Carta de Amor Distante
Sinto em minha mente ecos de uma época distante.
Estranhamente vejo passar o que sinto como:
O espírito retratado da maneira de pensar,
Sentado à uma cadeira, observando o movimentar.
Quem diria este voltava-se ao universo, novamente
Para aprender sobre o passado e o presente, entre
Expanções e contrações de uma consciência direcionada,
a tentar compreender sobre esta evolução premeditada.
Há dias em que o passado me chama, não por meio de palavras, mas como um murmúrio distante que arrasta as folhas daquilo que um dia fui.
Observo essa voz e nela contemplo rostos que já não se recordam do meu; lugares que outrora sustentaram o meu riso e que agora permanecem vazios.
A nostalgia assemelha-se a um espelho quebrado: tento perscrutar suas frestas, embora delas eu sempre saia ferido. Tudo o que fui encontra-se do outro lado do tempo — uma carícia jamais retribuída, uma casa cujas portas já não se abrem, um perfume que paira como um eco entre minhas mãos.
Por vezes, penso que meu corpo não passa de um mapa das perdas, um inventário daquilo que não soube preservar. Desejo recomeçar, mas sei que não me é possível.
Não porque desconheça o caminho, mas porque se trata de uma estrada sem retorno — e é impossível regressar.
POR QUE A GANÂNCIA DE THANOS O LEVOU À RUÍNA E AO DESESPERO?
Lá bem distante, quando os deuses (vigilantes) concederam poderes aos homens, como forma de rebeldia contra Deus, ensinaram aos homens como fabricar armas, como fazer evocação, vodu e encantamento, tanto para o bem como para o mal. Quando estes segredos nos foram revelados, Deus colocou uma barreira entre nós e ele, porque a maldade se alastrou de tal forma na terra que os gritos e clamores dos inocentes chegaram até aos céus.
Quando Deus olhou para baixo, viu que os homens dominavam também os segredos dos céus. Isto fez com que Deus se arrependesse de ter criado o homem e não a humanidade. Foi através da rebeldia dos vigilantes, e seus ensinamentos e segredos revelados aos homens, que causou com que países entrassem em guerras e religiões fizessem cruzadas.
Estes segredos e ensinamentos fizeram com que os homens se prejudicassem entre si e também a mãe natureza. Os vigilantes não prejudicaram e corromperam só a terra, mas também o mundo das galáxias. Foi onde houve uma guerra entre homens e seres altamente poderosos.
Na galáxia houve um homem chamado Thanos. Ele viajava de planeta a planeta, em busca das joias que concediam poderes e controle naquele que as possuía. Só para ele conseguir estas joias tinha que devastar, matar, assassinar e oprimir.
Destruiu quase todos os planetas da galáxia só para ter estas joias. Quando conseguiu as quatro joias, ficou tão feliz que pensara que tinha conquistado tudo. Mas ao perceber que faltara uma, percorreu outros planetas para consegui-la.
Só que, ao descobrir que a Gamora conhecia o lugar da joia da alma, pediu que a levasse para lá. Ela, sabendo sua intenção, negou levá-lo, o que causou uma ira tão grande que colocou a sua irmã como opção. Caso não o levasse para lá, mataria ela.
Por amor à sua irmã, ela cedeu. E ao ceder abriu a porta para Thanos ter o controle de tudo e todos e de toda a galáxia.
Quando chegaram ao lugar chamado: Vormir, onde se encontrava a joia da alma, para obter a joia da alma lhe foi dito: que ele tinha que sacrificar o que ele mais amava. Só que durante a caminhada Thanos não revelara a Gamora que ele a sacrificaria para ter a joia consigo.
Ao descobrir o preço a ser pago para Thanos ter a joia da alma, Gamora descobrira que ela era o preço a ser pago. Notou que cometera o maior erro da sua vida.
Thanos, sem hesitação, pegara na sua filha amada, arrastando-a em direção ao local do sacrifício. Ela começou a gritar:
Pai não, pai não, pai não faz isso, eu te imploro, por favor.
Mesmo assim Thanos não deu ouvido à sua pequena e amada filha. Ao chegar perto da montanha, lançou ela abaixo sobre o altar dos sacrifícios das almas.
Ao ver a sua filha a cair numa distância de 5 mil metros, uma lágrima jorrou dos seus olhos... Thanos teve a sua joia, mas perdera a sua filha amada.
Vendo que não tinha nada para conquistar, e guerras e cruzadas para fazer, isolou-se no submundo mais distante, sombrio e desértico. Sentado na sua cabana, viu que tinha tudo: poder, influência, fama e autoridade, mas perdera as pessoas que amava e amavam-no.
Foi aí que ele caiu no desgosto e desespero... Caindo em si, começou a chorar amargamente porque a sua alma era e tornara-se um cadáver andante...
O mesmo erro cometido por Thanos tem sido cometido por nós hoje, enquanto peregrinos e viajantes errantes deste mundo tenebroso e corrupto.
Sacrificamos tudo para ter poder, fama, riqueza e influência. Mas tudo isto tem nos custado algo muito mais caro: A NOSSA PAZ, pelo facto de sacrificarmos tudo que possuímos, até as pessoas que amamos, tudo em prol do poder e da fama.
Quando isto acontece, só nos resta dizer e pedir: Deus me perdoa, porque pequei contra ti.
Busquei o poder como prioridade e não o amor como o segredo da felicidade...
Busquei o poder como prioridade e não o amor como o segredo da felicidade...
Maldito seja eu pelos meus pecados.
Tão distante da perfeição estou que, ainda assim, destruo-me todos os dias, na esperança de, ao menos um dia, alcançar um ponto em que exista em mim o mínimo de fé para acreditar que posso ser santo.
Mas, como esse dia tarda, continuo a me destruir — dia após dia, noite após noite.
E, a cada amanhecer, reconstruo-me… apenas para, mais tarde, destruir-me novamente, repetindo esse ciclo até o fim da minha vida.
Vinicius Monteiro Tito
Eu te vejo tão de perto
Mas você está tão distante
Será que vale a pena se arriscar?
Nem sei o pq eu penso nisso, acho eu nunca vou ter coragem o bastante
Na história em que um cavaleiro enfrenta um dragão para salvar a princesa, será que ele era forte e corajoso ou só um medroso que decidiu arriscar? Não sei dizer, mas o importante é que a existência do dragão não o foi suficiente para impedir o príncipe de tentar salvar a princesa...
De: Kauan
Para: A.J.
Eu te vejo tão de perto
Mesmo você estando tão distante...
Na história em que um cavaleiro enfrenta um dragão para salvar a princesa, será que ele era forte e corajoso ou só um medroso que decidiu arriscar?
Não sei dizer, mas o importante é que a existência do dragão não o foi suficiente para impedir o príncipe de tentar salvar a princesa...
Não seria uma má ideia seguir o exemplo desse cavaleiro imaginário...
De: Kauan
Para: A.J.
O Inferno Pode Ser Aqui
Às vezes, me pego pensando que o inferno não é um lugar distante, escondido em alguma dimensão desconhecida. Talvez ele seja aqui mesmo — na Terra que pisamos todos os dias.
Não por falta de beleza. Pelo contrário.
Vivemos em um planeta onde o sol nasce com perfeição, onde a natureza é generosa, onde há fartura suficiente para todos. E, ainda assim, há fome. Há gente com mesas fartas e gente sem um pedaço de pão. Há quem viva em palácios… e há quem não tenha sequer um teto para dormir.
E então eu me pergunto: que lugar é esse?
Cresci conhecendo um Deus, dentro da minha religião. Um Deus de amor, de justiça. Mas o mundo me mostrou que existem muitos caminhos, muitas crenças, muitas formas de enxergar o divino. Cada um defendendo sua verdade como única.
E talvez seja aí que começa o nosso erro.
Porque, enquanto discutimos quem está certo, esquecemos de fazer o que realmente importa: sermos melhores.
Às vezes penso na possibilidade de outras vidas. Será que estamos aqui para aprender? Para corrigir erros? Será que quem hoje sofre já teve muito, e quem hoje tem muito já sofreu? Ou será que tudo isso é apenas o reflexo das escolhas que fazemos agora?
Não sei.
Mas sei que existe algo dentro de nós — uma voz silenciosa, firme — que nos diz o que é certo e o que é errado. Chamam isso de consciência.
E, mesmo assim, insistimos em ignorá-la.
O ser humano tem nas mãos tudo o que precisa para transformar este mundo em um paraíso. Temos tecnologia, inteligência, recursos. Poderíamos acabar com a fome, diminuir a dor, dar dignidade a todos.
Mas escolhemos competir, explorar, destruir.
Homens poderosos decidem guerras. Crianças pagam o preço. Povos inteiros sofrem. E o planeta, silencioso, vai sendo ferido.
E às vezes, num pensamento mais ousado, me pergunto: e se tudo isso aqui for um tipo de sanatório?
Um lugar onde almas vêm para se tratar.
Como se viéssemos de outras dimensões, de outros tempos, talvez até de outras galáxias… carregando erros, culpas, excessos — e aqui fosse um ponto de passagem. Um purgatório da existência.
Um espaço onde temos duas escolhas: nos curar… ou nos perder de vez.
Talvez alguns estejam em processo de cura — aprendendo a amar, a dividir, a compreender.
E outros… ainda dominados pela própria escuridão.
Se for assim, a Terra não seria apenas o inferno.
Nem totalmente o céu.
Seria um lugar de decisão.
Diante disso, é difícil não pensar: se isso não é o inferno… então o que é?
Talvez o inferno não seja um castigo imposto por Deus. Talvez seja uma construção humana. Um lugar que criamos quando nos afastamos do amor, da empatia, do respeito.
E talvez o céu também esteja aqui.
Ele aparece nos gestos simples, na bondade inesperada, no coração de quem ajuda sem esperar nada em troca. No pouco que se divide. No muito que se oferece.
No fim, talvez a Terra seja apenas isso: um campo de escolhas.
Onde, todos os dias, cada um de nós decide — consciente ou não — se quer alimentar o inferno… ou construir o céu.
Nereu Alves
DIA TRISTONHO
Hoje é um dia tristonho para o sol distante que componho
Ruas de terra com plantações ao redor sorteiam as pétalas da nostalgia de menino.
O menino chora!
A descoberta nas areias desertas que o banho de água doce deixou.
Experimenta o amargo das gotas que lavam a face.
O menino chora!
A inocência trazida num rosto que mostra em cada sulco as marcas que a vida lhe deu.
Sem ar o menino chora!
Dormindo no carro, escondido na areia, saindo do barro...
O menino chora!
Amargor da angústia, aperta o peito que reopousa no leito.
Deitado reclama do estômago que incomoda.
Sorver o coro angelical numa despedida fúnebre é a cena que a peça nunca quis encenar.
Sabores e sonhos.
Formas e doces.
Temperos da vida. (Júlio Raizer)
O Jardineiro do Infinito
Havia quem procurasse o céu
como quem busca um tesouro distante,
cavando terras alheias,
seguindo mapas desenhados por outros.
Mas o céu não se escondia no horizonte
ele dormia, quieto,
no solo esquecido do próprio peito.
E houve um dia em que o viajante cansou,
largou as ferramentas do mundo
e, em silêncio, voltou para dentro.
Ali encontrou uma terra seca,
cheia de antigas dores e medos.
Ainda assim, decidiu plantar.
Regou com esperança,
adubou com perdão,
aquecendo tudo com a luz do amor.
E pouco a pouco,
brotou um jardim inesperado
não de flores comuns,
mas de paz, sentido e eternidade.
Então ele compreendeu:
o céu nunca foi um lugar a alcançar,
mas um jardim a cultivar
dentro do próprio coração.
Simone Cruvinel
Você tem razão…
estou distante do que é eterno,
e às vezes, distante de tudo...
Às vezes eu penso…
Às vezes eu sinto…
Às vezes eu amo…
Às vezes, sou feliz.
E quando essas partes de mim se silenciam,
é como se eu deixasse de ser por inteiro…
como se faltasse algo que ainda não encontrei.
Porque nada permanece,
o “sempre” não mora neste mundo.
Ainda assim, guardo em mim uma certeza serena
de que um dia serei completo,
quando encontrar aquilo que realmente importa
não só para o agora,
mas para a eternidade…
até que, em algum tempo, eu me torne uno com o universo,
sem precisar mais retornar.
E se esse dia ainda não for agora,
seguirei nesta vida ou em outras
até descobrir, enfim,
o que realmente significa amar.
Venho de uma época diferente.
Demasiadamente distante daquilo que o mundo se tornou.
Onde as coisas eram um tanto menos fragmentadas.
Não no sentido literal.
Mas há algo em minha essência
que nunca pertenceu completamente a este tempo.
E talvez seja por isso
que eu tenha buscado refúgio
nas ruínas silenciosas do passado.
Onde ainda havia silêncio na contemplação.
Nas marcas deixadas pelo tempo sobre as páginas.
E em diálogos que existiam apenas para serem sentidos.
Às vezes sinto
como se estivéssemos nos afastando
daquilo que nos torna humanos.
Não pela tecnologia.
Nem pela globalização.
Mas pela incapacidade
de manter vínculos reais.
E enquanto o mundo corre desesperadamente
em direção ao excesso e à distração,
minha alma ainda anseia
por profundidade.
De forma silenciosa.
Quase hermética.
Talvez seja por isso
que eu admire tanto aquilo que resiste ao tempo.
As palavras escritas à mão.
Os sentimentos que permanecem em silêncio.
E as raras pessoas
que ainda sabem sentir
em um mundo anestesiado por estímulos.
Porque no fim,
como escreveu Shakespeare,
“somos feitos da mesma matéria dos sonhos”.
E talvez o maior erro deste tempo
tenha sido transformar sonhos em consumo,
e almas em vitrines.
No vaivém apressado do Rio de Janeiro, onde o barulho dos ônibus se mistura ao canto distante do mar, ela caminhava como quem conhecia o peso e a beleza da própria história. Não precisava anunciar sua presença. Havia algo nela que fazia a cidade diminuir o ritmo por um instante — talvez o olhar firme, talvez a serenidade rara de quem aprendeu a atravessar tempestades sem perder a delicadeza.
Era morena, de pele aquecida pelo sol carioca, daqueles tons que parecem guardar o brilho dourado do fim de tarde. Os cabelos caíam livres, volumosos, dançando com o vento que vinha da orla, como se também tivessem personalidade própria. Mas eram os olhos que mais impressionavam. Olhos fortes, atentos, capazes de intimidar a arrogância e acolher a tristeza no mesmo segundo.
Quem a conhecia sabia: ela carregava uma força silenciosa. Dessas que não fazem espetáculo. A força de acordar cedo, enfrentar dias difíceis e ainda encontrar gentileza para oferecer ao porteiro, à vizinha cansada, à criança perdida no ônibus. Tinha opinião firme, voz segura e uma coragem que não cabia em discursos. Nunca precisou endurecer o coração para sobreviver à cidade.
Nas tardes de calor intenso, gostava de observar o movimento das pessoas enquanto tomava café perto da praia. Via o Rio em suas contradições — belo e caótico, duro e apaixonante — e talvez por isso combinasse tanto com ele. Porque também era assim: intensa, luminosa, impossível de ignorar.
E enquanto a cidade seguia correndo sem olhar para trás, ela continuava ali, atravessando ruas, dias e memórias com a mesma elegância de quem entende que ser forte não é deixar de sentir. É continuar sendo gentil, mesmo quando o mundo desaprende como.
SAUDADE REMOTA
Distante, num tempo bem distante daqui, o vi caminhando...
Parecia sem destino, pássaro ferido, que viajava entre mundos povos e dimensões,
Somente eu conseguia vê-lo e enxergar suas asas quebradas, somente eu conseguia alcançá-lo.
Impossível?
Talvez.
Mas aconteceu.
O meu desejo de tentar desvendar seus mistérios fosse tamanho, que me permitiu de repente ver muito mais do que imagens.
Eu entrei, dentro de seus pensamentos... E, li saudades, indecisão, certezas. Traumas, dores, ousadias enfim todas as nossas tragédias e dramas subterrâneos... mas ainda tocando ao fundo uma música em sua alma, o amor seu denso amor mantinha viva a esperança no futuro.
Ouvia ele dizendo para a si mesmo com uma lágrima invisível escorrendo pelo rosto. “Sinto saudades de quando você me levava pra ver a luz”. Eu me apaixonaria por você num instante, mas nunca deixei de amá-lo, mas prefiro continuar distante, sinto ciúmes e até uma dor por saber que outra esta contigo, mas talvez ela jamais possa fazer tão parte de ti quanto eu, que posso ouvir também seus pensamentos, apenas fechando meus olhos.
Pra estar contigo faço carinhos imaginários, te levo comigo nas noites e nos sonhos me perco.
Do alto de uma pedra eu o contemplei e uma leve brisa me tocava os meus cabelos, me imaginei fazendo caricias sobre o oceano, te vi entre as ruínas, seu olhar verde azulado foi o elo que me despertou para o infinito, o pássaro podia novamente sentir suas asas abertas, curadas e dançando com o vento.
Então ela acordou....
Beijos
Rê Pinheiro
Acreditar…
é o primeiro abraço que damos em nós mesmos,
quando tudo parece distante.
É confiar no passo, mesmo sem ver o caminho todo.
É saber, lá no fundo, que existe força onde hoje só há cansaço.
Acreditar é recomeçar com delicadeza,
é continuar — mesmo com medo.
Respira.
Fecha os olhos.
E acredita:
você é maior do que qualquer dúvida.
— Edna de Andrade
BOM DIA
Hoje eu acordei lembrando que Deus é silencioso, mas nunca distante.
Ele cuida da gente nos detalhes — no café quentinho, na brisa que entra pela janela, no abraço que chega na hora certa.
Que o dia de hoje seja assim:
um suspiro de alívio, um passo de coragem e uma fé quietinha que não precisa de barulho pra ser bonita.
Segue em paz, respira fundo.
Tem cuidado de Deus espalhado no seu caminho.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
O Peso do Tempo
Sonho estava tão perto, mas agora se tornou distante.
Mas se chegar esse tempo , realizo meu sonho, mas vou perdendo essa vivência cm pessoa mais importante
Mas se eu não realizar o meu sonho , quando não ter mais essa pessoa que é minha vida. Eu estarei só de idade e sem forças para começar de novo. Com o sonho posso ter a tranquilidade nao eterna mas que não dependa de ninguém
Ass Roseli Ribeiro
SONETO DO CÉU EM TEUS OLHOS
Não te considero deusa ou fantasia,
Nem estrela distante a cintilar;
Vejo em ti a mais singela poesia
Que o destino permitiu encontrar.
Não és um sonho feito de perfeição,
Pois és humana em teu jeito de viver;
Mas teu carinho toca o coração
Como a aurora ao amanhecer.
Quando caminho ao teu lado, em paz serena,
O mundo perde o peso e o desengano;
A dor se afasta, a esperança acena.
E então compreendo, sem qualquer engano:
Não és deusa, nem rainha, nem pequena.
és só verdade que em mim se faz serena,
Presença viva que o destino ordena.
Autor: Sandro Sansão da Silva Costa
Uma amizade distante.
Engraçado como a vida aproxima pessoas, mesmo quando o mundo insiste em mostrar distância. O universo mandou uma amizade pra mim, não sei se para sempre ou se pode ter um fim. Percebi que ela carrega dores que eu reconheço,
mas em versões muito mais dolorosas,
mais profundas,
mais silenciosas.
E talvez seja por isso
que exista tanta compreensão nas palavras dela.
Por que alguém que já atravessou tempestades grandes,
Já aprende a enxergar a chuva no olhar do outro.
Mesmo sendo de tão longe,
ela entende sentimento,
que muita gente perto não conseguiu entender.
Às vezes a vida une pessoas assim:
não para apagar cicatrizes,
mas para lembrar que ninguém precisa carregar tudo sozinho.
T.Lauren
Sentimentos
Diariamente, perco-me em pensamentos, a cabeça entre nuvens, distante de tudo. Encaro o espelho, buscando algo familiar, mas o reflexo me devolve uma expressão estranha. Sempre fui assim? Triste, vazio, remoto? Preciso admitir: não estou bem. Isso é inegável. Os olhos, sombrios e desolados, são prova suficiente.
Minha mente está abarrotada de preocupações, meu coração ferido e inquieto, como uma tempestade que nunca cessa. E você? Por que eu deveria conversar com você? Você, que insiste que adolescentes não têm problemas, como se nossa dor fosse menor, insignificante. Pois saiba: eu tenho problemas. Eu tenho sentimentos. Sentimentos que sua indiferença teima em ignorar, deixando-me à deriva, confuso, pior a cada dia.
Depois, com uma contradição cruel, você me pede para falar, para me abrir. Mas como? Como posso me expressar para alguém que nunca pergunta sobre meu dia, que sequer se senta ao meu lado no café? Alguém que me cobra palavras, mas nunca oferece ouvidos?
Quando minha alma não aguenta mais e transborda... ah, até o modo como meus sentimentos explodem parece te incomodar. E, no fim de tudo, resta-me apenas o consolo das lágrimas. Lágrimas silenciosas, que deslizam em um rosto cansado de lutar.
Choro por não saber lidar com tudo isso. Choro porque ninguém nunca me ensinou a cuidar de mim mesmo. E choro, sobretudo, porque você, que deveria ser meu refúgio, nunca me ensinou a lidar com meus sentimentos.
Tua presença se tornou coisa rara.
Tão perto o passo, tão distante o peito,
No frio abismo desse amor desfeito.
Queres do afeto os louros e as delícias,
As convenientes, cálidas carícias.
Porém, do amor recusas o tributo,
Calando a voz num silêncio astuto.
A tela fecha, a queixa vem tão pronta:
"A vida pesa e a fadiga aponta".
Mas cinco instantes para um doce aviso
Parecem-te a ruína e o prejuízo.
Gozar do bem sem ter a obrigação,
É a lei covarde do teu coração.
Onde o diálogo falta e a alma cala,
O desinteresse ecoa pela sala.
Se o nosso laço exige tal cansaço,
E preferes a fuga e o embaraço,
Recolho o meu afeto e a esperança,
Pois onde não há troca, a alma cansa.
