do Restaurante do Bolinha em São Paulo, por favor pare de ler agora. Não tenho tempo nem saco para explicar a tradição de mais de oitenta anos, como é montada e quem frequentou aquele ridículo templo pagão da gastronomia paulistana na Avenida Cidade Jardim no.53.
Não sei se a feijoada foi atriz, se o restaurante foi o palco, sei que o lugar lembrava muito a premiação do Oscar, já que além de nós simples mortais, centenas de celebridades iam se refestelar com restos de porco servidos em cumbucas de barro, substituídas tantas vezes quantas você pedisse.
Não sei como anda hoje mas o maior sucesso da feijoada era a fila que se formava na porta nos anos oitenta. Os mais ricos e famosos, as mais lindas e cobiçadas mulheres, os carros mais caros, as maiores motos paravam em fila dupla, tripla e no bolsão de estacionamento que se formava naquele entroncamento em frente ao finado Pandoro.
Nunca fui fã de feijoada e confesso, ia e pagava caro porque já estava bêbado de caipirinha e inebriado com o pandemônio festivo que era aquele circo.
Depois de começar a escrever fui dar uma olhada nas críticas atuais do restaurante e não recomendo nem o restaurante, nem que você leia as críticas, pois uma coisa sou eu falando e outra é você constatando que a fama de muitas pessoas e muitos lugares foram criados por falsas ideias do que representa a vida e o sucesso.
Chego à conclusão de que o sonho não foi com a feijoada do Bolinha mas com o que representou para mim e para tantos ideia de felicidade e sucesso naquela época.
Sem nenhuma cerimônia, nem tristeza, deixo de lado o sonho e a feijoada do Bolinha, lavo a cara na pia do banheiro, dou uma olhada furtiva no espelho e corro para o meu pão com manteiga, iogurte de frutas vermelhas e uma fatia de bolo com café expresso da dolce gusto, presente como todo mundo já sabe, da querida Amanda Palma.

Inserida por marinhoguzman

EU estive em uma exposição
de quadros de arte em são
Paulo , na galeria estava
sendo exposto 17 lindas
obras de arte abstrata ,
tinha um quadro lindo
que me chamou a atenção
fiquei olhando , mas não
conseguia ver forma ,
parecia montanhas ou
uma cachoeira , perguntei
para outras pessoas o que
você esta vendo , cada uma
tinha uma resposta , para
aquele lindo quadro . eram
varias interpretações , eu
fiquei curioso perguntei para,
o responsável da exposição
ele falou que era uma mulher
dando a luz a uma linda criança
em momento algum eu vi isso,
mas a obra era fabulosa .
"Eu fiquei pensando como as
pessoas , percebem as coisas
por ângulos diferente , imagine
que a vida seja esse lindo quadro
criada por um maravilhoso artista
DEUS , nos somos as pessoas
olhando essa arte e não compreendendo
o que o artista pintou....

Inserida por joaojoy

[VAMOS SE PERDER EM SÃO PAULO]

Vamos se perder em São Paulo
Sim, se perder em São Paulo.
Vamos sair do amargo
Sim, sair do amargo.

Vamos sorrir a mercê
Da morte que tanto nos vê
Vamos fingir conceber
O amor e a chave do além.

E se você quer aventura
Baby, eu sou a sua cura
E se você quer se perder
Baby, eu posso ser a sua bússola

Só se lembre de bater
Na porta lá pela madruga
Pois eu quero te conceber
O ato de toda essa angustiante luxúria.

Me beije a luz do luar
Me beije a luz do luar
Me beije a luz do luar
Me beije a luz do luar

Inserida por PeterJawnher

Empobrecimento de nossa cultura


O mais antigo museu de São Paulo, o do Ipiranga, está fechado ao público desde agosto de
2013. Detalhe, o museu é o mais antigo e recentemente completou 120 anos. Lá, estão obras
que representam a independência do País. No salão nobre do museu está exposto o quadro
Independência ou Morte, do paraibano Pedro Américo. Manchas cobrem o quadro de Marechal
Floriano Peixoto, o segundo presidente da República, o espelho que pertenceu à marquesa de
Santos, amante do imperador Pedro I, uma carruagem do século 19, está com a forração
rasgada. Na fachada do edifício, paredes sem reboco. Um acervo com mais de 150 mil peças,
100 mil volumes de livros e papéis manuscritos. Segundo informações da Universidade de São
Paulo (USP) responsável pela administração, é que o local precisa de reformas urgentes. A
previsão é que o museu será reaberto em 2022, para um País que conseguiu, em poucos
meses, erguer uma dúzia de estádios para Copa do Mundo de 2014.
O futebol é responsável pelo empobrecimento desse país. Empobrece a saúde, a educação, a
segurança, pois os investimentos que seriam voltados para essas áreas foram lançados para a
campanha da Copa 2014 (que, sozinha, custou mais que as três últimas juntas). Foi o
equivalente a U$$ 40 bilhões, segundo as autoridades de governo e empreitadas envolvidas na
obra. ,iCopas de outros países, como Japão e Coreia (2002), Alemanha (2006) e África do Sul
(2010), consumiram, juntas, U$$ 30 bilhões. O que será que está acontecendo?
Ver a nossa cultura e seus marcos apodrecerem para ver um bando chutando bolas e
ganhando milhões é uma ofensa a nossa honra cultural. Ainda dizem que “Copa do Mundo”
enriquece a economia do País. Acredito que “cultura” enriquece um país.

Inserida por GuilhermeLuiz

Morava no nono andar de um prédio no centro de São Paulo, pele morena, cabelos pretos e um alargador imenso na orelha. Lembro que ela tinha T.O. C e tinha objecção mortal por números por isso andava de quatro em quatro passos, e sem contar sua paixão por cigarros.
Tinha um piercing no umbigo e se achava a rainha da Inglaterra....

Inserida por gaspbm

Certa vez enquanto morava na Ilha Comprida.. acho que umas duas semanas antes de mudar pra São Paulo. Eu não sabia vender coxinha, então vendia picolé na beira da praia e vendia tudo. Meu salário era o piso da classe, o pagamento era um picolé, mas eu continuava sem dominar a arte da venda pois todo mundo me procurava pra comprar picolé, o que não rolava com as coxinhas. Ninguém te para na beira praia e grita. "OWWW TO PENSANDO EM ENTRAR NO MAR, ME DA UMA COXINHA AÊ. ou "AE ACABEI DE PEGAR UMA ONDA DHORA, DEU ATÉ VONTADE DE COMER UMA COXINHA." Não importa o produto, eu não sei vender no mercado.
mas nesse certo dia, uma lição valiosa eu aprendi... Vendi todos os picolés e o meu salário (um picolé) eu caminhei pela areia ostentando e sem querer ele caiu.. Sem querer podemos perder coisas que não vamos recuperar.

Inserida por WillFlauberth

Ressaca latina.

Eu estava no estopim dos protestos em São Paulo, em junho do ano passado. Acreditei, engajado, na nossa Primavera. Estampei mais de 1.000 camisetas, no meio da rua, no chão, sem se importar com as pontas dos dedos sangrando ou com a polícia exercendo seu pior "papel" sobre mim e sobre os meus pares.

Hoje, porém, estou estarrecido. Não pelos 7x1, apesar de ter torcido pela nossa Seleção. A ânsia de vômito é por causa de milhões de posts de brasileiros - alguns amigos próximos - que estavam achando tudo lindo até ontem e precisou perder no futebol - não uma derrota simples, uma derrota de 7x1 que sacode qualquer sonso - para soltar seu primeiro grito estérico e mal elaborado de protesto nas redes sociais.

Pois saiba: #vocênãomerepresenta!

Se o placar fosse ao contrário, 1x7 para nós, você não estaria achando o SUS tão ruim (até porque você tem plano de saúde), o ensino tão precário (porque você acredita que é crítico) e, até estaria pensando que acidentes como o do viaduto que caiu realmente acontecem de vez em quando (porque você não é engenheiro e não manja bulhufas sobre edificações).

A nossa derrota está em tantos pontos de exclamação de ódio recalcado. No nacionalismo sazonal. Está na porta do armário que se "abre" pelo motivo errado.

Uma pena, você merecia mesmo a vitória do Brasil.

#protesto #fifa #recalque #brasil #seleção #7x1 #ressaca #dilma #aecioneves #votonulo #politica #WorldCup #coxinha

Inserida por K.Novartes

Biografia de Marilina Baccarat de Almeida Leão.
Nascida em São Paulo - Capital, radicada em Londrina desde 1964. Escritora e músicista, com 13 livros editados.
Seu avô José Baccarat, foi prefeito e delegado de Santos na década de quarenta.
É acadêmica imortal, na academia de Letras de Vitória ES
Pertence a REBA - rede de escritoras do Brasil e pertence também a AJEB - associação de jornalistas e escritoras do Brasil.

Inserida por MarilinaBaccarat

Luzes da Cidade

É Incrível toda vez que estou chegando de avião em São Paulo e você vê a cidade aparecer iluminada na sua cara, milhões de luzes, um oceano de luz! Está tudo lá, pessoas, as janelas, as árvores, os semáforos, carrilhões de automóveis, e dentro desses automóveis pessoas rindo, outras com dúvidas, outras apaixonadas, dentro das casas milhões de histórias, uma mãe conversa com a filha enquanto costura, a filha pensa no cara que viu na rua, o cara que ela viu na rua passa em frente a uma árvore milenar que durou muito mais do que um décimo que ele chegará a viver e fica confuso.. Prédios, buzinas, correrias, O músico de rua toca Bob Dylan pra sobreviver, uma folha seca é pisoteada nos parques, uma moeda velha cai em um bueiro, os milionários jantam nos terraços, um mendigo come um pedaço de pão velho, é tudo é tudo a mesma coisa entende? é tudo igual, igualzinho! é tudo farinha do mesmo saco, e vai tudo para o mesmo lugar.. E você lá de cima estupefato para e pensa em tudo e se dá conta que somos insignificantes e mais um no meio de milhões de vidas, histórias e coisas …

Inserida por HandysKlaus

garoa

São Paulo, florestas de concreto,
pessoas escravas do tempo e perto,
das loucuras, pressas e vetos,
a garoa, insistente, tempo incertos.

Passear por estes vales cinzentos,
de pessoas vivaz e de conhecimentos,
felicidade as vezes, momentos inquietos,
livre o ser com pensamentos abertos.

Sob a terra sobrevivem,
por túneis, dutos, trilhos por si deslizem,
milhões por dia como formigas vivem,
periferias a quem se habitem.

Impossível descrever no ver,
toda essa loucura de sonhos para ter,
um cantinho, barraquinho para viver,
por ti garoa, outras vezes quero te ter.

Inserida por ChristianSantos

continuar a escrever
As vezes em meio a multidão do centro de São Paulo,paro e tento observa as pessoas e vejo algumas sorrindo outras chorando,observo também algumas bem serenas e outras iradas com uma simples pedra em seu caminho.
No mesmo instante me lembro de uma frase que dizem que a felicidade está dentro de cada um de nós basta buscá-la,onde andas tu ó felicidade que procuro desde do dia em que nasci chorando.

Inserida por TarsoHB

Sem Trafico De Órgãos !

Numa pequena cidade do interior de são Paulo chamada campinas vivia uma linda menina de pele escura cabelos pretos encaracolados seu nome era Lucia. Lucia tinha apenas um amigo seu pequeno diário onde Lucia falava em tudo o que sentia.
Lucia tinha um sonho de ganha uma boneca so que sua mãe não tinha condição de Le da uma mais num belo dia Lucia ia pro colégio mais todo dia ia mais cedo as 5:00 da manha Lucia ia pois ia conversa com seu amigo sol sua amiga rosa sua amiga margarida resumindo Lucia ia ver o jardim da praça mais dali Lucia viu um homem e o homem a chamou e disse pequena garotinha linda feita uma rosa o que faz por aqui sozinha sem ninguem a menina disse estou aqui moço para ver meus amigos e espera o seu Amadeu chega pra me da 20 Centavos que sobra do pão que ele vem compra todos os dias na padaria e daí cada dia seu moço venho aqui ai ele me da o troco o homem disse menina bonita pra que voce quer esses 0,20 Centavos? A Menina com o olha meigo disse pra compra uma boneca para mim, pois minha mãe não tem condições de compra à boneca que eu queria dês de que eu tinha apenas 7 aninhos o homem disse menina eu sei onde voce acha grandes bonecas e não precisa paga nada e so me acompanha venha vamos. na escola a professora Catarina fez a chamada Amanda presente beatriz presente Daiana presente Lucia todos disseram falto a professora disse Lucia faltou não pode ser o que aconteceu? Então a professora preocupada ligou pra mãe de Lucia a professora ligou e perguntou Dona rosaria cadê a nossa pequenina a mãe preocupada disse a menina já foi pro colégio já faz um tempo a a professora disse a menina não esta aqui então a mãe de Lucia dona rosaria ligou pra policia e denunciou a policia foi atrás da menina e não acho mais não desistiu passou 3 dias depois de anunciar em jornais em programas de TV a menina foi achada numa caverna sem seus órgãos morta a mãe entrou em choque passou anos e anos messes e messes a mãe virou coordenadora da igreja então se juntou com policias papas bispos padres e escolherão o tema da campanha da fraternidade de 2014 então passou se horas e horas e decidirão o tema e FRATERNIDADE E TRAFICO HUMANO e o lema e “ E PARA LIBERDADE QUE CRISTO NOS LIBERTOU “

Inserida por melissanobre123

Aperte o Play porque São Paulo é um Videogame

Como já falei,
São Paulo é um videogame.
Cada estação é uma fase.
Uau!
Que loucura.
Agora entendi, é por isso que ela me atura, me captura.
Toda essa tensão seria muito para mim?
Até minha percepção fica abalada.
Putz!
Falei demais.
E ainda saltei na parada errada.
É muita divagação, reflexão.
Oh yeah!
Tenha fé!
Tu sabe como é.
Desce logo aí na Sé.
Você vai conseguir zerar o jogo,
por isso estou aqui pra lhe avisar de novo.
Perto do fim. Acredite em mim.
Vai ter um tal de São Judas.
Que tentará te trair, te enganar.
Saia de lá.
Corra de lá.
Se não me ouvir.
O último lugar você vai conseguir.

Inserida por NatanaelMarques


Gratidão. (
Ali estava eu novamente, no centro de São Paulo, se escondendo da chuva. Já havia estado ali pelo menos umas dez vezes. Era uma agência de emprego. Na noite anterior eu havia decidido, caso não conseguisse um emprego, voltaria para Santa Mariana, mesmo derrotado. Aquela era a última tentativa. A agência de emprego ficava no segundo anda do prédio.r Fui até o balcão, cumprimentei a recepcionista, já minha conhecida, ela me olhou e disse --"nada, não apareceu nada pra você.", . Havia umas cadeiras ali, iguais àquelas de escola. Me sentei e fiquei pensando em como arranjar dinheiro para a passagem de volta para o paraná. A minha situação era a pior possível. Fazia um mês que eu estava batendo sola em São Paulo.
Como eu não tinha uma roupa apresentável, usava um terninho de tergal, propriedade do meu irmão. Terno brilhoso. A camisa com a gola puída, dele também, sem o primeiro botão. A gravata meia boca e torta O sapato era um número menor e do meu irmão também. Para piorar estava com a sola furada. Dinheiro não havia. Aluguel atrasado e para piorar estava com uma gastrite daquelas. A coisa estava tão ruim que na noite anterior, eu tinha brigado com todos os santos, (meus assistentes para assuntos empregatícios), cada um trabalhando com dez por cento de comissão, caso me arrumassem o emprego, seria uma doação para uma instituição. Como não tinham conseguido nada, despedi todos, incluindo o chefe maior. Depois de fazer uma bola com o travesseiro, comprimindo a barriga para diminuir a dor da gastrite, dormi e sonhei com minha mãe.
Então, enquanto eu estava sentado na cadeira, pensando na volta para minha cidade, ouvi uma voz dizendo para recepcionista --"minha empresa está precisando de um funcionário, que seja bom datilografo, faturista, e que conheça um pouco de acessórios de peças. Aquele homem me descreveu. Eu sabia fazer tudo aquilo. Tinha sido faturista na Oleopar, trabalhei na oficina do João Bampa. Meu currículo era mais ou menos. Mas que depressa desci e fiquei, novamente sob a marquise, esperando aquela pessoa. Quando ela apareceu, entrei da frente dela e disse, --'moço, (era um homem) me desculpe, mas estava lá em cima, na agência e ouvi o senhor falar com a moça., eu sou do Paraná, sei fazer tudo aquilo que sua empresa está precisando, "por favor, me consiga esse emprego"“, estou numa situação horrível. Os olhos já acompanharam o pedido, se enchendo de lágrimas. Ele me olhou, e disse:
-- vá até a minha empresa, vou ver se consigo te ajudar, ah, na parte da tarde, tá bem?"-., que nada, fui me informando com as pessoas como chegar até aquele endereço e , depois de uma hora de caminhada cheguei na empresa Agrale. uma empresa gaúcha fabricante de tratores e motores.
Depois de umas três horas de espera. Sofrer com o cheiro do almoço de um restaurante ao lado, ele me chamou, e disse: --” faça uma carta solicitando emprego e coloque alguns dos seus conhecimentos, coisa simples. Depois que você datilografar a carta, vou te apresentar para o nosso gerente, é ele que vai fazer a admissão. Sentei na cadeira, coloquei o papel na máquina de datilografia e comecei. Na primeira batida subiram duas letras e ficaram encavaladas perto do papel. Segunda tentativa a mesma coisa. Terceira tentativa: não consegui regular o papel, comecei a escrever e as letras ficaram tortas. Nesse momento aquela pessoa se aproximou pediu para eu sair da cadeira, sentou e fez a carta inteira e disse: --"Olha, para todos os efeitos, foi você quem fez a carta." Colocou meu nome eu assinei e ele me levou até o gerente. Me apresentou e saiu. O gerente leu a carta, começou a fazer perguntas inerente ao trabalho que eu ia executar, caso fosse admitido. Quando ele me perguntou quais eram as minhas pretensões salariais, lhe disse que precisava ganhar, salário de hoje, uns ¨$1.000,00, não me lembro qual era a moeda, aí ele me olhou e disse que o salário para aquela função não era aquele, era o dobro. Sai dali empregado. Comecei no dia seguinte e fiquei uns três anos trabalhando na Agrale. Fui faturista e tesoureiro. Fiz cursos, viajei para a matriz, Caxias do Sul.
Já me sentido empregado na Agrale, abri uma continha no bar perto do lugar onde morávamos. À noite, com a barriga cheia, tive uma conversa séria com os santos e com o chefe. Pedi desculpas, expliquei a situação etc., e dormi igual um anjo.A gastrite nem apareceu.
Tenho uma gratidão muito grande pelo homem que fez a carta para mim. Se não fosse ele, quem sabe, talvez estivesse morando em Santa Mariana e a minha história de vida seria outra.
Hoje acho que aquela pessoa que me ajudou, foi a mesma da sorveteria, só que de terno e gravata ao invés de bota e chapéu de boiadeiro, quem sabe.

Inserida por IvoMattos

“É São Paulo que sustenta o Brasil ou o Brasil é que sustenta São Paulo ?
A cada operação bancária o lucro vai para a Avenida Paulista. O mercado aeroviário está majoritariamente concentrado em terras paulistas, assim como os maiores terminais de cargas aeroportuárias e portuárias. Quando usamos um aplicativo de compras ou de transporte pela internet o lucro vai para Barueri ou Osasco, assim como nas locações de filmes. A imprensa que consumimos está concentrada em SP, assim como as sedes das igrejas neopentecostais espalhadas pelo país. O comando da maior organização criminosa da América Latina, também fica na terra dos bandeirantes. A gente compra um remédio e o lucro vai para o laboratório em SP. O político tem uma diarreia e é imediatamente levado para um dos grandes hospitais em SP. “

Inserida por Peralta71

Doce Lembrança

Caiu mais uma noite nublada em São Paulo, surgiu a noite enluarada em Porto Seguro no formato, "doce lembrança",
Que momento maravilhoso para se recordar, que lugar lindo a beira mar para os meus olhos fechados festejar,
Eu e ela juntos olhando para a Lua e o mar, aproveitando alegremente das ondas de calor e de amor presentes no lugar,
Pequeno paraíso, grandes amizades, muitos brindes a paz e a felicidade,
Abre os olhos na metrópole em mais uma noite nublada, mas a minha mente continuava lá,
Porto seguro, um lindo momento, uma bela noite de luar, uma inesquecível recordação ao lado da minha amada.

Inserida por ricardo_souza_5

Eu que morei em grandes cidades como São Paulo por exemplo
Eu sempre percebia a indiferença de cada um por todos..as vezes por conta da correia do dia a dia das grandes cidades..parece que os outros ficam invisíveis aos olhos de cada um
Quem enxerga..enxerga com olhos julgadores e total preconceito as diferenças.."O que nos faz difrentes são atitudes"
Espero que quando esse vírus pasaar não continue fazendo vítimas..vítimas do preconceito.
Eu desejo que todos fiqum bem e que essa quarentena seja tbm um momento de reflexão
Que a gente possa entender que o maior vírus que a humanidade contraiu,é aquele que nos faz constituir muros e paredes entre os nosos semelhantes.
Que o partido político..religião e outos seja apenas a opção de cada um.
Que cor da pele seja entendida como obra de arte do criador
Que entendam que mãos e braços fechados não alivia a dor do seu irmão
Que religião não significa salvação...que seja uma reunião de amor doação e oração
Reflita que nossa verdade não é a verdade absoluta..a penas a nossa verdade
Que esse vírus seja lição..
Que vc possa entender que se tu e eu morrer agora vamos para o mesmo setor..no fogo ou no chão,na mesma situação..o que vai diferenciar é o tipo de caixão
O pó voltando para o pó que o criou
A alma sendo reclamada pelo criador..do sopro do criador ao tribunal julgador..Só o senhor tem o poder de julgar a cima de todos julgadores
Agora não podemos pegar na mão de ninguém e nem abraça--los...mas quando tudo isso passar que a gente possa distribuir abraços e apertos de mãos
E numa só corrente de amor..o nosso grito seja oração de gratidão
Que o amor seja plantado em cada coração...Que todas os muros que nos separam sejam pontes que nos aproximem
Que todas as paredes sejam apenas concretos no que há de mais concreto...que no meio de todas as paredes só existe uma unica porta que leva a salvação da humanidade...O amor...Jesus é amor
Tu conhece os dois maiores mandamentos?
Leia na Bíblia!

Se alguém diz: "Eu amo a Deus", mas odeia o seu irmão, é mentiroso. Pois ninguém pode amar a Deus, a quem não vê, se não amar o seu irmão, a quem vê. O mandamento que Cristo nos deu é este: quem ama a Deus, que ame também o seu irmão.

Bíblia Sagrada Jo. 4:20-21.

Deus abençoe a todos!
Cuidem-se
É o que deseja o seu amigo Luiz Sérgio Santana de Brito.

Inserida por luiz_sergio_santana

⁠Papai e o Palmeiras
Década de 80, zona oeste de São Paulo. Tinha uns 7 anos eu acho.
No quarto em cima da cama, acompanho junto com meu pai o jogo do Palmeiras pelo rádio
de marca SANYO (que tenho até hoje).
Está é a primeira lembrança que tenho do meu Verdão querido.
Não me lembro com quem estávamos jogando...muito menos o resultado...
Mas me lembro da apreensão e atenção do meu pai escutando o jogo...a cada ataque,
a cada entonação mais forte do narrador...
E isto se repetiu por inúmeras vezes...e foi assim que fui apreendendo
a ser o Palmeirense apaixonado que sou hoje.
E chegou o grande dia de ir a um jogo! Foi no velho Pacaembu. Que emoção!
Dentro do ônibus já não me aguentava de ansiedade...ver o meu time jogando no estádio!
Ao descer no ponto, já via a nossa torcida maravilhosa fazendo festa, com as bandeiras
verde e branco tremulando sem parar...
Aquele clima de uma partida de futebol que só sabe quem já foi...
Correria para comprar o ingresso...depois para entrar no estádio.
Agarro firme na mão do meu pai e vamos! Entramos!
Tudo é novidade pra mim. Vou olhando tudo. A torcida que cantava e vibrava como sempre...
As bandeiras, o gramado, toda movimentação dos repórteres e tudo que envolve o jogo.
Meu pai compra uma porção de amendoim com casca. Coloca em cima da arquibancada mesmo. Vamos comendo o amendoim aguardando o jogo começar.
E de repente começa um barulho da torcida. As bandeiras se agitam. É o nosso Verdão entrando em campo!
Muito emocionante ver o seu time do coração de perto.
Começa o jogo. Uns com radinho no ouvido. Uns sentados...a maioria de pé...
A tensão é geral. Alguns xingam, outros ficam em silencio.
E o momento mágico acontece: Gol do Palmeiras!!!
Sinceramente não me lembro como foi...quem marcou, nada...rsrs
Só me lembro do meu pai me pegando e colocando em cima dos seus ombros...
Nós gritando sem parar...Olê Porco...Olê Porco...
Ah que lembrança gostosa...que saudade!
Mas aquela década de 80 foi sofrida para nossa nação alvi verde...
Chega a década de 90...já estávamos a 17 anos na fila...era hora de acabar com isto...
Sábado, dia 12 de junho de 1993.
Estou com meu pai a frente da TV. Tinha 15 anos. Final do campeonato Paulista contra o nosso arquirrival...
Estamos bastante nervosos como todos os outros torcedores.
Bom...o final todos sabem...A alegria foi imensa! A primeira vez que vi o meu Palmeiras ser Campeão!!
E muitos jogos se passaram...acompanhando pelo rádio principalmente ou assistindo pela TV.
As vezes a gente discutia por causa de alguma opinião diferente sobre o time,
sobre algum jogador, etc... Mas nada sério...
Tirávamos sarro dos colegas e amigos de outros times quando ganhávamos...
E éramos zoados também quando perdíamos...
Mas tudo na paz, sem brigas ou magoas. Que tempo bom.
Em Abril de 1996, meu amado pai se foi...
E acompanhar os jogos do Verdão sem ele nunca mais foi a mesma coisa...
Mas continuei, continuo e continuarei torcendo para este time maravilhoso
que meu querido pai me ensinou a amar!
Saudades papai! Avanti Palestra!

Inserida por eduardoengracio

⁠UM AMOR NATURAL DE SÃO PAULO

Ah, amor doído, me maltrata
Saber que fui apenas recreio
Que inda arde no peito, creio
Que a dor me teimará ingrata

Com o engano, verídica errata
Ardo na agrura e no devaneio
Mas com o tempo, tu, receio
Irá se calar na súplice serenata

Os teus olhos deixarão de ser:
A força e planos no meu olhar
Tudo gira, no eterno aprender

Nego-te o meu sofrer e pesar
Se lamento é para te esquecer
Nesses versos de amor e amar!

© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Agosto de 2020, 31 – Triângulo Mineiro

Inserida por LucianoSpagnol