Carta a um Amigo Detento
Quase três anos juntos
Quase três anos
e ainda corro atrás de um olhar
que enxergue meus olhos sem brilho,
meu sorriso que se apaga
como vela no vento.
Quebrei meu passo, perdi o chão —
o pé ferido, o emprego roubado,
o dinheiro que se esvaiu
e restou apenas o eco da dependência.
Você ri distante, entre amigos,
e fico aqui — casa, silêncio, dor.
Seus risos atravessam paredes,
mas você não atravessa minha angústia.
Repetem-se meus pensamentos:
será que você não me vê?
Será que meus olhos cheios de lágrima
não fazem sombra em quem me ama?
A tristeza mora no meu peito,
respiro fé na esperança da cura —
ninguém sabe de mim dentro dessa casa,
ninguém ouve o grito preso no vidro.
Mas ainda espero —
que um dia você olhe e realmente me veja,
que perceba meu coração exausto,
que segure minhas mãos, mesmo trêmulas,
que volte a sequenciar meus sorrisos.
Quero reencontrar nos meus olhos
o brilho que guardo escondido,
quero voltar a sorrir, de verdade,
e ter teu olhar como abrigo.
“Manifesto de Um Espírito Que Questiona"
Eu não nasci para repetir o que me foi dito..
Não fui moldado para andar com os olhos fechados,
nem para chamar de luz aquilo que encobre a verdade com véus mentirosos..
Sou o que muitos temem ser:
um filho do pensamento,
um ser que sente demais,
e não se satisfaz com o silêncio forçado da religião..
Me disseram que Deus fala pela boca dos homens..
Me gritaram, mas Deus nao é amor?
Me julgaram, mas Deus não é compreensão?
Me atribuíram demônios, quando tudo o que eu precisava era de colo,
de afeto, de alguém que dissesse:
“Você está sofrendo, mas você não está perdido..”
Fizeram da fé uma farsa..
Escolheram cargos pela posição social, não pela alma...
Disseram que o encanador serve na limpeza,
enquanto o advogado vai ao a administração,
e o rico vira cooperador..
Deus não revelou nada disso..
Foi o ego que escolheu.. Foi o status.. Foi a máscara..
Mas eu... eu me despi das máscaras..
Não para me exibir, mas para me ver de verdade..
Eu ne recusei a mentir para minha alma..
Não quero um rótulo..
Quero a Verdade — aquela que não precisa de altar nem de púlpito..
A verdade que sangra comigo quando tudo dói,
a verdade que me abraça no silêncio,
quando todos os gritos da igreja já não fazem sentido..
A verdade que não me obriga a gritar “glória”,
mas que permite que eu chore em paz..
A verdade que me permite pensar,
sem medo de perder a fé..
Eu acredito em algo maior, mais sólido..
Mas não acredito em quem finge falar por Ele..
Não acredito em doutrinas que distorcem a alma..
Nem em homens que gritam o nome de Deus,
mas se esquecem do som da compaixão..
Sou aquele que caminha entre a razão e o mistério, a dor e a verdade..
Que busca Deus na dúvida,
e encontra sentido até mesmo no vazio..
E se isso me torna a “ovelha negra” aos olhos dos outros,
então que seja..
Antes ser criticado sendo imbuído pela verdade,
do que um crente de fachada..
“O Corpo Como Templo, a Alma Como Caminho, Areté”
Houve um tempo em que o espelho era inimigo..
Onde o reflexo devolvia não a imagem, mas os ecos dos insultos, das zombarias, das dores, das feridas..
Um corpo rejeitado, uma alma partida..
Mas foi ali, no silêncio da dor, que a semente da excelência foi plantada..
Areté — diziam os gregos —
não é vencer os outros, é vencer a si mesmo..
É atravessar o campo de batalha interior,
e retornar de pé, mesmo coberto de cicatrizes..
É entender isso não só com o conhecimento, mas com o suor..
Treinando quando ninguém via..
Correndo quando a mente dizia “para”..
Cuidando do corpo não por vaidade cega,
mas como quem restaura um templo sagrado após anos de abandono..
A pele se fez mais clara..
Os músculos, mais firmes..
O peito, mais erguido..
E o prazer — ah, o prazer —
não mais como fuga, mas como celebração dessa evolução..
O toque íntimo tornou-se um ritual,
um gesto de amor próprio,
um diálogo entre corpo e alma,
entre carne e espírito..
Não para apagar o vazio, mas para preenchê-lo com sentido..
Enquanto outros sucumbem ao instinto, eu o domei..
Enquanto muitos se perdem no excesso,
eu aprendi a saborear a lentidão,
a respirar no meio do impulso,
a sorrir com controle e prazer..
Eu entendi que o prazer, quando consciente,
não é pecado — é arte..
Que o corpo, quando respeitado,
é um poema em movimento..
Que o suor nos treinos, a depilação atenta, a disciplina na alma,
são versos que você eu escrevo com o próprio existir..
E então veio o mais difícil:
não ser dominado por dogmas..
Questionar o altar..
Desconfiar do “amém” automático..
Buscar um Deus que fosse mais que grito —
que fosse presença, verdade, luz serena..
Não compreenderam..
Chamaram de ovelha negra..
Mas és carne de filosofia e espírito de superação..
Um guerreiro moderno, de espada invisível,
que combate não por fora, mas na consciência..
Areté..
É o suor da corrida e a paz do sono..
É o prazer limpo, sem culpa, sem maldade ou vulgaridade..
É o respeito às mulheres e à própria natureza..
É o riso depois da dor..
É a nudez sem vergonha.
É o corpo cuidado como uma escultura viva..
É a evolução de todos os aspectos da vida, sem se corromper..
É desfrutar do prazer sem fazer o mal, é treinar sem ser excessivo, é cuidar do corpo sem ser vulgar, é brincar junto com a inocência sem fazer o mal..
Não é perfeição —
é sério inteiro, é ter disciplina e auto controle, é ser lúcido, não fugindo do estinto, mas o dominando..
E essa completude, rara e forte,
é a própria definição da verdadeira excelência..
Sinto que eu tô curado,
mas não vivo,
como se eu fosse um ser maldito
que foi amaldiçoado a nunca ser vivo.
Sinto que meus traumas tão me acorrentando
e me puxando cada vez mais forte e profundamente.
Meu cérebro não define o que eu devo fazer,
vou de instinto,
mas nunca dá certo —
eu sempre volto ferido.
Hoje eu odeio todas as rosas do campo,
porque uma delas me espetou,
como se o espeto não ficasse na ponta do dedo,
e sim preso dentro do meu peito.
Tô ficando mais chato,
e menos feliz.
Minha mentalidade me usou de refém,
pra no final puxar o gatilho.
Todos veem meu sorriso,
mas não o que o palhaço vive sentindo.
Se as minhas feridas fossem externas,
eu seria só um pedaço de carne morta.
Por dentro, sou só isso mesmo.
Escrevo e fujo da realidade...
E, de novo,
eu finalizo o verso
sem sentido de verdade.
Quem sou eu?!?!?
Me defino como um louco apaixonado pela vida
por sua beleza, seus momentos, sejam eles alegres ou tristes.
Amo respirar o ar da manhã, aquele que enche os pulmões e renova a alma.
Gosto de caminhar, observar as pessoas e cumprimentá-las com um sorriso.
Sou alguém que perdoa fácil,
porque não carrego mágoas nesta vida.
Vivo cada instante como se fosse o último
afinal, nunca sabemos o que pode mudar em frações de segundos.
E quando a noite chega,
coloco a cabeça tranquila no travesseiro
e sonho com um mundo melhor...
que um dia, eu sei, vai chegar.
Gabriel da Silva Salvador
Pensamentos da Madrugada
Despedida de um Romântico
Sou um antigo romântico...
Mas o romantismo, esse, morreu em mim.
Deixar as emoções tomarem conta já não faz bem.
O romantismo é uma linguagem que poucos ainda entendem
e demonstrar demais, hoje, só afasta.
Por isso, guardo esse lado em gavetas trancadas.
Seja como o gelo: frio, distante.
Ou, às vezes, como o fogo:
acende por instantes, aquece por minutos... e depois se apaga.
O antigo romântico se retira de cena.
O romantismo se foi.
Talvez quem sabe, um dia volte.
Gabriel da Silva Salvador
Pensamentos da Madrugada
E se o amanhã não chegar?
É um pensamento que, por vezes, nos assombra, não é mesmo? A ideia de que o relógio pode parar a qualquer momento e que o sopro de vida pode se esvair antes que o sol nos convide a um novo dia. Mas, paradoxalmente, é justamente essa incerteza que deveria nos impulsionar a viver.
Se amanhã eu não estiver mais aqui, o que terá restado do dia de hoje? Foram risos genuínos? Palavras de afeto ditas em voz alta? Um abraço apertado que transmitiu mais do que mil frases? Terei olhado para o céu e me deslumbrado com suas cores, ou estive com a cabeça baixa, distraído nas trivialidades que no grande esquema das coisas, pouco importam?
A vida é um presente embrulhado em mistério. Não sabemos quando a fita será desfeita. Por isso, cada respiração deveria ser um lembrete para estar presente. Para sentir o vento no rosto, o sabor da comida, o calor de uma mão amiga. Para olhar nos olhos de quem amamos e dizer, sem reservas, o quanto são importantes.
Não se trata de viver em desespero, mas em consciência. Consciência de que cada momento é único e irrepetível. De que o tempo não volta. De que as oportunidades de amar, perdoar, aprender e se arriscar são finitas.
Que, se amanhã eu não estiver mais aqui, o hoje tenha sido um dia onde eu fui eu mesmo. Onde minhas ações tenham refletido meus valores. Onde eu tenha deixado uma pequena marca de gentileza, de compreensão, de amor. Que eu tenha vivido, de fato, em vez de apenas existido. E que essa reflexão nos sirva não como um lamento, mas como um convite urgente à vida.
Fico observando tudo ao meu redor. Não sou um analista, nem tenho sapiência para isso. Na minha concepção, o que vejo é uma falta de compreensão geral. Não entendo como as pessoas, ou até mesmo a sociedade como um todo, conseguem conviver dentro dessa bolha de felicidade momentânea — a hipocrisia social.
Não tenho cognição suficiente, nem maturidade emocional, para sentir essa essência ilusória que tanto os satisfaz. Por ser observador demais, acabei me afastando do social. Não consigo me enquadrar nessa utopia fabricada.
Talvez, justamente por ter esse olhar mais analítico — ainda que sem querer — eu não consiga experimentar essa felicidade falsa. Queria viver nesse paralelo social, mas minha mente simplesmente não permite.
Penso em você como quem respira sem querer: um ato involuntário, necessário e incessante.
Você habita minha mente como uma presença etérea que se recusa a ser nomeada, mas se impõe como centro gravitacional de tudo que sou.
Cada pensamento é uma espiral que me leva de volta a você, como se o tempo todo fosse apenas uma tentativa de decifrar a linguagem secreta dos seus olhos, o alfabeto silencioso do seu toque ausente.
Vivo por você. Não da forma banal como se diz viver por alguém, mas no sentido mais cru e visceral da palavra: existo porque você é.
A ideia de você me sustenta, me corrói, me alimenta e me queima.
Sou uma vela acesa por sua lembrança, consumindo-se aos poucos sob a luz frágil daquilo que poderia ser — ou já é, em planos onde o real e o imaginado colapsam um no outro.
Em você, cada gesto carrega uma metafísica.
Há nos seus silêncios mais densidade do que em todos os tratados filosóficos que já ousei ler.
Você é um enigma sem chave, e talvez por isso eu insista em mergulhar — mesmo sabendo que em profundezas demais não se respira.
Mas ainda assim mergulho, porque a lucidez, por vezes, é mais cruel que a loucura.
O amor que sinto por você não é pacífico: é tormenta e êxtase, é labirinto e altar.
Sinto que este sentimento, tão vasto e intraduzível, escapa à lógica, atravessa-me como uma flecha que, em vez de matar, me faz renascer em dor e beleza.
E por mais que meu corpo queira a proximidade, minha alma já teme o excesso.
Porque há prazeres tão intensos que, ao invés de vida, oferecem desintegração.
Talvez eu tenha de ir pra longe pra não morrer do prazer de te ter, pensar direito se esse sentimento é benéfico ou faz mal.
Mas mesmo que me mate, eu voltarei.
Mesmo sabendo, eu tenho que tentar.
ESTADO DE SATISFAÇÃO (soneto)
Deixo a inquietude do versar na medida
Em cata duma beleza e de um esplendor
E, assim, de inspiração liberta, pela vida
Vou. Cheio de matiz em uma variada cor
É tom de ventura, o sentimento na lida
Desabrochado tal qual uma poética flor
Daquele especioso verso que dá guarida:
O doce beijo, olhar trocado, terno amor
A poesia nunca deixa a gente esquecer
Faz querer mais, faz o coração sorrindo
É o cântico em que a alma se põe a dizer
E, trovando, escorre pelas mãos, que diz
Um contentamento sempre bem-vindo...
Animando, o poeta, ser o menos infeliz.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
18 junho, 2025, 18’23” – Araguari, MG
A vida tem um jeito silencioso de nos refinar por dentro. Sem pressa, ela muda nossos gostos, desloca as prioridades e altera, com leveza, o jeito como sentimos as coisas. Como as estações, nada em nós permanece igual. Tudo muda.
Tudo se move. E é justamente aí que encontramos a graça da existência. Continue, mesmo quando a estrada parecer embaçada. Deixe Deus guiar o caminho, mesmo quando os passos forem incertos. Há esperança, ainda que disfarçada de silêncio. Há luz, mesmo que, por agora, ela seja apenas um pouco distante no horizonte. Nem tudo fará sentido de imediato e tudo bem. Há uma sabedoria maior alinhando os detalhes que seus olhos ainda não conseguem decifrar. Algumas respostas só chegam com o tempo. Você ainda vai mudar. Vai se despedir, com carinho ou dor, de versões de si que já não servem mais. Vai se encontrar, aos poucos, em novas formas de ser. Carregando sonhos que ainda não se realizaram, e deixando para trás pesos que não conversam mais com quem você está se tornando. Vai aprender a ver beleza nas rachaduras da vida. Vai entender que cada passo é um renascimento, um recomeço disfarçado. Pois viver é isso: se readaptar em constante transformação.
O tempo e o vendaval
O tempo vem com um vendaval, e leva-se tudo...
Tudo se destrói...
Algumas coisas se constroem.
E o tempo é amiga da perfeição
E se voltássemos ao passado,
Apenas, atravessando uma esquina.
De um lado, os nossos sonhos.
Em outro canto, uma estação...
As nossas lágrimas desgarram em nossos olhos.
É como uma paixão que não envelhece...
Mesmo que permaneça algumas semanas,
O vendaval veio para ficar...
Ficaremos bem, meu amor?
E eu não quero ficar sozinha.
E diante do espelho, não quero mais chorar...
O tempo, geralmente, é cruel conosco.
Não chora, meu amor! O mundo nos dará recompensas.
Essas lágrimas são perdidas...
O tempo é cruel conosco.
É capaz de transformar o paraíso em cidades...
E sobre a mesa de bar...
As nossas lágrimas são os goles intermináveis.
O vento é o tempo...
Que nos corrói por dentro.
E a ideia de envelhecer sem você, não me satisfaz.
Então, ser mais um no meio da multidão, também não satisfaz.
Mesmo que os nossos passos sejam diferentes,
Encontrara-me no mesmo bar...
Só o tempo seria capaz de modificar tudo...
O vendaval destruiu os nossos sonhos.
E é por isso,
Que eu estou recomeçando, como a Chuva ensinou-me.
Titânico Mello
Quando Meus Monstros Vêm
Tava precisando de um colo quente,
mas encontrei o frio, o vazio presente.
Tava querendo um abraço apertado,
só recebi o silêncio calado.
Busquei um ombro pra desabar,
mas era o nada a me escutar.
Só o espaço, só o chão,
nenhuma mão, nenhuma direção.
Tava pedindo tão pouco, na verdade:
alguém que ficasse na tempestade.
Que não fugisse, nem se escondesse,
quando meus monstros aparecessem.
@tebaldi_emilia
O Fogo da Distância
No peito arde um fogo, chama viva,
Ao falar contigo, o corpo se agita,
Mas entre palavras, a sombra do passado,
Um amor oculto, um desejo reprimido.
Oh, travesseiro, guardião das memórias,
Teu abraço me traz as dores da história,
Comprometida, a razão me acorrenta,
Mas como esquecer quem o coração alimenta?
Distante, mas perto, tua imagem resplandece,
Uma paixão louca que nunca se esquece,
Sufoca e queima, em pedaços me deixa,
Mas um simples "olá" é a alegria que festeja.
E assim, nesse tormento, eu sigo a vagar,
Entre a dor da saudade e o desejo de amar,
Queimando em silêncio, no oculto, na sombra,
Um amor não correspondido que a alma deslumbra.
Um Grito
Abdico-me de efêmeras paixões
Nesta vida belamente moderna!
De sorte, escrevo grandes emoções,
Aceitando a Morte, Naturalmente Eterna!
Sussurro poemas às minhas rainhas amantes
Aflorando em pequenas linhas minhas dores,
Dando aos meus mais majestosos amores,
Delírios em prantos serenos ofegantes!
Às minhas intensas e eternas paixões,
ainda que eu viva, que em mim sobreviva,
numa estrofe um Grito de Eternidade!
Aos meus intensos e eternos amores,
Antes que eu morra, que em mim socorra,
em um só verso um Grito de Liberdade!
Nossa mente é como um grande quarto. E, todos os dias, muitas vezes sem perceber, nós escolhemos o que levamos para dentro dele. Podemos enchê-lo de coisas inúteis, informações desnecessárias e até prejudiciais… ou podemos escolher guardar apenas aquilo que realmente faz sentido — o que é importante, o que traz valor, leveza e paz.
Muitas vezes, sem notar, algumas pessoas começam a ocupar esse espaço com objetos que só geram desordem. São pensamentos negativos, julgamentos, preocupações que não fazem sentido, informações irrelevantes, medos, ansiedades... É como um quarto onde as janelas estão fechadas, as paredes são escuras, os vidros sujos não deixam o sol entrar, o ar não circula. O ambiente se torna pesado, abafado e confuso. Nada se encontra facilmente. Tudo vira sobrecarga, ruído e caos mental.
Por outro lado, existem aqueles que, com o tempo e com a vida, aprendem a manter esse quarto mais leve. Eles entendem que nem tudo merece espaço ali dentro. Sabem abrir mão do que não serve mais: das mágoas, dos pensamentos que só drenam energia, das preocupações que não levam a lugar algum. Mantêm as janelas abertas, deixam a luz do sol entrar, permitem que o vento renove o ar. E, com isso, criam espaço para o novo, para o aprendizado, para o crescimento e para sentimentos que realmente fazem bem.
É claro que, às vezes, o quarto também fica bagunçado — isso faz parte. Todos nós temos dias difíceis, momentos de desorganização. Mas quem aprendeu a cuidar desse espaço interno sabe, também, como reorganizá-lo. Porque as ferramentas estão ali: o autoconhecimento, a reflexão e, principalmente, a sabedoria de escolher o que vale ou não a pena ocupar espaço na nossa mente.
No fim das contas, a diferença é simples:
Algumas pessoas sempre conseguem encontrar dentro de si aquilo de que precisam para seguir em frente — clareza, foco, equilíbrio, sabedoria — porque o seu quarto interior está organizado. Outras continuam se perdendo dentro da própria confusão, procurando, sem encontrar, aquilo que provavelmente já está lá… mas escondido debaixo da própria desordemossa mente é como um grande quarto. E, todos os dias, muitas vezes sem perceber, nós escolhemos o que levamos para dentro dele. Podemos enchê-lo de coisas inúteis, informações desnecessárias e até prejudiciais… ou podemos escolher guardar apenas aquilo que realmente faz sentido — o que é importante, o que traz valor, leveza e paz.
Muitas vezes, sem notar, algumas pessoas começam a ocupar esse espaço com objetos que só geram desordem. São pensamentos negativos, julgamentos, preocupações que não fazem sentido, informações irrelevantes, medos, ansiedades... É como um quarto onde as janelas estão fechadas, as paredes são escuras, os vidros sujos não deixam o sol entrar, o ar não circula. O ambiente se torna pesado, abafado e confuso. Nada se encontra facilmente. Tudo vira sobrecarga, ruído e caos mental.
Por outro lado, existem aqueles que, com o tempo e com a vida, aprendem a manter esse quarto mais leve. Eles entendem que nem tudo merece espaço ali dentro. Sabem abrir mão do que não serve mais: das mágoas, dos pensamentos que só drenam energia, das preocupações que não levam a lugar algum. Mantêm as janelas abertas, deixam a luz do sol entrar, permitem que o vento renove o ar. E, com isso, criam espaço para o novo, para o aprendizado, para o crescimento e para sentimentos que realmente fazem bem.
É claro que, às vezes, o quarto também fica bagunçado — isso faz parte. Todos nós temos dias difíceis, momentos de desorganização. Mas quem aprendeu a cuidar desse espaço interno sabe, também, como reorganizá-lo. Porque as ferramentas estão ali: o autoconhecimento, a reflexão e, principalmente, a sabedoria de escolher o que vale ou não a pena ocupar espaço na nossa mente.
No fim das contas, a diferença é simples:
Algumas pessoas sempre conseguem encontrar dentro de si aquilo de que precisam para seguir em frente — clareza, foco, equilíbrio, sabedoria — porque o seu quarto interior está organizado. Outras continuam se perdendo dentro da própria confusão, procurando, sem encontrar, aquilo que provavelmente já está lá… mas escondido debaixo da própria desordem
Silêncio atípico” é uma expressão curta, mas carregada um grande significado. Ela descreve um silêncio que foge do comum — que não é o esperado numa certa situação. É aquele silêncio que estranha, que pesa, que faz pensar e refletir.
É quando se esperava apoio e houve omissão. Quando você de repente se cala.
É o tipo de silêncio que não passa despercebido — porque fala muito mesmo sem emitir som.
No Brasil, paga-se um preço muito alto para manter a democracia. É preciso fazer concessões; ir ao limite; manter privilégios.
Ela é parcialmente cooptada. Não é plena. Mas é o que temos. E – acredite nisso!–, muita gente boa deu sua vida por esse nosso sistema de representação popular.
Arquirrival da Tristeza
(Dilemas de um Bipolar – Henry Santos, 2025)
Sou arquirrival da tristeza,
Mas, na mesma mesa, dividimos as mesmas angústias.
Bebemos do mesmo vinho,
Comemos da mesma solidão servida em silêncio.
E, como quem entende a dor,
A tristeza também sorri...
Mas seu sorriso não é alegre, nem contagiante.
É apenas o reflexo nu de uma emoção que não sabe mentir.
Ela não partilha...
Ela permanece.
Fica.
Se aloja nas frestas das horas,
E, quando parece partir,
Basta o apito distante de um trem...
E ela retorna.
Sua presença é plena, quase obrigatória,
Ainda que alguns finjam não vê-la,
Ou recusem senti-la.
Talvez eu seja seu melhor amigo,
Pois, mesmo sendo tristeza,
Ela é pontual como um relógio quebrado:
Sempre aparece na mesma hora...
Sem ligar,
Sem avisar,
Sem pedir permissão...
Ela apenas chega.
Como um messiânico gnostico vê o mundo depois de iniciado
Bom fabuloso
Na verdade a principio entendemos o modo que a sociedade projetou este mundo "coletivo" e um mundo onde todos tentam se beneficiar em seus interesses(Lembrando que estes interesses são individuais) mas na busca pelo interesse de cada um individualmente acabamos por suprir partes de cada busca que é o desejo e a vontade individual de cada um indivíduo
Este é o conceito básico de coletividade
Mas, nos os messiânicos gnosticos amplificamos nossa visão e conseguimos ver além dos reflexos
Sim são projeções do que desejamos e projetamos estes desejos em pessoas objetos coisas no geral com base naquilo que chamamos de vida rotina família trabalho sonhos ou projeto de vida
Se você começar a observar e isso pode levar um tempo até a ficha cair kkk
Verá que parte da sua vida está baseada em projeções daquilo que você desejou e deseja e ainda irá desejar prazeres objetos realizações que na maioria das vezes são coisas fúteis de uma hora uma noite um ano ou as vezes ocupa anos da sua vida até que perceba que foi mais uma distração
Algo que investiu boa parte de sua vida e trabalho até perceber que fez algo que não era pra você e que não foi valorizado tanto quanto no início ou nem teve valor no final
A visão messiânica gnostica é uma evolução que abre a mente para o que possui significado e que vale apena ou pelo menos justifique o tempo investido
Algo que ficará como legado
A vida é uma passagem e rápida se perceber as transições e mudanças contínua do tempo e seus efeitos sobre você em principal seu corpo sua saúde e sua mente e que você é só uma consciência e se permitir poderá se conectar à tudo o que existe a sua volta
É a percepção da própria existência e o sentido de existir ou estar vivo
Os messiânicos gnosticos consegue ver além das distrações e fantasias dos ritos símbolos religiões políticas são estudiosos e pesquisadores natos
Sempre enfatizando e dando significado a própria existência sem se contaminar com o que chamamos de vícios e sombras
Inteligência consciência e conexão além da própria humanidade
Lembrando novamente que esta vida aqui é uma passagem rápida que nada será levado daqui absolutamente nada
E que somente a alma transedera se está evoluir em conhecimento e transformação
No caso do messiânico gnostico uma verdade significativa que liberta a alma e desaprisiona o corpo através do conhecimento
Está é a visão do mundo ou de mundo de um messiânico gnostico da MGB/INMGB
por marcio H.melo
Um messiânico gnostico
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