E agora, José?

Cerca de 18 frases e pensamentos: E agora, José?

JOSÉ

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais!
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!
José, para onde?

Carlos Drummond de Andrade
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JOSÉ

E agora, José?
A copa acabou,
a luz não pagou,
o juro subiu,
o boleto expirou,
e agora, José?
e agora, você?
Você, que é um número,
só um entre tantos
Você que faz empréstimos,
que compra, ostenta?
e agora, José?

Está sem sindicância,
está sem recurso,
está sujinho,
já não pode efetivar,
já não pode parcelar,
discutir já não pode,
a inflação aumentou,
o reajuste não veio,
o concurso público não veio,
o hexa não veio,
não veio a aposentadoria
e a corrupção dominou,
a justiça aboliu,
dr Enéas morreu,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce jornada,
seu direito de férias,
sua multa de rescisão,
sua Unimed,
sua bolsa de estudo
seu seguro desemprego,
sua gratificação,
seu 13°, - e agora?

Com direito a escolher
quer eleição,
não existe eleição;
quer votar,
mas o golpe forjou;
quer atravessar a fronteira,
O Sem fronteiras não há mais!
José, e agora?

Se você implorasse,
se você concordasse,
se você aumentasse,
a hora extra,
se você negociasse,
se você mendigasse,
se você protestasse...
Mas você não faz greve,
você tem orgulho, José!

Dobrando o turno
Qual um escravo,
sem segurança
sem hora almoço
para descansar,
sem conta poupança
que desafogue,
você tributa, José!
José, para quem?

Ruth Auer
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Para aqueles que vivem de finais de semana
"E agora José?
O carnaval acabou
A felicidade se foi
O final de semana passou
E a segunda chegou.
Sua angústia se apresenta
Covarde de sua existência
Vive amargurado por vender sua força de trabalho
Nunca serás homem
Tampouco mulher
Serás sempre escravo
Tanto de si quanto dos outros
Pois inerte em festinhas e baladas
Se perde na ilusão de suas próprias mentiras".

Mefistófeles

E agora José ?
Se este é o paraíso, ainda não sei
Encantei-me e já me adentrei
Nesta chuva já me molhei
Dei e me lambuzei
Gostei, pedi bis
Está-se certo ou errado
Fui eu que assim quis.

SELDA KALIL

nas farmácias
não vendem
remédios
para corações
partidos
e agora, José?

Alexandre Guimarães

E agora JOSÉ?
Sera que vale a pena trocar seu ano novo agito e sei lá mais o que, por u bom livro, um filme um Cappuccino e qualquer coisa que engorde?
José meu ajuda!
José,
José,
você não ajudou nada, só me deixou mais confuso...José vai tomar banho, cansei de você também, volta pro teu pai Drummond que é teu lugar...
VAI!
VAI!!!
Ja foi??
...
?Não volta, volta José, não me deixe aqui sozinho, por que depois da fúria...depois da fúria vem a solidão...

Pedro Torraca

E agora José? O carnaval acabou, o dinheiro também e o que ficou?... Sobraram as cinzas! Boa noite.

Luiz Maria Borges dos Reis

"E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José? E agora, você? Você que é sem nome, que zomba dos outros, você que faz versos, que ama, protesta? E agora, José? Está sem mulher, está sem discurso, está sem carinho. Já não pode beber, já não pode fumar, cuspir já não pode. A noite esfriou, o dia não veio, o bonde não veio, o riso não veio, não veio a utopia e tudo acabou e tudo fugiu e tudo mofou, e agora, José?

Carlos Drummond de Andrade
Inserida por grasypiton

SURFAR

E agora, José. José para onde?
Antes de tudo ouvir o tango Argentino de Bandeira.
Depois retirar a pedra do caminho.
Brincar um pouco com as andorinhas de fio do Quintana
Fazer Mestrado e Doutorado... Nunca serei nada.
Só não quero passar pela agonia do parque de João e do outro José.
Entender... Que te amo por não amar bastante ou demais a mim.
Entender... Ainda, que é necessário Amar!Amar!E não amar ninguém.
Queria voltar a fumar.
Tragar como Augusto e pensar nas bocas que gostaria de escarrar.
Entender que viver é ser o outro.
Entender como Manoel que a maior riqueza do homem
é a sua incompletude.
Por fim quero fugir
Ser qualquer.
Entender, que eu sou o que no mundo anda perdido,
Entender, que eu sou o que na vida não tem norte.
Em fim. para onde? Surfar.
..

Fabio Rocha
Inserida por fabionr

E agora José ?
Surge assim do nada e encanta-me!
Com um sete um convincente, leva-me
De mansinho aos meus ouvidos, estremece-me
Tira-me do sério, entrego-me

SELDA KALIL
Inserida por SELDA28

E agora José ?
Ajoelhou,tem que rezar
Escreveu, tem que cumprir
Este é o meu altar

SELDA KALIL
Inserida por SELDA28

E agora José, o carnaval acabou, o dinheiro foi-se embora, a ressaca tá brava e as contas como pagá-las?...

Luiz Maria Borges dos Reis
Inserida por luizborgesdosreis

Não pariram o mateus, e agora josé?

Insanidade Lírica
Inserida por Alexandredevil

O dinheiro acabou;
A teta secou;
O Globo surtou.
E agora José? (2019)

(Ivan (Carlos
Drummond de Andrade))

Ivan
Inserida por Ivanjst

O dinheiro acabou;
A teta secou;
Lá se foi o amor.
E agora José? (2019)

(Ivan (Carlos
Drummond de Andrade)
Para Artistas LGBTs

Ivan
Inserida por Ivanjst

"E agora José ?
E agora você "
Depois de tudo o que restou ser
O lapso do agora
O incerto do futuro
Os devaneios da mente
Seus castelo ao chão
Areia fria
Sem forma e vazia
O caos a solidão
Sempre perfeitamente orquestrado
Cada sonhos pelo caminho abandonado
Cada choro com gosto amargo
Sem confissões ao vigário
Do seu destino
De certo apenas o calvário
O recomeço inesperado
Escravo do que não sente
A vida dança indecente
Hora baila o azar
Hora a sorte resolve participar
Pássaros aprendendo a voar
Sem ninhos ou segurança para abrigar
Fora tantos punhaladas
Que as laminas não são mais capazes de sangrar
Nascer,morrer
O intervalo isso é viver
Longe da perfeição
Não é mais a questão
E agora você por você
Qual a versão vai escolher.

Giandra Meyne
Inserida por Giandra

E agora, Jose?
Deixar tudo. Arrumar a mala e partir...
Ou ficar e continuar?
O que devemos seguir?
O devo fazer?
Sim, as questões são parte da confusão da inteligencia.

Jose - 2013

Paulo Boaventura
Inserida por PauloBoaventura