Coleção pessoal de Rodrigoimns

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Às meninas esforçadas

Não desanima, não, menina, o sol vai embora mas volta radiante no próximo dia. Você é forte, defende seus objetivos como uma leoa defende os filhotes. Não bata palmas, você tem o mundo nas mãos, deixe que os outros façam isso por você, quando estiver no mais alto estágio do merecer.

E quando, a teu olhar, as estrelas novamente brilharem, saberás que uma nova fase está surgindo, que aquele período nebuloso está partindo. Você, então, estará livre para voar, para espalhar pelo cosmo aquela tua vibração positiva.

Lembranças te faram empática, seu sorriso esplandecerá a luz do teu coração. Teus sonhos deixaram de ser uma quimera utópica, passando a ser a realidade tão desejada. Tua vida estará vasta de paz e harmonia, enquanto tua companhia será a coisa desejada pelos seres.

O fim da mancha

Dias disperdiçados em nada
Noites insones devido às preocupações
Um mês inteiro reduzido a lamentações

Vida que me é estranha
Rotina que deteriora meu ser
Que aflora meus demônios a ponto de ser ver


Caminhando com pés tortos
Guerreando contra meus próprios demônios
Abraço minha dor e caio em prantos


Morto no cemitério de livre vontade
Escondo-me atrás de um semblante natural
E executo minha funções de forma habital

Dos céus caem sobre mim
Raios de calafrios vindos do inferno psíquico
Logo tremo-me com a dor que sinto


Sentado sobre a ponta do abismo
Imagino-me caindo em direção ao chão
Livrando-me das correntes de submissão

O que vira depois eu não presumo
Joguei-me a esmo na superfície da morte
Sem esperar a boa vontade da sorte

Borboleta

Acontece de repente. Quando você menos imaginar, a borboleta pousará em seu ombro, você, então, se lembrará daquilo que tanto almejou. Saberá que tudo tem o seu tempo, sua hora, seu lugar. A borboleta azul significa esperança, a esperança que você precisa para acreditar num futuro próspero.

Borboletas depende da energia do sol para voar; e você também depende de luz para ascender-se. Mas a luz que você necessita não está no externo; está dentro de você, dentro do enorme coração bondoso que você carrega. Toda essa sua luminescência está refletida em seus olhos, tão cansados pelo fixar exigidos pelo cotidiano.

A curta vida da borboleta azul é comparável com com a sua, depois de perceber todo o tempo que foi perdido tentando ser alguém melhor. Até tornar-sem insetos magníficos, borboletas passam por várias mutações. Com você não é diferente: passará por diversas mudanças até fazer-se um completo ser iluminado. Inobstante, a luz sempre esteve em você, inerente de sua criatura.

Escuridão

Que horas são, afinal ?
O galo já cantou
O escurecer já se foi
A claridade já chegou
Mas o que está faltando?

A refeição está feita
As aves estão cantando
Os predadores estão à espreita
Mas tudo continua escuro
O que está faltando, então?

É hora de acordar pra vida
Esquecer quem machucou-me
De procurar um novo amor
Mas o que estão faltando, agora?
Pois o vazio no peito não fechou

E o sol a aquecer-me
Ilumina meu caminho perdido
Mas que horas são, afinal?
Pois já devia ter anoiteçido
Igualando-se a meu coração escurecido

Leito

Ouça o silêncio
Veja o que tem a dizer
Teus pensamentos te dirão
Qual direção escolher
Mas não se engane
Pensar é sofrer

Permaneça calado
Permita-se ser cremado
Pois aquele corpo
Não será mais habitado
Apenas seus feitos
Permanecerão acordados

Deixe a misericórdia vir
O vento soprar
Tuas cinzas deste lugar
Pois basta estar vivo
Para a alma sangrar

Seres humanos

Caminhando normalmente pela rua, vê-se pessoas por todos os lados. Elas não olham pro seu rosto, não sentem suas dores. Elas têm problemas maiores: seus próprios temores.

As pessoas não são iguais por fora, tampouco no íntimo. Mas são, exceto, iguais nas necessidades: elas precisam de contato social, pelo menos algumas; necessitam alimentar-se, igual qualquer outro ser vivo; têm suas necessidades fisiológicas; e estão vulneráveis à depressão e solidão.

Apesar disto, o ser humano tende a querer ser superior a seus congêneres.
Despreza seus semelhantes por pura ignorância. Sacrifica seus irmãos por sórdida ganância. Muitos estão mergulhados num mar de hipocrisias, e acabam afogando-se em suas próprias mentiras.

Competir faz parte da natureza humana. Disputam entre si para ocupar um lugar de destaque. Competem entre quem presta o melhor serviço. Competem desde pequenos espermatozóides numa corrida em direção ao útero, a reis em busca de novos territórios.

O homem quis voar como as aves, então inventou o avião. Desejou planar na água como os patos, então o barco fez. Sonhava está submergido às águas como os peixes, então criou o submarino, sobretudo, tornou-se mergulhador. Que inveja o homem deve ter dos patos, pois eles estão equipados para tudo isso, apesar de imperfeitamente. O homem tenta ser o mais categórico possível, mas vive em busca da felicidade. O pato é desastrado, no entanto, é feliz.

A morte olha para mim e fixa seu olhar amedrontador. Mas eu digo para mim mesmo: "não tenha medo, a morte esteve aqui bem antes de você, você que é estranho; ela, não." Então eu digo à frente dela: "não tenho medo de ti, pois à vida não me apeguei, mas ,no que tange ao meu destino, eu eu sempre duvidarei.

O ser humano é apenas mais um animal selvagem. Por isso, temos que esforçar-nos para mudar essa natureza reprovável.

Distância

Tu foste para bem longe
Aonde o vento sopra gelado
Mas em teu peito tu me esconde

Levaste contigo o meu riso
O qual dava-te exclusivamente
Fazia eu de ti o meu abrigo

Às sombras dos eucaliptos
Refresco-me com devaneios
Imaginado-me feliz contigo

Teus olhos anoitecidos
Ilustravam a futura cor do meu ser
E Hoje meu peito está partido

Uma nuvem escura baixou sobre mim
Meu coração logo escureceu
Quando sem ti eu me vi

Outrora trouxesse-me vigor
Em tempos não esquecidos
Mas hoje traz-me dor

Aqueceste-me com teus aconchegos
Mas o amor é fogo
E tu queimaste-me com teu desprezo

Ele egoísta

Ele tem o orgulho imenso
Cavou sua sepultura
Ele jogou sua vida ao vento

Ele é um nada
Sempre foi
Ele sempre será um babaca

Ele adora está sozinho
Adora o relento
Ele, porém, odeia está vazio

Ele respira um ar de desprezo
Não sente remoço
Ele não gosta do seu jeito

Ele é leviano
Valoriza o insignificante
Ele morrerá com poucos anos

Ele, todavia, não possui nada
Nem onde cair morto
Ele tem uma alma furada

Ele morrerá em solitude
Esqueceu-se dos amigos
Ele é sem virtudes

Ele é repugnante
Deleita-se em tragédias
Ele merece o inferno queimante

Vagabundo Caseiro

Da cama para o banheiro
Dentes escovados
Removendo o mau cheiro

Do banheiro para a cozinha
Forrando o estômago
Saciando a orexia

Da cozinha para a varanda
Lendo livros velhos
Exercitando o cérebro saranda

Da varanda para o quarto
Com o dia escurecido
Removendo o cansaço

Eu não quero mais escrever o que sinto. Eu não quero mas necessito. Eles me dizem que preciso focar no pressente, e esquecer o resto. Mas para mim é possível: eu vivo absorto nos três tempos - passado, presente e futuro.

Animal defeituoso

Sou bicho do mato
Não tenho medo do perigo
Eu traço o meu caminho
E dilacero o inimigo

A sociedade é predador
Eu sou presa intragável
O sangue ruim que tenho
Decreta destino terminado

Eu sou uma mancha podre
Que difere dos demais
Onde eles são normais
Eu eu sou mais incapaz

Defeitos eu tenho de sobra
Mas tenho também misericórdia
Que sei que vocês não possuem
Com quem solta a corda

Deixarei a região urbana
Irei para um lugar ermo
Longe das pessoas
E do inevitável medo

Odeio o ser que sou
Um humano, que como todos
Oscila entre o prazer
E a dor

Manhã E Natureza

Hoje acordei cedo
Para ver os pássaros cantarem
O som que de seus bicos emana
É melhor do que os da cidade

Tudo que se vê aqui é esquemático
Na natureza é tudo mais prático
Para os habitantes do reino fantástico
Onde ser livre é o contrato


Lá na cidade
Enquanto uns dormem, outros trabalham
Mas aqui não é diferente
Uns caçam ao dia, outros ao relente

Queria morar aqui, na selva
Mas habitar aqui eu não posso
Sou um ser urbano
Mas que de gente não gosto

Arrependimentos e Esperança

E pensar que eu estive junto a ti
Deliciando-me com tua companhia
Usufruindo de alegrias
Que traziam luz aos meus dias

São momentos que não voltam mais
Mas em minha memória
Você eternizou seu jeito leniente
O qual produzia-me paz

Poderia eu
Estar agora em teus braços
Deleitando-me com teu apreço
Mas amor não houve no meu peito

Sem pensar deixei-te partir
Não obstante,a primavera há de vir
Flores novas irão surgir
E você regressará a mim

Cataclisma

Em meio a corpos despejados pelo chão
Vê-se pessoas aos redores caírem em depressão
Enquanto demônios deitam-se em diversão

Condolências distribuídas pela terra
Personificando o sentimento de morte que impera
Espalha pelo mundo um ar de misérias

Indivíduos então condescendem a vontade de Deus
Aspirando um lugar no paraíso que ele prometeu
Esquecem-se da razão pela qual tornaram-se ateus

Expectativas que pela circunstância foram destruídas.
Arvores antes abundantes de frutos da vida
Deram lugar às dores mais sofridas

Devaneios perturbam grande parte das populações
Escuta-se à distancia suas desesperadas orações
Agora toda gente não escondem mais suas emoções

Num arquipélago de ilhas frias e sombrias
Animais e plantas foram aniquilados à luz do dia
Enquanto bolas de fogo sobre seus corpos chovia

Humanos em desespero lotam os centros públicos
Alguns tentam tirar suas vidas deste mundo
Com o novo fenômeno anunciando o indesejado dilúvio

Arrependimento é o que agora todos sentem
Olhando às suas frentes o inevitável final do presente
Onde não permitirá restar ao menos suas sementes

Quebrado

Noite obscura
Nada perdura
Além de sentimentos de amargura

Silêncio pairando
Tempo encurtando
Flores murchecendo e coração sangrando

Temperatura alta
Endorfinas baixas
Calafrios no corpo e dor na alma

Céu cinza
Espírito escuro
Na solidão encontra-se o refúgio

Humano súdito
Destino pútrido
Um oceano de pensamentos sujos

Noite estrelada
Criatura desalmada
Sonhos em pedaços e solitude acalorada

Há momentos em que eu só queria estar em um lugar distante. Distante das pessoas; das obrigações; das confusões; distante da cidade causadora de problemas. Mas não é tão simples assim. Onde eu poderia ir para sanar esta minha carência de mim mesmo? Por quanto tempo eu aguentaria a minha própria presença? Minha cabeça depois enlouqueceria? Talvez o melhor seria estar distante dos meus pensamentos. Mas isso é impossível.
A longitude entre mim e algumas pessoas ( que antes estiveram coladas a mim) faz-me duvidar da integridade de suas amizades, porquê elas sempre te dizem que estão com você, mas quando a vida aperta, nem sombra delas resta. Elas preferem festas, dinheiro, relações amorosas, e permanecem absortas na vida material.

Teste

Estou vivendo um inferno. Inferno este do qual custa-me respirar.
A natureza é cruel, ou eu quem sou sensível de mais? A verdade é que os sere mais algozes propagam-se mais do que os vulnerabilizados. Resta-me, unicamente, tornar-me forte, ou serei morto por aqueles que tanto têm

O velho e o garoto

O velho e o garoto são iguais:
Feitos de carne e ossos
Diferem-se pelos extremos:
O início; e o fim da vida que se faz

O garoto anseia pelo amanhã;
O velho aguarda seu sepulto
E ambos estão suscetíveis
Às consequências do descuido

O garoto é entusiasmado;
O velho é angustiado
O dia agrada o garoto
A noite deleita o velho cansado

Uma breve vida; ao velho resta
Ao garoto; vasta descobertas
Mas o fim é o mesmo
Triste e a esmo