Solidariedade com comida
Houve um tempo no qual a indústria da seca era o prato principal no restaurante Brasil. Hoje a indústria da arte domina o cardápio que está nas principais mesas de todas as filiais do Restaurante Brasil.
"Isso é o que a gente gosta à mesa: celebrar esse tempo improvável a que se chama vida e logo acaba."
(Gladston Mamede. "Memórias de Garfo & Faca". Instituto Pandectas)
"Quando o manjar é maravilhoso, ninguém se lembra da cintura."
(Gladston Mamede.
"Memórias de Garfo & Faca". Instituto Pandectas)
Que nunca nos falte o pão que alimenta o corpo, a fé que alimenta o espírito e a magia da poesia que nos alimenta a alma.
Rico come caviar,
Peixe, arroz e camarão.
Pobre come no jantar
Um pedacinho de pão.
Farta mesa na riqueza,
Falta ceia na pobreza,
Café não é igual, não!
CRÔNICA DA GULA
No restaurante, com o cardápio em mãos.
Cliente: "Picanha."
Garçom: "Bem passada?"
Cliente: "Mal passada e com capa de gordura."
Garçom: "Incluo batatas fritas?"
Cliente: "Sim, com ketchup."
Garçom: "Adiciono o combo de bacon?"
Cliente: "Sim, e coloca salames também."
Depois do farto almoço, o cliente pede o cafezinho de sempre.
Garçom: "Açúcar no sachê?"
Cliente: "Tem adoçante?"
Garçom: "Só dietético."
Cliente: "É bom para meu regime."
Gula e Luxúria
A gulodice é o meu maior pecado. Estou engordando assustadoramente.
Um dia... vou acabar me comendo.
COISAS DO INTERIOR
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Adoro cuscuz com leite
No café ou no jantar
Com ovo ou carne moída
Comida melhor não há.
Além de muita sustança
Com pouco se enche a pança
E é bem "facim” de preparar.
– Moço, o senhor pode pagar pra mim uma vitamina de banana e um pão de queijo?
– Posso, sim, senhora, mas o pão de queijo pede para levar. Peça também mais um salgado pra comer agora com a vitamina.
A atendente questiona:
– Vai pagar mesmo pra ela?
– A senhora faz alguma objeção a utilização do meu próprio dinheiro?
– Não, é que todo dia ela está aqui pedindo uma vitamina de banana.
– Deve ser porque todo dia ela sente a mesma coisa que você: fome.
O trabalho infantil é crime, mas a ociosidade sem as políticas públicas ocupacionais efetivas para a educação é a mais dura perversidade cometida pela sociedade amoral diante do falso argumento e justificativas do social e da legalidade.
Não nos basta a liberdade se não temos as condições necessárias para sermos livre. O sistema nos acorrenta a submissão, sonhar com a liberdade por rebeldia nos prende a consecutivos erros, ate cair em si, na depressão. O passarinho livre tem que buscar a comida todos os dias mas o de gaiola, não.
Como seria bom se a engenharia de alimentos conseguisse que os produtos mais baratos durassem mais enquanto que os produtos mais caros durassem menos. Com isto resolveria parte da logística contra a fome no mundo.
Não existe dieta saudável alguma que não permita, sem culpa, de comermos alguma besteira, de vez em quando.
A humanidade urbana hoje gritam aos brados pelas cidades, salvem as indefesas baleias, protejam as sacrificadas "elefantas" mas não podem ver ao lado, uma pessoa obesa, que generalizam de gulosas, indisciplinadas, mórbidas, preguiçosas e doentes. A empatia selvagem, distante da verdadeira realidade é bem mais prospera aos que vivem em rebanho.
Consigo lembrar de todos os pratos gostosos que já comi, mas, não consigo lembrar do que continha sequer em um saco de lixo que joguei fora.
