Brisa
Que o vento me traga você!
Dizem que o amor refresca como brisa suave que bate em nosso rosto, fazendo com que as sensações acelerem no ritmo descompassado das emoções. Enquanto eles dizem, eu sinto. E sentir você, é como uma suave brisa que bate em meu rosto, fazendo com que o meu coração se perca no encontro do frescor de doces emoções.
O vento sempre me traz você!
A palavra falada é leve como a brisa e se esvai na imensidão...
A palavra escrita é rocha que se lápida vagarosamente no tempo e na mansidão...
Se eu pudesse,
estaria num lugar lindo e pacífico,
sentindo um raro sentimento de leveza
com a brisa do mar invadindo,
levando embora qualquer conflito
ou tristeza,
enquanto o vai e vem das ondas
numa dança suave e intensa
e o céu estaria deslumbrante
com a arte do sol e suas cores fortes
com uma divina essência,
espero que não demore pra que assim aconteça.
Numa noite dessas, estava chovendo,
decidi ir até a janela para observar o céu e fiquei o observando por alguns instantes, então, você apareceu nos meus pensamentos, um devaneio da minha mente, estava linda, excitante, sorridente, estávamos exultantes
por estarmos juntos até que, repentinamente,
senti uma brisa suave tocar o meu rosto e os meus lábios
como se fossem os seus beijos enviados pelo meu audacioso desejo,
uma afronta à realidade.
Não queria despertar, entretanto,
fui contrariado quando uma densa neblina tomou conta,
ocultando assim a sua presença,
a chuva ficou mais forte,
logo, despertei e fechei a janela.
Deixe que a brisa do vento te envolva em doces pensamentos.
Que te leve a lugares que você gostaria de estar.
Que a suavidade da brisa acaricie a sua pele e te faça apreciar o quanto é bom ficar momentos só, para observar e refletir que a vida deve ser comemorada e bem vivida todos os dias...
Sou aventurança além mar, sou ostras vivas espaçadas ao chão, ao vento mar, a brisa mora. Frações do tempo em sentimentos ilimitados em nossas existências.
Como um frágil samurai, munido apenas de palavras.
Curvo-me, estupefato, diante da sombra gentil de uma bela montanha.
Que sem saber da grandeza da sua existência, teme a mais simples brisa.
Como a leve brisa que trás chuva em abundância e como o florescer, silencioso e belo. Assim é o agir de Deus...
A vida é apenas um sopro. Quando percebemos, já foi. É como um estalar de dedos, um piscar de olhos, uma leve brisa passageira. Olhemos com mais atenção e perceberemos que cada momento tem um significado importante, uma inesperada e bela surpresa. Os acontecimentos da vida são breves, significativos e com uma pitada de mistério. Sejamos bons observadores e seremos agraciados com o que ela tem de mais belo.
Sem Nexo
De onde saiu?
Não sei
Apenas saiu
Jorrou
Fluiu.
É como água de vertente
Nasce
Brota
Escorre.
Deixa o caminho úmido
Perplexo
Atônito.
Assim é ela
A água
Assim sou eu
A brisa.
Saudade, às vezes leve como a suavidade da brisa, outras vezes avassaladora como as tempestades em fase de devastação.
Jamais a dor alheia será compreendida na totalidade, mesmo que ocasionada pelos mesmos motivos. A diferença entre uma brisa e um furacão se resume na resistência de quem passa.
Você é minha brisa e minha expiração, nada na vida vem em vão.
Você é minha expiração e minha brisa, mais do que uma paixão mais do que uma amiga.
Tenha um dia feliz
Dê descanso a sua mente
Tenha menos preocupações
Deixe os problemas de lado por um momento.
Sente-se. Tome um café.
Mas não pense em nada.
Apenas sinta o aroma e sabor.
De paz ao coração
Tenha pensamentos mais positivos, mais leves...
Respire mais devagar
Admire a natureza
Ouça o som dos pássaros
Corra por aí... Sorria!
Sinta o vento, sinta o sol
Esvazie de si.
Seja suave como a brisa.
- Carlos Figueredo
As Flores da Minha Primavera.
ODES AS ALFAZEMAS
O vento do norte abrandou a fúria,
com alento, uma azulada brisa
ondulou milhares de hastes suas.
De longe, quando menos se espera,
entre o labirinto matizado,
trazem um horizonte perfumado.
Chegam com seus passos sonolentos
em silêncio abrem seus ramos.
Com os olhares "cor de safira",
as suas pétalas flutuam…
deixando seus rastros à mercês
dos poetas e das utopias.
Mais uma noite
As vezes tanta coisa passa pela minha mente, despedaçando cada parte do meu cérebro
Sangrando toda parte do meu corpo, deixando somente a carne para alimentar demônios
Meus ossos esfarelados para alimentar almas que sussurram em meus ouvidos querendo pó
E meus olhos enxergando somente o desespero do dia a dia sem saber onde seguir
Uma brisa do oceano vejo todos os dias e não consigo alcança-la e nem entende-la
Meu coração aclama uma onda leve e alegre, que segue seu próprio jeito de suavizar
O frescor que segue por seu rosto ilumina toda e qualquer sombra que existe em min
Apenas desejos ficam para traz, apenas vontades ficam para traz, apenas desespero resta
Todos os dias sigo sem saber o amanhã, vivendo apenas para min e para mais ninguém
Sangue eu vejo cair hoje, e amanhã eu vejo a carne sendo estraçalhada por anjos negros
Meu coração está em uma bandeja somente esperando eu oferecer para o mal
E o bem que deixei uma vez, está muito longe, para que eu possa provar mais uma vez o amor
Tu és fogo que não se apaga, me queima;
Tu és a calmaria de um furacão;
Tu és o compasso do coração;
da dança;
da chuva;
da alma;
Tu és brisa da manhã;
Tu és a agitação que me acalma;
Tu és apenas tu - do que preciso.
A manhã é um encanto
que da janela se vê,
tendo ainda um ar de sonhos
e resquícios da brisa noturna,
que tenta o sol arrefecer
Atrás de uma montanha
o olhar sereno do horizonte,
pisca em luzes risonhas
e envia um novo amanhecer
Amanheceu...
Frio intenso...
Árvores chorando em sereno...
Nem brisa sussurrando...
Em meu jardim só ?
Pensava ele = o poeta triste =
Rumor dos mortos...
Nunca esquecidos...
Caminhando....
E no silêncio presente...
Doce perfume inebriante pairava...
Nem uma abelha zumbia...
"De onde vem esse perfume?"
Indagava para si, tal qual sino silencioso,sem receber afago merecido...
Enquanto no frio agonizava...
Seus chinelos no chão arrastava...
Em penosa caminhada tremida...
Olhos lhe aguardavam...
Todo seus movimentos sentidos...
"O que será que o poeta vai fazer?"
Perguntam os pássaros uns aos outros...
Sussuravam baixinho...
A hora e o momento não pediam...
Alegres gorjeios...
E na aurora que o dia bebia em taças...
Pelo mel no ar ele se guiou...
Cada pétala...
Cada flor ele encontrou...
Estrelas deixadas na madrugada...
Com as quais se enamorou...
Eis que setembro chegou...
Olho-de-boneca floresceu...
O quanto Deus é generoso...
Só para fazer o poeta sorrir...
Plantou orquídeas em seu jardim...
Sandro Paschoal Nogueira
