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E tudo era muito para um coração de repente enfraquecido que só suportava o menos, só podia querer o pouco aos poucos.
Ăs vezes eu tenho vontade ser menos intensa, sĂł pra poder entender como o resto do mundo aguenta essas coisas que me devoram permanentemente e de uma forma tĂŁo absurda...
SĂł eu sei que cheguei Ă humildade mĂĄxima que um ser humano pode atingir: confessar a outro ser humano que precisa dele para existir.
Seu espĂrito ansiava pela solidĂŁo e pelo silĂȘncio que sĂł um grupo grande era capaz de proporcionar.
Certo dia parei para observar as mulheres... e só pude concluir uma coisa: elas não são humanas. Jå viram como as mulheres conversam com os olhos? Elas conseguem pedir uma a outra para mudar de assunto com apenas um olhar. Elas fazem um comentårio sarcåstico com outro olhar. E apontam uma terceira pessoa com outro olhar. Quantos tipos de olhar existem⊠elas conhecem todos. Parece que frequentam escolas diferentes das que frequentam os homens. E é com um desses milhÔes de olhares que elas enfeitiçam os homens... En-fei-ti-çam!
A convivĂȘncia entre poeta e leitor, sĂł no silĂȘncio da leitura a sĂłs. A sĂłs, os dois. Isto Ă©, livro e leitor. Este nĂŁo quer saber de terceiros, nĂŁo quer que interpretem, que cantem, que dancem um poema. O verdadeiro amador de poemas ama em silĂȘncio...
Vendo a origem
âQuem me vĂȘ, vĂȘ o Paiâ. JoĂŁo 14:9
SĂł quando um homem vĂȘ o seu Criador Ă© que ele se torna verdadeiramente homem. Pois ao ver seu Criador o homem tem um vislumbre do que ele foi destinado a ser. Aquele que visse Deus, entĂŁo, veria o motivo da morte e do fim dos tempos. Destino? AmanhĂŁ? Verdade? Todas sĂŁo perguntas ao alcance do homem que conhece a sua origem. Ă ao ver Jesus que o homem vĂȘ a sua Origem.
Aprendi tambĂ©m a nĂŁo contar muito com os outros: na medida do possĂvel, faço tudo sĂł. DĂĄ mais certo.
RelaçÔes começam e acabam. E só porque acabou não quer dizer que não deu certo. Tudo då certo até onde tem que dar. Uma pessoa entra na vida da outra para ensinar alguma coisa, para aprender, para crescer. E fica o tempo que tem que ficar.
SĂł vocĂȘ me entende. SĂł vocĂȘ consegue ler as minhas entrelinhas, o que eu digo com os olhos. SĂł vocĂȘ interpreta o meu silĂȘncio e decifra os meus cĂłdigos. AtĂ© quando eu nĂŁo tenho nada a dizer, vocĂȘ me escuta. SĂł vocĂȘ.
Sozinha a gente apenas se preserva. A nossa existĂȘncia, pra valer, sĂł se confirma atravĂ©s dos outros.
