Camilo jose cela
O homem pode aprisionar tudo que quiser, menos a mente, está escapa da cela à hora que bem entender.
O diabo fará de tudo para que sua cela seja a mais confortável possível, para que você não queira sair de lá. A pior prisão é aquela que nos sentimos bem nela.
A corrupção mora no coração.
Talvez não em todos.
Mas o meu é lascivo.
Mesmo fugindo para a cela.
Mesmo cultivando a solidão.
Mesmo selando os olhos e lábios.
Eu declino...
Dizem que a mente do homem é fraca.
É por que não conhecem o seu coração...
Sinto como algo natural.
Sinto como parte de mim.
Ignoro...
Mas também sou ignorado.
Não sei se é algo que procuro.
Ou se por este sou procurado.
Não sei se é algo que está em meu caminho.
Ou se o caminho é este.
Me perco e não diferencio, se isso sou eu.
Ou se eu sou isso...
Não aceito nem renego.
Apenas convivo.
Inserto de que talvez um dia.
Possa existir o perdão.
Ou talvez todos já estejamos perdoados...
Ou talvez a dúvida seja a punição.
(...) um homem cuja única paisagem são as quatro paredes de uma cela, agoniado sob o peso do que fez em nome de princípios que outros conceberam e ele, obediente, ingênuo, adotou.
- Cela 421
Eu aqui na minha cela, recluso,
Com pensamentos não aprisionados,
Nas linhas tortas deste verso confuso,
De um poeta marginal, marginalizado.
As grades são o portal do meu mundo,
Onde a liberdade se esconde em chamas,
As memórias são ventos profundos,
Que esvoaçam a minha alma em chagas.
Nas entrelinhas dos muros sombrios,
Minhas palavras ganham vida e voz,
Soltam-se no ar como pássaros bravios,
Que negam a prisão e voam veloz.
Enquanto o tempo passa, lento e cruel,
Meus versos clamam por justiça e verdade,
Denunciam a opressão, lutam pelo réu,
Desmistificam essa pálida sociedade.
Eu aqui, na minha cela, sou insurgente,
Meus pensamentos vão além dos limites,
Escrevo com a tintura da rebeldia ardente,
Transbordo de poesia as represadas digitais.
Ah, poeta marginal, poeta sem destino,
Tuas palavras são balas nos opressores,
Revelam o vazio do sistema mesquinho,
Destilam a raiva dos marginalizados e dor.
Então, mesmo aprisionado, sigo poeta,
Denunciando as injustiças pelo mundo,
Através dessas versos a minha voz liberta,
Para que os opressores ouçam o grito profundo.
Eu aqui na minha cela, com os pensamentos livres,
Construo versos de pura dissidência,
A poesia se ergue, onde a realidade não cai,
E transcrevo em letras a minha resistência.
Eu aqui na minha cela, solitário,
Com pensamentos que anseiam voar,
Na obscuridade deste canto sombrio,
Um poeta marginal quer se libertar.
As grades tentam silenciar a voz,
Mas a poesia é resistência intrépida,
Nas linhas tortas, sou um herói feroz,
Denunciando a opressão que me impede.
Os dedos traçam versos em desespero,
Em cada palavra, minha alma grita,
A liberdade é um sonho verdadeiro,
Que a cela não tem o poder de evitar.
Eu aqui, na minha cela em confinamento,
Escrevo em protesto contra as amarras,
Revelo a injustiça, a dor, o sofrimento,
E ergo a voz dos marginalizados sós.
A prisão é apenas uma aparência,
Minha mente voa livre no universo,
Mesmo cercado pela mais pura ausência,
Meus pensamentos são imunes ao peso.
Enquanto mergulho na solidão profunda,
A poesia se torna minha armadura,
Desafio as correntes com minha escrita fecunda,
E reescrevo a minha própria ditadura.
Eu aqui na minha cela, com os pensamentos ardentes,
Sou a voz dos marginalizados esquecidos,
Através da poesia, resisto ferozmente,
Na busca incansável pelo sonho perdido.
Que meu canto ecoe além das grades,
Que minha mensagem chegue a todo canto,
Enquanto na cela, em silêncio, a poesia invade,
Desafiando o sistema que quer me aprisionar tanto.
Eu aqui, na minha cela, com os pensamentos revolucionados,
Sou um poeta marginal, inquebrantável,
Apesar de todo o cárcere imposto e fadado,
Minhas palavras jamais serão domesticadas.
O caminho para silenciar as vozes que envenenam este país não é jogá-las em uma cela, é parar de ouvi-las. O caminho para resolver nossos problemas é buscar o bem comum, não as vitórias. Só progredimos confrontando verdades difíceis, não nos escondendo delas.
Em um olhar, o universo se revela,
Um brilho que encanta, uma chama que se cela.
Teus olhos são faróis em noites escuras,
Guiando meu coração por entre as alturas.
Cada toque seu é como um verso suave,
Uma melodia doce que a alma invade.
Nos sussurros do vento, sinto sua presença,
Um amor tão profundo, uma doce essência.
Caminhamos juntos por trilhas de sonhos,
Desafiando o tempo, superando os tronos.
Em cada risada, uma sinfonia se forma,
Na dança da vida, você é minha norma.
As estrelas testemunham nosso destino,
Um laço eterno que nunca tem fim.
Prometo cuidar de você com todo o fervor,
Ser seu abrigo e seu eterno amor.
Vamos escrever juntos nossa história infinita,
Com páginas de carinho e uma alma bonita.
Pois em cada verso que juntos criamos,
Ecos de amor são sempre o que somos.
O hálito da lua toca a face
Em plaino leito de pura luz
A noite calma cela o enlace
Nos raios do Sol que lhe conduz
E segue no meio das flores
Dembaraçando fios de beleza
Em meio ao cipó cheio de cores
Com asas de grande leveza
Soando como sino de vento
O tempo tem a própria lei
Esquece o espaço e o tempo
O destino tenta outra vez
Não sou um cavalo,mas meu coração galopa de alma em alma sem rédeas e nem cela pra que alguém monte em mim e me use como transporte de dependência emocional.
SOM E SILÊNCIO
A voz que ressoa pelo canal da tua garganta
pode ser a chave que abre a cela em que um
ou milhares estão aprisionados.
Ou o som da tua própria alforria.
A quebra da mudez torturante
que asfixia.
A força do teu silêncio
pode ser o estardalhaço da tua serenidade
sobre a ignorância ruidosa
que se vangloria.
Mas o som da tua fala pode ser também o cadeado
que tranca a boca das minorias.
A manifestação do autoritarismo
que se sobrepõe aos gritos dos desvalidos.
A mudez da tua indiferença
pode perpetuar por séculos a servidão
e a manifestação multiforme da violência.
Se por medo,
o calar da tua fala
produzirá também feridas na tua essência.
Há silêncio profundo e fala revolucionária.
Há fala excessiva e silêncio covarde.
Há escuta que salva e palavra que arde.
A voz que soa pelo canal da tua consciência
pode parar o bumbo do marchar da tirania
ou o mutismo que a sustenta.
O bom uso do som ou do silêncio
reside no exercício da tua sabedoria.
Se as lembranças estão presas na memória, sua cela, dentro da história dos outros, é de que cor?
Esta pergunta levanta questões interessantes sobre como as nossas memórias são mantidas e compartilhadas com os outros. É como se uma parte de cada um de nós estivesse em uma cela em que as nossas lembranças são mantidas, e que esta cela está situada dentro da história de outras pessoas. Quanto à cor da cela, pode-se argumentar que ela é de uma cor diferente para cada pessoa que tem uma lembrança de nós em sua história. Dependendo da natureza dessa lembrança e do sentimento associado a ela, a cor da cela pode mudar. Pode ser uma cela escura e sombria, para lembranças tristes ou dolorosas, ou pode ser uma cela aconchegante e luminosa, para lembranças felizes e reconfortantes. O ideal seria que, independente da cor, a nossa cela estivesse sempre aberta para novas lembranças e experiências positivas que pudessem adicionar novas cores e tons a essa história, mas sabemos que isso não é possível... Nos resta então, estar atentos para determinar o rumo e a cor que serão base de novas jornadas.
