Carta de Filho que Morreu de Cancer
Ela
Que nasceu de um amor, que cresceu de uma dor, que morreu algumas vezes, mais renasceu.
Ela
Que agora só quer cantar para espantar as incertezas, na certeza de que a vida vale apena ser vivida, mesmo que o sol as vezes não apareça e o dia fique cinza e as nuvens carregadas como seus olhos cheios de lágrimas.
Eu não estou dizendo que dependo de você pra viver. Eu nunca ouvi dizer que alguém morreu de amor, a não ser um louco ou outro que não soube lidar com seus sentimentos e por não aguentar o peso da própria culpa, tenha se jogado de uma ponte, ou se atirado na frente de um carro. Isso é coisa de quem não tem estrutura, isso não é amor é loucura, amor é diferente, e eu apenas a amo. Eu não vou parar de respirar, as coisas não vão deixar de acontecer por isso. O que estou tentando dizer é que viver com você é a melhor coisa do mundo, e que se isso é algo que nos faz bem, então não há porquê pensar em não viver. O que eu quero dizer a você é que temos tanto em comum dentro de nossas diferenças que deixamos o que menos interessa de lado, algo que incomoda fica de fora. Juntos somos nós, e o que seria este Nós se não fosse juntos? Seria um eu aqui e você aí na sua vida cotidiana, sem morrer, mas sentindo falta do algo mais. Sabe, ainda quero um dia de sol forte e céu azul, dirigir contigo do lado, acelerar o carro sem muita pretensão de velocidade pra poder curtir cada minutinho respirando do mesmo ar que te entra no pulmão. Eu sei que vai querer ouvir clássicos do rock no último volume, batucando os dedos no painel. Quero vê-la abrir os vidros e pôr o braço pra fora, como se puxasse o mundo pra dentro. Quero vê-la de óculos escuros e o vento soprar seus cabelos finos e pesados. Quero ouvi-la cantar num inglês cheio de falsetes acompanhando a pegada de cada nota certa, de cada acorde solitário. Quero parar contigo num barzinho, destes de beira de estrada, só pra te pagar uma Coca Cola e ver você tomando com gosto, em canudinhos coloridos enquanto o suor desce da latinha que não terá o seu nome e nem o meu. Não me interessa se estará escrito Sabrina, Marilia, Alberto, Fran, Joaquim, Maísa, Renan, Raissa, o que me interessa mesmo é ver você comigo, sentada numa daquelas cadeiras de plástico rabiscadas de caneta, do lado de fora, rindo das besteiras da vida. Ainda quero estar contigo à tarde, numa pedra bonita de frente pro mar. Quero ver você entre minhas pernas, encostada com a cabeça ao meu peito, enquanto eu meço na ponta dos dedos toda extensão da circunferência onde nossos olhos alcançarem. Quero dizer a você que todo aquele azul é o meu mundo, é tudo que tenho e respiro. Dizer pra você que tudo aquilo será seu, se quiser ficar.
Ricardo F.
Ela morreu
Do nada
Deixou de existir
Sem sinais de violência
Sem corpo
Só se foi
Um dia nasceu e ela não estava mais ali
E não restava traço algum de sua existência
Mas não se engane
Ela não morreu subitamente
Foi lento
Dia após dia
A cada beijo negado
A cada abraço não dado
A cada pedaço de amor suplicado
Ela morria mais um cado
A cada vácuo
A cada amor dado
Desperdiçado
A cada lágrima que escorria
Ela morria
A cada sorriso forçado
A cada desprezo disfarçado
A cada açúcar tragado
Em busca de alegria
Ela morria
E no fundo ela sabia
Que aos poucos ela sumia
E ainda tentava avisar
Que um dia falta faria
E todos a volta se riam
A desacreditar
Mas então naquele dia
Sem se crer nem avisar
A cama acordou vazia
E se ela falta faria
Nem ela saberá.
Sábado Santo -
(... de Aleluias)
Sábado Santo! Dia de silêncio ...
Jesus morreu por nós! Meditemos ...
Tudo está fechado em redor - ao redor
de cada um!
Foi traido pelo mundo.
Negaram-lhe uma estrela.
Mais longe foi seu grito d'infinito ...
Os tumulos estão fechados!
Os mortos em suspenso!
Tudo parado à meia luz ...
E onde está Jesus?! Onde?!
Eu não gosto de Sábados!
Sabem a despedida ...
Porque lhe chamam santo se nele
somos impotentes?!
Já não sei a quem rezar!
Não há gaivotas nem marés ...
Jesus mandou-nos esperar.
A espera é tranquila, porém, triste.
Não lhe vejo ter um fim ...
De que valia dizer-lhe que não fosse,
era seu, o destino de ter que ir ...
Não gosto deste Sábado!
Quero um amanhã mais cheio de poesia
sem morte nem silêncio.
Porque esta é a noite em que a vida gera
Vida!
A morte é decepada ...
O negro cortejo de sombras desvanece ...
Aleluia! Vai-se a noite, virá o dia ...
Existe uma música que começa assim: "Tem dias que a gente se sente, como quem partiu ou morreu (...)" - Roda Viva, do Chico Buarque.
Hoje me sinto assim, com aquele sentimento de quem partiu e não volta mais.
Não partiu para outro plano, partiu para longe, dilacerando a alma e o coração.
A saudade é imensa de algo que não se pode ter, mas se pode olhar.
Não se pode tocar mas pode sentir.
O sentimento forte que invade sua alma, bastando apenas a lembrança de algo vivo que a cada dia permanece no mais profundo de sua alma.
Não há um dia, sequer, que não pense nisso.
Provalmente, não será nessa vida que se terá.
Mas certamente, um dia ou outro, germinará.
Leve-me ao topo Data: 27/01/2021
Alô alô
Como vamos nos entender
Seu seu valor pra mim morreu meu bem
Seu calor já foi
E meu gelo te esfriou
Em meus lábios
Sentiu meu veneno
E no que era pra provar o mel
Me fez provar o fel
O que vi além da escuridão
Algo pior
Que entre nos morreu ali
Você não vê
O que sinto
E eu não ouço o que diz
No fim estou perdendo tempo
E as horas estão passando
E eu falando
Dos mares dos prazeres
Da solidão
Da raiva
Da tristezas
Dos segredos
E dos mistérios que esta no seu olhar
O luar sombrio nos espanto
Mais você fico no caminho que continuei
Não digo seu nome junto mantemos silêncio
Leve até o horizonte
Leve- me ao topo
E tome mais um drink
Me diga seus segredos
E eu revelarei os meus
Partiremos antes do amanhecer
Porque o que tenho a dizer
Não e mais um jogo
Mais sim lágrimas
Dores
Alegria
Dance dance
Será prazer
A brisa estará lá
E a escuridão nos acompanhara
E na presença de um ser
Que não podemos dominar
Mais temos que manter segredos em nossa cabeça
Pra ele nunca mais voltar.
O relógio parou. O mundo acabou. Você morreu ou algo trágico aconteceu. E agora? Tudo o que fez valeu? Percebeu?
O que te encantou? Quem amou?
O que ensinou? Os sonhos que sonhou...
A vida é um grande aprendizado. Seja feliz com quem está ao seu lado. Mas seja feliz com sua própria essência. De Deus procure estar na presença. E faça a diferença, antes que o inesperado aconteça!
Saudade Parada -
Trago a alma já cansada
no viver da madrugada
num sonho que morreu,
trago ao peito uma loucura
no esperar de uma ternura
que da vida se perdeu.
Levo no corpo a solidão
vazio e dor na minha mão
num passar de despedida,
ai minha vida sem nada
minha saudade parada
numa sombra esquecida.
E em cada noite escura
sinto em mim outra amargura
na cama onde me deito,
e adormeço a persistência
de sentir a tua ausência
à deriva no meu peito.
Nosso amor não morreu
Precisa de uma chance
Essa dor temos que evitar a todo instante
Esse amor que na luz do seu olhar eu vejo
O calor sobe quando provo do teu beijo
Uma noite apenas com você não dá
Pra te dar toda paixão guardada em mim
Meu bem, nós não podemos nos separar
Precisamos evitar o fim.
Chegou. acabou. Sorri.
Me aprofundei. Deixei sair até a última palavra. Acabou, morreu. Sentimento aumentou. Se alimentou sozinho num mar de rosas puras e sem vida.
Pensamento foi mais além, sem saber a saída. A luz ele perdeu. O escuro amanheceu. A entrada desapareceu, e a esperança se deu. Me assustei ao ver o nada, ao ver minha alma completamente feliz, procurando um lar, num labirinto escuro, e sem fim.
Percebi que não havia mais o que procurar, então deixei o tempo passar. Os ponteiros do relógio eu enxerguei, olhei intensamente e me perdi em cada segundo que se passava ali. Mais uma vez me peguei, então voltei. Não sabia mais. E os ponteiros continuaram à minha vista, até que eu pude acreditar num tempo infinito pra pensar. Mas pensar no quê? Só no porquê? E o porquê, se foi por quê? As dúvidas se criaram e transformaram-se numa grande e intensa luz. Mas não consegui chegar até lá. Faltam forças para andar. Faltam palavras para falar. Falta coragem para fugir.
com perfume da morte
sois deleite que morreu,
o destino se perdeu,
morte foi desatada,
no meu triste sentir,
profundo se perdeu,
no fundo da minha alma.
tudo esta morto,
nada tem vida,
pois tocou meu coração,
conto os dias,
conto as horas,
nada faz diferença,
nesse mundo de dor,
o prazer é uma dor infinita,
que destino é esse?
entre esses porque se perdeu?
por fim tíbio meus pensamentos.
meus fantasmas são parte da minha alma.
por celso roberto nadilo
HERESIA
Te engulo como quem já morreu de fome. Com os olhos cerrados na vertigem do teu cheiro. Te tomo como anjo que escolhe cair não por pecado, mas por desejo de habitar tua alma, como quem entra sem pedir licença, nu de si mesmo.
Sou ausência que arde sob tua pele. Memória do toque mesmo sem o toque. O silêncio entre nós virou idioma. E tua respiração, confissão.
Cometemos a heresia da carne como quem reza com o corpo. Sem culpa. Sem o peso dos que condenam.
Te envolvo sendo, às vezes febre, às vezes brisa. Num abraço onde o mundo silencia e só resta esse instante: nós. Em transe. Em verdade. Em tudo que não nos cabe.
Se há uma força nisso, é aquela que dilacera e acalma. Que fere com ternura. Que transforma a heresia do desejo carnal em uma forma de permanecer, mesmo quando os corpos se afastam.
Augusto Silva
Despedida de um Romântico
Sou um antigo romântico...
Mas o romantismo, esse, morreu em mim.
Deixar as emoções tomarem conta já não faz bem.
O romantismo é uma linguagem que poucos ainda entendem
e demonstrar demais, hoje, só afasta.
Por isso, guardo esse lado em gavetas trancadas.
Seja como o gelo: frio, distante.
Ou, às vezes, como o fogo:
acende por instantes, aquece por minutos... e depois se apaga.
O antigo romântico se retira de cena.
O romantismo se foi.
Talvez quem sabe, um dia volte.
Gabriel da Silva Salvador
Pensamentos da Madrugada
O homem morreu de fome. E quando já era tarde demais, serviram comida no velório. Não é metáfora. É o retrato do quanto as pessoas se importam... só quando já não dá mais tempo.
Todo mundo diz que vai ajudar, todo mundo jura que se preocupa, mas a verdade é que quase ninguém está disposto a fazer algo enquanto você ainda está respirando.
Preferem te aplaudir no caixão do que estender a mão quando você ainda podia ser salvo.
Gostam de parecer bons — não de fazer o bem.
Então entenda: se você espera ser alimentado pela compaixão dos outros, vai morrer com fome. E ainda vão dizer que você partiu em paz.
"Estou ali..."
Estou ali, quem sabe eu seja apenas
a foto de um garoto que morreu.
No espaço entre o sorriso e o sapato
há um corpo que bem pode ser o meu.
Ou talvez seja eu o seu espelho,
e olhar reflete em mim algum passado:
o cheiro das goiabas na fruteira,
o barulho das águas no telhado.
No retrato outra imagem se condensa:
percebo que apesar de quase gêmeos
nós dois somos somente a chama inútil
contra o escuro da noite que nos trai.
Das mãos dele eu recolho o que me resta.
Chamo-lhe de menino. E é meu pai.
UM GRANDE AMOR NÃO MORRE
Profª Lourdes Duarte
Meu amor por ti não morreu se fez cinza ou,
Densas nuvens na imensidão do meu eu
Um grande amor não se esquece, ele apenas adormece,
No vazio das noites escuras estremece o meu ser.
Reviver o passado será uma aventura
Mais perigosa que arriscar meu futuro
O amor me faz viver, reviver, inventar e reinventar;
Perder, ganhar, aprender, compreender e sonhar.
Manterei assim, lembranças e saudade,
De tudo que restou daquele amor que o medo guardou,
Na certeza de que não existe mais tempo para nós
Mas, nesse amor encontro mil e uma maneira de viver!
Adoraria retornar no tempo
Não tanto para reviver momentos felizes,
Mas para que meus sonhos se tornassem realidade
E os muitos desacertos em plena felicidade.
Lembrar do nosso amor,
É reviver um pouco aquilo que ficou
Se é bom não sei, pois essa minha insegurança,
Nada mais é... Meu grande amor acordou!
O poeta morreu
No entanto sobreviveu, a um cruel tirano,
que lhe fez encomenda, de narrativa heroica,
o poeta criou parábola, como homenagem
Aos tiranos sem coragem.
Este enfurecido ordenou a decapitação,
O poeta não tinha cabeça, tinha uma luz no coração
Brilhando...
Arrancaram-lhe o coração e deram aos cães,
Estranhamente a luz mais brilhava, iluminando a multidão
Que delirante sorria e dançava, festejando.
O tirano se retirando.
Largas passadas, seguido de sua guarda, que entoava a toada
Declamada do poeta.
O poeta viveu muitos anos, sem cabeça e sem corpo,
apenas com a luz brilhando, escrevendo poemas e rimando,
invisível, era visto em bares, iluminados pela luz.
Contam que um dia uma outra luz, surgiu,
e em harmonia, levou-o para ninguém sabe.
Sabe-se que até hoje,
a toada simples e ritmada,
é cantada.
– Shtriga –
- Ela conseguiu? fala logo!
- Não, ela morreu
- Por que ela morreu, ela comandava todas as possibilidades, ela sentiria tudo verdadeiramente, eu não entendo, ela era pura, apesar de adulta!
- É à Shtriga jovem Rey, quando aparecem, não há vida, ela suga toda energia vital.
- Não, não pode! Por que ela aceitou ir!... Por quê... (choro, soluços e grito)
- Às Shtriga desfarçam-se jovem, ela nunca imaginaria, ela estava ao lado de quem amava, guardava boas lembranças, à Shtriga não perdoaria.
- Eu não entendo Jêdie, não consigo entender.
- Às Shtriga são seres amigáveis, tomam formas dos outros, sugam energia que elas desejam, jovem Rey, ela lutou, ela foi forte
O homem que não sabia amar
Me disseram que ele morreu sozinho
Mas semana apertei a sua mão quando voltava para casa
Ele acreditava nas pessoas ...
Ninguém acreditava nele
Mandavam ele embora
Diziam que tudo ia passar porém o fizeram acreditar que ele não era bom
Ele gostava de abraços e se cercava de amor
Ficava sem palavras em gratidão
Ninguém se importava ...
O homem que não sabia amar
Morreu sozinho
Ontem vi ele sentado escutando música e vendo o pôr do sol
Também acho que ele estava errado
Mágoa
Os sonhos perderam-se com frigidez do tempo
O que era para ser apenas um começo
Morreu antes de nascer
Na calmaria veio forte vento
Emoções agitaram-se numa bandeira de trégua
Mas já era tarde
Sobrevive somente um último suspiro
O desgosto ressurge iminente face a face
Os olhos vermelhos não demonstram sentimentos
O passado por instantes dominou o presente
Todas as chances sepultaram-se em um silêncio vazio
Soluços controlados prevalecem à clareza das palavras
Pensamentos propagam-se em vãs formas fúteis
E em uma troca de olhares inúteis decidem
É hora de partir
Não há mais motivos para esperar o que se tornou fatal
O enfraquecido tudo que existia não tem mais valor
Seguem-se caminhos distintos com destino sem volta
Onde como bagagem restou somente a mágoa
Autor: Jorge Jacinto da Silva Junior
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