Jean la bruyère
O silêncio da casa é um manto pesado,
Que me deixa a sós com o meu próprio ser.
Lá fora, o grilo está sempre acordado,
Fazendo a noite inteira tremer.
Um carro na estrada é um brilho fugaz,
Um cachorro que late pro escuro sem fim,
Fragmentos de um mundo que segue em paz,
Enquanto o vazio se instala em mim.
Lá fora,
o mundo chora
em pingos de cinza e vento.
Aqui dentro,
o coração transborda
no silêncio do momento.
A chuva lava a rua,
o peito acolhe a paz:
quando a alma se inunda,
o barulho não
O céu hoje decidiu se demorar,
e nesse cinza que lá fora insiste,
minha mente encontrou o seu lugar:
a luz que em toda a sua calma existe.
Observo o mundo se lavar aos poucos,
enquanto admiro a alma que você tem.
Um coração que não se perde em jogos,
que só conhece o dom de fazer o bem.
É raro encontrar tamanha integridade,
alguém que faz da entrega o seu destino.
Sua bondade é a minha claridade,
meu porto seguro, meu norte e meu hino.
A chuva cai, mas o peito está aquecido,
pois ter você por perto é ter a paz.
Seu brilho é o presente mais bonito,
que o tempo guarda e o amor satisfaz
Lá fora o mundo se desfazia em cinza,
chovia e eu pensava em você,
enquanto cada gota que batia no vidro
parecia querer ditar o ritmo do que sinto.
Não era uma saudade triste, dessas que apertam,
era um desfile de memórias bonitas,
daquelas que aquecem meu coração
mesmo quando o vento lá fora sopra frio.
Pensei na luz que você carrega sem notar,
nessa bondade rara que transborda em gestos,
e em como suas virtudes desenham um abrigo
onde a maldade do mundo não consegue entrar.
O mundo lá fora se lava aos poucos,
enquanto admiro a alma que você tem.
Um coração que não se perde em jogos,
e que, de tanto afeto, me faz tanto bem.
É raro encontrar tamanha integridade,
alguém que faz da entrega o seu destino.
Tua bondade é a minha claridade,
teu abraço é meu porto e o meu hino.
A chuva cai, mas o peito está aquecido,
pois te amar é onde enfim encontrei paz.
Teu brilho é o meu presente mais bonito,
que o tempo guarda e o amor só satisfaz.
Lá fora, a água desenha o caminho,
enquanto aqui dentro eu desenho você.
Penso em como o mundo seria sozinho,
sem a doçura que seu gesto oferece.
Não é só o brilho, é a firmeza do passo,
essa bondade que não pede vitrine.
Onde muitos cansam, você faz o abraço,
e faz com que a fé em nós dois se ilumine.
Suas virtudes não são ouro ou prata,
são flores que crescem no meio do vento.
Uma alma tão nobre, que o tempo não gasta,
que é porto e abrigo em todo momento.
A chuva lá fora só molha o caminho,
mas o seu coração é o que faz o jardim.
Te amar é saber que nunca estou sozinho,
é ter o melhor da vida em mim.
Que haja entre nós um único e definitivo mandamento: Perceber a existência do outro. E respeitá-la...Seja lá o que este outro for: animal ou pedra, planta ou água, gente ou bicho...não importa...Respeitar sua existência e direito de lugar no universo.
Vamos deixar pra lá
Vamos deixar passar
Vamos ser de novo
Dois seres que não são
Fique onde está
Fico onde estou
Acabou
Passou.
Isso é muito JUSTO, excessivamente JUSTO, que Deus deve tomar a alma de um recém-nascido e lançá-la no TORMENTO ETERNO.
Jonathan Edwards – Miscelâneas
Doutrina Maniqueísta
Lucas 17.20-21: ...Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós. O Reino de Deus está dentro de nós, dentro das pessoas e não em dogmas ou estruturas de templos. Somos filhos do Abba chamados para manifestar o Reino de Deus.
AMOR COMERCIAL:
É fria e úmida a chuva que cai
Madrugada adentro.
E eu a senti-la aqui sozinho
Encontro esse poema, meu alento,
Esse poema comercial... Ele versa o amor
Fala do amor? Ou de amor?
Ah! Quem falar do amor seria capaz?
Sobre a vidraça em brumas que nos separa
Eu posso exprimir seu rosto,
Meu sonho é comercial!...
Porque assim são iguais todos os textos,
Todas as cenas, e todos os temas,
De amor... São iguais.
Do amor que se expele que se explicita.
Eterno (...). Que como o ódio, e como a libido,
O homem prova para reprovar
E falar de amor é comercial.
Também é comercial,
A criatura que não é do criador.
Deveras minha poesia é comercial.
"Entre o que eu sinto e o que eu consigo dizer, existe um abismo imenso. É lá que eu moro ultimamente: nesse sentimento chamado " sei lá" , onde o silêncio é a única tradução honesta."
Ro Matos
"Educar é libertar a consciência da ignorância e conduzi-la lentamente ao território da responsabilidade."
O Refúgio do Serginho
Na varanda da vida, o tempo resolve parar,
Lá na casa do Serginho, onde a gente vai se encontrar.
O portão se abre e o riso já vem de brinde,
Numa alegria sincera, dessas que nunca finda.
A Lili traz o brilho, a doçura no olhar,
Fazendo qualquer conversa logo se iluminar.
O Ferrão, com seu jeito, completa a parceria,
Transformando o momento em pura energia.
E eu, o Daniel, sigo aqui celebrando,
Cada história contada, cada brinde brindando.
Entre um café, um abraço e uma boa piada,
A gente descobre que a vida é essa estrada...
Feita de gente que a gente escolhe pra amar,
E de um canto no mundo pra sempre retornar.
Valeu, Serginho, por ser nosso anfitrião,
Nesse pedaço de céu que cabe no coração.
Daniel Vinicius de Moraes
“A alegria verdadeira cresce lentamente como uma árvore antiga. Quem tenta colhê-la antes do tempo encontra apenas folhas, nunca frutos.”
"Não importa o quão barulhento o mundo lá fora esteja dizendo que você não vai conseguir, o seu som interno precisa ser mais alto."
