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SĂł acredite no que os seus olhos vĂȘem e seus ouvidos escutam.
NĂŁo acredite nem no que os seus olhos vĂȘem e seus ouvidos escutam.
E saiba que nĂŁo acreditar ainda Ă© acreditar.
Hoje nĂŁo hĂĄ mendigo que eu nĂŁo inveje sĂł por nĂŁo ser eu.
Nota: Trecho do poema "Tabacaria" de Ălvaro de Campos, heterĂłnimo de Fernando Pessoa. Link
NĂŁo temo ao fogo que me adverte com suas chamas, mas livrai-me da brasa moribunda que se esconde sobre as cinzas.
à preciso ter tristeza. Tristeza não é ruim. Quase todo mundo só quer escutar musiquinhas alegres, ir dançar em lugares barulhentos, ficar falando o tempo inteiro. Porque eles tem medo da tristeza. Mas não é a tristeza que mata.
Percebi que todas as coisas que temia e receava sĂł continham algo de bom ou de mau na medida em que o Ăąnimo se deixava afetar por elas.
NĂŁo me prendo a nada que me defina. Serei o que vocĂȘ quiser, mas sĂł quando eu quiser.
Eu sĂł queria que vocĂȘ soubesse do muito amor e ternura que eu tinha â e tenho â pra vocĂȘ. Acho que Ă© bom a gente saber que existe desse jeito em alguĂ©m, como vocĂȘ existe em mim.
Mestrado Ă© sĂł para mostrar que o sujeito Ă© alfabetizado, pois a metade dos que estĂŁo na universidade nĂŁo sabem ler.
Escreve-me ...
Escreve-me! Ainda que seja sĂł
Uma palavra, uma palavra apenas,
Suave como o teu nome e casta
Como um perfume casto d'açucenas!
Escreve-me!HĂĄ tanto,hĂĄ tanto tempo
Que te não vejo, amor!Meu coração
Morreu jĂĄ,e no mundo aos pobres mortos
Ninguém nega uma frase d'oração!
"Amo-te!"Cinco letras pequeninas,
Folhas leves e tenras de boninas,
Um poema d'amor e felicidade!
NĂŁo queres mandar-me esta palavra apenas?
Olha, manda entĂŁo...brandas...serenas...
Cinco pétalas roxas de saudade...
Mas a vida ensina, sĂł eu sei o que passei
A vida nĂŁo Ă© fĂĄcil, mas eu tĂŽ ligado, eu sei,
eu sigo o meu caminho, tĂŽ firme, tĂŽ aĂ.
Não hå nada nessa vida que me faça desistir.
A unicidade do âeuâ se esconde exatamente no que o ser humano tem de inimaginĂĄvel. SĂł podemos imaginar o que Ă© idĂȘntico em todos os seres, o que lhes Ă© comum. O âeuâ individual Ă© o que se distingue do geral, portanto o que nĂŁo se deixa adivinhar nem calcular antecipadamente, o que precisa ser desvendado, descoberto, conquistado no outro.
Sempre me apaixono depois que acaba a paixĂŁo. Sempre namoro quando acaba o namoro. SĂł assim sei amar.
Quem, portanto, nĂŁo ama a solidĂŁo, tambĂ©m nĂŁo ama a liberdade: apenas quando se estĂĄ sĂł Ă© que se estĂĄ livre (...) Cada um fugirĂĄ, suportarĂĄ ou amarĂĄ a solidĂŁo na proporção exacta do valor da sua personalidade. Pois, na solidĂŁo, o indivĂduo mesquinho sente toda a sua mesquinhez, o grande espĂrito, toda a sua grandeza; numa palavra: cada um sente o que Ă©.
Pensei em sumir. Desaparecer. Despistar. Fingir. Só que eu não vou. Vou me esforçar e acreditar que tudo vai ficar bem. A esperança nos mantém vivos, certo? A fé nos faz andar pra frente, certo? Então ta certo. Ficamos combinados dessa forma. Não espere poesia, linhas bem feitas, palavras bonitas. Simplesmente não posso. Agora não. Não sou de ferro. E estå doendo.
