Carne
O velho e o garoto
O velho e o garoto são iguais:
Feitos de carne e ossos
Diferem-se pelos extremos:
O início; e o fim da vida que se faz
O garoto anseia pelo amanhã;
O velho aguarda seu sepulto
E ambos estão suscetíveis
Às consequências do descuido
O garoto é entusiasmado;
O velho é angustiado
O dia agrada o garoto
A noite deleita o velho cansado
Uma breve vida; ao velho resta
Ao garoto; vasta descobertas
Mas o fim é o mesmo
Triste e a esmo
Saudade
Ando dissolvendo,
derretendo,
sumindo.
Não a carne, falo da alma
Antes tão entregue
Tão absolutamente entregue
Hoje vaga difusa
Sem vontade de voltar pra casa
Habitar esse corpo
Que tanto calor nos braços teus sentiu.
Ao contrário de Cristo, não julgo fraca a minha carne; antes, o meu espírito, pois está sempre à sua submissão.
A carne vai, você me traz o mel do amor
O fel, o horror
O seu fervor
A carne vai e nunca vai dar neste amor
Você só quer soprar vapor
O que sai de mim, sai de você
Do nosso invisível querer
[Ode á Podóloga Nathalie]
E a espícula,
Qual guerreira lança,
Transpassou a carne do mortal.
Porém,
A "Musa" da arte da cura,
Removeu a pontiaguda Lança,
Que a carne do mortal Transpassou,
Devolvendo a ele,
O duradouro alívio!
Minha carne
É minha veste
Minh'alma
É minha essência
Meu espírito
É o que eu
Verdadeiramente sou
Tenho que cuidar de mim
Igual a quem cuida
De um bibelô
Sou preciosa demais
Mereço ser cuidada
Com muito amor (próprio)
Então me amarei
Por toda a eternidade
Livrando as pessoas
De fazerem isso por mim
E viva o amor
Que me resgata
Diariamente
Do mundo terreno
E me deixa cada vez
Mais perto
Do plano espiritual!!!
Fernanda de Paula
Instagram: fernanda.depaula.56679
Novo Instagram: mentepoetica2020
Rapariga minha
Minha, toda minha, é com egoísmo que deleito me no aroma da tua carne, viajo no seu cheiro suado e suave, o rebento feminino que exala por entre as minúsculas penugem da tua face, tocar nos teus lábios é saciar da intimidade da tua alma, que aos gemidos chama me ardentemente e eloquente, minha dor sangra de ciúmes do teu perfume que espalha teu aroma aos quatro cantos, oh amada minha, oh paisagem dos meus sonhos, tua voz soa como o gorjear dos pássaros, não deixe me, nunca, nunca me abandone, pois é contigo que sonho eternizar meus sentimentos, amada minha oh como amo.
Giovane Silva Santos
Montanha russa
Vida louca
Aço ou madeira
Carne e osso
Natural ou in vitro
Múltiplos trilhos
Humanos de várias cores
Aclives e declives suspensos
Sobem e descem
Se equilibram
Circulam com velocidade
Andam ou correm
O cérebro tenta manter o equilíbrio
O coração acelera
A adrenalina é liberada
Reduz o estresse
Mas também desperta o medo
A emoção a parte mais importante
Quanto mais alta a subida
Mais energia armazenamos
Para o looping
Tudo gira
Mas a gravidade nos mantém
Teremos algumas dores
Mas viver é assim
Uma montanha russa
Tenho 52 anos, um olho apenas, a carne nasceu por dentro do osso como falava o saudoso humorista “espanta” que Deus levou de forma precoce mais, pense num ser humano GRATO a Deus sou eu, no mundo do “TER” não sou nada, pois, nada tenho, mais no universo do “SER” sou gigante, tenho brilho e sua luz incomoda grandiosamente. Obrigado meu PAI, GRATIDÃO com toda sua plenitude.
Casei, mas nunca deixei de ser solteiro. No mais, se agora somos uma só carne, por que não a sinto em mim?
Paixão...
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... Paixão...
É carne que queima em libido!
Permitido ou proibido,
É fogo que chameja dos olhos,
Chama que asperge o coração
Desprovido de razão - em penúria -,
Sangrando ao fulgor da desmedida introspecção;
Arrebatamento que se arrebata
Na desenfreada luxúria,
É loucura sem contentamento,
Folha ao vento que se desenlaça
Num débil afago ao brando vento que passa
E sem graça, ri de si...
Mas é só um riso, nada mais...
Apenas um vermelho olhar, nada mais...
Um pensamento qualquer, uma abstração,
Meramente um fogo que chameja na ilusão
Da mais febril desconexão
De sentimentos e razão...
É paixão, nada mais que paixão.
Acusam-me de mágoa e desalento,
como se toda a pena dos meus versos
não fosse carne vossa, homens dispersos,
e a minha dor a tua, pensamento.
Hei-de cantar-vos a beleza um dia,
quando a luz que não nego abrir o escuro
da noite que nos cerca como um muro,
e chegares a teus reinos, alegria.
Entretanto, deixai que me não cale:
até que o muro fenda, a treva estale,
seja a tristeza o vinho da vingança.
A minha voz de morte é a voz da luta:
se quem confia a própria dor perscruta,
maior glória tem em ter esperança.
A fraqueza da minha carne desponta,
nos cochichos de confessionário
que derramas em meus ouvidos,
na umidade da língua que esbarra
no lóbulo da orelha,
potencializando meus impulsos libidinais.
A fraqueza da minha carne,
vai impondo sua força
com o ardor dos desejos,
no beijo malicioso,
depositado aqui,
no cantinho da minha boca
nem tão santa,
que deseja abocanhar
toda e, qualquer carne crua
que há em ti.
A fraqueza da minha carne,
vai impondo sua força
com o ardor dos desejos,
no beijo malicioso,
depositado aqui,
no cantinho da minha boca
nem tão santa,
que deseja abocanhar
toda e, qualquer carne crua
que há em ti.
Somos seres ilimitados, limitados pela carne, livre em alma.
Somos seres criadores, criados por um eu único mais unidos em um só ser, para amar.
Somo merecedores da abundância da prosperidade da alegria, se não reconhecemos o nosso merecimento o universo perfeito não pode sustentar a realidade do merecer.
Somos capazes de iluminar e mudar tudo que estar em nós e a nossa volta.
Só precisamos : Perdoar, Acreditar, Amar, sentir verdadeiramente a Compaixão e Agradecer.
Consome meu corpo o desejo, umedece.
Abraço forte e seguro.
A carne dói, o peito inflama, a respiração falha, os olhos tremem, gotas de suor brilham, aquecem e resfriam
Sons que só os amantes provocam.
Vou tomar-te, sem pedir.
É meu o seu corpo, como o meu é seu.
É algo maior que desejo.
Pensamento livre, mas amedontra.
Necessitamos um do outro, para viver.
Fica o cheiro do amor que consome.
