DIA TRISTONHO Hoje é um dia tristonho... Júlio Raizer
DIA TRISTONHO
Hoje é um dia tristonho para o sol distante que componho
Ruas de terra com plantações ao redor sorteiam as pétalas da nostalgia de menino.
O menino chora!
A descoberta nas areias desertas que o banho de água doce deixou.
Experimenta o amargo das gotas que lavam a face.
O menino chora!
A inocência trazida num rosto que mostra em cada sulco as marcas que a vida lhe deu.
Sem ar o menino chora!
Dormindo no carro, escondido na areia, saindo do barro...
O menino chora!
Amargor da angústia, aperta o peito que reopousa no leito.
Deitado reclama do estômago que incomoda.
Sorver o coro angelical numa despedida fúnebre é a cena que a peça nunca quis encenar.
Sabores e sonhos.
Formas e doces.
Temperos da vida. (Júlio Raizer)
