Jean la bruyère

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A dor é o fio invisível que costura a condição humana. Não escolhemos senti-la, mas ela nos escolhe, como se fosse uma visita inevitável que atravessa o corpo e se instala na alma. É mais do que um sinal de nervos e tecidos — é a lembrança de que somos frágeis, mortais, expostos ao mundo.

Tem mulher morrendo por medo de ficar sozinha… quando, na verdade, ficar sozinha poderia salvá-la.

Somos um fluxo de energia. Aquele que sabe direcioná-la para o canal correto terá uma vida plena.

Seja onde for, eu estarei lá, no ínfimo da vida, ao apogeu da existência, eu estarei lá, no suspiro da Terra eu estarei lá, onde houver dia, eu estarei lá, onde houver noite, eu estarei lá, no princípio, eu estarei lá, no fim, eu estarei lá, na desgraça, eu estarei lá, na ventura, eu estarei lá, aonde se puder imaginar eu estarei lá e aonde a pobreza humana consegue chegar eu estarei.
 Tudo por ti!
 Por você eu faço tudo! Ô corredor girar. Um paraplégico andar. O amor odiar. O mau ajudar. A escuridão virar dia. O dia virar noite. Amarei o inamável. O universo acabar. Um urso voar. Anjos caírem. Homens voarem.
 O possível e impossível!
 Quando precisardes, serei, um baluarte, um homem, um padre, um santo, um ombro, uma luz, um carinho, o afeto, o vinho, a água. Tudo que precisardes eu serei!
 Tudo serei! Por ti!
 Sem você, sou um dia, sem Sol, a noite, sem Lua, o mar, sem água, o amor, sem afeto, o Xadrez, sem o rei, fogo, sem chama, o homem, sem Deus, serei apenas alguém, perdido no ócio.

Ela foi ali, além do pôr do sol, em breve eu vou encontrá-la...

Vou me mudar para o teu sorriso e nunca mais vou querer sair de lá.

ÁGUA MENINA
 Água que nasce lá no alto da serra.
O Igarapé segue rumo às águas do mar.
Desce e segue molhando a velha terra.
 no seu longo caminho, para chegar ao mar.
Passeia livre e leve, pela gruta que te espera.
Sempre doce e viva, como as flores na primavera
Com seu gosto original, vindo da nascente
Vai traçando, seu rumo em curvas, na chuva, na noite e, no sol ardente.
Vai lavando pedras, areias e cascalhos.
Vai no seu critérios, num caminho
 longo e sem atalhos
A procura de um rio para desaguar
E encontrar o sal, das águas do mar
Formando cascatas, cachoeiras, a derramar
de encanto, pra te encontrar
Vai descendo pelas escadas da alta serra
Molha a paisagem de todo o canto desse lugar.
Mas não deu não…
 não encontrou. o mar
 Não foi pro mar, esperou o mar…
 O mar não veio não.
 Ele passava em outro lugar
Não faz parte das espumas brancas das ondas do mar
E das águas de iemanjá
Ficou perdida feito estrelas cadentes.
Que caem nas madrugadas.
Suas águas ficaram paradas, num certo lugar.
Feito as águas na margem interna.
E antes de entrar, na escura caverna.
depois seu caminho trilhado
Passou na palhoça no canto da serra
E visitou a meiga senhorita.
E o Zé Geraldo.

Lótus em você
Confesso que nunca imaginei tê-la.
Na minha cabeça, isso parecia impossível.


Beijá-la, tocá-la…
Tudo parecia distante demais.


Durmo pensando em você,
acordo ansiando pelo dia em que vou vê-la.


Seus belos olhos têm um encanto único,
e posso dizer que estou completamente envolvida por eles.


Que minhas mãos frias encontrem o calor das suas,
que minha boca toque a sua,
que a sua respiração se misture à minha.

Não busque a paz no outro; se quer encontrá-la, o solo para plantá-la está dentro de você.

A bondade existe e permanece presente; isso consola quem ainda sabe percebê-la.

Sentir inveja já é ruim; cultivá-la, porém, é vergonhoso.

Toda emoção é um mensageiro. Ignorá-la é perder a chance de aprender.

E quando a tristeza bater à porta, vou convidá-la para entrar, tomar uma xícara de chá e juntamente comigo dar umas boas gargalhadas.

Livraria..


Lá tem cheiro
de letras...

FILHO DO PARÁ



“Ó Pará, há tempos que vim de lá.

Deixei a solidão conduzir-me o coração,

como tua estrela solitária,

que exerce autonomia.

Recordo-me de que de ti herdei a cidadania.

De verdade, eu sou de lá,

da terra do Norte quente,

e tenho apreço por essa gente,

que, em festa, muito contente,

vem hoje se declarar:

eu te amo, meu Pará!

Pois, sou teu filho, sou guerreiro,

sou paraense, brasileiro!”

Tasselo Brelaz

A praça e o casal.


Passando pela praça
lá estava o casal,
ela feliz da vida e ele falando
o que ela desejava ouvir.

Vida nossa.


E assim é feita a vida.
De encontros, desencontros,
de sorrisos. Mas se tiver lágrimas,
Que seja somente para lavar por Dentro..

Passado.


Serve apenas para que as
coisas fiquem por lá.
As outras, as que devem
nos acompanhar,
chamam se Presente.

Foi no jardim que lhe
encontrei, lá estava você,
toda borboleta..

Acordei
e lá fora 
o Vento
declamava 
suas inquietudes...


lembrei-me 
da paz
que esse mundo 
tenta levar 
de mim....


ergui-me 
devagar
e fui  
declamar 
os meus versos
inquietos 
com Ele...


✍©️ @MiriamDaCosta