Carta a um Amigo Especial
Carta em Próprio Punho
Pensamentos, valem e vivem pela observação exata ou nova, pela reflexão aguda ou profunda de ser o ter, sem que o ter te tenha. Não menos querem a originalidade, a simplicidade e a graça do dizer. A vida é cheia de obrigações que a gente cumpre por mais vontade que tenha de as infringir deslavadamente. A mentira é muita vezes tão involuntária como a respiração. Esquecer é uma necessidade e a vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o caso escrito.
Capítulo XVIII –
CARTA QUE O TEMPO RASGOU.
Livro: NÃO HÁ ARCO-IRIS NO MEU PORÃO.
Joseph bevouir - Escritor.
“Nem toda carta enviada busca destino. Algumas apenas desejam ser lidas pelas mãos do esquecimento.”
— Joseph Bevoiur, manuscrito recolhido ao lado de um relicto de piano sem teclas.
Camille Marie Monfort,
Perdoa-me por ainda escrever.
É que há sons que não cessam —
mesmo quando o mundo silencia.
E há nomes que continuam exalando perfume,
mesmo quando já se foram há muitas estações.
Esta noite, enquanto as janelas se recusavam a refletir o luar
e os espelhos evitavam meu rosto,
ouvi pela décima vez ou milésima aquela gaita de fole espectral.
Sim, Camille…
a mesma que ecoava nas colinas do meu delírio,
com sua melodia lancinante,
como se um fantasma pastor estivesse a ensaiar seu lamento
por um rebanho que jamais existiu.
Mas hoje, ouvi algo mais.
Ouvi o acompanhamento insólito
de um piano lírico porém, não qualquer piano.
Não, Camille…
Esse não tocava notas,
mas sons secos,
golpes vazios de teclas que não mais se movem.
E então perguntei, para o teto da noite,como um exorcista cansado:
_Quem executa essa gaita de fole tão covardemente ao amor
que, até é acompanhada por sons secos vindos das teclas de um piano lírico
quando esse nem por anacronismo poderia assim existir?
Não recebi resposta, como era de se esperar.
Talvez fosse tua sombra que ali dançava.
Ou talvez e essa é a hipótese que me fere seja apenas minha culpa tentando compor uma sinfonia
com os restos do que não vivi contigo.
Fica, então, esta carta não como súplica,não como epitáfio,mas como o último gesto de um homem que aprendeu a sofrer com elegância,à tua imagem e semelhança a ti, tão somente a ti mesma.
Não peço que me leias.
Peço apenas que, caso a brisa leve este papel aos teus pés etéreos,não o pises.
Pois cada palavra aqui escrita
ainda traz o peso do meu nome
e a leveza do teu.
- Joseph Bevoiur
(ainda ajoelhado entre ruínas, onde o amor se transforma em som que ninguém ouve.)
Carta Lenta à Velocidade do Mundo.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
meu bem,
há em caligrafar uma carta
um gesto arcaico que resiste
como se a mão, ao traçar o contorno das palavras,
buscasse recuperar o antigo rito
em que a mensagem era também oferenda
e cada sílaba repousava
no silêncio atento de quem a enviava
mas o tempo, esse senhor impaciente,
anunciou a nova ordem
em que a pressa submete o afeto
e o correio, outrora cortejo cerimonioso,
foi mutilado pela urgência
até que a missiva, privada de sua demora,
se converteu em míssil
um projétil que fere aquilo que tenta alcançar
sendo assim
pergunto a mim mesmo o que fazer
como seguir escrevendo
num mundo que desaprende a espera
e teme a profundidade dos gestos?
ainda assim, e talvez por isso mesmo
insisto em lhe escrever
uma salva de ternuras
que não busca destino
mas presença,
uma pequena convocação ao eterno
para que saiba que, entre ruínas e ruídos,
há alguém que continua a lhe querer
na paciência do que é verdadeiro, e que cada palavra enviada
mesmo que perdida no vento
é uma centelha acesa
contra o desaparecimento, pois só o que escrevemos com a alma, perdura e segue respirando
na vastidão luminosa do que cremos.
Carta à Culpa
Cara a Culpa;
Você me acompanha por muito tempo, já superei você várias vezes mas você sempre dá um jeito de voltar e dessa vez você veio forte, mas saiba que a rejeito mais uma vez, você, apesar de sempre presente em minha vida, não é minha amiga, você é como uma erva daninha que tenta sugar a minha existência, mas não vou me entregar, vou lutar novamente até você virar uma lembrança que aparece de vez em quando, mas que não fica permanente a ponto de me assombrar, isso porque você não me pertence, eu não pertenço a você, eu não preciso e não quero tê-la na minha vida, estou disposta a lutar mais uma vez contra você senhora a Culpa e sim estou disposta a vencê-la novamente.
CARTA DE AMOR
Virá o dia
Em que meu sonho estará repouso sobre a escrivaninha
Em que não te pedirei para o julgar
Em que não te convidarei para o jantar
Em que não te direi para brincar na areia
Em que não elevarei sobre teu corpo o cobertor
Porque a noite se arvora fria
Então
Só nos meus versos encontrarás minhas juras de amor eterno
Não chores!
Nem muito alarde!
Apenas me entorpeci de luz e mistérios.
Carta I
De: Mirla Cecilia
Para: A Flor amiga e hóstil
Não me culpe pela hostilidade do mundo, que eu não te culparei pelos buracos dos pregos cravados e removidos, que marcam o meu corpo.
Não exceda repugnâncias sobre minhas afeições a ti aplaudidas, que minha urgência sentimental não perfumarás de desamor tua flor híbrida em mim.
Se cansas do singelo, deixes tua natureza cultivada, para se tornar fóssil da agressividade aleatória que inflamas sobre outros. Ontem um desconhecido a incomodou, hoje é o meu amor que se torna desconhecido em ti.
Carta de adeus
Venho por meio desta para dar meu adeus. Todos querem deixar sua marca no mundo, mas o mundo sombrio está. Lutamos com o mundo para podermos ficar no coração de quem em nossa volta está.
Não há nada mais prazeroso quanto estar dentro do coração de alguém, ver o seu amor em meio a pequenos gestos, como um "bom dia" todas as manhãs, ou uma tentativa de animá-lo quando está para baixo. Pessoas assim não estão em todas as esquinas, na verdade, são raras. Se você tem, cuide, lute para que ela não parta, faça isso com todo esforço possível, com todo o vigor. William Shakespeare já dizia que "Amigos são a família que nos permitiram escolher."
Um adeus é sempre doloroso o suficiente para deixar marcas, talvez essa seja a minha deixa, uma chance de me marcar no mundo. Então, eu me despeço de todos vocês, muitos presentes aqui não verei outra vez, fora o inverno e o tempo ruim eu não sei o que esperar por vir. Sou apenas um poeta solitário.
Carta para a pessoa mais linda que conheço! 🥰❤️
Oi,( Coloque o seu nome aqui), como vc está, e como foi o seu aniversário?
Passei algum tempo despercebido por vc, mas estava perto o tempo todo, mas te entendo, sei que a vida é dura às vezes, exige algumas obrigações que não são fáceis, e só agora conseguiu parar um pouco para me ouvir, então quero aproveitar para te deixar saber o quanto de amor eu tenho por você. Te conheço muito bem, te conheço mais que vc mesma (o) estive com vc em todas as suas fases, acompanhei todas as suas angústias, medos, coragens, esforços, sonhos e também suas decepções. Eu queria que vc sempre se lembrasse o quanto é amada(o), e mesmo quando vc nâo percebe a minha presença o meu amor te cerca. Estou sempre desejando que vc encontre o caminho da paz, o caminho que te faça feliz, não a felicidade ilusória que o mundo dá, mas a felicidade verdadeira capaz de te preencher. Você não foi feita(o) para coisas pequenas e superficiais, vc têm uma alma que têm sede de Amor Eterno.
Eu desejo que vc trilhe a sua jornada na Terra, sabendo o quanto vc é amada (o)e preciosa(o) e que te vejo o tempo todo, assisto todas as suas obras e intenções nelas, eu vejo o teu esforço de fazer o seu melhor, eu vejo tudo, o que ninguém vê, te vejo por dentro e por fora. Saiba que estou sempre com vc, vc é minha( meu) favorita (o), sortuda (o), abençoada(o), respeitada(o), estimada(o) e bem vinda(o).
Ass.: Onisciente, Onipresente, Onipotente, ou simplesmente, Pai de amor. ❣️🔥
Crônica – Carta de uma alma para outra.
Por Diane Leite
Eu não sei quando foi que minha alma esbarrou na tua. Talvez tenha sido antes do tempo. Talvez tenha sido depois que o tempo parou. Só sei que, desde aquele instante, nada mais coube no raso.
Você chegou como quem não queria ficar, mas ficou. Como quem não queria se apegar, mas se apegou. Veio com suas defesas tão afiadas que me cortaram só de encostar. E mesmo assim, eu fiquei. Eu, que sempre fui vento, virei âncora quando te vi.
E não é porque você me ofereceu abrigo. Mas porque, de algum modo estranho e inexplicável, eu senti que era eu quem te oferecia casa — mesmo sem ter paredes.
Não me apaixonei por suas certezas. Me apaixonei pelas dúvidas que você não conseguia esconder. Pelo medo mal disfarçado de não ser suficiente. Pela forma como tentava me segurar com silêncios, planilhas e conselhos, como quem teme que o amor escorra pelos dedos se não tiver um roteiro para seguir.
Mas eu não vim com manual. Eu sou caos e templo. Sou água que escorre por onde quiser e chama que arde mesmo sem oxigênio.
E talvez por isso você tente me controlar. Como se precisasse provar que ainda tem domínio sobre algo. Mas, veja bem... eu nunca pedi que me segurasse. Só pedi que me visse.
Não como quem analisa. Mas como quem reconhece.
Porque eu reconheci você.
Na tua fala contida, na tua necessidade de dar antes de receber, no jeito torto de cuidar como quem diz: “Não sei amar bonito, mas te amo à minha maneira.”
E eu aceitei. Porque minha alma não quer moldes, quer presença.
Mas às vezes, eu também me perco. Me perco querendo te provar que não sou ameaça. Me perco tentando merecer o que já é meu por direito: o amor que pulsa quando nossos silêncios se abraçam.
E então eu volto para mim. Lembro que não preciso gritar para ser ouvida. Que não preciso pagar pelo que me foi entregue com carinho. E que amar não é uma dívida, é uma dança.
Você vem do mundo dos números. Eu, do mundo dos sonhos. E mesmo assim, encontramos um compasso. Às vezes, fora do tempo. Às vezes, desafinados. Mas ainda assim… nossos passos se reconhecem.
E se eu escrevo isso agora, é porque sei: você me entende melhor nas entrelinhas.
Talvez a gente tenha sido feito disso mesmo — de tudo que não se explica, mas se sente.
Então, se um dia o mundo duvidar de nós, que ao menos nossas almas não duvidem uma da outra.
Porque eu não me lembro de onde vim.
Mas sei que, desde que te encontrei,
eu estou voltando pra casa.
Carta de Cura (não enviada) – Para quem me feriu e eu ainda estendi a mão
Autoria: Diane Leite
Eu esperava de tudo, menos de você.
Justo você, que dividiu mesa, risadas, confidências.
Justo você, que conheceu minhas dores e ainda assim decidiu cutucá-las por trás.
Eu não precisava saber o que você falou — eu senti.
Mas mesmo ferida, eu não me curvei.
Eu me levantei.
E escolhi te lembrar, com educação e firmeza, de tudo o que já fiz por você.
Sem cobrar.
Só para que você mesma enxergasse que o que você está tentando destruir foi parte do que eu te dei com amor.
Eu não sou melhor por isso.
Mas sou maior.
Maior que a mágoa, maior que o ego, maior que a vontade de revidar.
Você me ensinou, sem saber, a ser mais forte.
E eu te ensinei, sem querer, que luz não se abafa com sombra.
CARTA PARA A DIANE QUE EU FUI
por Diane Leite
Diane, eu sei que você está cansada.
Eu sei que sorri para não preocupar ninguém, que aceita convites por medo do silêncio, que escuta absurdos e finge que não sente.
Eu sei que você está em lugares que não fazem seu coração vibrar, rodeada de pessoas que não escutam suas entrelinhas, e que mesmo assim, você tenta.
Você tenta se adaptar, tenta caber, tenta ser menos, tenta não assustar ninguém com a sua intensidade linda.
Mas deixa eu te contar uma coisa que você ainda não sabe: você não nasceu para caber.
Você nasceu para ocupar.
Para ocupar o espaço com a sua verdade.
Para preencher o mundo com sua sensibilidade, sua entrega, sua força e suas palavras.
Você ainda vai entender que não está errada por não gostar da noite, por preferir silêncio à festa, por querer conversa profunda ao invés de euforia passageira.
Você ainda vai perceber que não precisa mais se anestesiar, nem com comida, nem com distrações, nem com relações vazias.
E quando essa ficha cair… vai doer.
Mas vai libertar.
Você vai descobrir que o vazio que sente não é falta de alguém — é falta de si mesma.
Vai entender que as roupas que usa não estão erradas, mas os cenários sim.
Vai perceber que o seu corpo gritava há tempos, mas você tapava os ouvidos por medo de escutar.
E tudo bem.
Você estava sobrevivendo.
Mas um dia, você vai parar.
Vai se olhar no espelho com 102kg de dor acumulada, com a alma cansada de tanto ser o que esperavam.
E vai escolher voltar.
Não para o mundo — para você.
Vai se trancar por meses, sem precisar dar explicação a ninguém.
Vai chorar, rir, escrever, sentir, silenciar.
Vai revirar gavetas antigas da alma e reencontrar sonhos que você mesma escondeu.
E então, minha querida…
Você vai renascer.
Vai aprender a dizer não.
Vai deixar de ser simpática para ser sincera.
Vai parar de se doar para jardins que nunca floresceram.
E finalmente, vai perceber:
a sua vida não precisa ser uma vitrine, ela precisa ser um lar.
Hoje, eu — a Diane que nasceu depois de você — escrevo com gratidão.
Porque foi sua coragem de continuar, mesmo sem saber para onde ir, que me trouxe até aqui.
Você tropeçou, se confundiu, se perdeu… mas nunca se apagou.
E agora, eu vivo por nós duas.
Com voz firme, coração calmo, e alma livre.
Obrigada por ter aguentado tanto.
Agora pode descansar.
Eu cuido daqui.
Com amor,
Diane — aquela que você sonhou ser, mas nunca imaginou que seria tão linda assim.
Carta ao destino
- Venho através desta, solicitar ao destino total liberdade de mandar a merda, qualquer um que se atreva a tentar inundar meu mundo de infelicidade, não obstante também, quero parabenizá-lo pela vontade de me colocar num caminho legal, longe das tristezas e mazelas da vida. Assim quando alguém disser que foi obra do destino, direi também que foi um pouco de sorte...
Para finalizar deixo-lhe um forte abraço, lembrando que onde me levar, serei sempre pleno e grato.
.
Re-metente (remetente é boa, temos que praticar sempre)
CARTA A TI
Eu quero esquecer a pessoa que não merece o meu amor, o coração ele é volúvel abriu uma fenda para amar uma outra, meus olhos já acharam ela, minha boca com muita ousadia e já soprou palavras aos ouvidos dela; Ela me dá a resposta me rejeita e a maneira bem delicada me dizendo sim, não talvez coloca um ponto de interrogação nas minhas perguntas sempre adiando a respostas brincando de senhora do meu destino me deixando pequenino desejando os seus lábios seu olhar com pequeno desvio me deixa ver o realmente quer de me, plantar um jardim cultivar, esperar as flores crescer colher um buquê levar para você, será que esse tempo todo vou ter que esperar para em seus braços finalmente desfrutar no seu amor.
Carta para Mia Couto
Prezado Mia Couto,
recebi uma mensagem de Shakespeare,
dizendo que o amor é pouco,
contrapondo-se a Pessoa
para quem o amor pode ser vário.
Decidi falar com Einstein que como sempre relativizou,
disse que o amor é uma órbita, que gira em torno de nós.
Quando estava te escrevendo Vinicius me chegou,
disse olha, a vida tem jeito, só se morre e nasce de amor.
Então em Moçambique, se a carta o Atlântico cruzar,
diga ao Carlos como se fala, o amor não deve tardar.
Se estiver ocupado, tratando algum assunto com Camões,
peça-lhe que envie transcrito em poucas e simples linhas,
- O amor é um contentamento descontente,
é dor que a gente se sente, que se desatina sem doer.
Quando eu receber a resposta, prontamente lhe confirmo,
atestando a Drummond, que o amor é um estar em ser,
num ser mais que profundo.
Eu ficarei orgulhoso de receber a explicação,
já que me vivo a Quintanar de amar,
o amor em sua extensão.
Até resgatei um modesto conceito,
desses que se declara numa ciranda de amigos,
- o amor, é tão somente, o infindo sopro, se fazendo vida.
Carlos Daniel Dojja
Carta Aberta para o Amado
Pensar em você
É o que eu chamo de tristeza
As lágrimas vem
O peito aperta
O coração parece que vai parar
O pensamento é triste
A lacuna entre a alegria e a tristeza
É profunda
O desejo só lembra
Que não te tenho
Que não posso te esperar
Por que tudo em você é confuso
Estranho
Complicado
Mas eu queria ter esperança
De ti ter
Bem perto
Ouvir sua voz
E compreender a tua forma de ser
Você pode está mergulhado no mar Profundo da tristeza
Mesmo assim te quero
Pra te consolar e mostrar
A olhar pra vida de outra forma
CARTA AO PRÓDIGO
Viva o que precisar vivenciar longe da casa do Pai. Se for necessário, mergulhe. Não é isso o que sentes precisar e queres?
Isso se chamará experiência e dará propriedade ao teu testemunho e pregação.
Mas lembra-te de voltar, prezado pródigo. Porque eu te garanto que aqui é bem melhor; e o sabes!
A porta da Graça um dia se fecha. Reclamarias da falta de chances?
Tudo o que desejo honestamente, nesse interstício - o que também é para mim motivo de oração, é que a mão poderosa do Senhor te proteja das garras do leão que ruge aí fora, ansiando destruir-te.
E que o teu retorno se dê o mais breve possível...
Festa para receber-te não faltará. Tampouco Amor. Nem a comemoração de meu abraço!
(Fabi Braga, 24/09/2014)
Carta Aberta
Marcelo, sinto falta de te ver, das suas ligações, das mensagens e dos seus pedidos urgentes que poderiam esperar dias. Há um ano, parte de mim se foi. Não superei, e não sei se superarei, mas estou aprendendo a viver com isso. Está tudo bem, dentro do possível.
Sabe, eu trocaria tudo para voltarmos àquela casa com goteira, para comermos nosso banquete de pão com linguiça e Dolly, para ver você e o pai novamente... Ah, irmão, que saudade de casa.
A vida é foda né? Não aproveitamos o pouco que temos, buscando o que nos falta, e quando conquistamos o que desejávamos, sentimos falta do que tínhamos... Eu me sinto assim.
Você era mais sábio que eu, dizia que a vida era mais do que trabalho, que era preciso aproveitar. E eu, que sempre te dava conselhos, não ouvi o seu... A vida fez com que minha pessoa preferida me ensinasse uma lição dolorosa.
Parece que as vezes que dissemos "te amo", as vezes que demonstramos isso, as vezes que estivemos um pelo outro, foi insuficiente. Por que você se foi tão cedo?
Eu saio com seus filhos, mando mensagens, brinco com eles. Estão tão grandes... O Cláudio e a Camilly me lembram tanto você, lindos, inteligentes e bagunceiros. Cláudio disse que tem namorada, acredita? Você iria gostar tanto de estar aqui.
Na última vez que conversamos, você disse que queria que eu fosse pai. E será, irmão, e terá seu nome. Alguns dos sonhos que te contava estão se tornando realidade, e quando se concretizaram, você foi a primeira pessoa em quem pensei. E mesmo com minha felicidade, sei que a sua seria ainda maior. Você sempre demonstrou alegria de forma mais evidente que eu, e sinto falta disso.
Sinto sua falta, dos seus abraços, do pai e da nossa casa. Mas acredito que ainda temos uma conexão de almas, e que nos encontraremos além deste plano.
Até lá, sigo aqui, tentando dar o meu melhor. Te amo além das estrelas.
Rato, meu querido rato.
Carta Aberta
Marcelo, sinto falta de te ver, das suas ligações, das mensagens e dos seus pedidos urgentes que poderiam esperar dias. Há um ano, parte de mim se foi. Não superei, e não sei se superarei, mas estou aprendendo a viver com isso. Está tudo bem, dentro do possível.
Sabe, eu trocaria tudo para voltarmos àquela casa com goteira, para comermos nosso banquete de pão com linguiça e Dolly, para ver você e o pai novamente... Ah, irmão, que saudade de casa.
💌 "Carta Para Ela"
Oi, … desculpa esse jeito sentindo,
mas tem dias que acordo só te intuindo.
Tua falta me encontra antes mesmo do sol,
e a saudade que mora aqui… é lençol.
Eu era calma, centrada, razão,
mas contigo, fui puro coração.
Agora fico nessa espera sem fim,
por um sinal teu que acalme em mim.
Não tô cobrando, nem pedindo demais,
só queria saber se tu sente iguais…
Se esse silêncio é só fase do tempo
ou se o que foi nosso se foi com o vento.
Não quero te prender, nem fazer pressão,
só queria um gesto, uma direção.
Porque eu te carrego em tudo que sou,
e teu nome ainda é o mais bonito que ecoou.
Se me leres, espero que sintas de leve
que tudo em mim, por ti, ainda escreve.
E mesmo sem resposta, te guardo em mim —
com carinho, com amor… até o fim.
— Lucci
Carta para a mulher mais importante da minha vida”
por Sariel Oliveira
Mãe,
Desde que você partiu, tudo perdeu o sentido.
Eu me vi perdido, sem direção, sem chão.
Cumpri a promessa que fiz pro pai — cuidei de você até onde Deus permitiu…
Mas depois que você se foi, eu só me perguntei:
Por quê?
Por que Deus tirou justo a mulher mais preciosa da minha vida?
Perder o pai foi um buraco.
Mas perder a mãe…
Mãe, perder você foi como apagar a luz da alma.
Foi como se arrancassem meu peito sem anestesia.
A dor foi tão forte, que eu pensei em desistir de tudo.
Eu só queria te abraçar mais uma vez.
Sentir seu cheiro.
Ouvir sua voz me chamando pelo nome com aquele jeitinho só seu.
Dizer olhando nos seus olhos que eu te amo demais,
E que tenho orgulho de ter sido seu filho.
Você foi muito mais do que uma mãe.
Foi abrigo, força, coragem.
Cuidou dos seus filhos com amor,
E dos que nem eram seus como se tivessem nascido de você.
Com erros, sim — porque você era humana —
Mas com um amor tão puro que lavava qualquer falha.
Mesmo com todas as dores que eu carrego,
Hoje eu só quero te agradecer.
Pelo que você foi, pelo que deixou,
E pelo que ainda é dentro de mim.
Te amo pra sempre, mãe.
E um dia, quando Deus permitir, a gente se encontra de novo.
Com todo amor do mundo,
Seu filho, Sariel
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